sábado, 8 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... ADEMILTON BATISTA


Agradecemos ao autor ADEMILTON BATISTA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

É uma mistura dos dois. Escrever surgiu a partir de uma necessidade de expressar os meus sentimentos através de um veículo poético, onde eu poderia externalizar o que havia dentro de mim quando comecei nesta jornada. O ofício se tornou um passatempo quando, além de me alimentar psicologicamente e espiritualmente, entretinha o meu tempo com os efeitos que os escritos exerciam sobre o meu cotidiano.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Me sinto mais confortável nos gêneros de poesia, contos e romances, principalmente quando o tema em que estou trabalhando é o “amor romântico”. Pauto o meu estilo com base na estética lírica e livre, devido a maior abrangência narrativa.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

O meu processo criativo é motivado por inspirações casuais. A partir desta reunião de elementos que me vem à mente no momento da escrita, pondero o que pode ser de uso pessoal ou profissional.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Através do meu trabalho, almejo transmitir ideias construtivas, humanismo, reflexão existencial e amor.

5 - Qual o seu público alvo?

Todas as pessoas que ainda acreditam no amor.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

O meu trabalho tem sólidas ligações à corrente romântica, reflexiva e social.

7 - Quais as suas referências literárias?

As minhas influências se deram a partir de autores românticos contemporâneos e clássicos. Entre eles, Castro Alves, Fernando Pessoa, Ariano Suassuna, Clarisse Lispector, Adélia Prado e principalmente, Cora Coralina.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Divulgo os meus trabalhos de forma multimídia, para maior alcance de público e propagação. Utilizo frequentemente tanto dos meios modernos, como as redes sociais, revistas literárias digitais e blogs como de meios mais tradicionais como Revistas Físicas, Antologias e através dos meus programas de Rádio e TV, o “Café com Poesia & Cinema”.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

O meu principal objetivo é alcançar cada vez mais, públicos que se identifiquem com os meus escritos e obras. Pretendo também continuar a motivar autores desconhecidos e independentes a publicarem seus trabalhos e tornarem seus sonhos literários uma realidade.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

“Porque falar sobre amor e fraternidade em uma humanidade tão conturbada e cada vez mais individualista?” -Porque acredito que o amor e os sentimentos nobres podem mudar o mundo.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... ANDRÉ LUIS MACHADO GALVÃO


Agradecemos ao autor ANDRÉ LUIS MACHADO GALVÃO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Sem dúvida, uma necessidade.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Na Poesia: é como consigo me expressar melhor, dizer o que sinto e penso sobre o mundo e sobre as coisas.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Um pouco de cada: começa com a inspiração, mas preciso aprimorar a ideia inicial por meio de trabalho com o texto.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

A ideia de que precisamos refletir mais sobre a vida e sobre como reagimos diante dos eventos que marcam o nosso cotidiano. E também, tenho a pretensão de demarcar o quanto a poesia reflete o nosso estar no mundo.

5 - Qual o seu público alvo?

Todos aqueles que se interessem por Poesia.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Há uma certa aproximação com as ideias do Modernismo.

7 - Quais as suas referências literárias?

São muitas, tanto na Poesia quanto na Prosa. Destaco alguns na Poesia: Fernando Pessoa, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Augusto dos Anjos.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Utilizo as redes sociais para divulgar lançamentos de livros, participação em antologias ou eventos. Hoje é o meio mais acessível para essa função.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Levar os meus escritos ao máximo de pessoas e saber delas suas impressões sobre o que escrevo.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Como a Poesia está presente em sua vida? Em todos os momentos, sinto a presença da poesia, nas alegrias e tristezas, no contato com os acontecimentos que permeiam minha existência, na certeza de que há sempre razão para pensar poeticamente as coisas do mundo.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXOES A... MARIA LEONOR COSTA (NONÔ)


Agradecemos à autora MARIA LEONOR COSTA (NONÔ) pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é um prazer, uma catarse, é mais do que uma necessidade ou passatempo, é um modo de vida.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Geralmente escrevo poesias, quadras, haikus e contos.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

O que escrevo surge-me como inspiração quando deixo a minha criatividade brincar.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Através da minha escrita pretendo, sobretudo, passar mensagens positivas e/ou ensinamentos, escrevo algo que parte de mim e que gosto de saber que chega ao leitor. Este por seu lado que faz uma interpretação da sua forma única que muitas vezes nem sequer foi a minha.

5 - Qual o seu público alvo?

O meu público alvo é diversificado, sei isso porque tenho um blogue. Escrevo para quem quiser ler e ouvir. A minha poesia é para crianças e adultos, homens e mulheres. Serve um público vasto e amplo.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Não sigo nenhuma corrente literária especifica. Escrevo sobre temas atuais e mundanos. Utilizo métricas e rimas diferentes.

7 - Quais as suas referências literárias?

Leio um pouco de tudo. Desde autores nacionais a estrangeiros.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Escrevo diariamente, ando sempre com um bloco no bolso. Comecei a escrever aos 15 anos. Alimento um Blogue de poesia desde 2014 e divulgo-o em diferentes redes sociais. Publico em antologias. Frequento alguns eventos de poesia.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

O maior número de pessoas/leitores possível. Influenciar pensamentos, reflexões…

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

O que te move? A paixão, o prazer, o gosto pela palavra, pelo conceito, pelas ideias, pela expressão individual. A simples ideia de poder alegrar o dia de alguém.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXOES A... CLARA BOAVISTA


Agradecemos à autora CLARA BOAVISTA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é uma necessidade que me preenche a alma e me repleta de prazer.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Sinto-me confortável em ambos os géneros, embora considere a poesia mais exigente sob o ponto de vista literário e, por isso, mais desafiante e compensador.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Eu diria que é tanto trabalho como inspiração. Na escrita, como noutras artes, se não existir inspiração que nos mova ao ato, de pouco ou nada resulta o trabalho. Por outro lado, se houver inspiração e não a complementarmos com trabalho, o produto final pode ficar seriamente comprometido. Assim, considero a inspiração e o trabalho como sendo dois pólos de sinais contrários, que se atraem e marcam o passo da escrita criativa.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

A pluralidade de sentimentos verdadeiramente genuínos, muitas vezes contraditórios, do ser humano. Na escrita visto a pele de outra personagem para apelar a sentimentos que respaldam na nossa sociedade e no mundo contemporâneo. Trata-se de exaltar sentimentos como o amor, a amizade, a justiça, a liberdade, a solidão, a felicidade, a maternidade, a morte e tantos outros que nos inundam a alma e diariamente nos apoquentam ou nos encorajam, de tão contraditórios.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Para mim, é muito difícil inserir-me num cenário teórico, fazendo parte dele. No entanto, existem traços comuns, mais acentuados, que indiciam tendências no modernismo, marcado pela desconstrução literária e a introspeção, e no pós-moderno, assinalando uma  identidade em risco e muito voltada para o intimismo, descrevendo um mundo repleto de distorções interiores e contradições.

7 - Quais as suas referências literárias?

As minhas verdadeiras referências continuam a ser aquelas que me despertaram o interesse pela leitura e pela escrita, fazendo de mim fiel a Camões e à sua obra de os Lusíadas, José Régio, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Eugénio de Andrade, José Saramago e, mais recentemente, Gonçalo M. Tavares. Além destes, Liev Tolstói, com as obras Guerra e Paz e Anna Karenina, Richard Bach, com Fernando Capelo Gaivota e Não há Longe nem Distância, e Pablo Neruda, entre outros.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Tenho divulgado o que escrevo através da publicação de obras minhas e ultimamente também sob a forma de participações coletivas. Além disso, possuo uma página de escritora, onde frequentemente partilho poemas e textos meus já editados.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Não tenho objetivos pré-definidos, além de pretender divulgar o meu pensamento e de me aperfeiçoar enquanto escritora.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

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terça-feira, 4 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... ANA KANDSMAR


Agradecemos à autora ANA KANDSMAR pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

É uma acima de tudo uma forma de estar. Através da escrita reinvento-me o que me dá margem para testar as minhas várias camadas e explorar o meu potencial criativo.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Sinto-me mais confortável na prosa, no romance ficcional. Dá-me um prazer imenso criar personagens e fazê-las evoluir ao longo da trama.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Ambos. Como também sou jornalista escrevo muito por trabalho. Todavia, escrever um romance não deixa de ser trabalho, precisamente porque dá muito trabalho.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

A minha forma única de ver o mundo e de estar no mundo. E com isso, levar a que outros descubram novas formas de ver e de estar no mundo também.

5 - Qual o seu público alvo?

Até agora tudo o que escrevi dirige-se ao público adulto, embora o meu primeiro livro, A Guardiã- O Livro de Jade do Céu, tenha sido muito bem recebido pelos mais jovens. Penso que isso se deveu ao facto de o livro ter uma componente muito forte do género fantástico.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Ficção, obviamente.  Embora tudo o que escrevo resulte da mistura da realidade com a ficção.

7 - Quais as suas referências literárias?

Muitas. Entre os meus autores contemporâneos preferidos estão o Afonso Reis Cabral; o Joel Neto; o João Tordo; o Luís Corredoura; João Pinto Coelho, João de Melo, por exemplo, os mais clássicos como António Lobo Antunes ou Agustina Bessa Luís, os que já morreram como o Saramago ou Pessoa, Natália Correia, Eça... Tenho paixão pela poesia do Eugénio de Andrade e também a da Florbela Espanca; a do Carlos Drummond de Andrade… e gosto muito de autores que são, infelizmente pouco conhecidos do público, como a Ana Cristina Silva; o Paulo Pimentel; o Carlos Queiroz; o Luís Ferreira; a Mbarreto Condado; o Fernando Teixeira; Maria Cecília;  Helena de Macedo; o Jerónimo Jarmelo; João Nuno Azambuja… Neste grupo estão autores que admiro muito, uns pelo potencial, outros porque são já verdadeiramente bons. Entre os estrangeiros, Dostoyevsky e Murakami, Tolkien e George RR Martin, Lesley Pearce… entre outros.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

As redes sociais desempenham muito bem esse papel, todavia, estar presente em alguns eventos também é importante e eu tento cumprir essa parte do acordo, digamos assim, que fiz com os meus leitores. Para além disso, tenho os meus blogues, um para o meu trabalho na área do jornalismo e outro para a escrita criativa e ambos têm um número de visitantes já bastante simpático.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Basicamente que me leiam. Quem escreve quer ser lido. E se os leitores me acharem merecedora, que me acompanhem.  Tudo o resto virá por acréscimo se, e isso também é muito importante, as grandes editoras pararem, entretanto, de destruir o mercado literário português.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Poderia agora aproveitar para me perguntar, como é que eu acho que as grandes editoras destroem o mercado literário português, e eu responderei que o fazem publicando às pazadas de autores estrangeiros, que escrevem lixo, para não darem oportunidade a tantos autores portugueses que até escrevem bem. E fazem-no, também, quando publicam autores portugueses muito medíocres com base nos milhares de seguidores de uma página no facebook que o autor andou durante meses a alimentar com patrocínios pagos. Se as pessoas já compram poucos livros, e ainda encontram só porcaria nas livrarias, com a honrosa excepção de meia dúzia de escritores que estão no topo porque merecem lá estar, como é que as vamos fazer comprar mais livros e ler mais? É um risco cada vez maior comprar autores desconhecidos, e o dinheiro que não abunda na carteira dos portugueses não pode ser mal gasto. Apesar de tudo, ainda vou arriscando, mas faço-o apenas com autores portugueses. Dos estrangeiros, tenho uns quantos que já são os meus preferidos, e não passo muito daí.
Outra pergunta à qual gostaria de responder é uma que já me fizeram, mas eu não respondi na altura, exactamente de acordo com o que genuinamente pensava. “Porque é que não concorres a prémio literários?”  e eu responderia: “Porque não faço parte da elite da Esquerda, o meu pai não tem um nome sonante e eu não tenho amigos entre os jurados.” Essa é, aliás, também a razão pela qual, se calhar, ainda não fui publicada por nenhuma grande editora. Essa gente que monopoliza a literatura, e outras artes em Portugal, não pode continuar a achar que todos os outros são parvos e não percebem o que se passa à sua volta.
Outra ainda: “Sobre o Acordo Ortográfico?” Só se não puder evitar.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... CELSO CORDEIRO


Agradecemos ao autor CELSO CORDEIRO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é absolutamente uma necessidade espontânea sem dia nem hora marcada, sempre assim foi desde a minha adolescência e nunca fiz disso uma rotina ou algo de automatizado.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Definitivamente na Poesia, tenho afastado deliberadamente outros géneros.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Fundamentalmente Inspiração, mas quanto maior a experiência mais nos vamos tornando exigentes com o que escrevemos e acaba por ser inevitável o Trabalho em cima da Inspiração.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Os meus pensamentos e os meus sentires e reflexões, que de forma verbal evito exprimir. Ao exprimir através da escrita o processo é mais fácil porque quando escrevo sou eu próprio o interlocutor, logo, permito-me ser autêntico e sem quaisquer filtros.

5 - Qual o seu público alvo?

Todos os que consigam de alguma forma sentir as suas próprias emoções através da leitura das minhas, todos os que de alguma forma sejam impressionáveis pela palavra poética.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Nunca me defini nem me revi através de quaisquer correntes nem de influências de outros autores, sou absolutamente autodidacta sem preocupações de estilo que não seja a simples autenticidade. Daí que continue a definir-me como mero aprendiz de poeta!

7 - Quais as suas referências literárias?

Florbela Espanca e António Nobre são autores que marcaram profundamente o início do meu percurso pela Poesia, mas não os classificaria sequer como referências porque nunca procurei  em nada seguir o estilo de nenhum deles. Apenas me marcaram pelas emoções geradas.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

As obras que publiquei anteriormente fi-lo através de Editora e através da mesma expectei alguma divulgação, mas seguramente tem sido muito mais intensa e assertiva a divulgação através da rede social Facebook o que me permitiu vender a maior parte das minhas edições.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Chegar ao máximo número de pessoas possível acima de tudo e contribuir de alguma forma para aumentar o público da Poesia em geral. O maior retorno que posso ter é a percepção de que a minha palavra pode gerar emoções em quem me lê e constatar que posso fazer aumentar o número de apaixonados pela Poesia.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Sobre a minha Poesia quaisquer que sejam as perguntas, sem escolhas, e as minhas respostas serão autênticas e genuínas no próprio momento, sem respostas calculadas ou estudadas. Sou apenas eu próprio a cada momento que vivo!


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domingo, 2 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... MARIA GABRIELA D'ANGELO


Agradecemos à autora MARIA GABRIELA D'ANGELO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever, para mim é uma necessidade, funciona como terapia. Só na escrita me acalmo e desabafo. Nada me ajuda tanto a aliviar as minhas "dores" como a escrita. 

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Penso que me enquadro nas vertentes de:  prosa poética e também poesia.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Escrevo por inspiração, sempre pensei que o que escrevia, não era bom o suficiente para fazer disso uma fonte de rendimento. Até porque, não conseguiria escrever se me sentisse forçada, não teria a mesma "alma". Tudo o que escrevo, sejam textos longos ou curtos, escrevo muito rápido, por vezes em poucos minutos, não escrevo premeditadamente, mas sim porque no momento preciso de o fazer com urgência, embora escreva insistentemente como se algo me impelisse a isso. 

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Essencialmente, pretendo com a escrita exorcizar algo que me seja difícil de suportar.

5 - Qual o seu público alvo?

Acredito, que a poesia ou a prosa, se enquadram num público muito vasto. Reparo muitas vezes que a procura é, sobretudo, sobre literatura compreensível, na qual me enquadro, e não, na poesia escrita com emaranhados de palavras de difícil compreensão para a grande maioria dos leitores. 

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

A meu entender, penso que me enquadro bem na prosa poética e na poesia, até porque muitas das vezes, quebro todas as regras de uma e de outra, e as misture num único texto. 

7 - Quais as suas referências literárias?

Florbela Espanca, foi a primeira autora da qual li uma obra. Marcou-me definitivamente, embora na altura, só tivesse a idade de 10 anos. Já havia lido também alguns nomes sonantes, como Ari dos Santos, Cecília Meireles, e mais tarde Pablo Neruda. 

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Nunca fiz muito. Aliás, não fiz praticamente nada, para poder divulgar o que escrevo. Tenho alguma informação acerca de o poder vir a fazer, devido a ter amigos que escrevem de profissão, outros que o fazem por prazer, e também outros que o fazem por ambas as coisas.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Nesta área da minha vida, tenho sido pouco ambiciosa, talvez por pensar que o que escrevo pode não ser interessante, uma vez que não sou conhecida. Ultimamente tem havido muita insistência para que eu divulgue, por essa razão resolvi enviar-vos os textos. 

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Pergunta: Porque razão escreve?
Responderia: Porque escrever, para mim, é exorcizar a alma. 

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sábado, 1 de junho de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... ISABEL SOFIA DOS REIS-FLOOD


Agradecemos à autora ISABEL SOFIA DOS REIS-FLOOD pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é ambas as coisas, um passatempo necessário.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Gosto de escrever poesia, ensaios e pequenos contos.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Escrevo apenas quando estou inspirada para tal, mas com método de trabalho.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Pretendo com a minha escrita comunicar ideias e pensamentos que sejam transversais.

5 - Qual o seu público alvo?

Gostaria de poder atingir com a minha escrita, o mesmo público que tem o mesmo género de biblioteca que a minha.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Creio ter um estilo de escrita contemporâneo.

7 - Quais as suas referências literárias?

Leio os clássicos mas também muitos autores nacionais e estrangeiros contemporâneos.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Esta é a segunda vez que divulgo o que escrevo. A primeira foi numa exposição de pintura em que escrevi poesia alusiva aos temas apresentados.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Ficaria muito satisfeita se conseguisse unir o que nos desune.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

O que é que sente e pensa enquanto escreve? Projeto experiências minhas ou de outras pessoas com as quais me cruzei ou cruzo naquilo que escrevo mas tudo ficcionado, e nisto não há nada de extraordinário porque: “Não é o que fazem todos os que escrevem?”

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