domingo, 24 de março de 2019

DEZ PERGUNTAS A... JOÃO DORDIO


Agradecemos ao autor JOÃO DORDIO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever transformou-se numa realidade libertadora da minha alma; por isso, não a entendo como um passatempo.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Sinto-me mais confortável na Prosa Poética.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Puramente inspiração.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Paixão. Tudo o que a Paixão pode ter e ser em letras.

5 - Qual o seu público alvo?

Não considero que tenha propriamente um “público alvo”. No entanto, as pessoas mais românticas, apaixonadas e sonhadoras têm tendência a gostar imenso da minha escrita.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Talvez seja um “modernismo romântico” ou um “contemporâneo romântico”.

7 - Quais as suas referências literárias?

Vou percorrer vários géneros, mas não posso deixar de referir Fernando Pessoa, António Nobre, Florbela Espanca, Julio Verne, Stephen R. Lawead, Stephen King, Wayne Dyer, David Icke… foram autores que me influenciaram imenso e construíram todo o meu imaginário.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Utilizo maioritariamente as redes sociais, particularmente páginas e grupos de poesia onde partilho os meus escritos.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Ficar conhecido como alguém que descrevia a paixão da alma ou uma alma eternamente apaixonada. Alguém que vivia uma obsessiva solidão acompanhada em que aquela paixão residia em cada uma das letras que desenhava.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Quem gostaria de ter hoje ao seu lado?
O meu Pai. Porque tenho muitas saudades de o abraçar com corpo…

sábado, 23 de março de 2019

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... MARIA ANTONIETA OLIVEIRA


Agradecemos à autora MARIA ANTONIETA OLIVEIRA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como você vê o papel da mulher na literatura atual?

Pela positiva, pois neste momento a mulher tem muito mais voz activa, do que outrora. Assim sendo, também na escrita, a mulher destaca-se.

2 – Em que medida o universo feminino influencia na hora de escrever?

Normalmente escrevo na primeira pessoa, como mulher que sou, dou voz à mulher.

3 – Em que corrente literária acha que a sua escrita se enquadra?

Como diz Emanuel Lomelino no prefácio do meu livro “Os Sons do Silêncio”, penso encaixar-me na corrente minimalista, pois raramente escrevo um poema grande, em poucas estrofes, digo tudo o que quero dizer.

4 - Que importância dá aos movimentos de integração da mulher?

É pena que quem tem poderes, não lhes dê importância. A mulher está bastante activa neste aspecto.

5 – O que acredita ser essencial para divulgar a literatura?

Saber o quão importante é a literatura na vida de todos nós. A partir dessa sabedoria decerto a divulgariam.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Positivos - aprendizagem
Negativos - egocentrismo

7 – O que pretende alcançar enquanto autora?

Continuar a escrever, mesmo sabendo que só talvez, uns bons anos mais tarde, alguém se lembre de mim como autora.

8 – Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

A curto prazo quero continuar sendo coordenadora literária, para colecções produzidas pela In-Finita.
A longo prazo, talvez publicar a minha biografia, e mais um ou dois livros de poesia.

9 - Sugira uma autora e um livro (contemporâneos).

Há tantas boas autoras neste momento. Natália Correia ou Alice Vieira, entre outras.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Sentes-te realizada?
Não! Sou uma eterna descontente.


BIOGRAFIA
Maria Antonieta Oliveira nasceu a 17 de Junho de 1948 
Autora de cinco livros (quatro de poesia e um romance), colaborou em mais de cinco dezenas de obras colectivas, apresentou e prefaciou obras de outros autores e foi agraciada com algumas premiações. Participa com regularidade em tertúlias e saraus. É coordenadora da colecção de poesia Entre Versos.
É membro da AVPLP – Academia Virtual de Poetas da Língua Portuguesa, com assento na cadeira do poeta popular António Aleixo.

sexta-feira, 22 de março de 2019

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... SÃO SILVEIRINHA


Agradecemos à autora SÃO SILVEIRINHA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 – Como você vê o papel da mulher na literatura atual?

A História mundial serve de testemunho relativamente à castração intelectual que as mulheres sofreram ao longo dos séculos, em distintos países. Felizmente, cada vez mais a mulher tem um papel preponderante na sociedade atual, sendo esta importância transversal ao mundo das artes, nomeadamente à literatura.

2 – Em que medida o universo feminino influencia na hora de escrever?

O universo feminino é intrínseco à minha escrita, aos mundos que crio através dela. Sinto que o facto de ser mulher me atribui uma sensibilidade e, em simultâneo, uma afoiteza próprias da minha condição. Com isto não pretendo acusar os homens de insensíveis ou de resignados...

3 – Em que corrente literária acha que a sua escrita se enquadra?

Não tenho grande preocupação em integrar a minha escrita numa ou noutra corrente literária. Julgo que isso acaba por limitar a liberdade que a poesia me confere, como se a estivesse a arrumar numa determinada prateleira de uma qualquer biblioteca. Contudo, não posso deixar de confessar que a minha escrita é contemporânea.

4 - Que importância dá aos movimentos de integração da mulher?

O meu primeiro pensamento relativamente a este assunto é que esta questão de “integração” nem sequer se deveria colocar, caso a mulher tivesse sido sempre respeitada e encarada como um ser com a mesma capacidade intelectual do que o homem, a qual deveria ter tido as mesmas oportunidades. Pese embora a equidade que se pretende agora estabelecer, as mulheres continuam a estar em desvantagem perante os homens. Por isso, todos os movimentos de integração das mulheres são muito bem-vindos!

5 – O que acredita ser essencial para divulgar a literatura?

Acredito que quando há vontade e resiliência, quando há bom gosto e gosto pelo fazer, consegue-se divulgar o que de melhor se vai escrevendo. Não é necessário fazer parte da “mainstream” para ser divulgado. É de louvar o trabalho de qualidade que tem sido desenvolvido por pequenas editoras, exemplo disso é a In-Finita.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Em qualquer área há aspetos positivos e negativos e o universo da escrita não é exceção. Porém, os pontos positivos sobrepõem-se aos negativos. Muito mau seria se assim não fosse! Destaco um ponto que, a meu ver, é muito positivo: o leque variado de concursos e prémios literários que atualmente existe em Portugal, dando-se oportunidade a escritores desconhecidos, cuja escrita prima pela qualidade. 

7 – O que pretende alcançar enquanto autora?

Tal como tinha afirmado há pouco tempo noutra entrevista, pretendo, acima de tudo, que a minha escrita vá evoluindo, amadurecendo e que cada vez sejam mais as pessoas que se identifiquem com aquilo que escrevo.

8 – Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

Projeto a curto prazo – continuar a divulgar/apresentar em várias localidades do país o meu mais recente livro de poesia, o “Outras Liberdades”.
Projeto a longo prazo – a frequência de um mestrado relacionado com a área da literatura.

9 - Sugira uma autora e um livro (contemporâneos).

“O Tempo entre Costuras”, de Maria Dueñas. Se por um lado, este romance retrata de uma forma inequívoca a importância da mulher na sociedade em que se encontra inserida, por outro, revela os entraves que essa mesma mulher tem de ultrapassar na busca incessante pela felicidade.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Partindo do princípio que acredita na reencarnação da alma, escolheria ser homem numa próxima vida? Apesar das mulheres terem sempre a tarefa mais dificultada, mesmo vivendo 1000 vezes, 1000 vezes escolheria ser Mulher!


BIOGRAFIA:
SÃO SILVEIRINHA – Campo Maior
Nasceu em Campo Maior a 28 de novembro de 1972.

Editou três livros de poesia: “O Voo da Libelinha”, “Em Viagem” e “Outras Liberdades”. Tem no prelo “Reflexos”, fruto do 1.º prémio do II Concurso Literário de Edições Vieira da Silva, com o poema “Tons de Liberdade”. Em 2011, participou na “IV Antologia de Poetas Lusófonos”, Folheto Edições & Design. Em 2018 participou na Antologia poética Conexões Atlânticas III, In-Finita. Membro do grupo Mulherio das Letras - Portugal. É fundadora e presidente da associação cultural Despert’Arte. Tem participado em vários projetos relacionados com a escrita e a dança contemporânea.

quinta-feira, 21 de março de 2019

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... AGNETE SOMBRA


Agradecemos à autora AGNETE SOMBRA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 – Como você vê o papel da mulher na literatura atual?

A mulher é aberta e transparente como cristal polido. É um ser capaz de sentir as dimensões puntiformes da dor e os aromas facetados da flor, quase num abrir e fechar de olhos.
E as cortinas da aceitação têm sido escancaradas num movimento só de ida.
Dignificante ser plateia e ser palco desse cenário que perdura...
Psiu, a peça vai começar!

2 – Em que medida o universo feminino influencia na hora de escrever?

Em medida recalcada, sacudida e transbordante. Participamos de vastas e singulares funções, domiciliares, educacionais, emocionais, profissionais e até espirituais. Amo ser mulher na expressão mais exata do ser. Nossa vida tem tanto conteúdo, que infinitas resmas de papéis não seriam bastante para nos descrever.

3 – Em que corrente literária acha que a sua escrita se enquadra?

Nas correntes que são rompidas, liberando-me a viver o novo, a cada amanhecer. Mesclando o operar de um Deus que tudo sabe, tudo ouve e tudo ver. E nesse processo devocional e de auto-ajuda, não me importo de expor as minhas fraquezas e dificuldades, de maneira que, a fortaleza de um Deus Triuno, sobressaia através de mim. Somos canais que transportam as bem aventuranças, para quem se dispõe em nos ler.

4 - Que importância dá aos movimentos de integração da mulher?

Me importo com as questões urgentes e importantes de cada ser que respira. Embora prevenindo-me de âmbitos extremistas.

5 – O que acredita ser essencial para divulgar a literatura?

Tenho questionado-me por esses dias, sim, a grande necessidade de informações e de permanecer online. Indago-me como resistiu a escrita de uma Raquel de Queiroz ou de Jorge Amado...
Penso que enquanto existir escritores, permanecerão os leitores. Vejo que existe hoje, uma verdadeira febre em se mostrar. Mas procuro adestrar a minha alma, exortando-me em complacência, e digo-me: se houver pelo menos uma vida, que reviveu por ter vasculhado a minha escrita, já valeu.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Honestamente, não vejo pontos negativos. A escrita é FÁRMACO SEM EFEITOS COLATERAIS.
Gostaria de acrescentar algo que escrevi:

Ela e eu...

“ A voz em escrita, já se ataviou toda... Contornava os contornos em torno dela, como se fosse uma íntima companhia de todos as eras. A expectativa da espera já não deve esperar. 
Ela grita se calando porque tem receio em se mostrar....E ele dizia:
-Mulher, mas tu não tens mais o que inventar? Vais procurar o que fazer... 
E eu indagando em silêncio: será que com 30 anos de convivência, ele não percebeu ainda, que eu passei a vida inteira fazendo?
O outro que escutava respondia perguntando:
-Mas a senhora vai escrever o quê? 
E o brilho úmido e gracioso dos olhos daquele outro me lia, atravessando o meu âmago e sequestrando, lá das profundezas escondidas, a celebração de um ser que está em festa.
Naquele dia, precisava esfumaçar o pozinho Brown nos fios brancos da cabeleira, que ficavam à mostra... Pincelar as sobrancelhas nas lacunas ilhadas. Mascarar as olheiras para expor melhor o meu par de olhos verdes. A sensação seria de inércia solar, que se vestia de lua para cultuar esse tempo. Ouvia o frenesi das palmas das árvores que me margeavam em poesia. Os montes destilavam azeite e mel, saciando os vales das incertezas. E agora, estava casando de papel passado com a folha em branco que se expunha, devorando-me, sem reservas. Era como um amor louco de paixão que se entrega na forma mais completa do querer. 
Eu e ela.. A folha pautada e eu. 
Ela de nada me exigia, só o que eu desejasse dar. Mas a atração era fatal e total !!!
Tão pura , tão inocente, tão sábia. Mas nada era ocultado, tudo se expressava na maior concordância e respeito. Não podíamos nos ausentar daquele encontro marcado, onde o tempo do tempo, para...
Eu e ela, ela e eu... “

Agnete Maria Sombra Teixeira Carvalho.

7 – O que pretende alcançar enquanto autora?

Tudo é muito novo. Mas uma sensação se faz conhecida, familiarizo-me cada vez mais com a complexidade da pessoa que sou. Na escrita há cura. Percebo que é dinâmico viver, sendo capaz de descrever esse viver. É um convite à evolução da sua percepção. É ser capaz de viver o que viveu infinitas vezes. É saborear a prolongação do agora. É tornar a trajetória em continuísmo e construtivismo.

8 – Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

A curto prazo: Estou no 3º módulo de oficinas de escrita pela CENTRAL DE ESCRITORES E ACADEMIA DE ESCRITA.
A longo prazo: Ser fonte de ajuda para os que necessitam também. Aplicando as experiências na vida profissional ( cirurgiã-dentista), familiar e na vida secular como um todo.

9 - Sugira uma autora e um livro (contemporâneos).

Para ser bem franca, caí de gaiata no navio. Conheço pouquíssimo de escrita. Durante minha vida, as minhas leituras foram basicamente de capacitação profissional ( Odontologia) e de caráter cristão ( entre elas: O Rio, O Palco, Máscaras e Atores, de Bernard Snelgrove, O Andar no Espírito O andar no Poder, de Dave Robson, A Visão do Edifício de Deus, de Witness Lee). Entre  outros. 

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

A escrita tem regras?
Resposta: Você é o livro da sua vida...
Muitíssimo agradecida, e beijos no coração de carne!


BIOGRAFIA:
Agnete Maria Sombra Teixeira Carvalho é formada em Odontologia pela Universidade Federal do Ceará, desde 1983. Fez especialização em Prótese Dentária, Implantodontia e Prótese sobre-implantes. Possui aperfeiçoamentos nas áreas de: Periodontia, Disfunção de ATM, Cirurgia Buco-Dentária e Prótese Removível. Atua desde 1984 em Clínicas Privadas de Odontologia.
Durante sua trajetória profissional serviu ao Exército Brasileiro- Militar da reserva, como 1a Tenente.
Participou por 13 anos das conferências do Ministério Verdade Viva, Servir é Reinar.
Participou das oficinas de Escrita Terapêutica e de Contos na Central e Academia de Escritores. 
E realizando no momento, a oficina de Crônicas na Central e Academia de Escritores. 
Autora do livro NAS ENTRELINHAS DOS NÓS, publicado em 21/12/2018 na Igreja Cristã Vida e 18/01/2019 na Livraria Leitura no Shoping Riomar.
Atua também com palestras e sessões de autógrafos.


quarta-feira, 20 de março de 2019

QUINTA DEMÊNCIA (excerto) - JOÃO DORDIO

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Saibam do autor neste link
Conheçam a In-Finita neste link

Tenho tantos olhares, abraços e beijos para te dar...

Ontem trouxe-te a ver todos os olhares, abraços e beijos e passeios
de mão dada que camuflei em milhares de letras, palavras e frases
nesta biblioteca de momentos, desejos, saudades e memórias de ti.
Ontem trouxe-te aqui para que visses e confirmasses que a minha
própria respiração ou o simples piscar de olhos levam essas mesmas
letras, essas mesmas palavras e essas mesmas frases que definem um
sentimento que mente e coração fazem explodir e espalhar nestes
livros... que não são livros...
Já te disse...

São os momentos em que somos!
São os desejos em que nos deliciamos!
São as saudades quando nos afastamos!
São as memórias do que fizemos e queremos repetir!

Nestes ou noutros corpos! Nestas ou noutras vidas que teremos...

Ontem pensei ainda mais em ti só para te trazer aqui. Ao meu
mundo... aquele mundo solitário dos poetas que sabem voar...
- As coisas que tu sabes!
As coisas que eu sei e as coisas que invento para me devolver...
Estava agora a juntar as letras para dizer tudo e veio tudo porque
vem sempre tudo quando agarro a tua mão. Lá do longe... Porque
vem sempre tudo no copo derramado duma inspiração parva que
bate à porta sem haver porta e se assoma à janela sem haver janela
porque a casa de mente fica longe e em lado nenhum!

EM - A PAIXÃO - ESCRITOS E DEMÊNCIAS - JOÃO DORDIO - IN-FINITA