sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... MOMENTOS 2018



Quem leu o meu romance “Para Além do Tempo” lembrar-se-á que termino com a seguinte frase – “A felicidade são momentos”. Esta continua sendo a minha convicção, pois a vida é composta por momentos, distintos uns dos outros, todos, fazendo a vida que vivemos.

Depois de muitas décadas de bons e maus momentos e, analisando este ano de 2018, considero-o um ano de muitos bons momentos.

Construí amizades para a vida. Publiquei o meu quinto livro, mesmo sabendo que amanhã só a família lhe pegará, é um sonho que também vou conquistando aos poucos.

A saúde, se pensar nas décadas já vividas, até está muito boa, também não me deu problemas de maior.

Sou beijoqueira por natureza, talvez porque em miúda a minha mãe me deu muitos beijos. Este ano dei e recebi muitos beijos, sinceros e verdadeiros. Dei e recebi abraços, daqueles que se sentem, saídos de corações puros. Amei e fui amada.

Enfim, analisando, quase tudo foi bom.

Falhou apenas, ter-vos mais comigo, assim o ano seria perfeito.

Porque:
“A felicidade são momentos”.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

IN-FINITA APRESENTA... MADALENA E O SAGRADO FEMININO


Madalena e o Sagrado Feminino aos olhos de Thiago Fonsêca

Se Maria Madalena não teve seu lugar assegurado nos versículos dos sagrados livros cristãos, esta obra poética garante os versos necessários para apresentar esta mulher, fundamental para compreendermos o sagrado feminino, usurpado de nós por tantos dogmas e austeras vozes masculinas.

A literatura tem esta beleza, a de nos revelar os possíveis e impossíveis da história, a de subverter realidades e alargar nossos horizontes. O que Manoel Fonsêca faz é mais do que estrofes e rimas, sua escrita nos oferece um novo imaginário, o qual aceitamos de bom grado através de uma leitura fluida, fácil, embora possa soar incômoda aos que insistem em não ler as boas novas.

Esta obra afirma o Feminino dentro de uma tradição religiosa que se iniciou com a crucificação de um homem e se perpetuou com a condenação à morte de inúmeras melhores. Talvez olhando para Maria Madalena encontremos também a redenção para Jesus, geralmente representado numa imagem melancólica, cabisbaixa, com os braços tristemente abertos.

O amor de Madalena é para permitir o abraço incompleto, levantar nossa cabeça e ressuscitarmos. É a nossa redenção, homens e mulheres de todo o mundo. Este livro é um convite para o amor divino realizável na terra.

Thiago Fonsêca

Professor de Meditação e Aprendiz Espiritual.

Conheça um pouco mais sobre o autor neste link

Contacto para adquirir o livro e-mail:  mdfonsecan@gmail.com

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

ADRIANA FALA DE... PATRÍCIA PORTO


Os caminhos conduzem não só os nossos passos, mas daqueles que precisam fazer parte da nossa história, e foi por um desses caminhos que encontrei e depois reencontrei Patrícia Porto. O primeiro olhar foi de admiração pelo gigantismo dessa Pequena Grande Mulher, ao falar e apresentar, na época, o seu mais recente livro Diário De Viagem Para Espantalhos E Andarilhos: Poemas E Notas De Sobrevivência. Depois, veio a curiosidade em conhecer um pouco mais da escritora, poeta, professora e, como afetos e afinidades não se explicam, fomos ficando confortavelmente uma na vida da outra, seguindo nossos passos e caminhos em paralelo, mas sempre interligadas, de uma maneira ou de outra. Falar de Patricia para mim é fácil, pois a imensidão que traz na alma e na mente sempre em ebulição daria para escrever todos os dias sobre suas produções, movimentos, lutas e vivências. Mas isso deixo para outro momento, quem sabe, tomo coragem e dedico-me a essa ideia que passou como relâmpago por aqui agora.

Hoje quero apenas registrar um pouco da Patrícia Porto, que estará entre nós, em Lisboa, dia 26 de janeiro lançando o seu mais recente livro  MEMÓRIA É UM PEIXE FORA D'ÁGUA, pela editora Penalux. Ainda com os rastros adocicados que o sucesso do livro de poesias CABEÇA DE ANTÍGONA, na segunda edição, deixou nesse caminhar.  E temos que celebrar um ano de uma parceria que tem dado muito certo, com a assessoria literária da In-Finita em Lisboa.

Poderia fazer mais uma entrevista com a autora, mas achei melhor pegar alguns fragmentos de sua biografia e apresentá-la assim, de uma forma mais didática e menos informal.

Patrícia de Cássia Pereira Porto, Professora e Pesquisadora no/do Ensino Fundamental (EJA). Escritora, poeta e cronista.
Rio de Janeiro.
Doutora em Educação pela UFF no ano de 2009 com a tese: “Narrativas memorialísticas: Por uma arte docente na escolarização da literatura” (publicada em 2010). Atualmente tenho como tema de pesquisa e trabalho pensar uma didática que possa trazer em si a ação de reinventar as experiências cotidianas da sala de aula, retirando delas determinados costumes que de tão naturalizados nos levavam ao não-questionamento e a não-curiosidade em relação ao nosso próprio fazer. A narrativa neste caso foi tratada como reinvenção de si na composição da história narrada na História humana, propondo assim a recuperação da memória singular e coletiva como possibilidade de transformação do ser e do fazer em sala de aula. O desafio de pensar a leitura e a literatura na escola surgiu então balizado pelo desafio de compreender como os professores na relação com o seu metapoeisis vivenciavam suas práticas e as tantas linguagens que delas provinham, linguagens que diziam e dizem de perto aos fluxos memorialísticos das palavras e imagens que compõem o que eles chamavam real juntamente com o que reinventam ou re-significam feito lembrança do vivido. Nesse sentido, me importava e importa problematizar metodologias existentes e pensar numa perspectiva pedagógica lúdica a favor da ousadia e da concretização de uma escolarização encarnada, sensível, atrativa e experimental – sem perder o rigor, a curiosidade e o desejo de mudança.
Estive na idealização, coordenação, implementação e execução dos projetos “Oficina de Leitura /Produção Textual”, "Ensinar português para quem FALA português" e também na execução do projeto “Reintegração” (PMSG), voltados para crianças das séries iniciais.
Hoje desenvolvo o Projeto LER pra VER e VER pra LER, voltado para alunos do EJA
.

Patrícia possui um poço infinito de águas claras e profundas de saber, conhecimento, arte, talento e vivência, e o que mais admiro é a simplicidade, a humildade, a alegria e sua forma de ser e estar, sempre atenta, contribuindo de uma forma ou de outra para um engrandecimento pessoal e cultural de quem cruza o seu caminho. E toda a minha gratidão por fazer parte dessa caminhada.

Indicada pela UFF ao Prêmio Capes de Melhor Tese do Ano (em 2009) pelo livro Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte Docente na Escolarização da Literatura. Graduada em Letras (Português e Literaturas) pela Universidade Federal Fluminense, pós-graduada em Alfabetização de Crianças das Classes Populares, mestre em Educação no Campo de Confluência de Estudos do Cotidiano e da Educação Popular (com a dissertação O Livro: Literatura entre as tramas da linguagem, memória e narrativa) e doutora em Políticas Públicas e Educação. Durante o mestrado e o doutorado foi bolsista da Capes e do CNPq. Integrou os grupos de pesquisa Linguagens, Leituras e tecnologias na escola, na UERJ e Política de Formação de Professores: Cultura, Memória, Narrativa e Imaginário, na UFF. Publicou vários artigos acadêmicos em periódicos no Brasil e no exterior, além de capítulos de livros. Lecionou, ainda, nas universidades UFRJ, UFRRJ, UERJ e Uniabeu, na área de Educação e Letras. Publicou quatro livros, sendo três de poesia (Sobre Pétalas e Preces, Diário de Viagem e Cabeça de Antígona) e um acadêmico, que teve como base a tese de doutorado. Foi Coordenadora e Professora-Pesquisadora do NUEC UFF, no Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos na Diversidade e Inclusão Social, sendo a responsável pelo módulo de orientação de TCC. Possui mais de 23 anos de experiência como docente, tendo lecionado para alunos de todas as faixas etárias, desde a educação infantil até a pós-graduação. Durante este período criou e coordenou vários cursos, oficinas e eventos que buscavam despertar o interesse pela leitura nas crianças. Mantém o blog Literamargens, dedicado à literatura e temas afins. Pertence ao Corpo Editorial da Revista Uniabeu. Atualmente é pesquisadora e colaboradora na ANF atua como pesquisadora no Projeto Portinari, PUC, e integra o coletivo Mulherio das Letras.

Com toda a minha admiração, recomendo: leiam e conheçam Patrícia Porto.

DRIKKA INQUIT

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

EU FALO DE... O BANCO AMARELO DO ARPOADOR

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELA AUTORA
Podem conhecer a autora neste link


Dois seres que se cruzam no acaso do destino e se complementam, pelo menos a espaços, movidos por ânsias de mudança e pelo amor que sempre sonharam. Duas histórias particulares que, apesar das diferentes vivências, os aproximam.

Um homem, longe de casa, tenta reencontrar-se e procura, no exotismo de outro continente, colmatar as carências que sente. Mas tocado pela dúvida deixa-se reprimir pela razão que a idade lhe concede. Uma mulher tenta refazer-se, após ter sido tocada pela tragédia mais dilacerante que qualquer ser humano consegue suportar, e assim retomar os trilhos da vida que acredita merecer.

Ele encanta-se pela beleza, jovialidade e o modo extrovertido dela. Ela apaixona-se pelo charme, elegância e a atenção que ele lhe devota. Ambos deixam-se enredar pelo apelo da carne e limitam-se a viver apenas os momentos de intimidade que partilham. Quando juntos, o mundo parece reduzir-se a eles. Nada mais existe. Eles são tudo o que respira e vive.

No entanto, nele existe uma tremenda luta interior entre a descrença nos sentimentos e a possibilidade de finalmente ser feliz. Por mais que queira cortar as amarras que o prendem, há sempre algo que o faz recuar.

Nela sobressai a necessidade de um ombro que a conforte, ampare e ajude a olvidar o sofrimento do passado. Ela acredita ter encontrado nele o porto de abrigo que procurava.

Pouco a pouco, nem sempre de forma intencional, cada um deles vai dando sinais dos seus fantasmas. Ela fala abertamente sobre o que sente, ele revela acidentalmente o que o atormenta. Ela tenta superar as diferenças entregando-se cada vez mais. Ele tenta reprimir-se e usa qualquer pretexto para que a relação fique estanque. Ambos querem um futuro diferente mas... enquanto ela faz acontecer, ele insiste em deixar a razão do medo sobrepor-se ao desejo da felicidade.

Ela afasta-se mas conserva a esperança de manter o relacionamento porque o ama sem reticências e, cada vez mais, acredita que o destino é ficarem juntos. Ele nega interesse para lá do platónico mas sofre com a ausência dela. Ele vai atrás dela. Ela recebe-o de braços abertos. Ela quer. Ele nega querer. Ela insiste e ele, apesar das evidências e dos sintomas, persiste na negação. Contudo, existirá sempre o banco amarelo do Arpoador a uni-los.

O vento, o mar, os cheiros, os sabores, as cores e a luz do Rio de Janeiro. Tudo isto faz parte do cenário tropical que a autora, Deborah Almeida, usou para criar o enredo desta história de amor, que pode ter muitos finais. Entre encontros e desencontros, ela teceu e entrelaçou as vidas dos dois personagens, de modo tão natural que, até as atitudes, porventura, mais insensatas e pitorescas nos parecem verosímeis. Para tal desiderato, talvez não seja estranho o facto do personagem masculino, um anglo-saxónico, ser também o narrador: isto é, a história que nos é contada, neste livro, é a versão dele. Ficamos a saber as suas percepções sobre os episódios vividos enquanto casal que quer ser mas, por vontade dele, ou por força das suas incertezas, dificilmente será. Ficamos a conhecer as qualidades e defeitos que ele vê nela, e do inverso apenas as suposições dele. Assim, ao lermos cada linha, somos acometidos pela curiosidade de saber se a versão dela seria a mesma.

Seja como for, e em resumo, este O BANCO AMARELO DO ARPOADOR - uma breve história de amor, tem 84 páginas, divididas em 28 capítulos, que se lêem num fôlego e faz-nos desejar que a autora, um dia, nos brinde com outro romance da mesma história mas com a narração a ser feita pela personagem feminina. Fica o desafio apenas porque fiquei curioso...

Recomendo, sem reservas, este livro de Deborah Almeida

Breve biografia da autora:

Deborah Almeida (1961) nasceu em Porto Alegre. É bacharel em Direito e aficionada pela leitura e a escrita. A aposentadoria em 2015 alavancou o início à carreira literária, escrevendo contos, crônicas e romances.

Os interessados podem adquirir o livro através deste link

MANU DIXIT

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

IN-FINITA APRESENTA... BENDITAS & GUERREIRAS


LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO PELO AUTOR

A seu modo, guerreiras e benditas, todas são certamente divindades.

A seu modo, ou a modo dos devotos, traçaram caminho diverso, torto mesmo, e outros resolveram segui-las. Transfiguraram-se em trilhas, modus vivendi, horizontes.
As mortais, deusas transmutadas em vida, fascinam mais. Inventaram-se desnudaram-se, revestiram-se de concreto e doçura. Não derivaram da imaginação alheia, mas da delas, decerto. Ao contrário, foram forjadas pela vida, tão inimaginável e tão presente. E umas viram-se nas outras.

Sobre elas, o médico Manoel Fonseca pesquisa, indaga, faz a anamnese, mas foge da terapêutica, não prescreve tratamento, até porque são hígidas (ou não) e, no receituário, prefere, para bem delas e nosso, recitar sonetos.

Já o poeta Manoel admira-as de longe, lusco-fusco de fantasia e realidade. Ensaia aproximação, troca mesuras, corteja-as, relata-nos suas façanhas, idealiza encontros e dele nascem sonetos.

Poesia e mulher, tantas vezes confundidas, embaralhadas (e embaladas) numa só. E uma alimenta-se na outra. Rima e cabelos, trova e pernas, redondilha e ancas, madrigal e sedução, enjambement e cavalgada.

E o poeta alimenta-se de todas. Fagocita e, em versos, as coloca no altar, santifica as guerreiras e humaniza as benditas.

Para a nossa adoração.

Felipe Barroso
Pastorador de Nuvens

Benditas & Guerreiras de Manoel Fonseca

Composto de 46 poemas divididos em quatro idades históricas: a Antiga, a Média, Moderna e Contemporânea, “Benditas & Guerreiras” acrescenta mais uma: a das deusas primordiais. Aquelas que antecederam a própria História. Pótinia da Turquia, por exemplo; Pacha Mama, do Chile que, como a outra, também se confunde com uma mãe universal; Cy, a deusa mãe brasileira; Iemanjá e Iansã, da África, e Brígida, uma deusa celta. As outras deusas, mais orientais, seriam Amaterasu, do Japão, e Aditi, da Índia.

Dividida em várias partes, “Benditas & Guerreiras”, de Manoel Dias Fonseca Neto, é uma homenagem às mulheres na história da humanidade. “Este livro, diz ele, logo no início, nasceu de uma indignação intelectual”. E explica. Afirma que sua mulher, Iracema Serra Azul, ficou perplexa quando percebeu que a maioria das deusas, na mitologia antiga, eram do sexo masculino e não feminino. Para dar mais evidência às deusas e às mulheres da História, por extensão, sugeriu ao marido, Manuel Fonseca que, além de médico e mestre em Gerenciamento de Sistemas Locais de Saúde, também é poeta, publicar um livro no qual as divindades e os heróis femininos e não masculinos fossem destacados. Foi assim que surgiu “Benditas & Guerreiras”.

Saibam mais do autor e do livro neste link

BENDITAS & GUERREIRAS - MANOEL DIAS DA FONSECA NETO - EXPRESSÃO GRÁFICA E EDITORA LDA


ASSESSORIA LITERÁRIA IN-FINITA

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

FALA AÍ BRASIL... PATRÍCIA PORTO (XXX)

Tempos de Bauman

Vivemos numa cibersociedade. Ainda é possível encontrar culturas agrafas? Raras por certo. O que está realmente na ordem do dia são as novas sociabilidades, as relações ou conexões cibernéticas. Quando algo dessa natureza acontece feito avalanche em termos de rapidez e descarte, vai se tornando mesmo difícil encontrar, desenvolver um código de gentilezas. Não falo em ética, algo mais profundo na escala do conhecimento. Falo de gentileza, porque é o que vem dessa esfera mais à derme do humano. Também não falo em humanismo, outra demanda conceitual. Quero falar da gentileza que está na base primeira do conviver - viver com. Gentileza como ação cotidiana, a da rotina mais usual entre os seres. O gesto, uma palavra de afabilidade, um aceno, um elogio, um gesto herdado do levantar dos elmos diante mesmo do inimigo.

Penso nessas relações líquidas, frágeis, instantâneas, das novas sociabilidades que giram nas mídias sociais e confesso sentir antipatia pelo desrespeito, por mensagens que agridem, causam dor. Claro que o ódio sempre existiu, mas a dinâmica das redes sociais amplificou, tirou do armário os que ainda tinham certo constrangimento de expor o machismo, racismo, xenofobia, fascismo etc. Mas sobre a gentileza há algo mais sutil e não menos perverso. A falta de gentileza é a falta do mínimo necessário, a falta de algo como ser "polite".

E com as mulheres há algo a ser estudado realmente, porque a falta de generosidade se expressa pela falta de sororidade, de empatia, por certa crueldade internalizada do patriarcado. O que aconteceu com Dilma, o que acontece hoje com Manuela, Marcia Tiburi são exemplos cognitivos a ser pesquisados.

É tudo muito fluído, efêmero, volumoso e raso, paradoxal. Sou de uma geração de transição. Vivemos o analógico. Sabemos da ampulheta e temos alguma ideia de finitude, creio.

Logo tudo isso será passado. Mas o hoje já está chegando com esse (des)gosto de algo (mal) passado. E dá uma melancolia não encontrar neste equipamento tão interessante, algum tipo de fóssil bonito e necessário que abrigue a gentileza. Dá dó do presente.

Patrícia Porto

mini-Biografia: Patricia Porto

Graduada em Literaturas Brasileira e Portuguesa, Doutora em Políticas Públicas e Educação, professora e poeta, publicou a obra acadêmica "Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte Docente na Escolarização da Literatura” e os livros de poesia "Sobre Pétalas e Preces" e "Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos". Participou, ainda, de coletâneas no Brasil e no exterior, integra o coletivo Mulherio das Letras e é colaboradora do portal da ANF (Agência de Notícias das Favelas). 

Assessoria Literária IN FINITA

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

IN-FINITA APRESENTA... NA PELE DA PALAVRA


Por vezes o melhor que podemos fazer por um livro, e um autor, é dar a conhecer a nossa primeira impressão. Assim sendo, aqui fica o prefácio que José Fernando Delgado Mendonça escreveu para o livro, NA PELE DA PALAVRA, de Susana Nunes.

A Susana Nunes gosta de misturar o erotismo com o divino. As suas metáforas são feitas verso a verso. Gosta de palavras, de muitas palavras, que muitas vezes nos levam para o abismo. Conta histórias como se de sonhos se tratasse. Gosto de ler devagar os versos que escreve porque gosto da sua loucura poética que nos leva para longe quando pensávamos poder ficar apenas entre quatro paredes. A Susana diz “não quero amar-te a vida toda porque a vida toda é muito tempo” pois gosta de saborear e de endeusar os pequenos instantes da vida. Somos amigos destes tempos de hoje que nos permitem conhecer apenas a alma, os sentimentos e as emoções de quem escreve e sentir que a amizade pode ser construída assim, verso a verso, versos que chegam até nós a todo o momento. Ofereço este poema à Susana Nunes para exprimir o que penso da forma como escreve.

pintas o futuro de vermelhos
e eu não sei que te diga
o teu sangue ferve
a tua alma transborda
e eu não sei que te diga

falas de veredas
e de estrelas escondidas
no fundo do mar
aí sim havemos de nos encontrar
e o vento, se vento houver, dirá:
são dois amigos
que um dia tentaram
mas não conseguiram
escrever um poema a duas mãos

josé fernando delgado mendonça - 2018/10/08


ASSESSORIA LITERÁRIA IN-FINITA

domingo, 18 de novembro de 2018

ADRIANA FALA DE... À PROCURA DE MIM

Por vezes o melhor que podemos fazer por um livro, e um autor, é dar a conhecer a nossa primeira impressão. Assim sendo, aqui fica o texto, de Adriana Mayrinck, lido na Biblioteca Municipal de Setúbal, no lançamento do livro, À PROCURA DE MIM, de Isabel Bastos Nunes


Procuro-me na minha sombra, mas não me encontro.
Procuro-me em tudo o que fiz e perco-me no abstracto,
De uma vida em que tudo tentei, nada colhi.
Por isso, ainda ando à procura de mim.

Palavras que deslizam como corredeiras no processo criativo e que surgem da sensibilidade cotidiana de factos vivenciados, olhar crítico e da busca incansável pelas lembranças que acalentam noites solitárias ou dias intensos de atividades, assim é À PROCURA DE MIM de Isabel Bastos Nunes. Um relicário de percepções, indagações e registros de uma autora realista que pincela com lirismo, e com a sutileza de escrita bem cuidada, seja em um poema ou em prosa poética, sentimentos represados, extravasados ou simplesmente, observados que invadem a noite e a esperam em um canto de seus pensamentos a hora do encontro com a folha em branco. Um encontro prazeroso, mas exigente e nem sempre muito fácil de se chegar a satisfação total, sem desistências ou intimidações, onde a última palavra e o ponto final são permitidos após a convicta certeza de que se chegou aonde queria.

E Isabel chegou. Aonde tem que estar, na hora exata, na maturidade de sua produção literária. Trouxe pelo caminho, lembranças recolhidas em cada passo dado, em cada sorriso, em cada lágrima, em cada momento vivido, percorridos pelas estradas e atalhos que a vida lhe fez passar. Uniu tudo em palavras, em tempos, em fases de uma existência incansável pela procura de si mesma. Uma procura inquieta, solitária e infinita. A Autora em sua contracapa descreve que nada colheu, talvez sim, talvez pela generosidade de sempre ter espalhado sementes, doado solidariedade, entregue gentilezas. Pois, assim é a alma daqueles que sonham e não se conformam com os limites impostos pela vida, pela sociedade, pelo corpo, ou pelo tempo. Assim é a construção de uma autora, que aprende, lapida e aperfeiçoa, em cada nova criação, e que almeja alcançar na sua escrita o conforto de quem agradou e ultrapassou a si mesma, para, depois, acarinhar e aconchegar àqueles que lhe acompanham. E isso, Isabel sabe fazer com maestria.

À PROCURA DE MIM, tem 85 poemas que subdividem-se em dez tempos ou fases. Como nas fases do cotidiano, nas lembranças, no amor, nas inquietações, nas emoções, nos questionamentos, nas expectativas, nos silêncios e no encontro consigo mesma, esse talvez adiado, pela sede de experimentar o desconhecido e desafiar os seus limites e sentidos:

Procuro o Teu Olhar – 13 poemas
Lágrimas da Alma – 7 poemas
Assim Sou Eu – 6 poemas
A Voz da Ilusão – 3 poemas
E Assim Somos Poetas da Vida – 7 poemas
Entre as Palavras e o Silêncio – 14 poemas
Prelúdio de um entardecer – 9 poemas
Solidão – 4 poemas
Acasos e Dúvidas da Vida – 17 poemas
Deixa-me ouvir o silêncio – 5 poemas

São poemas elaborados com o cuidado e o carinho da autora,  que diariamente no facebook, presenteia-nos com seus escritos e que agora, tornou-se palpável, em uma obra que merece toda a nossa apreciação.

Em  À PROCURA DE MIM, todo o sentimento está registrado.

Nas fases de cada poema, no desejo de reunir momentos significativos, nas mensagens de todos que colaboraram, na capa em aquarela criada pela talentosa Pólvora da Cruz, e por nós da In-finita , no empenho da Julia (designer que fez a capa) em aproveitar ao máximo a proposta da arte, por mim e pelo Emanuel que nos envolvemos com um único objetivo: satisfazer a autora. Um desafio pela exigência profissional, tanto da Isabel, quanto nosso, e uma imensa satisfação de chegar até aqui.
Um livro construído com afeto. 
Da Isabel, de nós, para vocês.

A poesia é Silêncio

Ser poeta é mais que escrever
È ser tudo e nada
É sonhar,
Estando acordado,
É amar,
Não amando
É ser solitário,
Estando acompanhado,
É viajar,
Sem sair do lugar
É morrer
É ficar em silêncio
Mas renascer, sempre que alguém lê

Isabel Bastos Nunes

A nossa gratidão!

ASSESSORIA LITERÁRIA IN-FINITA

sábado, 17 de novembro de 2018

IN-FINITA APRESENTA... A MEMÓRIA É UM PEIXE FORA D'ÁGUA


A MEMÓRIA É UM PEIXE FORA D’ÁGUA, DE PATRÍCIA PORTO. MAIS DO QUE UM ACERTO DE CONTAS, UM ACERTO DE CONTOS

A memória é o que alicerça, até aqui, a obra de Patrícia Porto. Não a memória no seu sentido mais corriqueiro, mas sim tratada e enriquecida a partir de ângulos diferentes e até opostos. Há, por exemplo, o ângulo acadêmico, trazido no livro: Narrativas Memorialísticas - por Uma Arte Docente na Escolarização da Literatura (Ed. CRV, 2010), escrito a partir de tese finalista do prêmio CAPES. Há o ângulo poético, trabalhado na trilogia composta pelos volumes: Sobre Pétalas e Preces (Ed. Multifoco, 2014), Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos (Ed. Autografia, 2015) e Cabeça de Antígona (Ed. Reformatório, 2017). E, agora, há o ângulo apresentado nos contos de A Memória é um Peixe Fora D’Água (Ed. Penalux, 2018). Dividido em três partes (Os Ossos No Porão, Os Crônicos e Fogaréu no Céu, Exílio na terra), A Memória é um Peixe Fora D’Água é escrito, muitas vezes, de forma tensa. Como se a autora abandonasse o método do livro acadêmico e as ressignificações dos livros de poesia e disciplinasse as palavras usando a estreiteza de horizontes do Brasil dos anos 70 – sim, vários contos se passam nesta época, mesmo que a autora não diga isso textualmente. É uma obra política? É. Tanto quanto a memória daqueles dias pode ser, na visão de uma criança que nada sabia de ditadura e muito sabia de autoritarismo. É uma obra de formação? É. Tanto quanto a percepção de que o futuro é só um paliativo na visão de uma jovem dos anos 80. É uma obra memorialística? É acerto de contas? Talvez sim, talvez não. E podendo ser tantas, é, necessariamente, literatura – uma literatura que em seus pontos altos obedece ao ensinamento de Graciliano Ramos: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.” Contos como Coturno 36 (“Pediu ao padrasto coturnos que coubessem nos pés 36. Ele logo soltou em forma de berro: “E tu é homem? Vai usar coturno pra quê?”), Ícaro (“Ícaro morreu aos sete meses dentro da minha barriga. Fiquei anos me odiando pela escolha desastrosa do nome.”), A Gata Amarela (Eu cresci por atropelos e de forma desalinhada. Aos dez anos tinha por hábito viver a amplidão das ruas do nosso bairro do interior) ou ainda O Método (Arroubos é uma palavra que eu sempre quis usar. Porque não sei como viver. Viver arroubos. Ou viver mesmo.) nos mostram uma autora que sabe sentir como poesia e revelar como prosa. Ricardo Gualda, publicitário e escritor. 

A Memória é um Peixe Fora D’água, Patrícia Porto Editora Penalux – 1ª edição: 2018 Capa: Patrícia Ferreira

Nota sobre a autora: Maranhense, Patrícia Porto é graduada em Literatura, mestra em Educação e doutora em Políticas Públicas pela UFF (Universidade Federal Fluminense), tendo vários artigos acadêmicos e capítulos de livros publicados no Brasil e no exterior.

Assessoria Literária In-Finita

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... FLÁVIO ULHOA COELHO



Agradecemos ao autor FLÁVIO ULHOA COELHO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1- Quando e em que circunstâncias surgiu o autor Flávio Ulhoa Coelho?

Acredito que foi de forma inesperada, nunca tinha pensado em ser escritor até o dia, já com meus vinte e cinco anos, em que me arrisquei a escrever um conto, em uma daquelas noites de insônia. Esse conto se chama “Postal” e abre o meu primeiro livro de contos, o “Conto que conto”. O prêmio que ganhei com esse livro me incentivou a continuar a escrever. Acredito que um passo importante nessa direção aconteceu quando eu passei quatro anos na Inglaterra a estudos. A distância do Brasil e as novas experiências foram me motivando a colocar ideias e emoções no papel e os contos foram surgindo.

2 - Como é o seu processo de criação?

Em geral, vou anotando ideias em pedaços de papel e cadernetas para depois trabalhá-las com mais calma. Essa segunda parte é a mais complicada, nunca estou satisfeito e sigo trabalhando o texto até, digamos assim, me cansar dele, momento em que decido que ele está pronto, busco outro papelzinho com ideias e sigo adiante. Por outro lado, minha ansiedade quer ver o texto pronto logo e, por isso, dá então para perceber o caos em que me meto quando escrevo. Acontece de, tempos depois, perceber que alguma ideia que tive não tenha sido explorada totalmente e, nesses casos não tão raros assim, eu volto a ela em algum outro formato.

3 - O que considera mais importante no que escreve? As estórias ou os personagens? Porquê?

Depende muito do texto, mas, em geral, a ideia da estória vem antes e aí eu tento desenvolver os personagens de acordo com ela. Mas há também alguns personagens que me acompanham sem me darem trégua, ressuscitam de tempos em tempos em meus escritos, ressurgem em sonhos e nunca me abandonam, verdadeiros fantasmas. E nem estou falando, por exemplo, de personagens como o Thio Therezo que me acompanha frequentemente, principalmente em meu blog, pois esse já faz parte de meu cotidiano e é trabalhado de forma consciente.

4 - Lendo a sua biografia literária, nota-se predominância da narrativa curta. Que razões sustentam essa apetência?

Sempre gostei de ler narrativas curtas. Inclusive, à época em que comecei a escrever, a narrativa curta, mormente a latino-americana, estava em alta. De forma geral, gosto de narrativas que não se resolvem totalmente, que levem o leitor a também participar delas e narrativas curtas em geral se prestam melhor a isso, em algum sentido que não saberia racionalizar muito bem.
Acho que, no começo, também pesaram dois aspectos. Por um lado, a ansiedade de ver o texto pronto que eu mencionei acima talvez tenha, mesmo inconscientemente, influenciado para que meus escritos sejam mais curtos, mais diretos. Por outro, por conta de meu trabalho como professor e matemático, o tempo que tinha para escrever não era tão grande assim no começo e textos longos demandam uma rotina de escrita mais consistente. Como se pode notar, essa não é uma opção definitiva, longe disso, pois, apesar de ainda escrever mais contos no meu cotidiano, estou me aventurando em outros gêneros literários e gostando.

5 - Quais as diferenças mais relevantes entre escrever um conto e um romance?

Tenho uma experiência maior em escrever contos e só recentemente me aventurei nos romances. De um ponto de vista bastante pragmático, escrever um romance demanda uma rotina diferente, é necessário estar concentrado na estória por um período mais longo e de forma mais intensa, ao menos essa foi a minha experiência. A narrativa curta, em geral, ou se resolve rapidamente ou pode ser deixada de lado e retomada sempre que possível sem a necessidade de um tempo excessivo de trabalho. Do ponto de vista de temática, porém, não vejo diferenças que sejam significativas.

6 - Como surgiu a ideia, e em que se inspirou, para a construção de Pigarreios?

O “Pigarreios”, na realidade, nasceu como um conto que eu escrevi de forma inesperadamente rápida. Apesar de estar satisfeito com ele do ponto de vista formal, senti que a estória poderia ter uma outra leitura se eu desenvolvesse mais os personagens intercalando outras possíveis estórias. Apesar das ideias centrais do conto inicial estarem preservadas no romance, acredito que consegui desenvolver melhor o enredo nessa, digamos assim, versão estendida.

7 - Quais as maiores dificuldades que encontrou ao escrever este romance?

É o meu primeiro romance e a dificuldade maior foi manter o fôlego de uma escrita mais longa vista a minha experiência com narrativas curtas. Fiquei, ao final, muito satisfeito com o resultado.

8 - Que mensagens procura transmitir com este trabalho?

Não sei se poderia chamar de mensagens, nunca penso nesses termos quando escrevo, mas algo que permeia a estória de “Pigarreios” é o fato de poder haver múltiplas versões para um mesmo evento a depender de como se olha e de seus interesses nele.

9 - As estórias que ficaram em suspenso ao longo de Pigarreios são prenúncio de continuidade?

Não, não penso em continuidade. O que ficou em suspenso é tarefa do leitor ajustar, completar e talvez até decidir por qual versão implícita do texto ele se identifica mais. Qualquer coisa que eu escrevesse a mais sobre a estória narrada lá mataria um pouco o que tive em mente ao escrever.

10 - Que mais podem os leitores esperar do autor Flávio Ulhoa Coelho?

Bom, sigo no meu blog semanal (asquintasfeiras.blogpost.com) até quando o meu fôlego aguentar. Demorei um pouco para começá-lo pois queria que ele tivesse essa continuidade rotineira, toda quinta-feira um novo texto. E lá se vão mais de três anos e meio e sigo firme. Além disso, tenho trabalhado em contos que não pretendo publicar lá por conta da proposta do blog (crônicas, tentativas de poemas e contos curtos, alguns até republicações de contos de livros esgotados no mercado) e também em novos romances. No momento estou trabalhando em um romance que espero terminar em breve. Ah! e também estou trabalhando em textos para o público infanto-juvenil, pois gostei muito de minha experiência recente para essas faixas etárias, principalmente com o livro “Guarda-Trecos”.

Podem acompanhar o autor neste link

Podem adquirir o livro PIGARREIOS neste link

O autor estará a autografar o seu livro PIGARREIOS, no próximo dia 29 de Novembro, na Fnac do Gaia Shopping. Apareçam!


ASSESSORIA LITERÁRIA IN-FINITA

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

IN-FINITA APRESENTA... 1 ANJO MACDERMOT


1 ANJO MACDERMOT

SINOPSE

Um cara é atropelado por um caminhão e fica jogado dias à beira de uma estrada, pedindo ajuda a qualquer um. Como não aparecesse sequer uma viva alma para lhe oferecer auxílio, ele grita com toda a força dos seus pulmões: “Ei, louco anjo de fumaça! Pare aí o teu carro e me dê uma carona até o Mundo do Incenso Colorido, onde sorrir é preciso e a juventude se dá bem! Pois lá, não se pagam impostos... lá, não existem conflitos... lá, não se ferem os ouvidos com as bombas do Vietnã! Pois tudo lá é brilhante (oh, anjo) e a magia se sobrepõe à razão, nos dedos plenos da ‘erva’ que estão na tua mão!”. No exato instante em que foi proferida esta prece psicodélica, surge ante ele 1 anjo MacDermot todo feito da mais rarefeita fumaça cor de cinza clara, que diz: “Ok. Vamos girar entre as flores vítreas do plástico jardim das árvores de aço!”. Então, este anjo o leva para um lisérgico lugar chamado Mundo do Incenso Colorido. Neste paraíso artificial, ele passa a viver e a ser feliz: o anjo de fumaça cuida de suas feridas com desvelo de médico amigo e ele volta a andar. Logo, o cara acidentado deslumbra-se com as flores de vidro, as árvores de aço, a grama plástica e o brilho purpurinado do incenso furta-cor que paira por toda a atmosfera... visita a ermida erguida em honra de Nossa Senhora da Psicodelia e conhece todos os cinco níveis que compõem este jardim: o 1º (mais claro e espaçoso), o 2º (onde há a ermida), o 3º (o mais exuberante de todos), o 4º (onde o incenso é mais denso) e o 5º (onde fica o estranho Cemitério do Tempo). Certo dia, porém, o anjo revela-lhe a história de sua vida contada cronologicamente nos fatos que constituem a década de 60. E após descobrir a verdadeira identidade desse anjo, o cara perde tudo o que conseguira ganhar.

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BIOGRAFIA:

Jack Michel é o nome artístico de duas escritoras: Jaqueline e Micheline Ramos. São irmãs e nasceram respectivamente em 20 de fevereiro e em 30 de novembro, na cidade de Belém, Estado do Pará (Brasil). O tema do conteúdo que escreve é variado visto que possui livros escritos nos gêneros ficção, poesia, romance, fábula e conto de fadas. O estilo de escrita de Jack Michel foi influenciado por autores mundiais clássicos de diversos gêneros literários como Oscar Wilde, Hans Christian Andersen, Lewis Carrol, Edgar Allan Poe, Eça de Queirós, Machado de Assis, dentre outros. A escritora professa o lema “ESCREVER É VIVER”. Publicou seu primeiro livro “Arco-Jesus-Íris” em outubro de 2015, pela Chiado Editora (editora de Portugal). Em 2016 lançará pela Drago Editorial (editora do Brasil) as obras LSD Lua, 1 Anjo MacDermot, Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate e Ovo. É associada da A.C.I.M.A (Associazione Culturale Internazionale Mandala) e da LITERARTE (Associação Internacional de Escritores e Artistas). Participou do XXIX Salão Internacional do Livro de Turim, que aconteceu de 12 a 16 de Maio 2016. Seu logo é “A escritora 2 em 1”.