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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... VERA SILVA

Agradecemos à autora VERA SILVA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Eu entrego o meu sentimento, a minha emoção genuína e verdadeira. As palavras simples, expressam com naturalidade a minha visão de mundo sempre contextualizada com situações comuns da vida de qualquer pessoa, porém sempre, regadas de significado, positividade, esperança e luz.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Sinceramente considero um chamado. Do nada surge o impulso, a vontade, a inspiração. E tudo vai fluindo, fazendo sentido para mim e para uma ou outras pessoas, pois as palavras são como pássaros realmente sempre pousam em algum lugar, ressoam em outros corações.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Considero ambos importantes, naturalmente. A espontaneidade tem também o seu valor, pode ser cativante, facilitar a compreensão do que se deseja comunicar e até encantar e surpreender.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Me identifico com crônicas, poemas, insights e reflexões. Gosto de transmitir nos meus textos mesmo de forma leve, conhecimentos úteis ao bem-estar do ser humano e sempre embasado na Psicologia Social, Psicologia Positiva, Neurociência, Inteligência Emocional, Filosofia, Ciências humanas. Uso recursos de Coaching e Mentoria, a provocação e a pergunta como formas de aguçar a reflexão e o encontro de respostas dentro de cada um dos leitores, o despertar, a identificação e/ou o autoconhecimento.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

De empoderamento e valorização do bom, belo, da natureza que amo e do ser humano.  De coragem, garra e resiliência. Estímulo ao estudo, ao saber, o aprender de forma continuada, reconhecimento de si e do conhecimento enquanto verdadeira fonte de poder. Escrevo sobre uma felicidade simples e duradoura mas não utópica, pois embasada em valores, emoções e relacionamentos positivos, engajamento, propósito, sentido de vida e realizações, o que nos leva ao Florescimento tanto Humano quanto Organizacional.

6 – Quais as suas referências literárias?

Na poesia gosto de Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Mário Quintana, Rubem Alves, Cora Coralina, Cecília Meireles e outros. Mais aprecio também “gente como a gente”, como a amiga e conterrânea poetisa: Liège de Melo, por exemplo.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

A qualidade do trabalho editorial, ilustração, divulgação, networking. A credibilidade da editora considero ser, em tempos de transformação digital, cada vez mais importante, assim como, a capacidade de promover as obras nas redes sociais de forma ética e responsável.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Desde criança. sempre fui muito de ler, escrever. Profissionalmente, tive a graça de idealizar e criar projetos sociais e educacionais até que, após aposentadoria, adentrei no que considero a minha segunda fase profissional: Consultoria e Mentoria Organizacional. Comecei a escrever sobre gestão e liderança: escrevi o livro Da Revolução Industrial a Gestão com Pessoas e Coaching e participei do livro O Salto Quântico da Liderança. Eventualmente e despretensiosamente, fazia postagens de insights, reflexões e pequenas poesias o que levou algumas pessoas a me incentivarem a investir nessa linha. Comecei a “me aventurar” e percebi que hoje me dá prazer, é uma terapia, embora não seja uma poetisa.  Considero-me simplesmente, alguém que coloca o coração nas palavras, desejando que em algum lugar se conecte com alguém e provoque bem-estar, emoções positivas.

O que desejo alcançar ainda nesse universo? Tempo suficiente para me dedicar mais a esse mundo, interagir, aprender e conseguir tocar e inspirar mais pessoas a trilhar esses caminhos de leveza de espírito, poesia e Florescimento.

9 - Porque participa em trabalhos colectivo?

Porque o valor agregado da obra se torna muito maior pela diversificação e riqueza de visões, competências e percepções. Porque se torna mais viável financeiramente, além do que, no mundo novo pós pandemia, a cocriação e colaboração é e será cada vez mais, o caminho do desenvolvimento sustentável e quem sabe até da sobrevivência da humanidade… Somos todos UM.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Me permitam apenas deixar uma pequena reflexão. Vivemos tempos estranhos, impensáveis, de desequilíbrio em vários âmbitos sociais, no ecossistema, no planeta. A esperança e salvação está no próprio homem que o destrói, na mudança de sua visão, do seu mindset porque cegos pelo dinheiro e poder, esquecem de priorizar e preservar a própria saúde, a natureza, a vida. Que a poesia continue a existir, a ser bálsamo e defesa da sensibilidade e sanidade humana. Viva a poesia! Vivam os poetas!

NAMASTÊ!

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... CELÊNE IVO JUNQUEIRA BACELAR

Agradecemos à autora CELÊNE IVO JUNQUEIRA BACELAR pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Entrego com amor toda a minha capacidade de criação e o faço com prazer.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever, para mim, não é necessariamente um passatempo. A poesia está na alma, gosto de expressar, através dos versos, o que sinto e penso. Nos momentos de inspiração, registro imediatamente os pensamentos, satisfazendo meu ego. Sendo assim, uma necessidade.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Os dois aspectos são importantes, mas o cuidado linguístico sobrepõe à espontaneidade. A escrita pode ter originalidade, mas sem boa linguística perde um pouco a beleza.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e por quê?

Poesia. Sinto-me realizada quando crio versos. A poesia faz parte de mim, está na alma.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Passo mensagens que levam à reflexão. Mensagens positivas de vida, de amor e de esperança.

6 - Quais as suas referências literárias?

Ah, são tantas que eu poderia citar!! Cito apenas alguns autores que aprecio bastante: Machado de Assis, Carlos Drummond, Cecília Meireles, Cora Coralina. Gosto muito de María Dueñas e, como creio no sobrenatural, sou fã de Pedro Siqueira.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Acho ser essencial o marketing editorial na divulgação de obras e o pessoal, na de autores. Fotos com boa apresentação e conteúdos para atrair leitores.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

A publicação do meu livro de poemas foi um sonho que realizei. Pretendo publicar o segundo assim que passar esse período atual que estamos vivendo.  Estando ao meu alcance, quero participar de eventos literários a fim de divulgar meu trabalho.

9 - Por que participa em trabalhos colectivos?

Porque acho formidável divulgar nosso trabalho através desse meio e, ao mesmo tempo, conhecer o trabalho de outras pessoas.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Se você pudesse voltar no tempo, o que faria diferente? Não mudaria nenhum acontecimento, apenas aprimoraria alguma coisa em alguns. Grata.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... SIGRIDI BORGES

Agradecemos à autora SIGRIDI BORGES pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Tudo o que está preso na minha garganta. Não sou uma pessoa extrovertida. Consigo me expressar através da escrita. Mas nem sempre foi assim. Com o passar do tempo, fui mudando, aprendendo e criando...  Amadureci.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Necessidade. Preciso escrever, isso me faz bem.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

A espontaneidade vem primeiro. O cuidado com a escrita, correções e adequações são importantes, mas precisam ser trabalhados depois que a ideia já está colocada no papel.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Lírico, com certeza. Gosto de sonetos clássicos, de trovas e de haicais. Acredito que, por eu ser matemática, acabo misturando as letras com a métrica dos versos. Gosto de contar as sílabas para formar as frases. Às vezes pode parecer um pouco engessado, mas discordo. Escrevo com prazer e tento obedecer à estrutura. Ainda acho o haicai mais difícil de ser criado: poucas palavras para dizer tudo o que se deseja. Um desafio.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Depende muito da inspiração. Ela surge sem eu perceber. Acredito que o estado emocional colabora. Basicamente são mensagens de fé, de esperança, de carinho, de persistência, observando o cotidiano daqueles que me cercam.

6 - Quais as suas referências literárias?

Cora Coralina, Mário Quintana e Paulo Bomfim.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

A interação com outros autores, participação de concursos literários, a mídia. Principalmente leitores. Precisamos de leitores.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Tenho dois livros infantis que surgiram durante conversas em família. Ainda tenho mais alguns deles para publicar. Tudo a seu tempo. O que ainda quero alcançar? Talvez trabalhar numa editora, numa biblioteca.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Acredito que o escritor consegue uma maior divulgação de seus trabalhos quando participa de projetos com talentos diversos. Ele passa a ser mais conhecido no meio literário, aprende com os colegas, divulga seu talento, mostra o que gosta de fazer. E fazer com dedicação.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Você gostaria de ainda ser criança? Responderia sim.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

DEZPERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... ZENÓBIA MELO

Agradecemos à autora ZENÓBIA MELO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

A alma.  Nos meus escritos, me desnudo.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Necessidade.   Em muitos deles, me desabafo, fico mais leve.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

O mais importante é me fazer entender, em um linguajar simples, todavia, não descuidar na grafia correta das palavras.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Conto. Minha imaginação viaja que é uma beleza...

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Muita filosofia de vida, conselhos tirados da própria experiência e da dos outros.

6 - Quais as suas referências literárias?

Na adolescência, livros que me ensinaram a crescer, a amadurecer: Saint Exupéry, (Pequeno Príncipe), Eleanor H. Porter, (Pollyanna), Dale Carnegie, (Como Evitar Preocupações e Começar a Viver), Ariano Suassuna, Jorge Amado, enfim, sou fã dos escritores e poetas nordestinos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Exposição em lugares muito frequentados e não se esquecer de que “a propaganda é a alma do negócio”.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Editar livros. Sinto um vazio por não ter escrito ainda um romance.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Por mera casualidade ao receber convites para tal.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Está feliz com o decorrer da sua vida, desde o seu nascimento até os dias atuais?

Responderia Sim. Porque o se não existe para mim. O que passou, o presente e o futuro, foi , é e será o que tem de ser. Exemplo: corre-se tanto atrás de um sonho que nunca acontece, enquanto outros, quando menos se espera caem de pára-quedas em nossos braços... São os mistérios da vida...

domingo, 11 de julho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... HUMBERTO CELLUS

Agradecemos ao autor HUMBERTO CELLUS pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Tempo e concentração em busca do melhor pro bem da Poesia e da escrita

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Uma enorme necessidade que se torna em instantes um passatempo agradável e responsável.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

A espontaneidade.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Gosto de penetrar nos costumes e dizeres da Literatura de Cordel.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Indicar a não presença do amor e suas consequências.

6 - Quais as suas referências literárias?

Aos versos encontrados na Literaturas de Cordel.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Os recitais de poesias que revelam seus títulos e autores.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

A participação em ANTOLOGIAS e a construção de uma autobiografia.

9 - Porque participar em trabalhos colectivos?

É a grande relevância para o escritor ter a oportunidade de parceria.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como se faz um poema?

Com a força da alma nas batidas do coração.

sábado, 10 de julho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... CECÍLIA SOUSA

Agradecemos à autora CECÍLIA SOUSA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Quando estou escrevendo esqueço de tudo ao meu redor, me entrego por inteira e me isolo para me concentrar.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Criar textos é como está dando vida ao imaginário, é um passatempo que se faz necessário, ou seja, não vivo de fazer texto, então faço porque gosto.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Os cuidados linguísticos devemos ter sempre, para quem ler isso fará muita diferença, ou seja, a forma como escrevemos é a forma como o leitor nos ver e tudo fica mais interessante quando junta os cuidados e a espontaneidade, sinto necessidade de passar para o papel os meus sentimentos e pensamentos.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

O gênero lírico, por ser uma pessoa romântica. A poesia, sem sombra de dúvida, nela deixo viajar/ fluir meus pensamentos e sentimentos , é na poesia que me acho.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Procuro escrever o que vem do coração, sempre positiva em tudo que escrevo, que a vida deve ser vivida da melhor forma possível, então em minhas poesias eu me dedico com toda emoção para que meus leitores gostem de ler.

6 - Quais as suas referências literárias?

As minhas referências literárias são a Cora Coralina, Cecília Sfalsin, Cecília Meireles, Raquel de Queiroz, Mia Couto, Mário Quintana etc. Mas tudo que escrevo tem muito de mim, ou seja, coloco minha alma nas poesias.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Hoje divulgar é muto fácil, temos vários meios de divulgação acessível. Eu prefiro as antologias que participam vários autores de cidades, estados  e até países diferentes e com isso o seu trabalho chega em toda parte.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

O que me concretizou foi as publicações em várias antologias e por ter organizado a I antologia da Academia de Letras do Sertão Pernambucano – ALESPE.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

O trabalho coletivo nos possibilita compartilhar saberes, nos permite ver e ser vista por muitos outros autores até ter coragem que publicar o seu trabalho solo.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Uma pergunta que se me perguntassem eu não saberia responder, mas gostaria mesmo assim que me fizessem: “Se não houver amanhã, você é feliz hoje?

segunda-feira, 28 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... CARMEN LÚCIA DE QUEIROZ PIRES

Agradecemos à autora CARMEN LÚCIA DE QUEIROZ PIRES pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Na minha escrita entrego-me toda, sem meias palavras. Digo o que realmente sinto, sonho, desejo. Se me refiro a uma outra pessoa procuro ser cuidadosa e respeitosa, sempre primando por suas qualidades e virtudes.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Foi tudo um acaso, não por necessidade nem passatempo. Sempre gostei de expressar meu pensamento e sentimento quando havia necessidade de comunicar-me por escrito. Isso foi crescendo ao longo do tempo. Hoje é uma prática no meu dia a dia. Tudo que vejo, sinto e vivencio me motiva a escrever.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Sem sombra de dúvida os dois andam par e passo. A espontaneidade não pode prescindir do cuidado com a clareza de expressão, com as regras esperadas na produção de um texto, poema e poesia.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Por ser uma pessoa romântica me expresso com mais facilidade no gênero lírico, colocando minhas emoções em tudo. Entretanto, tenho procurado trabalhar meu lado narrativo, redigindo: contos infantis (fábulas) e contos com temas e atuais e biográficos. 

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Busco escrever mensagens exaltando a positividade, especificamente as virtudes que devem ser trabalhadas pelo ser humano.

6 - Quais as suas referências literárias?

Tenho várias. Gosto de destacar Machado de Assis, que em sua escrita imprime aspecto filosófico em temas do cotidiano e fora do Brasil o poeta e escritor Fernando Pessoa, pelos lindos poemas e contos os quais me identifico.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Não sei se estou certa, mas acho que a interação com outros autores, a participação em coletâneas, os encontros literários, nos ajudam a conhecer o que vem sendo feito por outros poetas e escritores, mantendo-nos atualizados e propiciando, também, o nosso reconhecimento por estes.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Muito pouco concretizei quando penso no que ainda quero alcançar, que é publicar meu livro.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

As coletâneas é uma forma de divulgar nossos escritos, interagir com outros poetas e escritores, além de ser uma porta para o leitor conhecer nosso trabalho.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Pergunta: 

- Você é uma poetisa?  Uma escritora?

Resposta: 

- Leia o que escrevo e responda-me você: Eu sou? Preciso saber!

domingo, 27 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... AURINEIDE THETHÊ ANDRADE

Agradecemos à autora AURINEIDE THETHÊ ANDRADE pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever? 

Eu entrego o melhor de mim, a minha visão do acontecido, tentando tocar a alma das pessoas a buscar dentro si as respostas de seus problemas, e ascender a chama da esperança daquela fogueira que acha que não tem mais calor. 

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo? 

Criar textos é uma necessidade que faz o tempo passar, e eu não vejo há quanto tempo estou ali pensando, lendo, buscando, criando, é muito prazeroso encontrar a palavra certa completar a frase, e concluir um texto. 

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico? 

A espontaneidade, más com um certo cuidado com as palavras que se escrevem, pois temos um publico que às vezes ler procurando exemplos a seguir, um aprendizado para a sua vida toda e também existe os dialetos regionais, o significado de palavras em uma determinada região que em outra não tem o mesmo sentido, então quem escreve sempre fala alguma coisa que interessa ao leitor ou não. 

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê? 

Apesar de gostar de literatura em todos os gêneros, poesias e contos são os que eu mais me identifico, principalmente o conto pela sua capacidade de estimular uma expectativa do final, que sempre traz uma alegria. A contação de causos sempre envolve o espectador no desenrolar da história em todas as idades. 

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve? 

A superação, ânimo para se enfrentar a vida, seja poesia, conto, crônica, prosa, mostro para os meus leitores que parar não vale a pena, o espírito de luta nos ilumina nos enriquece enobrece a alma, rejuvenesce, pois, o sabor da vitória é doce em qualquer idade! 

6 - Quais as suas referências literárias? 

As minhas referências literárias sou eu mesma buscando na minha vivência algo que me anima e traz uma ideia para escrever, aprendo muito lendo, admiro muitos escritores ex. Cora Coralina, Mia Couto, sou fã de muita gente que leio na internet, principalmente Mário Quintana, mas tudo que escrevo tem um pouco de mim, às vezes aumento um tanto oculto outro, incluindo personagens etc… E assim sigo a minha estrada falando de um passado ou presente, que esteve presente em minha vida de alguma forma. 

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores? 

Hoje nós temos vários caminhos para a divulgação desde as mídias, que são em primeiro lugar. Em alguns minutos alguém fica famoso ou alguma coisa lhe arrasa a vida, porque é coisa muito acessada e visualizada na velocidade da luz, mas não desprezo as feiras literárias que trazem o calor humano, a interação do momento, vendo o seu ídolo no mesmo espaço. As participações nas coletâneas levando o nosso trabalho a pessoas e países que talvez nunca vamos conhecer. 

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?  

O que me concretizou foi a publicação dos meus livros, e tenho esperança de publicar outros que já me preparo para isso, em breve mais uma publicação e outros trabalhos que espero confiante em Deus só parar quando a memória faltar, e que ela nunca me falte! 

9 - Porque participa em trabalhos colectivos? 

A coletividade sempre nos traz novos conhecimentos, seja entre pessoas ou aprendizados em outras maneiras de se desenrolar determinados assuntos e criar outros projetos achar soluções no que às vezes achava perdidos, juntando mais forças até mesmo lhe mostrando que você capaz de caminhar sozinho, ex. Publicando o seu livro solo que em determinados momentos se achava incapaz. 

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia? 

No momento estou sem inspiração, mas eu quero dizer que a vida é bela e muito curta aproveite mais a vida! Valorize mais a sua família seus amigos sejam fiéis com você mesmo, se pergunte “estou feliz?”. Então busque o que lhe faça feliz sem fazer os outros sofrerem, jogue fora essa carranca, sorria, o sol brilha em cada janela aberta, por isso não se prenda achando que o mundo venha rir para você!

sábado, 26 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... BETH BRAIT ALVIM

Agradecemos *a autora BETH BRAIT ALVIM pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Entrego meu ser: meus poros, pele, superfície, entranhas, órgãos, artérias… minha alma, meu corpo, minha vida antes e depois de mim.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Urgência.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Espontaneidade e o cuidado suficientes para estarem submetidos à febre poética.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Prosa, ficção. Me sinto mais saudável, sofro menos.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Só resta viver na poesia.

6 - Quais as suas referências literárias?

Helder, Pessoa,

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Leitores. Redes de leitores.  A Educação promover círculos de leituras com os autores e feiras com promoções. Poesia precisa ser falada, ouvida, passar pelo corpo, remoída, devolvida, como a arte. Urgentemente

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Ser amada. Ser amada.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Só sei existir coletivamente.

Nada sou e nada faço sozinha. Sou movida pelo outro.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

O que deseja do mundo contemporâneo? Ainda desejo uma revolução planetária, utópica, solidária, igualitária, onde só as crianças, os poetas e os loucos exerçam seu imaginário.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

DEA PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... MARCELA SOARES

Agradecemos à autora MARCELA SOARES pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Entrego o que não consigo fazer/dizer no cotidiano, aquelas palavras presas, os gritos que arranham a garganta, mas não reverberam sonoramente, a dor que arrebenta o peito, machucando, e que não sinalizo. Há uma entrega inteira, sem impor às palavras os medos, as críticas e os silenciamentos que a vida, de uma forma geral, nos impõe.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Necessidade. A escrita para mim é uma espécie de processo de cura, ou melhor, de espaço terapêutico. O que não consigo expressar falando, exprimo escrevendo. Organizo melhor meu pensamento através da palavra escrita, e a palavra poética perpassa, no meu cotidiano, inclusive, as questões mais burocráticas. E a necessidade de dar vida aos textos proporciona também fruição, o que a torna um passatempo, às vezes.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Acredito que a espontaneidade é primordial no processo de escrita. As palavras e as regras da escrita, em seu sentido usual, são castradoras e acabam, muitas vezes por travar o processo imaginativo. Defendo a ideia de que o texto seja escrito como num rompante, quando as ideias surgem, e posteriormente seja revisado, reescrito, observado os cuidados linguísticos, caso o texto se proponha a isso (porque há textos em que o “descuidado” com a linguagem é um movimento proposital da flor que rompe o asfalto, se me permitem a metáfora).

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Sinto-me mais confortável ao escrever o gênero lírico. Digo isso porque acredito que a poesia permeia nosso dia-a-dia, e está em cada uma das situações que vivenciamos, mesmo aquelas que consideramos mais prosaicas. Basta olharmos mais atentamente para perceber que há uma essência lírica, subjetiva, que nos acena em cada momento do dia, em cada lugar, em cada acontecimento.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Escrevi, por muito tempo, poemas de cunho autorreflexivo, mais voltados para questões existenciais. Depois passei a trazer questões sociais, que não deixam de ser questões minhas também. Então as mensagens que acredito existir naquilo que escrevo dizem respeito a mim, mas dizem respeito, também, ao mundo em que vivo, às reflexões sobre o tempo, sobre questões sociais, raciais e de gênero. Algumas mensagens são tristes, entretanto há um quê de doçura e talvez esperança na maioria delas.

6 - Quais as suas referências literárias?

Falar em referência literária é tão difícil… porque estamos assumindo a consciência de que deixaremos alguns nomes de fora da lista. Mas escolho falar das minhas primeiras referências literárias: minhas avós paterna e materna. A primeira, com quem tive pouco convívio (devido à sua partida precoce), sempre me enviava cartas na infância, mesmo quando eu ainda não sabia ler, e nas cartas sempre havia alguns versinhos, que me deixavam encantadas.

A segunda, minha avó materna, não teve a oportunidade de aprender a ler e escrever, na realidade dura de mulher do sertão. Mas ela entoa cantigas que contam tantas histórias, com uma voz afinadíssima, e conta enredos de uma forma deslumbrante. Ela faz literatura oral sem ter aprendido sequer o conceito de literatura. É minha autora favorita!

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

As coletâneas são excelentes iniciativas. Ajudam muito a quem ainda não teve a oportunidade de se lançar no mercado editorial com projeto solo. Além disso, as redes sociais hoje permitem um processo interativo que alcança outras paragens, e conectam os leitores com os autores.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Participo de inúmeras antologias, integro o grupo Confraria Poética Feminina, o qual possui várias publicações, entre elas agenda literária e 05 livros, tenho textos publicados em jornais, revistas, perfis de redes sociais, até um poema musicado, entretanto ainda não parti para a publicação de um livro solo. Essa é a realização que quero alcançar em breve.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Como disse, integro a Confraria Poética Feminina. O trabalho que fazemos na confraria é extremamente motivador. Lemos e discutimos as produções umas das outras, além de assuntos em geral, apoiamos e incentivamo-nos mutuamente, e essa coletividade é um refúgio de sanidade em tempos tão estranhos. Por isso, os trabalhos coletivos, as antologias interessam-me; elas permitem conhecermos outros autores, proporcionar momentos de trocas, e ter maior divulgação da nossa escrita, além de criar essa rede subjetiva através da literatura.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Pergunta difícil essa… Mas talvez, diretamente, “Quem é Marcela Soares?”. Eu responderia, de forma evasiva: “São muitas. É aquela garota tímida, cuja exagerada autocrítica e baixa autoestima a fez acreditar por anos não ser capaz de obter qualquer tipo de reconhecimento... É também aquela professora, da voz baixa, que aprende tanto com os estudantes e se realiza quando percebe que consegue tocá-los através da literatura... É a poeta que acredita no poder transformador das palavras, para quem escreve e para quem lê, mas que guarda muitos de seus textos por não achá-los bons... É Mar, calmo, revolto, de infindas profundezas e mistérios... É Cela, com grades, mas de portas abertas, por entender a necessidade do abrigo, mas sobretudo por alcançar a liberdade do voo...

quinta-feira, 24 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÔES ATLÂNTICAS... ANA ACTO

Agradecemos à autora ANA ACTO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Enquanto pessoa... enquanto mulher, mãe, filha, companheira...
Sempre fui uma sentimental, romântica, sonhadora, e tento pôr em palavras todo esse sentimento, tudo que levo dentro, desde vivências a sonhos. Como costumo dizer, de olhos postos no céu, mas sempre com pés bem assentes na terra.

Tenho os braços sempre abertos, e o coração nas mãos.

2 - Criar textos é uma necessidade ou passatempo?

Talvez ambas, embora tenha começado por ser uma necessidade de extravasar todo este excesso de emoções e pensamentos, acaba por ocupar os meus tempos livres além de me dar imenso prazer, ainda mais, ao sentir o feedback de quem me lê, funciona como uma terapia.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambas, embora me assuma como uma indisciplinada em regras.

Amo ler, e tudo que escrevo me sai espontâneo, sinto que por vezes na preocupação de obedecermos a determinadas estruturas se perde essa tal espontaneidade e um pouco do que se quer transmitir, e gosto de escrita livre, apenas soltar o que levamos dentro e é nesse género que me identifico e concebo escrever.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Como referi anteriormente sou uma completa indisciplinada, e não me sinto incluída num género específico.

Embora por vezes escreva poesia regrada, a maioria da minha obra é talvez, visto assim, prosa poética, como referi gosto de escrever solta, livre.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Pretendo creio, como todos, chegar aos corações, fazer com que as minhas palavras ganhem vida própria. Que determinada sensação ou situação que escreva seja lida e sentida como vivenciada. Ser veículo e portadora de sentires e vivências. E nesse registo, tento passar esperança, amor, mas também consolo, aceitação, perdão. Em toda a minha escrita, seja em poesia ou prosa, descrevo situações que todos vivemos, sentimos, desde paixão a perda.

6 - Quais as suas referências literárias?

Sinceramente embora leia e conheça os grandes da literatura, não os uso como referências, embora a minha escrita seja muito sentimental e por vezes melancólica e me identificar um pouco com a Florbela Espanca.
Mas desde que comecei a escrever,( e me perdoem pois poderá soar estranho), contrariamente ao que é suposto, comecei a ler menos, senti receio, infundado talvez, de me deixar influenciar por alguma escrita ou por alguém, e queria descobrir quem realmente sou ou posso ser, sem qualquer tipo de influência. Mas além da Florbela, adoro Pessoa, e sou uma apaixonada por Neruda.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Muita da divulgação passa nos dias de hoje e sobretudo na actual situação por meios virtuais, redes sociais.

Julgo ser neste momento o melhor meio. Nos grupos certos, com clareza e objectividade, a mensagem é transmitida.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Quando comecei este percurso as ambições eram as mesmas que hoje tenho, nenhumas...
Apenas escrevia e gostava de partilhar com quem me lia essa vertente minha. O que daí adveio foi longe de ser sonhado, mas aos poucos foram surgindo convites para integrar obras colectivas, programas de rádio, saraus, e até Tv. E o que começou quase por brincadeira foi ganhando proporções, inclusive o nascimento do meu primeiro livro de poesia "NUA". Por isso um passo de cada vez, saboreando e contemplando o que o caminho me trouxer.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

A primeira obra colectiva que integrei, foi o livro de poesia do centenário da junta de freguesia de Foz do Arelho e surgiu como convite, a partir daí ganhei o gosto de me juntar como co-autora em diversos projectos, acho maravilhosas estas obras em conjunto na divulgação de autores, sobretudo de novos, e um meio para os menos "conhecidos" de darem a conhecer o seu trabalho e de o imortalizarem.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Talvez, que gosta mais neste mundo das letras? E a resposta é fácil, todas as amizades que ganhei, desde outros poetas a seguidores, a pessoas da comunicação social... Expandi o meu mundo, ganhei amigos maravilhosos que me incitam, inspiram e motivam a crescer e só por isso, tudo faz sentido.