LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Lisboa, no outono, acorda com uma lentidão que parece quase deliberada. Não é um despertar abrupto, como se a cidade tivesse sido acordada com um susto. É suave, como se o mundo tivesse respirado fundo e decidido que, naquele dia, ele vai permitir que as coisas aconteçam sem pressa. As ruas ainda estão úmidas, e o cheiro de terra molhada se mistura com o cheiro do café que começa a ser preparado.
EM - SILÊNCIO, O ESPAÇO ENTRE AS PALAVRAS - ANA CARVALHO - IN-FINITA