domingo, 29 de março de 2026

No fundo do baú 145 - Emanuel Lomelino

O momento mais angustiante na vida de um autor não é o fracasso das suas criações, tampouco o sumiço repentino do estro. A angústia maior, que trespassa a alma vezes sem conta e dilacera cada átomo, acontece quando as palavras atraiçoam e esgravatam o íntimo como punhais rombos, sem um pingo de compaixão nem misericórdia.

Para os mais desprevenidos, cada traição é recebida no limite do despreparo e, por isso, sentida no extremo da dor – lancinante, feroz, inclemente.

Os mais calejados, não sendo imunes às estucadas e sofrendo em igual medida, conseguem, apesar das lágrimas de desilusão, ultrapassar o desconforto com maior celeridade, cicatrizar as feridas, e retornar ao ofício mais fortes.

Depois há os outros. Aqueles que, por nunca terem estado seriamente empenhados na escrita e, por essa razão, não terem ganhado consciência de autor, ignoram quão ténue é a linha que separa a traição das palavras e a arte escriba.

EMANUEL LOMELINO

O paraíso são as memórias (excerto 23) - Tita Tavares

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Desde muito criança, mesmo numa fase em que a linguagem e a sua significação eram ainda rudimentares, comecei a ter a noção do sentimento da gratidão, através do modelo, da atitude. Em casa, era com frequência que os meus pais, a título de qualquer situação, citavam recorrentemente pessoas das suas relações, por algum tipo de favor ou ajuda prestada.

EM - O PARAÍSO SÃO AS MEMÓRIAS - TITA TAVARES - IN-FINITA

sábado, 28 de março de 2026

No fundo do baú 144 - Emanuel Lomelino

Entre muitos paradoxos que enfermam a humanidade, um dos mais óbvios, mas que foge à reflexão, é o dogma da perfeição.

Todos alardeamos que a perfeição não existe e, consequentemente, admitimos a nossa imperfeição natural. Estas afirmações acabam por ser taxativas e complementares, mas quase sempre colocadas de lado, dependendo das situações, sendo usada a versão mais cómoda ao interesse de cada um, ou o(s) seu(s) contrário(s), como quem escolhe que roupa usar em determinado dia da semana. Senão vejamos.

Não existindo a perfeição, por que raio todo o mundo anda em busca dela, em todos os momentos da vida? Por que se exigem relacionamentos perfeitos? Por que se exigem, ou recriminam, comportamentos e prestações, em nome da perfeição? Por que razão as pessoas sentem necessidade de qualificar toda e qualquer coisa que veem, ou tudo o que leem, como sendo “perfeito”? Por que carga de água se voltam as costas aos demais por falta de perfeição, ou pelas imperfeições? Por acaso a imperfeição só existe na primeira pessoa do singular, no presente do indicativo, em circunstâncias especiais, sendo que noutras é alimentada na segunda pessoa do singular ou plural? Será que o conceito de imperfeição tem restrições aplicativas? Será que estamos, também neste quesito, a perder a noção da realidade e a deixar-nos levar pelo politicamente correcto por conta da sensibilidade de um punhado de “cabeças-ocas”?

EMANUEL LOMELINO

Do Brasil à Suíça (excerto 24) - Samaritana Pasquier

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Com ar grave, nos anunciaram que um dos líderes camponeses havia sido morto a poucos metros de sua casa por “pistoleiros”, matadores profissionais. Ele, o camponês, trazia no braço uma melancia para dar a seus filhos, à sua família. Sua esposa estava na cidade para uma consulta médica. Eles nos pediram então para acompanhá-la até a casa deles. Essa viagem foi longa e tinha um clima muito pesado.

EM - DO BRASIL À SUÍÇA - SAMARITANA PASQUIER - IN-FINITA

A Pequena Distância... (excerto) - JackMichel

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Num recanto antigo ideado aos moldes particulares do romance ideal e precípuo, a Poesia trajou-me com um vestido caudato de fino catassol lustroso... ornou-me com joias fabulosas de irreal origem atida ao encantamento da rutilação dos efeitos... encerrou-me dentro da torre de um castelo delével...
E ordenou que eu ficasse à espera do belo príncipe Acobreado, que era chamado assim por possuir cabelos em tão exato tom do cobre puro que parecia ter recebido desse metal a essência depurada nos fios macios da madeixa rara.

EM - APOLLO MAN - JACKMICHEL - IN-FINITA

sexta-feira, 27 de março de 2026

No fundo do baú 143 - Emanuel Lomelino

Sempre que me preparo para mergulhar num novo livro, visto o meu escafandro de gala e lá vou eu, contra todas as fobias, em genuína apneia.

As primeiras páginas podem revelar-se irrespiráveis, mas a falta de ar oxigenado, em vez de afligir-me, tem o condão de despertar o meu autocontrolo e elevar os sentidos no máximo das suas capacidades, obrigando-me a dar corda às barbatanas e ir ainda mais longe e fundo. E quanto maior for a dificuldade para manter a respiração regular, mais embrenhado fico e mais adentro nos textos.

Garanto-vos, com o testemunho de mil e uma experiências, que todos os bons livros conseguem fazer-nos viver para lá de uma síncope respiratória, e trazer-nos de volta, sãos e salvos, mas enriquecidos, à superficialidade fatal do mundo a que pertencemos.

EMANUEL LOMELINO

quinta-feira, 26 de março de 2026

No fundo do baú 142 - Emanuel Lomelino

Sem tirar a importância a outras grandes preocupações das sociedades modernas, um dos maiores flagelos actuais é o sumiço, que está a ser permitido acontecer, de inúmeros locais de culto – as livrarias tradicionais.

Sobre esta triste realidade estão a ser usados argumentos que só convencem os cabeças-ocas que falam de clássicos, mas só leem livros de autoajuda, comprados em supermercados.

Os livros que valem a pena serem lidos raramente os encontramos nas grandes superfícies, porque nunca serão os de vendas mais expressivas.

Livros que fazem pensar, ou melhor, que obrigam a pensar, são incompatíveis com o negócio de consumismo imediato, porque, neste nosso tempo, o acto de pensar está a roçar a extinção.

Os verdadeiros leitores, aqueles que conhecem as diferenças entre as grandes obras da literatura e os manuais de formatação, optam por pensar e sabem que só é possível encontrar bons livros nas livrarias tradicionais.

Infelizmente, esses espécimes raros têm uma capacidade financeira reduzida e isso reflete-se no desaparecimento de espaços icónicos.

A manter-se este círculo vicioso, corremos o risco de necessitar ir ao supermercado mais próximo para encontrarmos um manual prático, que nos ajude a descobrir uma forma de fugirmos à estupidificação que está a instalar-se, e reaprender a pensar.

EMANUEL LOMELINO

quarta-feira, 25 de março de 2026

No fundo do baú 141 - Emanuel Lomelino

Pensar dói. Ou melhor… dá dores de cabeça. Ok. Nem sempre. Há pensamentos que conseguem passar sem deixar vestígios, mas, quando assim é, isso significa que não tinham significado algum.

Aqueles que magoam são os pensamentos que vêm atrelados a outros pensamentos, como um comboio-bala interminável, cuja locomotiva é uma ideia simples que não gosta de andar sozinha nas trilhas da mente e, por isso, arranja sempre uma forma ardilosa de dar boleia a mais e mais ideias, cada vez mais complexas.

A dor de cabeça aparece nesse momento. Na altura em que as carruagens mais simples – porque leves – dão lugar às mais robustas – porque pesadas – e, como num passe de mágica, cada uma delas (ideias) se transforma numa nova locomotiva, dando origem a mais comboios. Tantos que a mente fica preenchida de carris, que entroncam, uns nos outros, de modo tão vertiginoso que, nasce a sensação, a qualquer instante haverá um descarrilamento ou um choque entre composições.

Se isto não fosse uma analogia eu estaria milionário só na venda de bilhetes, tantos são os pensamentos que viajam na minha mente.

EMANUEL LOMELINO

terça-feira, 24 de março de 2026

No fundo do baú 140 - Emanuel Lomelino

Os livros, tal como as conversas e as cerejas, estão sempre colados a outros. Descobri isto ao olhar atentamente para a minha biblioteca e ter visto Puchkin e Gogol em animada tertúlia com Camus e Pessoa. Noutra prateleira, Brecht e Celan concentravam olhares em Virgínia, Agustina, e nas irmãs Brontë.

Num canto mais resguardado, Proust, Benjamin e Todorov sussurravam críticas, como quem conspira literatura. Mais adiante, Almada Negreiros, de braço dado a Ramos Rosa e Torga, dissertava sobre poesia, como quem não sabe mais nada além de versos.

Wilde, com todo o vigor da sua juventude reciclada, olhava Botto com interesse redobrado, enquanto Ovídio, Plutarco, Horácio e Calvino tentavam descobrir as diferenças entre Vergílio e Virgílio.

Poe e Stevenson elogiavam Márai e Saramago, bem perto de Göethe e Nietzsche, que desafiavam Schopenhauer e Steinbeck, para deleite de Kant. Também vislumbrei o grupo de Tolstoi, Gorki, Nabokov e Dostoievski, a debater com Kundera, Marquez, Neruda e Natália.

Camilo, Dinis, Amado, Assis e Eça trocavam experiências, enquanto Vinícius e Ary ofereciam canções a Cecília, Sophia, Florbela e Natércia, que retribuíam com palavras meigas.

Cervantes, Dante, Shakespeare e Camões faziam vénias aos aplausos de Junqueira, Bocage, Drummond e O’Neill. Enquanto Baudelaire, Apollinaire, e outros franceses, viam peças de Gil Vicente e Pascoaes.

E mais não vou enumerar porque já ultrapassei o limite deste texto.

EMANUEL LOMELINO

O paraíso são as memórias (excerto 22) - Tita Tavares

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Quantos sonhos propiciaram a quem as aguardava ansiosamente, prontinhas e lustrosas, com um inconfundível ar de novinhas em folha, para estrear numa data festiva, abrilhantando o terno de guarda ou primando com o vestido novo em acabamento na costureira. Quantas emoções foram vividas, derriços iniciados, paixões correspondidas, destinos traçados à conta do brilho dessas obras.

EM - O PARAÍSO SÃO AS MEMÓRIAS - TITA TAVARES - IN-FINITA

segunda-feira, 23 de março de 2026

No fundo do baú 139 - Emanuel Lomelino

Depois de ter navegado tantas marés e enfrentado os seus diferentes humores, o sal impregnou-se na pele tão intensamente que os golfinhos e as gaivotas deixaram de ser novidade. A ferocidade dos ventos, que no início era sentida como chibatadas, agora é apenas afago. Içar e recolher velas passaram a ser tarefas executadas no automático.

Já me haviam alertado para a falta de atenção que tenho prestado ao meu entorno. Não tinha dado muita importância a esse reparo, no entanto, a bem da verdade, há algum tempo deixei de demonstrar interesse nas coisas irrelevantes porque serviam apenas como motivos de distração, para ajudar a passar o tempo nas viagens entre portos.

No entanto, hoje, ao embarcar para mais uma odisseia laboral, embrulhado na minha farda de profissional camuflado e com a máscara de marujo satisfeito no rosto, decidi voltar a dar uso à minha vertente observadora e pude constatar que o céu azul continua a ser riscado pelos aviões, a espuma das ondas permanece branca e, tirando os pinguins e albatrozes, os únicos seres que continuam a destoar são os corvos, que agora são mais urbanos litorais e não se emocionam ao ver espantalhos de camisa aos quadrados que, tal como eu, andam na faina para colocar bacalhau no prato.

EMANUEL LOMELINO

Do Brasil à Suíça (excerto 23) - Samaritana Pasquier

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

O mais curioso em nossas trajetórias é esse tipo de troca silenciosa entre nossos países. Sem perceber, trocamos raízes, culturas, lembranças. Luíza, ao se estabelecer no Brasil, criou raízes tão profundas que, ao voltar para a Suíça, sente uma saudade intensa — especialmente da comida de lá, como os pratos simples de arroz e feijão.

EM - DO BRASIL À SUÍÇA - SAMARITANA PASQUIER - IN-FINITA

O Pirata Love-Mar... (excerto) - JackMichel

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Quando ao longe surgiu prematura, frágil de cores, perdida na distância incomensurável, a vela rósea-purpúrea - com o monograma LM bordado à mão - de um navio com altos acastelamentos na proa e na popa...
Apressei-me para ver quem se aproximava do mar de minha tristeza, constituído de lágrimas, invadindo este território consagrado à Adoração.

EM - APOLLO MAN - JACKMICHEL - IN-FINITA

domingo, 22 de março de 2026

No fundo do baú 138 - Emanuel Lomelino

As questões são pertinentes. Por que diabos procuro adquirir o maior número possível de livros clássicos? Por que razão tenho um fascínio tão grande por obras intemporais? Para quê gastar tempo e dinheiro em literatura? Qual o propósito de reunir tantos, e tão díspares autores, géneros, temáticas, abordagens?

Poderia dar uso a mil e um argumentos, cada um mais válido que o anterior, mas temo que nenhum deles seja inteiramente esclarecedor sem o complemento dos restantes.

Fazê-lo pela metade seria dizer meias-verdades e omitir factos. Enumerar todas as razões revelar-se-ia uma tarefa hercúlea - porque demorada, mas, sobretudo, por ser demasiado fastidiosa para satisfazer a curiosidade alheia.

Assim sendo, e sem o mínimo de temor pelos julgamentos que esta obsessão pode suscitar, deixo ao critério de cada um a avaliação da esquizofrenia que me move.

EMANUEL LOMELINO

sábado, 21 de março de 2026

No fundo do baú 137 - Emanuel Lomelino

Imagem pinterest

Sempre fui apologista das discussões literárias – tertúlias (que não devem ser confundidas com “saraus” porque são eventos distintos) – pela possibilidade que dão para debater conceitos, tanto de criação como de leitura.

Infelizmente, esse género de encontros é cada vez mais raro, para não dizer inexistente, porque as artes deixaram de estar associadas a conceitos filosóficos claros, e os artífices nem sequer sabem definir as suas criações. Tudo é feito pelo simples acto de fazer.

Por outro lado, quando temos a sorte de assistir a uma tertúlia, ficamos com um tremendo amargo de boca pela enxurrada de argumentos vagos, que são proferidos com a maior das convicções, mas sem conteúdo aproveitável ou isento de lacunas.

É triste verificar que, para além do vazio intelectual dos criadores, os consumidores deixaram de ser exigentes e aceitam qualquer coisa. Já não há critério. Já não existe contraponto. Já não há opinião. Já não existe crítica. Só dogmas. Alguém diz que é arte e todos aplaudem, sem hesitar, sem contestar, sem questionar.

Para ser assim mais vale não haver tertúlias. Ou então acabe-se com a arte.

EMANUEL LOMELINO

sexta-feira, 20 de março de 2026

No fundo do baú 136 - Emanuel Lomelino

Quando surgem aqueles dias em que só queremos deitar o esqueleto e simplesmente abraçar a inércia, é necessário um esforço sobre-humano para nos obrigar a cumprir algumas tarefas que, não sendo essenciais, nos propomos executar.

Hoje é um desses dias. Depois de um retemperador banho quente, o corpo começou a insinuar a vontade de ficar estático, imóvel, quieto, estatelado sobre a cama, e não fazer coisa alguma. Creio que ainda houve um momento de hesitação, da minha parte, mas o que tem de ser tem muita força e não posso abrir um precedente porque quando se facilita uma vez…

Para se atingir esta capacidade de não embalar na preguiça é fundamental ter-se um elevado grau de disciplina mental que, no meu caso, acaba por auxiliar bastante, quase como factor determinante para que não haja um só dia sem que eu faça, entre algumas outras coisas, pelo menos, um exercício de escrita.

EMANUEL LOMELINO

quinta-feira, 19 de março de 2026

No fundo do baú 135 - Emanuel Lomelino

Os dias cozinham-se iguais, numa mesmice tão sórdida quanto submissa, sem ensejos nem revoltas.

Lábios gretados, frieiras nas mãos, escaras soltas, narinas empoeiradas, vontade que se esvai, conformismo que se instala.

O cansaço apodera-se, sem tréguas nem piedade. Reavivam-se vis emoções, já sentidas na plenitude da miserabilidade. Também aquela inércia tão lancinante como grilhetas carcerárias.

Mas nem tudo é ácido porque, no final de cada dia, chega sempre o silêncio crepuscular, com livros debaixo dos braços e a habilidade de teletransportar a mente para mundos que anestesiam até que a realidade regresse no buzinar do despertador.

EMANUEL LOMELINO

O paraíso são as memórias (excerto 21) - Tita Tavares

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Especialmente nesses dias, a rua transformava-se num burburinho de gentiaga e num bezoar desabrido de várias espécies animais, desfilando em autêntico cortejo. A manhã acordava cedo com o passadiço sussurrado dos queijeiros. Rompendo a aurora antes do seu despontar, aguardavam na praça, inquietos e ruborizados pelo frio, a chegada dos lavradores e negociantes de queijo.

EM - O PARAÍSO SÃO AS MEMÓRIAS - TITA TAVARES - IN-FINITA

quarta-feira, 18 de março de 2026

No fundo do baú 134 - Emanuel Lomelino

Não foi sem assombro que descobri a existência de niilismo na minha personalidade.

Apesar do termo não me ser estranho, por razão do meu interesse artístico-literário, e até conhecer um pouco desta corrente filosófica, nunca deduzi que uma parte de mim pudesse ser influenciada, mesmo que ligeiramente, por esta doutrina.

A verdade é que, em relação à percepção que tenho da vida, com todas as minhas dúvidas e questionamentos, nunca me considerei mais do que céptico, pela simples razão de não conseguir vislumbrar, com carácter decisivo, uma razão válida que justifique a existência de um propósito, ou sentido, pré-definido.

Eis senão quando, nesta fase adiantada da minha existência física, descubro que a descrença num sentido para a vida, tal como ela se revela para mim, é considerado niilismo existencial. Só não sou completamente niilista porque não vejo a humanidade, como um todo, insignificante.

EMANUEL LOMELINO

Do Brasil à Suíça (excerto 22) - Samaritana Pasquier

LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
Conheçam a In-Finita neste link

Um colega compareceu com sua esposa e duas crianças pequenas. O lugar da reunião era um “leprosário”, isto é, uma forma de cidade gueto habitada por pessoas que tinham a doença de Hansen, popularmente conhecida por lepra. Elas viviam isoladas da sociedade. O Estado construía e subvencionava essas pequenas casas. E com o apoio da Igreja, elas podiam viver e se manter nesse lugar.

EM - DO BRASIL À SUÍÇA - SAMARITANA PASQUIER - IN-FINITA