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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Mulher sabe o que quer - ANIETE GÓES

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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Falamos NÂO com veemência à exploração do nosso corpo. O corpo que habitamos e temos o direito de proteger para vivenciar o que nos aprouver, somos autoras dos nossos momentos e escolhas, arquitetas da destinação e absolutamente livres.
NÃO admitimos que ninguém interfira em nosso querer, ou nos julgue a conduta, somos o amor em movimento, produzimos vida e só o corpo de mulher formata pessoas. O mundo nem seria povoado sem a contribuição da forma feminina, por que essa necessidade de subjugação?
BASTA de comportamentos estúpidos ancorados numa educação deformada de paradigmas decadentes sobre a convivência de genêros!
CHEGA de absurdos preconceitos, ditar regras para cultuar o domínio de machos, onde no homem tudo é admissível e na mulher condenável.
Afinal estamos inseridas em todos os campos de atuação da sociedade, contribuindo com talento, competência e desempenho criativo, integrantes da corrente de excelência da humanidade.
Que ciência define o “ser” masculino como superior ao “ser” feminino?
Simplesmente inexiste comprovação científica, é impossível, quando se trata de pessoas a biologia é explicativa e contundente, estamos nivelados como seres humanos, uma dualidade composta do yin e yang.
No entanto ainda identificamos claramente os tabus relativos à sexualidade humana, abusivos, rudes, ignorantes, hipócritas no que se refere a experiência feminina, na qual tudo é mais denso, escandaloso quando se trata de prazer.
Lutar sempre com o que temos de melhor, a coragem de agir com equilíbrio e discernimento, a comunicação, a capacidade de resistência, a sensibilidade emocional, a flexibilidade com autoridade, mobilização com ações de conscientização, discursivas sobre direitos humanos femininos e principalmente o amor à liberdade ser.
MULHER é um tipo de gente diferenciada e como tal merece consideração pela sua existência seja qual for sua procedência, classe social, aparência, raça e ou etnia, independente de tudo sua beleza é ímpar, força e especificidade humana se espalham pelo mundo e impõe sua presença.
É preciso trabalhar com afinco para exterminar essa cultura de que temos que nos comportar nos gestos, trajes, linguagem, posturas para não sermos agredidas, que despropósito, que consciência medieval, que
pensamento retrógrado!
NUNCA vamos nos render a esta estrutura social equivocada e violenta, todo amor e respeito por nós Mulheres do Planeta feminino Terra.
A Divina Criadora nos proteja da insanidade dos brutos e maledicências dos preconceituosos.
Que a liberdade de escolha prevaleça na vida de cada uma sem medo de ser feliz por ser do jeito que é, somos luz, energia, magia e sentimentos que fluem de todo nosso ser.
MULHER não se define no outro, já é definida por si mesma, uma entidade de múltiplas faculdades que se estrutura e restrutura continuamente.
Que o feminino saber preencha o mundo de afeto, paz e responsabilidade pela vida em todos os sentidos.

 EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (PROSA E CONTOS) - COLECTÂNEA - IN-FINITA

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Vida e Isolamento Em Tempo De Corona Vírus - ANIETE GÓES

LIVRO GENTILMENTE OFERECIDO POR IN-FINITA
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De repente as nuvens ficaram mais escuras na atmosfera do planeta
e o mundo deu uma sacudida gigantesca na dinâmica da
humanidade. Os cenários foram ficando tristes e apavorantes,
as pessoas se acomodaram à revelia de suas vontades, negaram
a realidade. Custaram a perceber que tudo mudara e nada seria
como antes, se agruparam isolaram em seus “barcos diferenciados”,
paralisação obrigatória sem direito a reclames e ou reações
de combate. A guerra começara e o inimigo invisível cumpria
sua saga implacável de sufocar vidas e afundar na morte, tendo
como única alternativa de prevenção e defesa, a união atípica de
ficar juntos, embora com distância, o confronto das relações humanas
e os dilemas da convivência. O desconhecido saído das
brumas da mente coletiva de uma população cheia de controvérsias
sociais, econômicas, políticas, estruturas arcaicas de sistemas
corrompidos, fez emergir os efeitos dos antagonismos do nosso
país. Entramos numa pandemia com inúmeras dificuldades de
sobrevivência que se manifestaram ao deixar visível, em tempo
real, às mazelas e vulnerabilidades enfrentadas no cotidiano dos
excluídos, das minorias, dos desamparados, e de todos em suas
respectivas condições. O Brasil com diversidades e desigualdades
mostrando suas faces deformadas surreais e os podres poderes
numa guerrilha ciclópica. Neste panorama sombrio, a fotografia
colorida de ações solidárias, mostraram sua força, das equipes de
saúde e a dedicação completa no ato de salvar vidas, união da arte
com a ciência, um voluntarismo que surgia de todos os cantos, a
constatação da necessária consciência de interdependência. O isolamento
social, confinar para não disseminar, expôs a significância
do conjunto para proteger e resguardar uns aos outros, direito de
existir e coexistir sem ferir nem tampouco desistir porque a convivência
sempre se impõe. Sem arroubos afetivos, toque proibido,
o carinho como forma de cuidado a iniciar na própria pessoa para
proteger o outro, “um amar ao próximo como a si mesmo” numa
versão de pandemia, foi uma exigência com ou sem anuência, o
Covid-19 nos colocou em cheque. O ciclo psicológico de sentimentos
e emoções em desalinho, tudo ficou intenso, passamos a
viver nos extremos, o equilíbrio, tolerância, tornaram-se imprescindíveis.
O tempo brincou com nossa incapacidade de lidar com
o presente e suas horas passavam sem parcimônia. Neste processo
somente a certeza de que ia acabar e iriamos voltar sem referência
do que ficou para trás. “Afinal, a vida é um grande e bonito desafio,
além de ser um emocionante poema existencial”!

EM - PANDEMIA DE PALAVRAS - COLECTÂNEA - IN-FINITA