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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Fotossíntese - ALDIRENE MÁXIMO

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Sempre gostei muito de papel. Cadernos, agendas e livros sempre foram meus melhores amigos. Pois com eles, vivi e vivo as melhores aventuras.
Dentro desse contexto, me sinto uma árvore. Desde as raízes mais profundas, aos frutos que são capazes de gerar sementes para se tornar novas árvores e gerar novos frutos.
Uma árvore de galhos resistentes, resiliente, que já enfrentou invernos, tempestades e ventos fortes. Uma árvore que já foi abrigo e já foi o abraço amigo.
Que através da fotossíntese, ressignifica o ar que respira, cicatrizando as feridas da própria alma!
Uma árvore gigante, morada de passarinhos e seus ninhos. Fonte de inspiração.
Uma árvore, cheia de vida e sabedoria, capaz de produzir papel e eternizar a história da humanidade.
Uma árvore, de raízes profundas, que mesmo no deserto, foi capaz de encontrar água e sobreviver!

 EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (PROSA E CONTOS) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 18 de março de 2021

À Vó (z) da Gratidão - ALDIRENE MÁXIMO

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Não tive o privilégio de conhecer minha avó paterna. Ela partiu muito antes de eu nascer. Dizem que somos parecidas.

O que sei é que ela era muito especial.

Seu sonho era que meus pais se casassem. Porém, partiu antes desse sonho se realizar.

Meu nome foi originado do seu. Irene, do grego, “Paz”. Sim, a pacificadora. A raiz da sabedoria.

Em fotografias, percebo o quanto foi feliz.

Cumpriu sua missão!

Linda de alma e coração, inspirou-me lindos poemas de Amor e esperança.

Queria ter podido sentir o seu abraço, seu perfume e conhecer a magia de suas belas palavras. Queria poder dizer o quanto sou grata por ser sua neta, o quanto sou grata por pertencer as suas profundas raízes, dizer que também tenho grandes cicatrizes e que quero ser uma linda árvore de belos frutos, para assim, honrar a semente que um dia ela plantou.

EM - ELAS E AS LETRAS (INSUBMISSÃO ANCESTRAL) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Conheça a ti mesmo! - ALDIRENE MÁXIMO

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As aulas mais intensas e profundas que eu tive foram as que me propuseram não ter vergonha de mostrar meus textos ao mundo. Afinal, este dom me foi dado aos 12 anos e no decorrer da vida, busquei aperfeiçoá- lo.
Minha querida professora me dizia a cada aula que é muito importante vivermos nossas emoções... Que é natural do ser humano tê-las guardadas no coração... Que elas não devem ficar aprisionadas... Que elas precisam fluir...
Anotei todas as falas dela em meu caderninho. E as Metáforas mais corajosas, faziam cócegas em mim, até que brotasse uma Poesia.
Foi divertido e ao mesmo tempo, desafiador pois ao final do curso, eu havia escrito um livro! Quando eu mostrei o que havia conseguido libertar em questão de emoção, ela simplesmente sorriu e disse que estava orgulhosa de mim. A partir daquele momento, decidi mostrar à professora, alguns dos meus textos.
A cada aula, éramos presenteadas com uma Metáfora e eu obedecia a voz do meu coração.
Teve uma vez que mostrei 5 textos novos. Ela sorriu. Foi enriquecedor... Quanto mais eu estudava a interpretação dos sentimentos, mais Poesias brotavam. Pareciam Borboletas, dançando no estômago e saindo pelos sorrisos.
Quando eu comecei a me acostumar com a ideia, a professora simplesmente me disse que nossas aulas estavam chegando ao fim e que eu já era capaz de metaforizar a vida sozinha. Confesso que naquele dia chorei muito. Mas, sabia que assim como foi comigo, ela teria que ensinar outros alunos a se libertarem da timidez de viver lindas emoções.
Fiquei muito emocionada no último dia, quando ela me chamou de “Minha Escritora!”
Foram aulas enriquecedoras. Hoje tenho muitos diamantes lapidados. Uma riqueza gigantesca.
Minha querida professora, obrigada por me ensinar a acreditar nas mais Belas palavras e a me fazer descobrir todo o talento que estava escondido.
Cada vez que um texto novo nascer, agradecerei a Deus por ter me presenteado com tanta sabedoria. Este curso me enriqueceu muito pois o autoconhecimento é a disciplina mais importante a se aprender na escola da Vida!

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (PROSA E CONTOS) - COLECTÂNEA - IN-FINITA