Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Antonieta Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Maria Antonieta Oliveira. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 24) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

O que havia de fazer um homem que desde os nove anos trabalhava? Fácil, a seguir ao pequeno almoço ia para a loja da D. Fernanda onde estava até hora do almoço e quando chegava a casa já estava bêbado, não chateava ninguém, almoçava, sentava-se no sofá adormecia e acordava quando lhe chegava a fome para o lanche, de seguida, lá ia ele até à loja da D. Fernanda e acontecia o mesmo que tinha feito pela manhã, até ao dia em que entrou em coma, coma alcoólico, foi parar ao Hospital de Santa Maria, a mãe a filha e o genro, foram avisados e foram lá ter.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 23) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Em finais de 2018 é convidada para coordenar colecções de vários autores com livros individuais, de poesia, de prosa, de contos e até de romance. Ora bem, o que lhe pareceu ser muito bom, para ocupar o tempo, para ajudar quem nunca tinha publicado um livro, ou até quem já o tinha feito, mas era mais um. Foi-o até determinado ponto.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 22) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Neste mesmo ano e com a sua carrinha Citroen Jumper de caixa alta, ela e o marido, sempre, ela e o marido, fizeram a primeira semana de férias com um dos netos, o outro ainda era muito pequenino, numa praia já conhecida deles, Vila Nova de Milfontes. Em 2014 repetiram a dose, uma semaninha em Vila Nova de Milfontes com o neto mais velho. Ele desde bebé que estava habituado a estar com os avós, portanto, era fácil tanto para ele como para com os avós as férias juntos sem os pais.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 21) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Foi uma heroína para a entidade patronal, mas foi, por vezes, muitas, obrigada a fingir que não ouvia, nem sabia, o que as colegas diziam de si, especialmente na altura dos aumentos de ordenado, nunca compreenderam que se a entidade patronal a chamava para fazer algo relacionado com a sua contabilidade industrial, ou com a contabilidade geral, ela sabia e fazia e elas, enfim… Saiu de cabeça erguida e como uma óptima profissional.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 20) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Também foi aqui que pela primeira vez lhe apareceu a menstruação, algo que nunca ninguém lhe tinha falado que existia, era tabu, a prima já era menstruada, mas o pai dela, da mesma geração dos seus pais, era diferente, mais aberto à realidade. Então, o seu primeiro penso higiénico foi o colchão da cama do boneco, o tal que já falei com a cabeça de celuloide, que desmanchou, tirou o interior e dobrou utilizando-o assim, e foi para a escola, quando voltou ainda ouviu porque devia ter dito o que se estava a passar.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 19) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Foi neste sótão que a menina viu dentro do bacio algo estranho, parecia um dedo de plástico, mais grosso, esquisito, mas nem com a prima falou. Foi estranho, ficou na tal memória, mas só muitos anos depois se voltou a lembrar do que afinal deveria ser.
Também neste sótão nesta tão pouca intimidade que a menina tinha, que lhe foi lembrado, em tom de brincadeira, mas que ela não achou graça nenhuma: - olha, olha, já tem pentelhos. Enfim, era assim, ela calou, de certeza que corou e só não chorou por vergonha.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 18) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Da despensa saia uma escada de madeira feita pelo pai da menina que dava acesso ao sótão daquele 3º andar na Estrada de Benfica. A casa estava alugada pelo tio, tinha três quartos, sendo um o dele e da tia, irmã da mãe, outro, era a casa de jantar com um divã de casal onde dormiam a outra tia, a viúva, a prima Liete e a irmã mais nova seis anos, a Rosinha; o terceiro quarto estava alugado a um casal. Havia a cozinha e a casa de banho comum a todos. A vida era difícil e tinha que se arranjar forma de arranjar dinheiro para todas as despesas inerentes à casa e à família.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 17) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

A avó ficou viúva com 5 filhos todos menores e, cuidava também da sua mãe, já idosa e doente. Não havia ajudas de espécie alguma, ainda faltavam muitos anos para que surgissem os subsídios, e ela, viu-se só e sem saber o que fazer à vida, mas não baixou os braços, vendeu a casa onde viviam, que era situada no centro da Vila, numa das ruas principais e comprou outra, bem mais pequena e numa rua também ela, mais pequena, mais escondida. Continuou o seu trabalho de costura, modista de alfaiate, e as filhas conforme iam crescendo iam também aprendendo e ajudando a mãe.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

sábado, 18 de janeiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 16) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Um alívio par a mana mais velha! Eram uma família considerada da classe média, a avó Rosa, era costureira de alfaiate e ensinava as meninas da Vila e dos arredores a cozer, talhar um fato, chulear, alinhavar, casear e tudo o que fazia delas, também, umas boas costureiras de alfaiate; o avô trabalhava com uma carrinha de caixa aberta, sendo ele o condutor, naquele tempo era algo muito bom. Mas tudo se desmoronou quando a mãe tinha apenas 9 meses de idade e o avô, portanto, o seu pai, teve um acidente e faleceu.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 15) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

A mãe era a quinta de cinco filhos, sendo quatro raparigas e apenas um rapaz, o avô Álvaro, antes dela nascer dizia que se fosse outra rapariga a matava à nascença, claro que os irmãos miúdos acreditaram, até porque segundo diziam ele até era um pouco arisco na forma de falar, então, e no dia 13 de abril de 1925 a irmã mais velha, na altura com 13 anos, foi pôr-se à escuta na porta do quarto dos pais, para saber qual a resolução do pai que logicamente foi de alegria, dizendo – vá lá escapas, estás a sorrir para mim.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 14) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

A Madrinha Lourdes, foi, é e será sempre o seu ídolo feminino, pela forma de ser, de estar, de pensar, de ver e viver na sociedade, sendo ela uma pessoa doutorada pela Universidade de Coimbra, nos anos 35/40 do século XX, podia ser pedante, não falar a qualquer um, mas nada disso, dava-se com todo o pessoal que existisse na pensão da mãe; de vestir, de se ornamentar, de se perfumar, enfim, um ser humano fantástico, embora tivesse um feitio muito especial. Era rica, muito rica, mas nada recebeu com a sua morte, um dia disse à mãe, que a moça não a sabia levar e só iria perder com isso, e perdeu.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Prisioneira em liberdade (excerto 13) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Todos os anos as chuvas e as marés altas inundavam toda a Vila, destruindo as casas dos pobres pescadores que ficavam sem nada, do pouco que tinham, uma vida de trabalho destruída em segundos, quase sempre havia inundações até ao local onde ainda hoje é o mercado, a praça, como entenderem chamar-lhe, naquele tempo, era aí o terminal das camionetas que iam e vinham, da Trafaria, ou de Cacilhas.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

sábado, 28 de dezembro de 2024

Prisioneira em liberdade (excerto 12) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Quando os pescadores tiravam as redes dos barcos, já em terra se encontravam as suas mulheres, com o seu traje de varinas ou peixeiras, como queiram, com os seus pregões, sobre a qualidade do peixe, este até brilha como a prata e sobre o preço, enfim, era uma gritaria e uma algazarra, que por vezes quase dava em guerra e (porrada), mas lá iam vendendo algum do que traziam a quem já sabia que mais ou menos àquela hora havia peixe fresco. Algum ainda vivo e a saltar. E sempre realizavam algum dinheiro extra.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Prisioneira em liberdade (excerto 11) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Nada comparada com a Costa da Caparica de hoje, com vários banhistas, barracas, toldos, chapéus de sol, depois mais areal, e os barcos com as suas redes a secar para ao final do dia voltarem à faina. Junto de alguns e na hora de menos calor viam-se alguns pescadores a cozer as redes, era interessante e a miúda gostava de ver. Assim como gostava quando ainda ia com a Querida que ficavam mais tempo na praia e por vezes ainda viam a chegada de alguns barcos com o peixe conseguido naquele dia.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Prisioneira em liberdade (excerto 10) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Para além destas visitas a museus a menina já ia, quase desde que viera para Lisboa, para a praia, quando ia com a mãe ia ou para o Dafundo ou para a Cruz Quebrada, era até onde chegava o bilhete do eléctrico e o dinheiro não dava para mais. Quando ia com a madrinha ou com a mãe desta, a dona da casa, ia para a Costa da Caparica, uma praia maravilhosa, com um areal a perder de vista e um mar que nos esperava ao longe, na lonjura do sol que o espelhava.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Prisioneira em liberdade (excerto 9) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Também lhes ia mostrar o Parque Eduardo VII, mas esse ficava mais longe, no cimo da Avenida da Liberdade, mas lá iam e gostavam. Aí havia a Estufa fria com plantas exóticas e muitas outras, conhecidas da maioria. Todos ficavam contentes. Estes eram os turistas de antigamente. Aqui e ali estavam sentadas umas senhoras a vender, chupas, esticas, tremoços, amendoins, nuns cartuchos de papel, por vezes a menina tinha sorte e lá comia um dos chupas que mais gostava, sabor que já lhe vinha do Alentejo, os piretes.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

domingo, 8 de dezembro de 2024

Prisioneira em liberdade (excerto 8) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Quando alguns dos já habituais clientes, na altura eram chamados de hóspedes, da pensão, que não conheciam Lisboa, a mãe servia de cicerone e ia mostrar-lhes o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu dos Coches, a Torre de Belém, e para alguns, apenas o cheiro gostoso dos afamados pastéis de Belém, pois comê-los já saia fora do orçamento. o Aquário Vasco da Gama, no Dafundo, e praticamente, com uma só viagem de eléctrico, ficavam a conhecer um pouco do muito que Lisboa tem e já tinha naquela altura. Atenção, a maioria das entradas eram gratuitas.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Prisioneira em liberdade (excerto 7) - Maria Antonieta Oliveira

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

No esconso da escada dessa farmácia, era onde existia o médico mais económico, que consultava amenina e já sabia toda a história da sua saúde, por vezes, aconselhava a mãe a sair mais de casa, a criança precisava de apanhar ar, mas a mãe não tinha tempo, a costura, por um lado, felizmente, era demais e o tempo escasseava. O consultório era mesmo por debaixo do espaço ocupado pela farmácia. Outros tempos, não havia ASAE nem outras que tais.

EM - PRISIONEIRA EM LIBERDADE - MARIA ANTONIETA OLIVEIRA - IN-FINITA