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terça-feira, 29 de julho de 2025

Uma vida fora da mala (excerto) - Daniele Rangel

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A mala estava lá, fechada. A quantidade de roupas parecia para uma vida inteira, mas ainda assim não pareciam tão suficientes diante da agenda. Fechada, mas não no cadeado ainda. E, se tirasse a agenda? Tiraria a expectativa? Bagunçaria a ordem dos planos? Não... é preciso afastar essa ideia desesperada por mais tempo.
Fechada, mas ainda era possível colocar só mais um casaco. Pelo menos mais um. Afinal, melhor ser precavida, não há como prever todas as necessidades.

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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Ah, eu vou tomar meu café (excerto) - Daniele Rangel

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Acontece, caro leitor, que aquela velha frase sobre ensinar sendo exemplo é uma verdade. Então, para este texto, vou calar minha voz de narradora intrometida — vocês já sabem que dou pitaco mesmo — e vou ceder a vez à mãe desta história. Vou deixar que ela mesma fale de sua aflição em incentivar a leitura da filha recém-adolescente e como foi essa iniciação.

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sábado, 19 de julho de 2025

Onde está a mamãe? (excerto) - Daniele Rangel

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O pai, finalmente, levantou-se. E, leitor, preciso lhe confidenciar algo: o pai estava desesperado, mas não quis que as crianças percebessem. “Como assim, a mulher não estava em casa? Para onde tinha ido? E tão logo cedo?”, pensava preocupado. Andou pela casa junto das crias, procurando a mãe. Vistoriou os quartos, olhou no banheiro, na área de serviço, na cozinha, na varanda, no jardim da casa… e nada. O mais novo procurou até debaixo das almofadas do sofá.
Onde está a mamãe?

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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Depois (excerto 3) - Daniele Rangel

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Quem nunca teve uma roupa guardada na esperança de caber nela de novo? Ou esperando um momento especial para vesti-la? Ou guardando simplesmente porque é difícil desapegar? Me acompanhou? Não estou falando de roupas, estou falando de versões guardadas nas gavetas e nos cabides da vida, na esperança de um dia serem usadas de novo.

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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Depois (excerto 2) - Daniele Rangel

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“Depois” era uma palavra já familiar. Observando essa mãe, fico pensando se maternidade é sinônimo de anulação. Nasce uma mãe e parece morrer uma mulher que preexistia a esta versão. Será que esse luto vem no combo? Será que todas as versões precisam mesmo morrer? Será que não é deixar muito peso para a maternidade essa falta de tempo para tudo? Observando esta mãe, penso nas roupas do guarda-roupa. Sim, vou construir uma metáfora, me acompanhe.

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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Depois (excerto 1) - Daniele Rangel

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Certa vez, a mãe desta história passou numa livraria para comprar canetinhas para os filhos, coisas de material escolar. Ao passar por uns pincéis, lembrou-se do tempo em que pintava e bateu uma saudade das telas, as tintas. Nostálgica, pensou em levar uma tela pequena, algo simples, só para dar umas pinceladas.
— Depois eu compro. Não vou ter tempo agora.

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domingo, 29 de junho de 2025

Hoje não! (excerto 2) - Daniele Rangel

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Queria mesmo era reclamar do sol quente, do chefe que só exigia, do trânsito que não saía do lugar, do dia que não acabava, dos filhos que não ficavam quietos, do marido que não colaborava, do dinheiro que nunca sobrava e do despertador que tocava insanamente. Resolveu acordar e, no piscar dos olhos, ainda despertando, pensou: “hoje, eu não quero. Não tô a fim de nada”.

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Hoje não! (excerto 1) - Daniele Rangel

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Amanheceu. A luz delicada do sol entrou no quarto quase pedindo licença para aquecer os sonhos daquela mãe que despertava cheia de vitalidade e gratidão. A magia deste começo, no entanto, para por aqui. A mãe desejava um pouco de poesia na vida dela? Férias? Sol na praia? Claro que sim. Quem não? Mas, já que não havia isso para hoje, desejou pelo menos sair do automático.

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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Protesto por cinco minutos (excerto 2) - Daniele Rangel

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Ah, as mães! Como estas desejam, com toda a força de sua alma, cinco minutos no banho. Cinco minutos de silêncio. Cinco minutos fingindo que não existe nada para ser resolvido. Por isso, sugiro: saiam às ruas, levantem cartazes, pintem os rostos e protestem por cinco minutos a favor das mães.

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sábado, 14 de junho de 2025

Protesto por cinco minutos (excerto 1) - Daniele Rangel

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Sabe aqueles dias cansativos e que parecem infinitos? Tudo o que se quer é chegar em casa, tomar aquele banho em que você dá ao chuveiro o poder de limpar toda a tensão do dia, deixando ir de ralo abaixo todas as palavras engasgadas e todas as atitudes que reprimiu em nome do bom senso e da sua paz? Conhece aquela frase: “não vale a pena eu perder meu prumo”?

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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Velas perfumadas (excerto 5) - Daniele Rangel

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No outro dia, no café da manhã, com os pedaços de chocolate prometidos, sorrisos de felicidades no rosto das crianças e falta de fé no rosto dos pais, a campainha tocou. Era a tia-avó beata que tinha chegado cedo para ajudar com as crianças naquele dia. Tinha chegado cedo mesmo, pois já fora na missa e já rezara o terço em casa. Os meninos correram para abraçá-la.

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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Velas perfumadas (excerto 4) - Daniele Rangel

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Pai e mãe entreolharam-se sem saber o que fazer. Os batidos na porta continuaram insistentemente, acompanhados de desesperados “mãnhê”. A mãe pediu para abrir a porta e o pai, ainda vestido, obedeceu desanimado. Porta aberta e as crianças correram para a cama, assustadas com quantidade de velas no quarto. O mais velho olhou elas e para as mãos do pai.

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quinta-feira, 29 de maio de 2025

Velas perfumadas (excerto 3) - Daniele Rangel

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Ah, leitor! Você consegue imaginar os olhos do pai saindo das órbitas? E deduzir tudo o que ele podia ter imaginado naquele segundo? Vou deixar por sua conta. O pai tomou fôlego como se fosse um super-herói, olhou para os filhos e usou da psicologia do reforço positivo (melhor chamar o método assim):
— Quem quer comer bolo de brigadeiro no café da manhã?

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sábado, 24 de maio de 2025

Velas perfumadas (excerto 2) - Daniele Rangel

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A mãe não respondeu, cerrou os olhos e os dentes, e o único movimento que fez foi o de aviãozinho até a boca da pequena. O pai compreendeu que, talvez, aquilo fosse um “não”. E, sim, leitor, os pais parecem não captar as mensagens por trás do silêncio, preferem que sejam verbalizadas para não correr o risco de entender errado. Em defesa às mães, entendo o cansaço de proferir qualquer palavra, desejando que o outro adivinhe seu desejo e suas necessidades.

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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Velas perfumadas (excerto 1) - Daniele Rangel

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O pai chegou e viu a mãe de camisola, com as pernas à mostra, mas se sentiu duvidoso se tinha entendido o sinal correto: camisola, pernas, pescoço convidando-o para algo a mais em oposição aos cabelos assanhados, olheiras e uma expressão cansada. Talvez você, leitor, se pergunte como é possível alguma conexão sexual quando se tem dois filhos pequenos imparáveis, detentores de toda energia dos pais…

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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Missão fada dos dentes (excerto 2) - Daniele Rangel

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Finalmente, os dois levantaram e decidiram que chegara a hora. A mãe olhou escondida para a menina e deu o sinal para o pai entrar no quarto. Ele, na ponta dos pés, quase num passo de ballet mal ensaiado, finalmente chegou ao travesseiro, tirou o embrulhinho de algodão e deixou o dinheiro. Saiu rápido do quarto.

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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Missão fada do dente (excerto 1) - Daniele Rangel

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Quando o pai chegou, combinaram de deixar três dinheiros de papel para surpreender a filha e esperaram que adormecesse num sono profundo. Ficaram os dois acordados, deitados, com sono, esperando… A mãe vez por outra ia até o quarto dela espiar, mas não se convencia de que havia dormido mesmo, pois ainda se remexia na cama. O pai pegava no sono e ela o acordava. Assim, nessa tensão, ficaram a madrugada.

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domingo, 4 de maio de 2025

Entre mãe e filho não se mete a chupeta (excerto 3) - Daniele Rangel

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O pior foi que do nada, de repente, quando a mãe olhou para o bebê mamando, achando que era só mais um denguinho, ele saiu de supetão do peito com um puxão na velocidade da luz. Não foi que dormiu mesmo? Os peitos ficaram a salvo dessa vez. Ela nem ligou o cronômetro. Arrependeu-se da ideia do tempo e se sentiu culpada por querer cronometrar “o sofrimento”. Quando a noite é assim, o tempo passa gentil na construção das memórias mais significantes para aquela mãe.

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