quinta-feira, 16 de agosto de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ADRIANA GARCIA



Agradecemos à autora ADRIANA GARCIA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Enquanto autora um sonho realizado na simplicidade de ser quem sou. Como pessoa?
Apaixonada por ser eu mesma diante de tudo e de todos.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

Digo que é a simbiose do escrever. Não há regras.
O pensamento conecta com o que inspira e materializa na transpiração o que escrever na essência da unicidade de cada ser.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Que o dom da vida é uma arte sem idade, vendo sem discriminalidade. Que o respeito por tudo que nos cercam seja compreendido na essência que somos. Amor em totalidade.

4 – Por que escreve poesia?

Porque acredito nas diversas formas que o amor tem a demonstrar. A sensibilidade que há em mim de uma forma há também em você. Porém com a aptidão do gesto, gosto de escrever.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Anunciar com a família, amigos. Divulgar nas redes sociais.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Expandir os sentimentos que encontra com outros e se revelam que somos um oceano de variadas emoções e estilos perante o mundo que nos abraça. Uma porta que abre para o mundo da escrita.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A valorização daquilo que você escreve e uma boa divulgação n as redes sociais. Atualmente vindo a contribuir nesse trabalho.

8 - O que ambiciona como autora?

Ser valorizada, reconhecida, não no sentido de status. Reconhecida pela oportunidade que a vida nos oferece a expressar os dons que trazemos de ser quem somos.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

O livro físico. Porque ele ainda promoverá um contato físico natural do ser humano, não encontrado nas riquíssimas tecnologias apresentadas. Não conseguindo  trazer o toque mágico físico real do sentir na pele. O cheiro, o tempo de existência, as digitais que ficaram ali impregnadas, para mim fazem diferença.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

A pergunta que não tivesse começo, meio e nem fim. Estranho não perguntar e responder. Exatamente que fizesse acontecer com a humildade e delicadeza de um homem de bem. Sendo o amor e a paz perguntas e respostas para um mundo melhor.

Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... COITADO DO S. PEDRO



Oh S. Pedro, como eu te compreendo!

Tramaste-me, eu sei, mas já te perdoei. Que confusão deve ir na tua cabecinha, mandaste-nos tempo ameno e todos refilámos, alguns até ajoelharam pedindo chuva, pois a seca era inevitável, as albufeiras estavam vazias, as barragens também, enfim, tínhamos que fazer contenção nos gastos de água. Mandaste chuva, já fora de tempo, mas mandaste, todos reclamámos, pois até as minhas mini férias estragaste. Pedimos tempo bom, sol e calor para umas férias “relaxadas” nas lindas praias do nosso Portugal.

Ouviste e mandaste o que pedimos, sol e calor.

E agora do que reclamamos?!

Agora, todos reclamamos o calor intenso, fora do nosso controle. Intenso! Demais! É que assim nem dá para sair de casa. E a praia? Pois é, só mesmo dentro de água.

Oh S. Pedro, não queremos tanto calor. Espera, vai devagar, não mandes ainda, chuva e frio, ainda quero passear à beira mar.

Coitado do S. Pedro, como eu o compreendo.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

domingo, 12 de agosto de 2018

ADRIANA APRESENTA... GRAMÁTICA DO CRUCIAL DESESPERO

Lançamento do livro do escritor JOÃO AYRES, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. O livro foi publicado pela editora Armazéns de Quiquilharias e Utopias, de Paulo de Carvalho.

Da inExistência Desesperada d’um Sujeito Gramatical

verdade é aquilo que é.
(Santo Agostinho)

Prefaciar uma obra intitulada “Gramática do Crucial Desespero” se apresenta como desafio não só pela densidade da obra, como também pelo que o próprio título/tema enuncia. Além da exigência de não se deixar influenciar pela vontade latente de falar sobre a obra de modo que acabe se tornando uma espécie de ‘orientação’, uma ‘bula’ para facilitar o leitor a discernir as palavras do autor se valendo de um ponto de vista subjetivo do prefaciador.

Bem, mas o desafio foi proposto a mim pelo autor João Ayres e foi aceito, portanto, tentarei não ceder às tentações, mas discorrer sobre o tema em suas possibilidades e, não sobre a obra em si. Para este desafio, faço convite a vocês – leitores, para seguirem comigo.

Comecemos pelo segundo desafio: o próprio título/tema: Gramática do Crucial Desespero, onde uma leitura superficial, desatenta ou mecânica como nos é tão comum nestes tempos esculpidos no aço, poderíamos tomar a gramática como sendo ‘ferramenta’ para ‘diagnosticar’ o desespero. ‘Diagnosticar’ um Crucial Desespero. Ora, tal entendimento incorreria em um erro, pois que gramática é, de forma resumida, a ciência que estuda os elementos de uma língua e suas combinações. Tomando, por hora, essa definição como base, veremos que ela não poderia ser utilizada como ‘cânon’ para ‘diagnosticar’ desespero. Outras áreas de conhecimento, tais como: psicologia, psicanálise, filosofia etc. seriam mais apropriadas tanto para a análise quanto para o ‘diagnóstico’.
        
Após o que foi demonstrado no parágrafo anterior, devemos, pois, nos perguntar: se o breve conceito de gramática, acima, poderia ter sido um equívoco do autor, pois que gramática não está entre as ‘ferramentas’ para o estudo do desespero, qual teria sido a intenção de João Ayres, tanto no título quanto na obra?

Vamos buscar a resposta para esta pergunta no capítulo XI, da obra Solilóquios, de Agostinho de Hipona, (Santo Agostinho), onde ele discorre sobre Verdade das Ciências. Fábula. Gramática:

R. Que dizer da própria gramática: se é verdadeira, não o é pelo fato de ser uma disciplina? Pois a palavra disciplina procede de "discere" = aprender, adquirir conhecimento de. Mas ninguém pode dizer-se que não sabe aquilo que aprendeu e conserva na memória; por outro lado, ninguém sabe coisa falsa. Portanto, toda ciência é verdadeira.

E o que se pretende ao trazer Agostinho para este prefácio? Nada mais que um entendimento da gramática de uma forma outra para chegarmos ao porquê do autor ter se utilizado dela no título/tema associada à Crucial Desespero. Vejamos, ainda, este questionamento da Razão e a resposta de Agostinho:

A. Não vejo o que possa ser mais verdadeiro que a verdade.
R. Sem dúvida aquilo que nada tem de falso. Há pouco, considerando isso, não gostaste daquelas coisas que, não sei como, não poderiam ser verdadeiras se não fossem falsas. Porventura ignoras que todas aquelas coisas mencionadas nas lendas e abertamente falsas pertencem à gramática?
A. É claro que não ignoro. Mas, na minha opinião, não são falsas por causa da gramática, mas pela gramática elas são explicadas como o são.
[...]

E, para finalizar esta explanação sobre o segundo desafio onde poderia ter sido um equívoco do autor, voltemos aos Solilóquios:

A fábula é uma criação literária composta para proveito e divertimento, ao passo que a gramática é uma disciplina que conserva e regula a voz articulada, a fim de coletar todas as coisas produzidas da linguagem humana, mesmo as ficções, conservadas pela memória ou consignadas por escrito, sem falsificá-las, mas ensinando e deduzindo delas alguma instrução verdadeira.

Pronto! Chegamos ao ponto onde, sem negar que a gramática seja uma ciência, pois que o próprio texto do qual lancei mão, não a nega, antes confirma. Assim, creio estar demonstrado que o autor não recorreu a ela como ‘ferramenta’ para análise/’diagnóstico’ do Crucial Desespero. Mas, vale-se da gramática para dar vida e trazer à existência um personagem e não a veracidade do texto e, por conseguinte, a ‘análise’ do Desespero se dará através do entendimento da obra em sua criação — a estética do autor.

Segundo Paulo César Nodari em seu texto: A Busca de Deus Nos Solilóquios de Agostinho:

Para Agostinho, o ser humano não seria capaz apenas de linguagem com os outros. Ele é capaz de linguagem interior. É capaz de falar consigo próprio. De modo metafórico pode-se dizer ser a capacidade dele penetrar dentro de si mesmo e, consequentemente, sentir a necessidade do outro. Significa voltar-se para si mesmo numa atitude reflexiva. Significa, em outras palavras, voltar-se para a interioridade.

João Ayres realiza, para este romance, um voltar-se paras si e, deste profundo instante nos trazer, através de seus labirintos gramaticais, um personagem que, este sim, tem em si todo o Crucial Desespero. Este desespero que está e é do e no personagem e só pode ser conhecido se dado a saber. Só pode ser aprendido/apreendido através da sua personificação pela meticulosa utilização desta ciência, que é a gramática, na criação deste romance.

Da inExistência Desesperada d’um Sujeito Gramatical

Três desafios foram postos no convite para prefaciar esta obra. O segundo já foi vencido – a questão suscitada pelo título/tema. O primeiro, embora não concluído, está em andamento, qual seja: aceitar escrever o prefácio em razão da densidade da obra. O terceiro:
não se deixar levar pela vontade latente de falar sobre a obra de modo a conduzir o leitor a interpretações sob um ponto de vista particular. Este é o que virá a seguir e para tal, reforço o convite para caminharmos juntos.

Iniciaremos pela epígrafe: verdade é aquilo que é.  

Fim da primeira parte.


Segundo Paulo César Nodari:
  
[...] Solilóquios como se configura o próprio título apresenta um diálogo de Agostinho com sua própria razão. As figuras do diálogo de Agostinho são a sensibilidade e a capacidade intelectual do ser humano.
(Paulo César Nodari. A BUSCA DE DEUS NOS SOLILÓQUIOS DE AGOSTINHO

O desespero é o sentimento que o personagem experimenta por não conseguir ser concreto

Sujeito da obsolescência. E o que seria um Sujeito da obsolescência? Seria um Sujeito real, concreto e relegado à insignificância, tornado obsoleto pelo próximo, existindo tão somente ao ser referenciado. Creio que aceitando esta hipótese podemos observar este Sujeito inexistente, existindo no estádio da mais profunda e completa coisificação sem ter sequer um Nome que o identifique. Um Nome que possa eternizá-lo por suas realizações neste intervalo (vir a ser e deixar de ser) e de sua singularidade/personalidade, ou seja: o ser e estar como sujeito entre os seus.

Ele não gosta da palavra sílaba — Ele não pode ser dividido em sílabas, pois ele é apenas um pronome. O pronome "ele". Portanto não ocupa espaço tridimensional. Não é composto por nada além do pronome "ele". (Nem dicotômico – nem tricotômico).

Aos dezessete dias, quando o Sujeito passa a um existir concreto, ele é, apenas, no estágio estético e diante da possibilidade do salto para o estágio ético, refugia-se em sua inexistência onde nem real ou irreal, mas apenas um produto da mente de seu criador. Uma estética inversa onde renega-se como real (no sentido de não se aceitar como “objeto”), retroagindo ao plano da ideia.

“Ele quer ser qualquer coisa próxima ao substantivo peixe.
Sabe muito bem que está falando de um substantivo que tem
vida ou que é um ser vivo ou que pelo menos tem uma existência
muito mais vibrante do que a sua.”

Texto de Paulo de Carvalho

sábado, 11 de agosto de 2018

FALA AÍ BRASIL... PATRÍCIA PORTO (XXX)


Tempos de Bauman

Vivemos numa cibersociedade. Ainda é possível encontrar culturas agrafas? Raras por certo. O que está realmente na ordem do dia são as novas sociabilidades, as relações ou conexões cibernéticas. Quando algo dessa natureza acontece feito avalanche em termos de rapidez e descarte, vai se tornando mesmo difícil encontrar, desenvolver um código de gentilezas. Não falo em ética, algo mais profundo na escala do conhecimento. Falo de gentileza, porque é o que vem dessa esfera mais à derme do humano. Também não falo em humanismo, outra demanda conceitual. Quero falar da gentileza que está na base primeira do conviver - viver com. Gentileza como ação cotidiana, a da rotina mais usual entre os seres. O gesto, uma palavra de afabilidade, um aceno, um elogio, um gesto herdado do levantar dos elmos diante mesmo do inimigo.

Penso nessas relações líquidas, frágeis, instantâneas, das novas sociabilidades que giram nas mídias sociais e confesso sentir antipatia pelo desrespeito, por mensagens que agridem, causam dor. Claro que o ódio sempre existiu, mas a dinâmica das redes sociais amplificou, tirou do armário os que ainda tinham certo constrangimento de expor o machismo, racismo, xenofobia, fascismo etc. Mas sobre a gentileza há algo mais sutil e não menos perverso. A falta de gentileza é a falta do mínimo necessário, a falta de algo como ser "polite".

E com as mulheres há algo a ser estudado realmente, porque a falta de generosidade se expressa pela falta de sororidade, de empatia, por certa crueldade internalizada do patriarcado. O que aconteceu com Dilma, o que acontece hoje com Manuela, Marcia Tiburi são exemplos cognitivos a ser pesquisados.

É tudo muito fluído, efêmero, volumoso e raso, paradoxal. Sou de uma geração de transição. Vivemos o analógico. Sabemos da ampulheta e temos alguma ideia de finitude, creio.

Logo tudo isso será passado. Mas o hoje já está chegando com esse (des)gosto de algo (mal) passado. E dá uma melancolia não encontrar neste equipamento tão interessante, algum tipo de fóssil bonito e necessário que abrigue a gentileza. Dá dó do presente.

Patrícia Porto

mini-Biografia: Patricia Porto

Graduada em Literaturas Brasileira e Portuguesa, Doutora em Políticas Públicas e Educação, professora e poeta, publicou a obra acadêmica "Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte Docente na Escolarização da Literatura” e os livros de poesia "Sobre Pétalas e Preces" e "Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos". Participou, ainda, de coletâneas no Brasil e no exterior, integra o coletivo Mulherio das Letras e é colaboradora do portal da ANF (Agência de Notícias das Favelas). 


Assessoria Literária IN FINITA

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

ADRIANA FALA DE... ASSESSORIA LITERÁRIA IN-FINITA NA FLIPORTO




Um dos trabalhos realizados pela assessoria literária da IN-FINITA é promover o autor em Festivais literários. Esse ano, conseguimos firmar uma parceria na XII FLIPORTO (XII Festa Literária Internacional de Pernambuco), levando a autora portuguesa Maria João Cantinho para participar do Painel: Brasil e Portugal na poesia contemporânea, no dia 11 de agosto, em Porto de Galinhas. A IN-FINITA além de fazer toda a negociação, acompanha o autor (quando é possível) e divulga-o antes e pós evento. Maria João Cantinho é a atração internacional, ao lado de nomes como o escritor Nelson Motta e o compositor Nando Reis, entre outros. 

Nesse  trabalho não posso deixar de agradecer a gentileza  dos três autores indicados,  e a atenção e disponibilidade imediata da Maria João Cantinho ao ser a autora convidada, a atenção da editora PENALUX, responsável pela edição no Brasil, que ajudou em todas as questões de suporte aos livros DO ÍNFIMO de Maria João Cantinho que também estará disponível para uma sessão de autógrafos e apresentação da obra na Feira do Livro que acontece durante toda a XII FLIPORTO. E também o nosso muito obrigado a toda equipe organizadora da XII FLIPORTO, em especial a Monica Silveira, por assumir toda a logística para conduzir até ao outro lado do oceano e dar o máximo de conforto a estada da autora.
A Festa Literária Internacional de Pernambuco – a Fliporto – promove a sua 12ª edição, de 10 a 12 de agosto, com o tema “Diálogos no Contemporâneo”, trazendo uma programação plural, gratuita e conectada com os temas que estão sendo debatidos na atualidade. A festa retorna a Porto de Galinhas, praia que recebeu o evento em seus 5 primeiros anos. O homenageado do Congresso Literário desta edição é o escritor Marcus Accioly, poeta e membro da Academia Pernambucana de Letras que faleceu no final de 2017. O Congresso Literário irá acontecer no auditório do Espaço Muru-Muru, no Restaurante Itaoca, localizado na Praça das Piscinas Naturais e, mais uma vez, contará com a presença de convidados nacionais e internacionais.

Além do Congresso Literário, a Fliporto contará com os braços já consagrados em vários pontos do balneário: Fliporto Galerinha, Eco Fliporto, Feira de Livros, Tribuna Livre, Fliporto Gastro, mas também traz grandes novidades como: Fliporto Geek, Fliporto Musical e a Fliporto Cult, com programações musicais sempre ao final dos dias da festa e Fliporto Artes Plásticas, valorizando o artista local. (www.fliporto.com.br )



Sobre a autora:

Maria João Cantinho



Nasceu em 1963, em Lisboa e viveu a sua infância em Angola. Regressou em Fevereiro de 1975 e estudou na Universidade Nova de Lisboa, onde se licenciou em Filosofia, realizou dissertação de mestrado (tendo publicado o livro O Anjo Melancólico a partir da dissertação) e se doutorou, em Filosofia Contemporânea, com a tese Walter Benjamin, Messianismo e Revolução: a História Secreta. Actualmente é professora no Ensino Secundário e foi Professora Auxiliar no IADE (Creative University of Lisbon) entre 2011 e 2015.
É actualmente membro integrado do Centro de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa (desde 2012) e Membro Associado do Collège d’Études Juives et de Philosophie Contemporaine, Membro da Direcção do Pen Clube Português, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) e da APCL (Associação Portuguesa de Críticos Literários). Publicou várias obras de Ficção, Poesia e Ensaio.
Organizou congressos internacionais sobre María Zambrano (com Maria João Cabrita e Isabel Lousada), Walter Benjamin (com Bragança de Miranda, Fernando Cascais), Paul Celan (com Cristina Beckert, Carlos João, Ricardo Gil Soeiro), Levinas (com Maria Lucília Marcos e Paulo Barcelos). Foi professora-visitante em Brasília (UNB), Rio de Janeiro (UFRJ) e Goiânia (UFG).
Colabora regularmente com a Revista Colóquio-Letras e com diversas publicações, em Antologias de Poesia. Participa regularmente em mesas-redondas e conferências.

Foi galardoada com o Prémio Glória de Sant’Anna 2017 pela sua obra Do Ínfimo (Coisas de Ler, 2016).

Sobre o Lívro Do Ínfimo:

SINOPSE:
     Saudando a abertura da obra de Maria João, Rainer Maria Rilke fala da grande quantidade de pessoas que existem, mas, este número aparentemente gigantesco abarca uma numerologia ainda mais exacerbada, já que cada pessoa carrega diversos rostos, “nunca tinha tomado consciência, por exemplo, da enorme quantidade de rostos que há. Existem numerosas pessoas que usam um rosto durante anos a fio e é claro que ele se gasta, se suja, se quebra nas rugas, se alarga com as luvas que foram usadas na viagem”.
Mas assim como já dito no primeiro poema de “Do  Ínfimo”, este rosto, que quando sincero transparece rugas, experiências, e sinais de uso de um alguém que viveu as dores, os prazeres, não deve ser limpado, já que o simples da vida reside justamente em não mudar esta expressividade da face,  não limpar este rosto, no poema, “ Não vou mandar limpá-lo”. Embora nas andanças pelo mundo o indivíduo esbarre em diversos rostos, a dúvida em relação aos sentimentos mais internos do homem não são esclarecidos pela óbvio da realidade, captada pelos sentidos, o tempo é que triunfa, e a busca continua revelando apenas as pequenas coisas, o vento, a sombra, mas saber de fato sobre  o breve da passagem é em vão, restando apenas aceitar a perenidade das coisas, reconhecer o medo e a liberdade. A autora descreve a vida como um processo de busca pelo arado alquímico, o compasso, o fogo, o ritmo matemático, a matéria transfigurada do poema, a asa do sonho, o magma, a víscera, a palavra, o suor, o sangue, a alma, língua. Estas buscas são  urgências, como uma “sede de chuva”, no entanto, a única coisa que se pode saber, conscientemente, é que não estamos livres da mão do destino, e tão entregues a ele estamos como a própria natureza, que instintivamente existe.

        http://editorapenalux.com.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=426 
Acompanhe toda a divulgação na IN-FINITA
ADRIANA MAYRINCK