sábado, 12 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... CECÍLIA PESTANA


Agradecemos à autora CECÍLIA PESTANA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário


1 - Como se define enquanto pessoa?

Sou uma pessoa simples, alegre, determinada, amante da Vida. Sempre pronta para novas aprendizagens e mudanças.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever, começou por ser uma necessidade, depois um prazer. Hoje, considero ser um passatempo. Escrevo poesia desde a minha adolescência.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambos, a Língua Portuguesa é muito rica. Não concordo com o novo acordo Ortográfico, é um assassinato à nossa Língua, à nossa escrita.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Principalmente gosto de escrever poesia. Se de forma evolutiva poderei escrever outros géneros literários? O tempo o dirá.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Um pouco de mim. Transmito com alma e paixão um universo de imensas ânsias, lampejos de emoções sentidas, num rol imenso onde cabem a natureza, a minha existência, amor/desamores, o apelo da misteriosa magia dos cheiros e nostalgias das viagens, sítios, e locais onde vivi, das gentes que conheci, continentes que percorri... O ímpeto de querer ir mais além nas vivências que irão surgir…

6 - Quais as suas referências literárias?

Já li variadíssimos autores em diversas preferências literárias: Poesia/Prosa, Psicologia, Filosofia, Ciências Ocultas, Filosofia Oriental, Romance, Ficção, Policial/Criminal. Cada livro: uma Obra, um Escritor, um Poeta. O gosto pela leitura vem desde miúda incutida pela minha mãe. Poderia aqui citar nomes de escritores por mim lidos, mas são vastos. Citarei então, alguns poetas que muito admiro: Vergílio Ferreira, António Nobre, Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa, Ary dos Santos, José Régio, Luís de Camões, entre outros.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Acredito ser essencialmente importante a divulgação através de Saraus, eventos de Poesia, jornais e revistas regionais, redes sociais, Coletâneas, Antologias e E-Books. Estas ferramentas são uma boa forma de Marketing. 

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Como apaixonada pelo mundo poético, ambiciono dar-me a conhecer e ser conhecida como autora, uma vez que publiquei o meu primeiro livro de Poesia “A Voz do Poeta “, em Fevereiro de 2020. Já em fase, e no âmbito de elaboração do mesmo, consegui no espaço de meio ano, boa receptividade de várias Editoras, na aceitação dos meus poemas inéditos, advindo dai a minha coautoria em duas dezenas de Coletâneas e Antologias Poéticas e dois E-books de Natal.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Participo em trabalhos colectivos para dar-me a conhecer como autora e conhecer o trabalho de outros poetas. Assim como eu, os poetas que vão surgindo nesta vaga de novos autores, aventuram-se depois, na edição das suas próprias obras.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

O que eu mais gostaria de ter na vida? Paz, e essa, já foi conseguida!

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... RONALDO WERNECK


Agradecemos ao autor RONALDO WERNECK pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Pessoa Ronaldo, eu mesmo: Werneck. Sou como eu sou:  sem heterônimos. Pessoa, mas não Fernando.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Uma necessidade regida às vezes por um certo ludismo: quase um passatempo. Com o passar do tempo, necessidade movida a contratempos.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

“Ambos os dois”, no dizer redundante de um velho conhecido. A espontaneidade surge no próprio ato de criação: sem ela, esse não existe. Após a “explosão criativa”, ou coisa que o valha, há que se cuidar dos ditames da língua: mais que seguir, aprimorar, expandir o vernáculo. No dizer de Mallarmé: purificar o idioma da tribo.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e por quê?

Na prosa, principalmente na crônica, onde posso me “soltar” mais, escrever sem compromisso. Os ensaios e artigos críticos demandam pesquisa e maior atenção. Já os poemas exigem ainda mais. Raramente surgem prontos, pedem sempre releitura, retoques, até que se dê por cumprido o ofício.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

No fundo, passar ao leitor um gosto pela leitura. Na medida do possível, ensinar, comover, deleitar – como disse Ezra Pound em seu ABC da Literatura.

6 - Quais as suas referências literárias?

São muitas e variadas, às vezes surgem das leituras as mais imprevistas. Estou sempre aberto a novas experiências. Jamais me valho daquele “não li, não gostei”, como na blague de Oswald de Andrade. Para dizer que não gosto, leio antes, quando necessário, tudo o que em princípio não me atrai. E volto sempre, com prazer renovado, aos autores que amo: de Camões a Drummond, de Sophia de Mello Breyner a Cecília Meireles, de Machado de Assis a Dostoievski, de Cortázar a Joyce, de Mallarmé a João Cabral de Melo Neto, a Rimbaud, a Baudelaire, e de etcétera a outros vários etcéteras.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Que elas sejam divulgadas com as informações precisas, com releases bem articulados, de forma a “vender o produto”. E com o devido critério, com um bom canal de distribuição.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Dois ou três leitores atentos e interessados me bastam. Se gostam, eles acabam por passar a outros, por indicar esse ou aquele livro. E assim gira, às vezes ao contrário, o chamado mundo literário.

9 – Por que participa em trabalhos colectivos?

Pela amplidão de leitores que eles trazem: “os dois ou três leitores” de outros poetas acabam, por contiguidade, lendo meus poemas e, por extensão, disseminando os meus e os dos outros. É uma questão de “ampliar o diálogo”: “há que tentar o diálogo quando a solidão é vício”, já dizia Drummond. Questão de convivência, de “viver com”. Nas antologias, os meus e os outros leitores se entrelaçam numa saudável convivência.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

“Quando você volta a Portugal?”. Eu responderia, já saudoso: “Assim que a pandemia passar, já me vejo a circular pelo Chiado, a reverberar as ladeiras do Rossio, a bordejar pelas margens do Tejo. Breve, muito em breve, espero. E, súbito, num uníssono, vejo minha voz se somar à de todos nós”.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... ANTÓNIO MR MARTINS


Agradecemos ao autor ANTÓNIO MR MARTINS pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

 Uma pessoa calma no seu exterior, muitas vezes a fervilhar no seu interior.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

É, sobretudo, um gosto enorme, logo absolutamente necessário para combater quaisquer revezes, que possam surgir pela frente.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

A espontaneidade colocada no papel, ou no word do pc, e depois devidamente limada e burilada.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Na poesia. Porque, e isso é fundamental, a adoro. Gosto de lê-la, escrevê-la e ouvi-la.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

A maior diversidade de situações, anseios, sentimentos, ilações, visionamentos, etc.

6 - Quais as suas referências literárias?

Fernando Pessoa, no seu heterónimo Alberto Caeiro, sobretudo, Manuel Maria Barbosa du Bocage, nos sonetos, Eugénio de Andrade, Edgardo Xavier, entre tantos outros. Lendo-os aprendo, sempre. Seja em que patamar se encontre, segundo a crítica reconhecida.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Que sejam lidas. Os leitores são, sem dúvidas, os maiores e melhores promotores daquilo que lêem.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Poder continuar a escrever até ao final da minha existência terrena.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

É mais uma forma de poder criar e continuar a produzir, ou seja escrever.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Não faço questão de eleger quaisquer tipos de perguntas. Se puder, e souber, responder, respondo, se não puder ou não souber (ou não quiser, obviamente), não respondo. De resto poderei, sempre, responder a todas as questões que me possam ser apresentadas, fora dos âmbitos referidos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... DANIELLE MONTEIRO


Agradecemos à autora DANIELLE MONTEIRO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Eu sou Danielle, mãe, filha, esposa, amiga, uma mulher que trabalha, que estuda, que gosta de escrever, de ler, de dançar, de tocar violão, de desenhar e tantas outras coisas. Sou uma pessoa apaixonada por pessoas e por histórias. Adoro ouvir as histórias de vidas, a memória e me interesso muito por cenas do cotidiano da cidade. Acho que nenhuma definição esgota o ser humano, mas se eu tivesse que me definir em uma palavra, eu me definiria como uma pessoa feliz.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Hoje a escrita é algo necessário, mas não deixa de ser um passatempo, algo divertido e espontâneo. Minha escrita retrata a minha forma de ver a realidade imediata, o mundo sensível que me rodeia, e isso me auxilia na compreensão do que eu sou no mundo, de como eu me relaciono com ele. Ela é sempre uma tentativa de dizer o inaudito e isso é, eminentemente, necessário.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Acho que falei um pouco sobre isso na pergunta anterior. Eu acredito em uma escrita espontânea, pois é essa escrita que encontra acesso e ressonância no outro. Eu acredito em uma escrita imersiva, profunda e autêntica. E para que essa escrita aconteça, talvez precisemos quebrar algumas regras, algumas normas e, especialmente, a expectativa do outro. Trata-se de escrever sem julgamento. Quando conseguimos acessar o nosso íntimo, e isso se traduz em uma escrita espontânea, encontramos nossas memórias, nossos afetos, a nossa melhor parte, o silêncio que muito diz. Esse é o mergulho. Há sempre algo a dizer. É claro que o cuidado linguístico é importante, principalmente no meio das publicações, mas o essencial na escrita é seu poder transformador e isso só acontece quando se é espontâneo e verdadeiro. 

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Eu acabei de terminar o doutorado, então a escrita acadêmica faz parte da minha vida. Eu sou escritora no blog científico e escrevo artigos acadêmicos. Mas, nas artes, se é que posso dizer assim, eu escrevo poemas, crônicas e ensaios. Até hoje escrevi apenas um conto, e ele não é o meu texto preferido. Meu livro Avesso é de poemas. O segundo também será apenas poemas. Os versos me encantam pelas diversas possibilidades que eles carregam, tanto em relação à forma como na interpretação subjetiva, de encontro com o outro.
  
5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Na realidade, eu não foco na transmissão. Acho que isso acontece no processo de acesso a meu conteúdo. A ressonância de minha escrita se dará de forma subjetiva e singular e eu penso que o escritor não tem controle sobre isso. Uns vão se reconhecer ali, outros não. E está tudo bem.  A mensagem que quero passar é sobre as possibilidades da escrita. Eu acredito que todos escrevem, em diferentes níveis, mas todos escrevem. E a escrita pode ser transformadora, pode ser restaurativa e auxiliar na construção do sentido. Então, o que eu pretendo transmitir é “simplesmente, escreva”.

6 - Quais as suas referências literárias?

Nossa, são muitas. Vou falar das referências atuais, que têm me afetado especificamente nesse momento, pois os clássicos sempre nos afetam e sempre serão referências para os que gostam de ler e escrever. Mas, atualmente, tenho lido muito os livros de Valter Hugo Mãe, que é um português fenomenal. Tenho me dedicado a obra de Maura Lopes Cançado, que é uma escritora nascida em Minas Gerais (Brasil), e que escreveu um diário sobre sua permanência em hospitais psiquiátricos. E uma outra grande escritora que tem me afetado de maneira ímpar com a forma simples e sensível de sua escrita é Carolina Maria de Jesus, que para meu orgulho, também é mineira. Acho que esses três, nos últimos meses, são os autores que mais me afetaram e que, de alguma forma, tem referenciado não somente minha escrita mas a forma como olho para o mundo e o percebo.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Acho a divulgação uma parte muito difícil. Mas hoje, no contexto que vivemos, a utilização da internet tem sido fundamental. Penso que espaços como este que vocês oferecem são essenciais para que possamos divulgar nosso trabalho.  Fora isso, as redes sociais tem sido um meio importante de troca, de acesso e de conhecimento. Mas, particularmente, eu acho difícil.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Eu quero apenas colocar minhas palavras no mundo, pois minhas palavras são, de certa forma, um pedaço de mim mesma. Eu não espero reconhecimento, muito menos ganhar algum dinheiro com isso. Mas eu sei que minhas palavras encontram ressonância em algumas pessoas e isso já é suficiente. Eu adoro escrever, eu gosto do que eu escrevo e não ser uma escritora me autoriza a escrever de forma livre e leve. Isso é mais que o suficiente para minha existência enquanto alguém que gosta das palavras.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Primeiro porque eu acredito na força do coletivo. Eu acredito muito no trabalho compartilhado, dividido. Há apoio nos trabalhos coletivos e isso nos tira da solidão. Depois é uma forma economicamente viável de publicar os textos. E é muito interessante o retorno que recebemos dos outros autores, todos sempre muito solícitos. As editoras também fornecem apoio e auxiliam na divulgação do trabalho, o que é fundamental.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Por que o Brasil tem vivenciado uma realidade conturbada? Eu lhe responderia que é porque lemos pouco, porque investimos pouco na educação e, com toda certeza, a educação é a forma mais potente e eficaz de transformar a realidade. É por isso que eu acredito em uma escrita simples e acessível. Simples não significa simplória, muito pelo contrário. É por isso que tenho investido meu tempo na leitura do que escreveu Carolina Maria de Jesus, uma mulher além de seu tempo e que denuncia através de sua escrita o contexto brasileiro. Lendo ampliamos a nossa leitura sobre nossa realidade e, consequentemente, sobre nós mesmo enquanto agentes responsáveis pelos processos de mudança tão necessários.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... CARLA FÉLIX


Agradecemos à autora CARLA FÉLIX pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Sou uma pessoa extremamente profissional e com grande sentido de ética. Sou exigente comigo. Estou sempre disponível para ouvir e colaborar. Apenas recuo quando julgo que não estou no caminho certo e perdendo tempo em vão. Sou solidária, teimosa e sobretudo humilde e humana. Coloco-me sempre no lugar do outro. Coloco os meus filhos e filha na prioridade dos meus dias e sinto-os como a âncora que me suporto nos dias difíceis.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é uma necessidade básica. Escrevo para libertar os pensamentos e o stress do dia a dia. Tenho momentos em que escrevo para desenvolver a criatividade desafiando as minhas capacidades. 

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

A minha poesia e escrita são 90% espontâneas. Apenas depois de escrever revejo as palavras.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Sinto-me mais confortável na poesia, porque surge de forma natural. Começo a escrever pequenos textos em prosa poética.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Em primeiro lugar o que escrevo é um ato de liberdade, em seguida espero que leia o que escrevi sinta-se mais leve, e com esperança.

6 - Quais as suas referências literárias?

Gosto de ler um pouco de tudo. Leio muita poesia, por ser de mais fácil acesso online. Quando tenho mais tempo procuro ler mais livros, em especial ligados ao pensamento, autoajuda, psicologia, entre outros. Dedico também tempo a leitura de obras ligadas à minha profissão.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

A divulgação de obra literárias permite o reconhecimento do percurso de quem escreve. Para escritores iniciantes é determinante. Para quem vive em ilhas, como eu, também é importante pois vivemos isolados de muitos eventos presenciais.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Nesta fase pandémica o que desejo ficou aquém do que desejava. Estamos a viver um momento muito delicado, em que a escrita atravessa um período de introspeção.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Os trabalhos colectivos permitem partilhar com mais pessoas o que escrevemos e conhecer mais poetas/escritores. Quando se cruza conhecimentos a escrita evolui o que só é possível nos encontros e partilhas poéticas. Sinto-me mais acompanhada e com a mesma linha de pensamento poético.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

O que desejaria para o mundo?
Desejo que o mundo definitivamente se una em prol da humanidade e na preservação do planeta. A união será fulcral e a poesia/escrita poderão ser um ponto de partida.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... VERA SILVA


Agradecemos à autora VERA SILVA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Um ser em eterno processo de construção e aprendizado. Gosta e cuida de gente. Ama aprender e ensinar. Tem como propósito e missão, SER agente de mudança para construir um mundo mais saudável e feliz nos âmbitos: pessoal, profissional e organizacional. A Gratidão é uma das minhas primeiras virtudes, assim como, o amor ao aprendizado, curiosidade, criatividade e perspectiva. Tudo isso me  ajuda a ter vitalidade e muito amor e respeito as pessoas e a vida.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever como profissional da área de Desenvolvimento Humano e Organizacional, as minhas vivências me inspiram a explorar os assuntos cientificamente, com mais profundidade no sentido de ampliar conhecimentos e melhorar a atuação e influência sobre a realidade demandada.
Escrever reflexões e insights, que é como defino o que escrevo nessa perspectiva do Conexões Atlânticas, é para mim algo muito intuitivo, natural, prazeroso. Tenho insights, sinto no ar aquele tema pairando, me convidando, aí traduzo em palavras apenas o que o coração sente sem pretensão alguma, porém, percebo que palavras sempre ressoam em algum coração, já que são como pássaros, pousam sempre em algum lugar.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambos são naturalmente importantes. Tendo em vista que a finalidade de toda comunicação é se fazer entender, compreender e obter alguma resposta, reação ou emoção, particularmente, considero muito importante o senso de adequação ao público ao qual se dirige. Um artigo científico, exige um rigor, o cumprimento de normas e palavras em um nível mais formal e intelectual. No entanto, a espontaneidade e simplicidade na poesia, em insights e reflexões, é muitas vezes importante, tocante e agradável. Gosto de escrever, porém não sou expert, como já falei.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Em coerência com o que já mencionei, no contexto que estamos falando e de acordo com o que escrevi durante mais de 5 anos na minha coluna sobre Comportamento no Jornal Gazeta da Torre em RECIFE-PE, me identifico mais com Crônicas, “textos narrativos, cuja temática é vinculada ao cotidiano das cidades”, assim como, com Poemas:  “textos escritos em verso que apresentam visões particulares sobre si, a existência ou a própria linguagem.”
Como Coach de vida e profissional, sou adepta do método Socrático. Através de questionamentos e reflexões, facilito as pessoas encontrarem as respostas e a sabedoria dentro delas mesmas.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Sempre e até pela própria experiência pessoal, busco transmitir o que tenho em mim, uma visão positiva da vida, um Mindset de Crescimento, o estímulo ao autoconhecimento para que as pessoas descubram, se apoderem e se empoderem pelo conhecimento, para serem agentes de mudanças positivas na própria vida a fim de se tornarem protagonistas, donas das suas histórias e dos seus destinos e não se deixem paralisar pela vitimização.

6 - Quais as suas referências literárias?

Dentro dessa linha que estamos falando: Fernando Pessoa, Mário Quintana, Clarice Lispector, Cora Coralina, Rubem Alves, Lya Luft, Martha Medeiros.
Me inspiram Sócrates, Jung, Freud, Rogers etc., pois consigo enxergar nas divergências, completudes que me despertam interesses.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Confiabilidade, Planejamento, Marketing, Qualidade na edição, ilustração, encadernação e apresentação, assim como, ter um networking significativo e coerente.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Primeiro, que as pessoas se interessem em ler e captar o sentido positivo das minhas simples Reflexões e Insights; Contribuir para o florescimento do ser humano, das empresas e do planeta; contribuir para uma cidadania planetária, de valorização do ser humano, solidariedade, compromisso com o meio ambiente, empatia e amor.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

O primeiro projeto de coautoria que participei surgiu de um convite inesperado de um mestre para escrevermos um livro: O Salto Quântico da Liderança, onde vários Masters Coaches escreveram sobre o assunto. Foi uma experiência excelente e o nível de trocas muito elevado.  Isso me fez receptiva a novas experiências. Pelos motivos citados, participei do projeto Ecos do Nordeste Brasil e agora Conexões Atlânticas. Tenho uma afinidade natural com Portugal, admiro a educação, cultura. Gostei muito da qualidade da comunicação da In-Finita, assim como articulação, divulgação, pontualidade, credibilidade.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Quais as suas reflexões e mensagem à respeito dessa realidade de Pandemia do COVID19?
Em meio a surpresa, incertezas e imprevisibilidade, o ensinamento de que o dinheiro e poder por si só não são capazes de resolver os maiores problemas do mundo. A certeza da vulnerabilidade de tudo isso e do ser humano. A necessidade de união, conhecimento científico, planejamento, ação coordenada, solidariedade e humanidade para superarmos e crescermos com todos os ensinamentos trazidos por essa crise.
Desejo que possamos acreditar que em toda crise há oportunidades de melhoria internas e externas. Desta forma, busquemos acessar dia a dia dentro de nós mesmos, as forças e virtudes necessárias para preservarmos a nossa saúde mental, aceitarmos o que não podemos mudar e agirmos afetivamente para esse alcance. Como somos seres sociais, buscarmos cultivar as relações interpessoais, afetivas e familiares. Vigiar o pensamento e manter a positividade.  Aliviar o estresse ou ansiedade, acessando por exemplo: gatilhos mentais agradáveis, lembranças boas, fotos, viagens, filmes, músicas, aerohit, mindfulness, exercício, dança, orações, sonhos e, muitos poemas e poesias...
Creio que no Mundo Pós Pandemia surgirá uma nova consciência! A Consciência que existe uma energia, um Ser Supremo que rege e equilibra todo o universo, hoje tão desequilibrado pelas ações e interesses inconsequentes e unilaterais dos homens. Essa nova consciência que emerge no cenário do COVID19 em meio a dor e sofrimento e nos vem mostrar a realidade da interdependência de tudo, de que fazemos parte de um TODO, que cuidar dos outros é cuidar de si. Que cuidar do ar e zelar pelo equilíbrio do ecossistema é essencial. Que todas as vidas humanas, da fauna, da flora importam. Façamos desse crise uma grande lição. Um ponto de mutação para criarmos esse Mundo Novo, restaurado, “limpo”, empático e fraterno, em benefício de todos nós e do planeta. SOMOS TODOS UM.

domingo, 6 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... ANA LANDEIRO FERREIRA


Agradecemos à autora ANA LANDEIRO FERREIRA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Sou uma pessoa sensível e sonhadora, em constante evolução que não deixa de procurar o sentido da vida.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Para mim escrever é uma necessidade diária.
É um grito da alma que por vezes se sente aprisionada.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Penso que quer a espontaneidade quer o cuidado linguístico são importantes na escrita, pois é na relação entre ambas que é possível dar sentido ao que é dito.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Sinto-me mais confortável na poesia porque aqui recorro à métrica e ao ritmo para expressar a criatividade.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Emoções, sentimentos, reflexões, estados de alma …

6 - Quais as suas referências literárias?

Prosa, contos, romances, poesia

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

A comunicação bem dirigida.
A exposição de obras de forma inovadora.
A divulgação online.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Ambiciono poder contribuir para o prazer literário dos que tenham contacto com o que escrevo

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

É uma forma de dar a conhecer o que escrevo e partilhar com outros autores

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Porque escreves?  Tenho necessidade de ultrapassar o confinamento da alma quando se sente aprisionada.

sábado, 5 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... MARIA CABANA


Agradecemos à autora MARIA CABANA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Me defino como um menina que ainda vive naquela maravilhosa aldeia da Beira Alta, muito tímida, porém extrovertida em alguns momentos! E com uma dose de loucura saudável, amiga do seu amigo, uma mãe galinha. Sou assim de tudo um pouco, e de sorriso fácil, sem filtros!

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever para mim tem as duas vertentes, se tenho necessidade  passa a  ser passatempo. Porque a ponta da caneta assim o dita naquele momento, naquela situação, naquele local, naquele sentir. É sempre um tempo muito bem aproveitado!

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

O importante é deixar passar a mensagem sem descurar o cuidado linguístico! Gosto da espontaneidade e de jogar com as palavras que me vão surgindo na mente naquele preciso momento!

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Não tenho nenhum género literário específico, sinto que sou uma fusão de géneros! Porque gosto de trabalhar todos os temas!

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Pretendo chamar á atenção para certos valores da sociedade, e para os verdadeiros sentimentos que fazem de nós aquilo que somos para o bem e para o mal! As minhas simples palavras talvez não mudem nada, mas mesmo assim não deixarei de as escrever!

6 - Quais as suas referências literárias?

Tenho como referência literárias a grande Florbela Espanca, António Aleixo, António Gedeão, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Sofia de Mello Breyner Andersen, Mário de Sá Carneiro e tantos outros desta nova geração de autores que escrevem de forma excepcional!

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Acredito ser essencial, a divulgação das injustiças da sociedade em que vivemos. Mostrar que para evoluir será preciso haver menos demagogia e uma maior quantidade de cultura distribuída dentre todos os povos.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Ambiciono ser aquilo que sou sem filtros, e dar a conhecer a minha forma de escrever simples. Gostaria de a breve prazo voltar a editar um livro meu.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Gosto de participar porque o trabalho de equipa é muito importante e há um intercâmbio de novas formas de escrever. É uma aprendizagem constante. Ficamos a conhecer outros autores, fazemos amizades para a vida!

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como será o dia de amanhã?
O dia de amanhã será como nós quisermos, só de nós depende o dia de amanhã! Não vamos destruir o que nos levou tantos anos e tantas vidas a conseguir. Não devemos regredir na nossa maneira de pensar e de agir! Somos liberdade, somos igualdade, somos nós o dia de amanhã!