Mostrar mensagens com a etiqueta Entrevista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Entrevista. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de junho de 2020

DEZ PERGUNTAS ASSESSORIA LITERÁRIA A... JACKMICHEL


Agradecemos ao duo JACKMICHEL pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Quantos livros publicados por JackMichel?  Como é feito o trabalho de criação e divulgação dos livros? 

A Escritora 2 em 1 tem 13 livros lançados ao longo de sua jovem carreira de 5 anos. Já a concepção da obra é submetida ao know-how técnico e criativo de ambas; e a divulgação se utiliza em geral do trabalho de assessoria/agenciamento literário, cuja atividade dá suporte à propaganda nos tempos de tecnologia da mídia.

2 - Como é trabalhar a quatro mãos? Como surgiu a ideia das irmãs escritoras?

Eu e Jack não escrevemos juntas. A concepção de uma obra é planeada por nós duas; já o critério utilizado para a elaboração da escrita se dá unindo posteriormente as cotas de texto; ou seja, às vezes Jack escreve a maior parte de um livro e separa trechos para eu preencher... outras, ela cria o título e eu componho a obra... de modo que, ao fim do trabalho, não se acham tais enxertos tão coesa é nossa estilística de expressão: uma mescla perfeita tal qual o queijo com a goiabada. O primeiro grupo da literatura mundial formado por duas escritoras surgiu por acaso. Quando eu, Michel, comecei rascunhar meus primeiros manuscritos, Jack minha irmã e parceira literária, já pegava na pena. Anos depois, haja vista termos acumulado muito material escrito, decidimos unir os calhamaços; e criamos JackMichel, cujo slogan é “A escritora 2 em 1”.

3 - O que essa pandemia mudou na sua rotina de escritora?

Apenas o aspecto psicológico, pois reclusão e isolamento social sistemáticos culminam por esfrangalhar os nervos das pessoas.

4 - Como foi inspirado o Fabulário? Conte-nos um pouco sobre o livro. 

Essa coleção de fábulas foi inspirada nas fábulas de Esopo, que líamos em nossa infância. Este livro possui 33 fábulas com temas variados e escolhidos por nós para estimular silogismos na mente das pessoas.  

5 - O que acredita ser essencial para divulgar a literatura? 

Utilizá-la como publicação digital de cunho informativo, jornalístico ou de entretenimento através dos espaços virtuais da internet.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

O lado positivo de escrever é a divulgação autoral; e o reverso da  moeda é alcançar leitores que pensam, sentem e agem de maneira diferente. Efetivamente o escritor tem uma responsabilidade social com aquilo que produz e influencia os meios de comunicação com o que escreve, com o que fala, com o que faz.

7 - O que pretende alcançar enquanto autora? 

Ser JackMichel sic et simpliciter.

8 - Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

Publicar o próximo livro e ter nossos livros reproduzidos nas telonas do mundo inteiro, pois hoje em dia são frequentes as adaptações de livros para o cinema.

9 - Sugira uma autora e um livro (contemporâneos).

Não é fácil preferir uma autora a outra visto que muitas são as poetisas maravilhosas, as romancistas históricas, que lemos e nos imprimem marcas fundas na alma... mas para não deixar a pergunta sem resposta citarei Sylvia Plath e “A Redoma de Vidro”.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Se me perguntassem “O que acha da Guernica , de Picasso” eu responderia “É a tua!”

quinta-feira, 30 de abril de 2020

DEZ PERGUNTAS A... MANOEL BARBOSA


Agradecemos ao autor MANOEL BARBOSA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 – O livro SANGUE E BLUES foi lançado em 2018. Conte-nos um pouco sobre o livro e todo o processo até a sua produção.

O livro “SANGUE E BLUES” é resultado de uma seleção de textos escritos ao longo de alguns anos. Alguns desses textos foram escritos com o foco não em publicação de livro impresso, mas a interpretação em um espetáculo teatral performático que produzi para minha atuação solo. Outros textos ao contrário eram para publicação em livro. Juntando esses textos para formar o repertório, pesquisei algumas editoras quanto à condição para publicação através delas, então decidi que faria uma publicação independente. Eu, autor editor e as parcerias de afinidade para as devidas etapas da produção que resultou nessa obra que já está circulado desde 25 de julho de 2018.

2 – Os poemas apresentados é um resgate de sentimentos e percepções pessoais ou mera criação do autor?

É um mesclado de ambas as situações, pois alguns poemas foram escritos a partir de minha constante observação dos fragmentos da vida cotidiana em diversos seguimentos da sociedade, outros como forma de expressar algumas de minhas ideias e sentimentos pessoais. Quanto ao imaginário, ah, esse está sempre latente e com ele muitas das composições contribuirão para formar o repertório do livro.

3 – Quem é Manoel Barbosa?

Ator, escritor, poeta, dramaturgo e também diretor e produtor teatral. Brasileiro de Minas Gerais, residente em Belo Horizonte desde a infância, nascido em 06 de outubro de 1964 - Central de Santa Helena.

4 – Esteve em Lisboa para divulgar o livro, conte-nos um pouco sobre essa trajetória...

Muito favorável! Foi a “temporada Europa 2019” segundo semestre na qual consegui o aproveitamento de diversos eventos e boas parcerias. Cito alguns iniciando pelos promovidos pela “IN-FINITA” em parceria com “Zénite Bar Galeria”, sendo encontros semanais para “Leitura de A a Zénite” e os saraus aos domingos no Palácio Baldaya, ambos possibilitando um excelente intercâmbio entre os autores de todos os gêneros literários e uma valiosa oportunidade de contato com os apreciadores. Também o “Festival de poesia de Lisboa” com diversas atividades incluindo sarau e lançamentos de livros, “Tertúlia Poética América Miranda” realizada no Palácio Baldaya e coordenação do poeta Frassino Machado. Para encerramento da temporada tive a apresentação do recital poético “Manoel Barbosa - poesia e fragmentos performáticos” no Zénite Bar Galeria.

5 – Quais as diferenças mais significativas que encontrou na divulgação do livro no Brasil e em Portugal?

Foram quanto aos saraus. Já apresentei minhas interpretações poéticas em saraus de diversas cidades do Brasil e quase todos são realizados uma vez ao mês e mesmo em Belo Horizonte, cidade na qual resido, por várias vezes em função do meu trabalho de ator e produtor teatral eu não consigo disponibilizar-me nas devidas datas e isso implica em não realizar nessas fontes uma divulgação presencial dos livros já publicados. Se fossem realizados mais vezes ao mês, possibilitaria em alguma das datas estar presente e também prestigiar outros autores.
Em Portugal essa situação foi diferente com relação aos saraus e outros eventos, pois além da continuidade e por serem realizados semanalmente, ainda que não me fosse possível comparecer numa semana, mas em outra sim. Isso favorece à divulgação, intercâmbio com outros autores e o público apreciador de literatura.

6 – O que espera do mercado e o que acha que seja importante para um autor e o seu livro?

Espero que continue tendo os autores e produtores comprometidos com esse grandioso propósito de manter vivo o movimento literário de todos os gêneros.
Acho importante a assessoria literária prestada por uma empresa como a “IN-FINITA” que se compromete com a divulgação de um autor e o seu livro principalmente em Portugal, mesmo sem a presença do autor. Também, todos nós, autores e produtores atentos para desenvolver ações que cativam e aproximam o público apreciador de literatura aos autores e aos livros e assim ampliando as possibilidades de circulação e venda.

7 – Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita nos dias atuais?

Como pontos positivos eu vejo as oportunidades. Toda essa diversidade de possibilidades para publicação, tais como; as coletâneas impressas, redes sociais, os grupos na web que sempre acolhem tantas publicações. Tendo em vista que produzir um livro solo, impresso ou digital tem custo bastante significativo principalmente para o autor em início de carreira, quase sempre sem experiencia, sem algumas informações primordiais, tomado pelo entusiasmo fica vulnerável a investir e não obter um produto com resultado satisfatório, até mesmo frustrante. Vejo as formas alternativas de publicação como tempo de oportunidade para amadurecimento da escrita, consciência quanto ao propósito e realidade de mercado.
Como pontos negativos ainda insisto nas questões quanto aos custos para publicação de livros como autor independente e sem patrocínio, custos que também são inevitáveis para manter uma boa divulgação que resulte em circulação e venda do produto.

8 – Em tempos de pandemia, reavaliou os seus projetos, acredita que haverá alguma mudança na forma de se trabalhar a escrita e quais as suas impressões para um futuro próximo?

Sim! Reavaliei. Acredito que realmente haverá mudanças não só na forma criativa quanto à tendência atual que estará predominante, mas também nas estratégias de mercado que provavelmente exigirá muito mais empenho para produzir, divulgar, circular e vender. “Vender! Isso é sem dúvida imprescindível em questão profissional”.

9 – Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

A curto prazo cito a publicação de mais uma edição do livro “ATMOSFERA”, também de poemas do qual foi produzido anteriormente apenas uma pequena remessa e vendido muito rápido.
Como projeto a longo prazo posso citar a publicação de três novos livros, sendo eles: Uma coletânea poética bilíngue em formato impresso e digital com alguns textos de cada livro de minha autoria já publicado. Também um livro de contos e um de romance. Já trabalho intensamente nesse projeto para tê-lo compondo o legado para esse tempo que me está sendo permitido viver.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

10 – Pergunta: O que você ambiciona quanto ao universo da escrita?      
Resposta: Continuar trabalhando com essa atividade que para mim é profissão e sendo capaz de proporcionar a apreciação, reflexão e transformação para o bem entre as pessoas através da escrita literária e dramatúrgica!


Manoel Barbosa é escritor, poeta, ator, performer, e dramaturgo. Também é diretor e produtor teatral. Nasceu em 06 de outubro de 1964. É brasileiro de Minas Gerais. Já publicou os livros de poemas: “SANGUE E BLUES”, “ATMOSFERA” e “UIVOS URBANOS”. É coautor em diversas coletâneas publicadas no Brasil, Portugal e outros países.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

DEZ PERGUNTAS A... JORGE GASPAR


Agradecemos ao autor JORGE GASPAR pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Um exercício de raciocínio. Gerindo a escrita com originalidade em ideias e pensamentos.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Poesia lírica. Circunstancialmente no género narrativo, conto.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Leitura versus criatividade.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Comunicação, diálogo, liberdade de pensamento.

5 - Qual o seu público alvo?

Todo o que se interesse pela leitura e conhecimento.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Humanismo e modernismo.

7 - Quais as suas referências literárias?

Autores dos clássicos aos contemporâneos.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Corresponder aos convites para publicar.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Transmissão de ideias originando o diálogo.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

O que deverá refletir a escrita? Partilha de conhecimentos, fomentando a união de ideias e sentires.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

DEZ PERGUNTAS A... CARLOTA MARQUES CANHA


Agradecemos à autora CARLOTA MARQUES CANHA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 – O livro AGARRAR O TEMPO “Pensamentos sem tempo” foi lançado em dezembro de 2018. Conte-nos um pouco da história da caminhada entre a autora e o livro.

Este livro que, considero quase como um filho,  foi um processo inesperado numa fase pessoal da minha vida em que o meu sonho falou mais alto e a necessidade de fazer algumas mudanças na minha vida, contornar ciclos, uma fase de reinvenção deram-me a coragem,  a segurança que estava na hora de avançar com este projeto. Inicialmente foi uma edição de autor, mas a vontade pessoal de levar o livro mais longe fez com que o mesmo chegasse a algumas editoras e foi a Chiado Books que decidiu editar este livro que foi no tempo, no momento certo da minha vida.

2 – Como foi o processo criativo para a elaboração do seu livro AGARRAR O TEMPO “Pensamentos sem tempo”?

Alguns poemas já existiam de um passado da minha juventude em que abandonei a escrita durante quase 20 anos, mas a vontade de voltar a escrever foi enorme e senti esse grande apelo interior. No início, as ideias tinham alguma dificuldade em concretizarem-se, mas gradualmente foram aparecendo os temas e os poemas foram  sendo escritos a pouco e pouco, sendo o resultado de experiências pessoais do passado recente e outras mais antigas. A intuição e uma corrente criativa que foi suscitada na altura fizeram-me avançar, seguir este caminho em frente, mesmo com algum receio e dúvidas. Decidi apostar. Contei muito com o apoio que senti de alguns amigos, de realçar o incentivo e carinho que recebi da primeira pessoa que leu o livro em primeira mão, a  amiga  e jornalista do Jornal de Negócios, Carla Pedro que gostou desde o início do manuscrito e fez-me acreditar que estava no caminho certo e também a minha mãe que, na sua idade avançada e com uma saúde debilitada encorajou-me a seguir em frente, mesmo com todas as dificuldades e barreiras que iria enfrentar fez-me acreditar que era possível levar este sonho, este projeto avante. Para além da minha mãe, tive um “empurrão celestial” do meu pai já falecido e que sempre apoiou-me em todos os desafios que quis enveredar, fez-me ver que teria que lutar pelo que queria e, se queria muito algo tinha que lutar com todas as forças sem nunca baixar os braços. Embora tivesse, muitas das vezes, alguma rebeldia em aceitar os seus conselhos na minha juventude, hoje sei que foi pelo meu bem e para o meu crescimento e evolução como pessoa. Foi ele que me fez ver e perceber que era agora ou nunca o momento de arriscar. O prefácio do livro “Agarrar o Tempo” foi uma homenagem em forma de dedicatória que fiz ao meu pai que já partiu, mas que está sempre comigo numa conexão que diria quase espiritual. Sou muito grata aos pais que tive que sempre estiveram comigo em todos os momentos decisivos da minha vida, sem excepções. O livro acabou por unir a escrita e também a fotografia através de um amigo pessoal que surgiu na minha vida numa fase crítica, mas que foi o responsável pela produção fotográfica do livro de autor e, posteriormente com o livro “Agarrar o tempo – Pensamentos sem tempo”, o Miguel Vidal Pinheiro foi decisivo nesta fase de criação com a sua genuína e bonita amizade e também pela sua experiência como fotógrafo. Vários fatores alinharam-se,  permitindo que “Agarrar o Tempo”, título de um poema original que faz parte do mesmo livro tornasse-se numa realidade e que seria editado e publicado em Dezembro de 2018.

3 – Como foi a sua metodologia de trabalho na criação desse livro?

Foram escolhidos 100 poemas para fazerem parte deste livro, alguns foram escritos no verão de 2018 em que a intensidade da minha escrita começou de tal forma a produzir-se que chegava a escrever pela madrugada fora sem parar, porque a inspiração e a corrente criativa estavam tão presentes que não conseguia parar. Foi complicado articular a minha atividade profissional na altura com o tal “desejo” incontrolável de escrever, escrever sem parar. Sentia quase uma “maratona” sem fim à vista, mas deixava-me muitas vezes muito exausta. Os temas foram escolhidos de forma aleatória, mas gosto de escrever sobre as emoções, sobre o amor, a natureza, os outros e até sobre a minha pessoa foram temas  que falaram mais alto e com alguma profundidade como apontam alguns dos meus seguidores  e leitores.

4 – Em que corrente literária acha que a sua escrita se enquadra? Fale um pouco da sua poesia e do seu livro.

Não sei bem precisar que tipo de corrente literária poderia atribuir ao trabalho que tenho desenvolvido, mas considero-me uma autora das “emoções”, escrevo sobre quase tudo o que me fascina e interessa na vida. Gosto de sensações, gosto de observar, de vivenciar e penso que é isso que reproduzo no papel, uma escrita leve, despretensiosa, humilde porque estou a crescer como autora e disponível para receber tudo o que o mundo literário pode oferecer. Julgo que a corrente que mais me identifico será com Fernando Pessoa, poeta do século XX que reproduz as emoções, as sensações de uma forma muito peculiar e diria até única na nossa história literária. Considero este livro “Agarrar o tempo” um início para ser continuado com outro livro num futuro próximo.
                                                                                     
5 – Em que momento se sentiu preparada para publicar um livro e divulgar a sua poesia?

Foi no ano passado em finais de Março em que estive num processo de recuperação por motivos de uma cirurgia que tinha feito e numa recuperação complexa que senti esse ímpeto para avançar com a escrita, voltar a escrever poesia e, posteriormente a possibilidade de publicação do livro tornou-se uma realidade. Nessa altura, a minha  voz interior disse-me ou tentava agora ou seria nunca e como mulher não gosto de desistir de desafios na vida, gosto de pensar que pode não ser o momento, mas a hora iria chegar e graças a Deus a hora chegou.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Os pontos positivos da escrita são a liberdade que sentimos para reproduzir o que sentimos, pensamos, vivenciamos e até desejamos.
É um processo de auto-conhecimento que sinto na minha pessoa e faz-me olhar para dentro, perceber-me enquanto eu interior e como posso relacionar-me com os outros, o mundo. Gosto de pensar que a minha escrita tem uma mensagem positiva, de esperança, que é neutra dirige-se a todos e pode servir de motivação para os outros. Tenho leitores no Brasil que chegam a dizer-me em mensagens muito simpáticas e carinhosas que, a minha escrita é a sua companhia no dia e, quando não escrevo ou não publico na página “Pensamentos Soltos – Poesia Portuguesa” chegam a dizer-me que sentem falta desse contacto, dessa proximidade pelo mundo digital das redes sociais. Há um calor humano e uma proximidade tão bonita que parece que não temos um oceano que separa dois países. É a língua e o gosto de acompanharem o nosso trabalho que faz-me acreditar que farei alguma diferença na vida dessas pessoas que nunca vi pessoalmente, que nunca falei via telefone, mas sentimo-nos muito próximas como uma “família”.
Em termos de pontos negativos, escrever pode gerar, às vezes, algum stress quando queremos reproduzir algo no papel que não conseguimos naquele momento, não sai nada e o que sai não presta na maioria das vezes. A criação surge em momentos inesperados em que o gravador de voz ou um bloco de notas acompanham-me fielmente para reproduzir o que estou a pensar, sentir e concretizar  depois as ideias.  Às vezes debatemos-nos com falta de ideias, de criatividade, de veia de inspiração acaba por ser um processo solitário não que seja mau, mas é algo individual que só nós sabemos o que queremos expressar. Já aconteceu-me tantas vezes durante alguns dias não conseguir escrever nada de jeito, mas depois um dia estamos freneticamente concentrados nos pensamentos e sai tanta coisa bonita para o papel que chego a duvidar se fui mesmo eu que escrevi e nessa altura é uma grande emoção de felicidade e sentir que naquele dia acrescentei algo bom. É um momento de plena satisfação, grande realização.

7 – O que pretende alcançar enquanto autora?

Como autora gostaria de pensar que chego a todas as pessoas, independentemente da idade, alguns podem gostar, outros não, mas sobretudo que o público, os leitores em geral, descubram a minha escrita e façam o seu juízo de valor. O que escrevo é para todos para além da minha pessoa, mas não cultivo qualquer egoismo de escrever apenas para mim. Alguns escritores, poetas são vistos como pseudo egoístas porque só escrevem para eles, porque entendem a mensagem, mas não se preocupam em saber se quem os segue e lê percebe o que escrevem. Gosto de pensar que escrevo porque vale a pena e não um puro acto de “ego” exacerbado não me vejo de forma alguma dessa maneira. Escrevo é claro para mim, mas para os outros, o público em geral.

8 – Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

A curto prazo está nos meus planos fazer formação na área da representação/interpretação como forma de dotar-me de ferramentas e valências próprias para construção, composição de personagens, dado que pretendo escrever uma narrativa de ficção, um romance a médio longo prazo. Para além deste ambicioso projeto, gostaria de continuar a escrever poesia, participar em projectos de antologias com outros autores e quem sabe voltar a editar um segundo livro de poesia, mais maduro do que o primeiro e que espelhe essencialmente a minha evolução e consolidação a nível de autora.

9 – Os poemas apresentados é um resgate de sentimentos pessoais ou a criação da autora?

Em termos gerais, os poemas escritos são, alguns,  fruto de sentimentos pessoais, de experiências vividas algumas com alguma dor e dificuldade diria, mas outras foram aprendizagem, foram amadurecimento. Outros poemas são puramente criação enquanto autora.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Qual é a tua verdade Carlota?
A minha verdade é ser ser o que sou, fui e serei num futuro, simples, autêntica, genuína, na forma de ser e estar com os outros e com a vida. Alguém que vive e atua em transparência sem mágoas, sem rancores, sem máscaras eu própria, a Carlota no seu jeito de ser. Quem gostar, ótimo deixa-me feliz, quem não gostar aceito e respeitarei. Serei fiel aos meus valores e princípios que edificaram o meu carácter e pessoa e espero continuar sempre a escrever desde que a minha mente e força interior assim o permitam.
Amo muito escrever e espero continuar nessa  base como um exercício mental saudável de expressão de sentimentos, ideias, pensamentos e, fundamentalmente contar histórias, não apenas as minhas “histórias”, mas o mundo que vejo.


BIOGRAFIA

Carlota Marques Canha

Nascida e natural de Lisboa é licenciada em Tradução económica-jurídica na vertente francês e inglês pela Universidade Europeia e com uma Pós-graduação em Gestão Comercial e Marketing pelo ISTE Porto.
Iniciou o seu percurso profissional em Assessoria de Direção em diversas empresas multinacionais onde se mantém em funções na área de legal no Grupo Jerónimo Martins.
É escritora com o lançamento do seu primeiro livro de poesia “Agarrar o Tempo” - Pensamentos sem tempo. Para além do género de poesia gosta de escrever prosa, crónicas, contos e letras originais de músicas.
Gosta de desafios e fazer coisas diferentes, o teatro e o gosto da representação acabaram por surgir ligados à vontade de compor personagens, compor histórias para um romance que pretende escrever a médio longo prazo. Nos seus tempos livres, para além da escrita, leitura, danças latinas, gosta de fotografia, captar momentos que servem de inspiração para a sua escrita, para a criação de pensamentos, ideias.
Sentir e escrever sobre a vida, os outros, as aprendizagens e experiências recebidas são o que mais a movem na sua busca constante de evoluir como pessoa, como mulher.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

DEZ PERGUNTAS A... ANTÓNIO MR MARTINS


Agradecemos ao autor ANTÓNIO MR MARTINS pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Tem dias! Mas é, sobretudo, uma agradável necessidade. É algo que me acontece, e me tem acompanhado, ao longo da vida, após ter feito o ciclo preparatório.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Sem dúvida, e a questão não é propriamente o sentir-me mais confortável. Gosto de poesia. De escrever e ler poesia dos mais diversos poetas, de todos os parâmetros, todos os patamares, todas as vertentes. Viva a poesia!

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Não será bem inspiração, mas trabalho não é de certeza. É um gosto enorme poder criar um poema, um após o outro e assim sucessivamente. Embora, hoje em dia procure mais ler do que escrever. Já tenho muita coisa escrita, que ninguém conhece.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Escrevo sobre sentires e observações. Os meus e as minhas e as de todos os meus semelhantes.

5 - Qual o seu público alvo?

Não procuro público para aquilo que escrevo, procuro sim escrever e ao concluir um poema sinto-me completo e preenchido.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Não procuro, nem nunca procurei, definições, agrupamentos ou englobamentos para aquilo que escrevo. Se tal tiver de haver, que o façam os leitores e os críticos, se efectivamente me lerem e o quiserem fazer.

7 - Quais as suas referências literárias?

Gosto de ler tudo aquilo que seja poesia, e se relacione com a mesma, e dou imenso valor a todos o que criam e escrevem, nesse âmbito. Gosto de imensos autores contemporâneos, muitos deles meus amigos, mas para não ferir susceptibilidades, vou enumerar alguns consagrados dentro de diversas áreas e temas: Fernando Pessoa, no seu heterónimo Alberto Caeiro, Florbela Espanca e Bocage, nos sonetos, Eugénio de Andrade, Ary dos Santos, no conteúdo social e Drummond de Andrade, que considero fabuloso, mas há muitos e muitos mais que gosto de ler.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

A divulgação que faço é publicando alguns poemas na minha página do facebook, na cronologia também, e no meu blogue de poesia “Poesia Avulsa”.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Viver até ao termo da minha vida com mais alguma felicidade.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Tudo o que poderia dizer sobre uma questão deste tipo será inteiramente subjectivo.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

DEZ PERGUNTAS A... MANUELA FRADE


Agradecemos à autora MANUELA FRADE pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é um acto criativo… Uma forma de expressar o meu imaginário, as emoções, as viagens interiores…é complementar ao da pintura ou desenho… Portanto poderei dizer que é uma necessidade porque é o meu modo de ser e de me expressar artisticamente.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Na poesia ou narrativa poética… Porque é como um espelho da pintura.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

80% inspiração é 20% trabalho porque tenho que me preocupar com a qualidade formal e linguística do que escrevo do mesmo modo que o faço quando desenho ou pinto… Sou uma comunicadora, portanto, tenho que pensar em quem lê e em quem vê o meu trabalho artístico.

4- O que pretende transmitir com a sua escrita?

Histórias, pensamentos, viagens no mundo das emoções, esperança, a minha visão da fé, do amor, da vida… a importância do “ser” sem medos ou preconceitos.

5 - Qual o seu público alvo?

Todo aquele que gosta de ler, sonhar, viajar com emoção, apreciar o produto de um acto criativo.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Se me permitirem o atrevimento... no lírico impressionista e /ou expressionista… porque umas vezes são flaches ou impressões de “vida”... Outras, a expressão rasgada de sentimentos ou desejos, viagens no mundo sensorial, muito fortes.

7 - Quais as suas referências literárias?

Tenho muitas… Nacionais e estrangeiras… Florbela Espanca, Fernando Pessoa e seus heterônimos, José Afonso, Natália Correia, Sidónio Muralha, Carlos Drummond de Andrade, James Joyce, Samuel Beckett… Entre muitos outros…

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Tenho blogues pessoais e de grupos de autores... No Facebook… Ou edito virtualmente em editores com o ISSU. Tenho participado em antologias em Portugal e no Brasil como poetisa e ilustradora e como coautora… E ultimamente tenho participado em projetos promovidos pela In-Finita e seus colaboradores.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

A divulgação do meu trabalho, poder dedicar-me mais à minha carreira artística - escritora versos poetisa versos pintora - e talvez, se surgir a oportunidade, poder dedicar-me mais amplamente à ilustração de obras quer minhas quer de outros autores seria fantástico… especialmente se esse trabalho fosse promotor da verdadeira inclusão… poder ser percepcionado por todas as pessoas… visuais e invisuais, surdo-cegos, de baixa visão... etc.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Se acho que o meu trabalho faz a diferença e se acrescenta algo… Eu diria que sim porque procuro com ele transmitir a liberdade de pensamento, de sonhar, de criar... a libertação de todo e qualquer preconceito... valorizar e “Ser” e o “viver” plenamente sem medo de sentir e de expressar.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

DEZ PERGUNTAS A... MANUELA DINIZ


Agradecemos à autora MANUELA DINIZ a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Por ambas as opções

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Poesia

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Inspiração

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Emoções, sentimentos

5 - Qual o seu público alvo?

Público em geral

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Realismo intimista

7 - Quais as suas referências literárias?

Vítor Costeira, Fernando Pessoa, Graça Aguiar, Rute Pio Lopes e Alexandrina Pereira

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Partilhar nas redes sociais e ler publicamente  nos encontros poéticos

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Percorrer a estrada e saborear cada passo

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Como surgiu a escrita? Surgiu com a convivência e o contacto com outros autores