quinta-feira, 24 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÔES ATLÂNTICAS... ANA ACTO

Agradecemos à autora ANA ACTO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Enquanto pessoa... enquanto mulher, mãe, filha, companheira...
Sempre fui uma sentimental, romântica, sonhadora, e tento pôr em palavras todo esse sentimento, tudo que levo dentro, desde vivências a sonhos. Como costumo dizer, de olhos postos no céu, mas sempre com pés bem assentes na terra.

Tenho os braços sempre abertos, e o coração nas mãos.

2 - Criar textos é uma necessidade ou passatempo?

Talvez ambas, embora tenha começado por ser uma necessidade de extravasar todo este excesso de emoções e pensamentos, acaba por ocupar os meus tempos livres além de me dar imenso prazer, ainda mais, ao sentir o feedback de quem me lê, funciona como uma terapia.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambas, embora me assuma como uma indisciplinada em regras.

Amo ler, e tudo que escrevo me sai espontâneo, sinto que por vezes na preocupação de obedecermos a determinadas estruturas se perde essa tal espontaneidade e um pouco do que se quer transmitir, e gosto de escrita livre, apenas soltar o que levamos dentro e é nesse género que me identifico e concebo escrever.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Como referi anteriormente sou uma completa indisciplinada, e não me sinto incluída num género específico.

Embora por vezes escreva poesia regrada, a maioria da minha obra é talvez, visto assim, prosa poética, como referi gosto de escrever solta, livre.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Pretendo creio, como todos, chegar aos corações, fazer com que as minhas palavras ganhem vida própria. Que determinada sensação ou situação que escreva seja lida e sentida como vivenciada. Ser veículo e portadora de sentires e vivências. E nesse registo, tento passar esperança, amor, mas também consolo, aceitação, perdão. Em toda a minha escrita, seja em poesia ou prosa, descrevo situações que todos vivemos, sentimos, desde paixão a perda.

6 - Quais as suas referências literárias?

Sinceramente embora leia e conheça os grandes da literatura, não os uso como referências, embora a minha escrita seja muito sentimental e por vezes melancólica e me identificar um pouco com a Florbela Espanca.
Mas desde que comecei a escrever,( e me perdoem pois poderá soar estranho), contrariamente ao que é suposto, comecei a ler menos, senti receio, infundado talvez, de me deixar influenciar por alguma escrita ou por alguém, e queria descobrir quem realmente sou ou posso ser, sem qualquer tipo de influência. Mas além da Florbela, adoro Pessoa, e sou uma apaixonada por Neruda.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Muita da divulgação passa nos dias de hoje e sobretudo na actual situação por meios virtuais, redes sociais.

Julgo ser neste momento o melhor meio. Nos grupos certos, com clareza e objectividade, a mensagem é transmitida.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Quando comecei este percurso as ambições eram as mesmas que hoje tenho, nenhumas...
Apenas escrevia e gostava de partilhar com quem me lia essa vertente minha. O que daí adveio foi longe de ser sonhado, mas aos poucos foram surgindo convites para integrar obras colectivas, programas de rádio, saraus, e até Tv. E o que começou quase por brincadeira foi ganhando proporções, inclusive o nascimento do meu primeiro livro de poesia "NUA". Por isso um passo de cada vez, saboreando e contemplando o que o caminho me trouxer.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

A primeira obra colectiva que integrei, foi o livro de poesia do centenário da junta de freguesia de Foz do Arelho e surgiu como convite, a partir daí ganhei o gosto de me juntar como co-autora em diversos projectos, acho maravilhosas estas obras em conjunto na divulgação de autores, sobretudo de novos, e um meio para os menos "conhecidos" de darem a conhecer o seu trabalho e de o imortalizarem.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Talvez, que gosta mais neste mundo das letras? E a resposta é fácil, todas as amizades que ganhei, desde outros poetas a seguidores, a pessoas da comunicação social... Expandi o meu mundo, ganhei amigos maravilhosos que me incitam, inspiram e motivam a crescer e só por isso, tudo faz sentido.

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... DIVANI MEDEIROS

Agradecemos à autora DIVANI MEDEIROS pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Poesia, prosa ou conto? Porquê?

Identifico-me com os três. Porém, a poesia me propicia adentrar em  um mundo de utopias e realidades, em que sonhar e acordar trazem inspirações.

2 - Após quase um ano de pandemia, o que mudou na sua rotina, enquanto autora?

Com o  "novo normal", tive que me  adaptar para poder concretizar novos projetos, seguir uma rotina diferente, onde a leitura acontece com mais frequência, e a escrita passou a ser uma terapia diária.

3 - O que você tem feito para manter-se produtiva e dar continuidade aos projetos em tempos tão restritos?

Com organização de horários em cada atribuição, buscando a melhor forma de desenvolver os escritos,  para que não se torne  cansativo.

4 - Pontos positivos e negativos na sua trajetória de escrita

Pontos positivos: meus poemas publicados em coletâneas, no Brasil pela Casa da Poesia em São Paulo,  e esse ano, pelo Mulherio das Letras, em Portugal.

Pontos negativos: falta de incentivo à  cultura, resultando em que novos escritores não consigam divulgar seus trabalhos, ou seja, publicá-los.

5 - O que você pensa sobre essa nova forma de estar, onde tantas pessoas começaram a utilizar as LIVES e VÍDEOS  para promover suas atividades?

A inovação tecnológica é essencial nos dias atuais, independentemente de pandemia ou não, é uma ferramenta essencial para desenvolver trabalhos com rapidez e eficiência.

6 - Você acredita que o virtual veio ocupar um espaço permanente, sobrepondo-se aos encontros literários presenciais, pós-pandemia?

Sinceramente não. Gosto de trabalhar virtualmente, porém, não acredito que permaneça pós-pandemia, mas passe a ser uma opção e, não a regra.

7 - Se pudesse mudar um acontecimento em sua vida literária, qual seria?

Teria iniciado meus escritos poéticos mais cedo.  

8 - Indique um livro que lhe inspirou.

O livro da escritora e poetisa Cora Coralina.

9 - Quem é Divani Medeiros  no reflexo do espelho?

Nordestina e guerreira, menina conversadeira, lutadora e perspicaz, que cuida e zela pelo que faz.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

“Se você  tivesse oportunidade de mudar alguma coisa no seu país, o que mudaria?” A resposta: Eu lutaria para que todos os brasileiros  tivessem educação de qualidade, boa moradia e vivessem uma vida digna, sem preconceitos e nem racismo.

Maria Divani de Medeiros Araújo é professora graduada em História, pós-graduada em Processos Educacionais pela UFRN, e em Educação do Campo Saberes da Terra pelo IFRN. Nasceu em 1965, em Várzea/PB. Sempre teve paixão por literatura e poesia. Além de professora atua também como Assessora Pedagógica

quarta-feira, 23 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... DANIEL BRAGA

Agradecemos ao autor DANIEL BRAGA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Escrever é uma necessidade e uma das formas de expressão e comunicação fundamentais, ate pela profissão que exerço. Um olhar crítico ao que se passa ao meu redor, numa viagem aos recônditos dos meus estados d’alma, alento necessário para o meu equilíbrio enquanto pessoa preocupada e atenta perante as evoluções e convulsões constantes e dinâmicas com que o Mundo se debate. A escrita acaba por ser algo de natural, não se podendo dissociar nunca da profissão que exerço com enorme carinho, crença, determinação e ajuda.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Como já referi uma necessidade premente de comunicar e extravasar sentimentos e estados d’alma. Escrevendo em poesia ou em prosa literária, o que importa são as mensagens que lhe são inerentes e que se querem transmitir. Algo que é elaborado com sentimento, com devoção e com enorme consideração por quem lê. Há essa necessidade. A da transparência e clareza com que se comunica e se passa a mensagem. Importante o conteúdo e a não inocuidade do mesmo. Por respeito ao leitor. Acima de tudo escrevo porque gosto e tenho prazer de escrever. Porque também gosto de me colocar na pele de leitor que também sou. Daí a importância das mensagens que se querem passar.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Na poesia a espontaneidade é importantíssima, mas o rigor e o cuidado linguístico também. Escrever e dizer o que me vai na alma acaba por ser a matriz de referência que me guia e o cuidado com que procuro escrever demonstra muito do respeito que tenho pela minha língua. Escrever sim, mas com coerência, ponderação e rigor.  Para que não se passe uma ideia errada daquilo que não sou. E passa muito, pelo respeito que o leitor me merece. Muitos escrevemos poesia e prosa, mas muitos mais são leitores e fãs do que transmitimos. Podemos gostar ou não gostar o que lemos, mas devemos sempre ter a noção que quem escreve procura fazê-lo com amor, sentimento e respeito por quem o lê. E essa matriz orientadora também a tenho e não abdico dela. Não escrevo por escrever, mas porque me faz sentido, procurando sempre apelar ao meu sentido crítico e criativo do momento.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Dedico-me à poesia e à prosa, não propriamente histórias e contos ou romances, mas pequenas histórias que vou vivendo no meu quotidiano. O género literário é-me indiferente, desde que me sinta bem com o que escrevo. Liberto-me de estereótipos e dou asas ao meu imaginário criativo. Apelo à minha sensibilidade, ao meu direito ao sonho pois são as palavras que dão sentido à vida. A simplicidade de alguém que procura descrever sentimentos e sensações. Um dia, quem sabe, um livro de crónicas, um romance ou um livro de poesias. Mas, por enquanto sinto-me bem a fazer o que estou a fazer, sem ter a necessidade de passar à fase seguinte.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

A forma de escrever é individualista e cada um procura transmitir um estilo próprio e característico. Eu procuro descrever os meus estados d’alma, os meus anseios e as minhas formas de estar. Na poesia e na prosa sou como sou. Falo de sentimentos, de amor e abordo temas inerentes à cidadania e liberdade, temas matriciais que muito prezo e valorizo. Não espero concordância com tudo o que procuro transmitir, nem é isso que pretendo. Mas exijo o direito a ter liberdade de pensamento de escrever o que acho pertinente e se adequa à minha forma de ser e de estar. As críticas serão sempre bem-vindas, desde que como formas construtivas de troca de conhecimento, novos olhares e novas perspetivas. Mensagens e estados d’alma que definem e falam do amor, da liberdade de “ser livre”, dos meus sentires, das minhas causas solidárias e da saudade.

6 - Quais as suas referências literárias?

Essencialmente autores de referência da escrita na área da lusofonia, consagrados ou não. Luís Cardoso de Noronha, Mia Couto, Ondjaki, Pepetela são alguns desses exemplos. E permitam-me salientar aqui nomes de pessoas e escritores com que me identifico como Luís Cardoso (tenho quase todas as suas obras), Helena Soares da Silva (que também acompanho com assiduidade e por quem nutro especial admiração) e Fernando Correia outro enorme amigo e poeta.  Mas também tenho alguns eixos referenciais dos tempos de escola e da vida adulta como Fernando Namora, Fernando Pessoa. Eça de Queirós, José Cardoso Pires, Alexandre O’Neill e Luís Sttau Monteiro. Não poderia também faltar José Saramago. Na contemporaneidade, José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe e António Lobo Antunes são presença assídua e obrigatória. De todos eles já li pelo menos uma das suas obras.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Acima de tudo as mensagens que se procuram transmitir. A clareza e o modo como se quer transmitir a mensagem. É a chave para agarrar o leitor à escrita e à leitura, de uma forma apaixonada, prendendo-o ao livro. Colocar-se na pele do autor, sentindo as vibrações e sensações, diferentes de obra para obra e de autor para autor acaba por ser uma forma afetiva e lisonjeada de receber e de processar em nós mesmos o significado de tudo aquilo que o autor e a obra procuraram mostrar e comunicar. E se todos esses desideratos forem conseguidos, o êxito estará mais perto e a ligação com o autor acaba por ser uma realidade.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Por enquanto a participação em trabalhos coletivos através das diversas coletâneas para as quais escrevo e os blogues pessoais ou não em que participo preenchem-me plenamente. De momento estou bem assim. Futuramente uma obra poética, um romance ou um livro de crónicas estão no horizonte. Depende muito do tempo livre que ainda não tenho (sou professor a tempo inteiro em tempos onde a exigência é muita e o tempo que sobra muito pouco). Depois logo se verá e quem sabe, um debruçar mais sério e continuado na poesia e na área das histórias romanceadas e das crónicas quotidianas.

9 - Porque participa em trabalhos coletivos?

Porque gosto e me sinto, por enquanto, realizado como autor. Conhecer outros autores e os seus   olhares perante a literatura poética agradam-me sobremaneira e motivam-me a também ser um melhor autor e uma melhor pessoa. Conhecer novos mundos literários, novas sensibilidades e pessoas maravilhosas que vou procurando estabelecer elos de ligação pessoal e literária completam-me e fazem de mim procurar ser mais completo, mais sensível e mais atento ao que está ao meu redor. E isso tem sido maravilhoso.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Confesso que nunca pensei nisso. Mas eventualmente, se escolheria a vida de autor e escritor em vez da docência. Penso que não pois acho que não são áreas incompatíveis. Gosto muito de ensinar, de educar e de ser professor. Um dia reformando-me gostaria muito de continuar a dedicar-me à escrita, provavelmente com tempo para o fazer. Mas gostaria também de fazer outras coisas como que continuar a dedicar-me ao voluntariado, à natureza e ao campo. E penso que arranjarei um compartimento para todos esses objetivos. Terei muito por onde escolher para me manter ativo, atento e atualizado.

terça-feira, 22 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... JACKMICHEL

Agradecemos ao colectivo JACKMICHEL pela disponibilidade em responderem ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Quando escrevemos somos JackMichel sic et simpliciter. Com razão, Fernando Pessoa disse “Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo.”.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Para nós, escrever é viver. Escrevemos por inspiração, trabalho e dom inato. Sempre que finalizamos uma obra literária, sentimos um misto de orgulho e satisfação em nosso  ego. Por certo, Michelangelo auferiu desta emoção quando concluiu a Pietà e, também Géricault, quando deu a última pincelada em Têtes de Suppliciés.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Em nosso processo de criação literária é relevante o critério utilizado para a elaboração da escrita, o primor formal e a estilística da expressão; mas quem dá o xeque-mate é a inspiração que nos surge no cérebro, como uma  centelha brilhante que risca o céu dos pensamentos.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Tendo publicado livros em diversos gêneros literários não podemos optar por um, assim também como não podemos dizer se nos causam maior interesse os poemas da Tríade Parnasiana, as novelas de Oscar Wilde ou os contos fantásticos de Allan Poe.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

O todo exerce força em nossa criatividade e há reciprocidade entre os elementos do universo; é disso que fala “Correspondências”, de Baudelaire.

6 - Quais as suas referências literárias?

Não é fácil preferir um autor a outro visto que muitos são os poetas maravilhosos, os romancistas históricos, os biógrafos fortes, que lemos e nos imprimem marcas fundas na alma. Mas para não deixar a pergunta sem resposta citaremos Alessandro Pavolini autor do inolvidável Scomparsa D’Angela, e Antônio Domingos Raiol, de Motins Políticos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Utilizar os espaços virtuais da internet posto que as plataformas digitais são suportes tão valiosos quanto periódicos de época ou hemerotecas online, além de ser fator essencial para divulgação da arte e da cultura nesses tempos de coronavírus e de tecnologia da mídia.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Em todos tempos e ao longo da história vemos que muitos dos grandes nomes da literatura só conheceram a glória literária post-mortem...

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Para interagir com outros artistas da escrita e intercambiar a cultura contemporânea.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Se me perguntassem “O que acha da Guernica de Picasso” eu responderia “É a tua!”.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... MARIA JOSÉ GONÇALVES MILLARD

Agradecemos à autora MARIA JOSÉ GONÇALVES MILLARD pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Minha essência, capacidade de expressar meus sentimentos mais profundos, meu imaginário, minha relação com o mundo.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

É mais que uma necessidade, sinto uma premência de colocar nas letras a emoção do momento que estou vivendo.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Os dois têm importância. A espontaneidade é fundamental, pois é a expressão real da inspiração do poeta. Por outro lado, é o cuidado linguístico que irá garantir ao leitor o entendimento dessa inspiração.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Poesia! Porque me sinto mais á vontade expressando meus sentimentos e minha inspiração através da linguagem poética.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

As mensagens que porventura apareçam em minhas poesias não são intencionais, podem ser fruto ou consequência de minha emoção no momento da criação.

6 - Quais as suas referências literárias?

Minha referência literária é muito variada. Tendo admiração por vários poetas da literatura brasileira. Em destaque Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Castro Alves, Cecília Meireles, Cora Coralina e muitos outros.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Na divulgação dos autores e suas obras, creio ser fundamental uma cumplicidade entre editores, autores e suas respectivas obras.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

A publicação de minhas poesias na Colectânea "Conexões Atlânticas Brasil-Portugal" representa a concretização do meu desejo de ver minha expressão poética publicada. No entanto, permanece o sonho de ver minhas poesias publicadas com a ilustração de minhas pinturas.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Os trabalhos coletivos representam um canal eficiente de divulgação, além de permitir a inserção de meu trabalho, junto a uma produção literária diversificada.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Pergunta:  O que levou você a produzir a exposição "Um Olhar Sobre Drummond? "

R: Telas inspiradas em poesias de Drummond compõem essa exposição. Através de uma sintonia profunda com as letras do grande poeta encontro um prazer imenso nas minhas pinceladas.