domingo, 23 de setembro de 2018

ADRIANA FALA DE... "E PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES..."


“E pra não dizer que não falei das flores…“

Como diz a canção de Geraldo Vandré, “Quem sabe faz a hora e não espera acontecer…” embalada pela melodia, lembro de uma pessoa que representa cada palavra dessa frase:  Alice Vieira.

Tive a imensa satisfação de deparar-me com Alice Vieira, no primeiro lançamento de livros que assisti em Lisboa, do autor Manuel Machado. Identifiquei-me com a sua poesia, anos atrás, ainda no Brasil e tenho sempre um olhar atento para as suas novas publicações e andanças. E sem esperar que me apresentassem, fui até lá, troquei algumas palavras e afastei-me com mais admiração pela simplicidade e generosidade dessa imensa mulher e escritora.

E para a minha imensa alegria, Manuel Machado foi com Alice Vieira no primeiro SARAU da In-Finita, no Palácio Baldaya, e claro, foi a autora de destaque que simbolicamente abriu as portas dos nossos eventos em Lisboa.

Fui ao lançamento do seu mais recente livro, pela editora Leya e me comprometi em divulgá-la, apenas por carinho, pois no universo que cerca Alice, sou uma gota do oceano. Também estive para um abraço na Feira do livro de Lisboa e na Festa do livro de Belém. E, como sempre, fui recebida com o mesmo carinho do primeiro dia. Não faço isso por ser uma escritora conhecida por seu talento internacionalmente, acompanho Alice pelo exemplo da Mulher que é, pela admiração que tenho por sua grandiosidade como ser humano.

Uma querida que tornou-se presença, nem sempre constante, mas incentivadora e apoiadora dos nossos trabalhos. E assim, foi, com a mesma generosidade que lhe é peculiar que aceitou para ser a autora convidada de destaque do 3º Festival de Poesia de Lisboa, na mesa redonda com o tema: Poesia Infanto Juvenil, no Instituto Camões. E para a minha surpresa, os meios de comunicação, por mais que tenham sido contactados, “esqueceram” de divulgar uma notinha sobre um evento tão importante para Portugal e seus autores, ainda mais com uma representatividade como Alice Vieira presente. Uma honra e privilégio, pois sabemos o quanto a sua agenda é cheia de compromissos. Enfim, houve outras faltas de atenção da parte dos portugueses que fica para outro texto.

Resolvi falar das flores e das sementes que Alice joga pela sua caminhada. Uma mulher que não espera acontecer, que escreve e contribui com a história do seu país, da língua portuguesa, da literatura com autenticidade, verdade, paixão e entusiasmo, sem arrogância, estrelismos ou vaidades.

No dia 3 de novembro, às 11:00, Alice Vieira estará novamente entre nós, na VI Tertúlia da In-finita no Palácio Baldaya.

Completando um ano de eventos da in-Finita em Lisboa, só me resta finalizar esse texto com muito obrigada, Alice Vieira!

Saiba um pouco mais sobre Alice Vieira:


DRIKKA INQUIT

sábado, 22 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... GABRIELA RUIVO TRINDADE


Agradecemos à autora GABRIELA RUIVO TRINDADE a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Não sei definir-me em palavras, por mais estranho que isso possa parecer. Sempre tive dificuldade com as definições, isso já vem da escola. O que posso dizer é que não tenho uma identidade de pessoa e de autora separadas. Sou alguém que gosta de escrever e escreve. Só isso.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

A palavra inspiração é curiosa. Ela também significa um dos momentos da respiração. Quando inspiramos, o ar entra-nos nos pulmões, levando o oxigénio às células. Esta parte da escola correu melhor. De certa forma, a inspiração é aquilo que a respiração do mundo nos oferece. A transpiração virá daquilo que oferecemos ao mundo através do nosso suor e trabalho. Por isso, as duas estão sempre presentes.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Não sei. Eu acho sempre que não tenho nada de novo para dizer ou acrescentar. Quando escrevo é para mim, em primeiro lugar; não quero transmitir nada. Se alguma coisa é transmitida, isso ocorre em sentido inverso: de fora para dentro. O mundo ao meu redor está constantemente a transmitir-me sinais, sensações, emoções, que depois se concretizam na escrita. E concretizam-se porque eu preciso digerir, elaborar, entender, dar sentido a essa mescla de sensações, e a forma que encontro para fazer isso é a escrita. Mas podia ser outra maneira qualquer.

4 - Por que escreve poesia?

Também não sei. Comecei a escrever muito nova, tanto poesia como prosa. É algo para o qual não tenho uma explicação.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Partilho aqui e ali. Tenho um blogue de opinião e divulgação literária. Mas a verdade é que não tenho muito tempo. Se perdermos muito tempo com isso não nos sobra para escrever.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais são uma ferramenta de trabalho como outra qualquer. Eu divulgo o meu trabalho no FB e no blogue. Também promovo literatura infantil no FB, no Instagram e no Twitter, porque sou directora duma livraria online de livros infanto-juvenis escritos em Português, em Londres (www.miudabooks.co.uk), e acabo por perder mais tempo com isso do que com a promoção do meu próprio trabalho. Mas é uma coisa natural, porque é um projecto meu, e acaba por ter muito de mim também. Portanto as duas coisas complementam-se.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Ter um bom editor e/ou um bom agente, que apostem na sua obra. Tenho uma grande admiração pelos autores que vão à luta sozinhos. É um mundo cão, este, e o esforço e a determinação são, sem dúvida, de congratular.

8 - O que ambiciona como autora?

Continuar a escrever e, se possível, a chegar aos leitores.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

O e-book dá muito jeito quando já não se tem espaço nas estantes.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

“O que posso fazer para aliviar o teu fardo?” – ao que eu responderia – “Se me ajudares a carregar o meu e eu te ajudar a carregar o teu, ficaremos mais fortes e os fardos, mais leves.”

Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ADRIANA FALA DE... UM ANO IN-FINITA



E um ano passou...

Em dezoito de setembro chegámos a Lisboa. Eu e Julia Mayrinck, trazendo na bagagem todos os nossos sonhos, expectativas, desejos e paixão. Viemos com a cara e a coragem para abraçar o desconhecido. Deixámos os afetos, mimos, carinhos e o conforto da família e amigos para embarcar e alcançar o que buscávamos. Sem olhar para trás, deixámos o nosso país tão querido e nos conformamos que a internet reduz distâncias e que a saudade é uma companheira que se aquieta enquanto não a procuramos.  Atravessámos o Atlântico e aterrámos nos braços abertos que prometiam continuidade. Chegámos a casa e virámos três. Não tivemos nem uma semana de férias entre os trabalhos do Brasil e o que nos esperava, em Lisboa. Dia 22 de setembro estávamos no primeiro evento em que a In-Finita participou.

Apesar da acolhida da autora, que virou uma pessoa querida, senti-me uma estrangeira em terras desconhecidas. Olhava para os quatro cantos da Casa de Angola e entre os sorrisos e a poesia, nenhum rosto amigo. Ali percebi que talvez as coisas não nos cheguem como imaginamos e que até os espaços precisam ser conquistados e que podemos estar rodeados de pessoas mas  a sensação de solidão existe no meio de uma multidão. Nesse dia liguei o meu sinal de alerta e percebi a diferença entre os países e que não era uma continuidade, era necessário começar. Logo eu, tão confiante e determinada com a minha nova vida.

E foi assim que começámos. Passo a passo, aprendendo com os erros, ajustando situações e realizando com muito esforço, profissionalismo, vontade e obstinação.
Passou o segundo, o terceiro e agora... chegámos ao vigésimo segundo evento, quase sem perceber. E no balanço de tudo isso, já produzimos cinco antologias, sendo três do projeto Conexões Atlânticas, um encontro entre mares que tem nos causado imensa alegria nessa troca de poesias e afetos.  Estamos indo para o terceiro livro da Coleção Poeisis, coordenada por nosso parceiro, e apoiador incondicional, Joao Dordio, e abraçada por aqueles que acreditam em nosso trabalho. E ainda tem três livros individuais, sendo dois a serem lançados. Nesse encontro de livros, preciso citar e agradecer a acolhida de Miguel Curado, Margarida Cimbolini, Susana Pires, Álvaro Giesta, Maria Antonieta Oliveira e Isabel Bastos Nunes.E todos os autores participantes da I, II e III antologia Conexões Atlânticas que acreditaram em um projeto diferente e embrionário.E a Jossessandro Andrade, da Moxotó Edições que disse SIM de imediato ao Ecos do Nordeste.

Além disso, contamos com a parceria com as Edições Vieira Da Silva, com duas antologias, dois concursos literários e da coleção ISTORIAS. Além de diversas apresentações de autores e trabalho na Feira de Lisboa. E o apoio incondicional do Gonçalo Martins, da Chiado, ao qual também só temos que agradecer.

A Assessoria literária teve a grata satisfação de enviar a autora Maria Cantinho para a XII FLIPORTO (Festa Literária Internacional de Pernambuco) para participar como palestrante, e também para apresentar o seu livro DO ÍNFIMO.  E conseguir divulgar em Portugal a autora brasileira Patrícia Porto. E com o TOCA A ESCREVER, nossa grande e importante ferramenta de divulgação, fazer com que os nossos objetivos sejam alcançados.

Para celebrar, por coincidência ou não, estive novamente com Carla De Sà Morais, lançando o seu segundo livro e fechámos com sucesso um trabalho assumido com alma e dedicação, que foi o 3º FESTIVAL DE POESIA DE LISBOA, trazendo os autores brasileiros, fortalecer os vínculos com Portugal e, a mim, em especial matar as saudades.  Só tenho que agradecer a Jannini Rosa e à Helvetia Edições por essa imensa oportunidade que é a integração dos países lusófonos. Em especial agradeço aos autores convidados pela In-Finita que de imediato apoiaram o Festival e contribuíram e muito para que fosse realizado com excelência. E a Carla, que sem perceber a minha impressão anterior, estava ali novamente ao meu lado, dessa vez sentindo-me acarinhada pela presença dos amigos conquistados.

Julia alcançou um dos objetivos iniciais que era se formar na Lisbon Desing School. E acrescentou à In-Finta a edição de vídeos e o trabalho de Social Media.

Nesse um ano que passou, perdi aquela impressão de peixe fora d’água e sinto-me em casa. Com amigos/autores que foram chegando e ficando, entre eles Manuel Machado, Alexandre Carvalho, Paulo Sanches, Ana Coelho e Vitor Costeira,e claro Isabel Bastos Nunes e  Maria Antonieta Oliveira, que direta ou indiretamente são a mola propulsora para que trabalhos se realizem. E também, agradecer a parceria do Palácio Baldaya, nas pessoas de  Rita Azevedo e Ricardo Marques.

Com tudo o que foi realizado e vivido até aqui, por entre sorrisos e muitas vezes com lágrimas transbordadas, contidas ou escondidas, de cansaço, de emoção, de alegria, de agradecimento, de insatisfação, de indignação... mas sempre com a certeza do caminho acertado e com aquela força  de quem só tem fé na vida faz acontecer, sem esmorecer ou desistir.

E não posso deixar de falar em Emanuel Lomelino, dono daqueles braços abertos, no início de tudo isso, que assumiu de imediato correr todos os riscos com a In-Finita. Toda a minha gratidão pelo abrigo e pelos 365 vividos por cá. Dias de paz, dias de guerra, dias de luta, dias de calmaria, mas sem nunca deixar de acreditar.

Nós, o lado brasileiro da In-Finita, só temos uma coisa a dizer:
Muito obrigada, Portugal!

DRIKKA INQUIT

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... MARIA JOSÉ FONTOURA


Agradecemos à autora MARIA JOSÉ FONTOURA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

A mesma pessoa!
Sou pessoa e autora com a mesma paixão pelo mundo das letras, da palavra, da poesia!
Interligam-se!

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

As duas coisas, inspiração e transpiração, no bom sentido do termo!
A palavra surge, na minha mente, no momento da sua inspiração/transpiração e nasce expressa no papel no mesmo instante, momentaneamente!
É ali inspirada e transpirada!

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Pretendo sobretudo transmitir a minha paz e o meu grande amor e apego à vida!
O belo, o encanto e desencanto, o amor e desamor, a saudade, a gratidão, o caminho…
O poder da palavra!

4 - Por que escreve poesia?

Boa pergunta!
Sinto que a poesia nasceu dentro de mim, não sei explicar!
Desde muito cedo ouvia histórias e, pegar num livro era o mesmo que saborear algo com muito bom sabor! Lembro-me da alegria que senti quando, na escola, comecei a ler e a escrever! Foi maravilhoso, uma sensação única, incrível!
É engraçado, porque os professores que tive durante a minha vida escolar, sempre me disseram que eu tinha muito jeito para escrever!
Um professor de Português, no secundário, disse-me que iria ter muito gosto em ler, um dia, um livro meu! (risos)
Escrevo poesia porque amo escrever poesia, simplesmente!

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Já no secundário tive a oportunidade de concorrer a um concurso de Poesia e tive a sorte de ter sido seleccionada, com vários poemas, para uma Obra Colectiva. Foi ali que realmente senti o meu amor por esta forma de escrita, a poesia.
Actualmente, promovo através das redes sociais e da participação em colectâneas e antologias. O que me dá muito prazer, diga-se!

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Um grande impacto! É através delas que consigo mostrar ao mundo o que escrevo e quanto gosto de escrever! Como também a oportunidade de ler o que outros autores escrevem.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A sinceridade do autor. A autenticidade. O crédito desse mesmo autor!

8 - O que ambiciona como autora?

Continuar a amar…
Editar um livro, sim!

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Livro físico. Porque é físico! Agarra-se, cheira-se, abraça-se, desfolha-se!

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
- É realmente feliz quando escreve poesia?
Completamente!

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... CELESTE OLIVEIRA


Agradecemos à autora CELESTE OLIVEIRA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Considero-me uma pessoa simples. Gosto de abordar cada dia com otimismo e sou bastante sensível perante injustiças sociais.
A edição do meu livro “Cores de Poesia”, em 2017, ditou-me a condição de autora, de modo natural. Entretanto, já participei em várias coletâneas de poesia. Estou muito grata às editoras que me deram a oportunidade de abraçar estes novos projetos com outros autores. “Conexões Atlânticas” é a sétima antologia em que participo.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

O que escrevo é apenas o que sinto pelo que não me considero poeta. O poeta é capaz de criar, de inventar!  Eu escrevo por necessidade, como se falasse comigo mesma. Neste sentido, a poesia é inspiração. Quando escrevo, faço-o de modo impetuoso, quase bruto, sem pensar.  É uma autêntica libertação. Quando, no dia seguinte, revejo o que escrevi, é que corrijo versos, anulo ou acrescento outras palavras. Neste sentido, o que escrevo também é transpiração.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Eu desejo, apenas, que as pessoas que leem o que eu escrevo se revejam nas minhas palavras, nos meus versos. E que saibam que não estão sós nas lutas que travam com as suas emoções. Existem, sim, maneiras diferentes de lidar com os sentimentos. Eu tenho esta necessidade de escrever. Há quem prefira pintar um quadro, ou compor uma música, ou passear...

4 - Porque escreve poesia?

Não escrevo poesia. O que escrevo são textos a que chamo poemas. Representam uma tentativa de conhecer a Senhora Poesia. Esta, sim, tem alma! É ela que condiciona a forma como estamos na vida. É necessária muita sensibilidade para a descobrir… mas quando a encontramos, ficamos amigos para sempre.
Escrevo, também, pelo gosto de remodelar e reinventar as palavras. A Língua Portuguesa é riquíssima. Uma vírgula pode mudar o sentido de uma frase. Escrever também passa por ser um grande desafio.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Nada de especial. De certo modo a divulgação aconteceu naturalmente. 

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais deram-me a oportunidade de participar em várias antologias de poesia e de conhecer outros autores.
Deram-me, também, a possibilidade de divulgar o lançamento do meu livro e permitiram-me conhecer a reação, à distância, de alguns leitores.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

As redes sociais permitem a divulgação do que quer que seja, mas o autor é o principal promotor na divulgação do seu trabalho.

8 - O que ambiciona como autora?

Gostaria de contribuir para a descoberta da poesia na vida das pessoas que a desconhecem. Porque a poesia anda por aí. É preciso decifrá-la. É urgente descobri-la, num olhar, num gesto, numa miragem…
Desejo que a leitura dos meus poemas possa ter esse efeito no leitor. O ideal seria que cada um de nós fizesse da sua vida um poema verdadeiro.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Ambos. O livro físico permite uma maior proximidade com o leitor. É possível sentir o toque de cada palavra nos dedos. Às vezes, até o cheiro do livro fica na nossa memória.
O e-book é uma realidade no mercado. As tecnologias vieram para ficar. Fazem já parte do nosso quotidiano. É impossível resistir-lhes.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Gostaria que me perguntassem como adquiri o gosto pela poesia.
Responderia que descobri a poesia numa aula, na antiga escola primária. Tinha oito anos e frequentava o segundo ano. A professora pediu-nos que escrevêssemos um poema sobre a primavera. Eu escrevi quatro quadras. A professora gostou e leu-as à turma. Nunca mais parei.

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... GERTRUDES FERNANDES


Agradecemos à autora GERTRUDES FERNANDES a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sou um ser simples, que faz o seu percurso calmamente, aceitando toda a aprendizagem que possa receber. Sou sonhadora, quero abrir todas as portas que encontro fechadas.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

Ambos, inspiração de tudo o que me rodeia. Transpiração sai naturalmente de mim.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Que a realidade, está em sintonia, com os sonhos de cada um.

4 - Por que escreve poesia?

Porque é o oxigénio que respiro, circula pelas minhas veias.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Usar as redes sociais, participar em coletâneas e antologias.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

É grandioso, cheguei onde seria impossível sem as redes sociais.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

As redes sociais permitem aos autores, atingirem o público de forma mais direta, e em maior número, é um grande trunfo das tecnologias, também é a partir delas que as editoras chegam até nós, e nos catapultam para voos maiores. As editoras são a estrutura, que permite manter-nos e fazer-nos crescer.

8 - O que ambiciona como autor?

Ambiciono, superar-me constantemente, melhorando a minha escrita e conseguindo transmitir o que sinto, de forma a que outras pessoas se identifiquem com ela.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Ambos, gosto do valor sentimental que o livro continua a ter, já o e-book permite-nos chegar mais rápido a qualquer lugar do mundo, de forma acessível.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Vais continuar a escrever?
Irei escrever, até a tinta correr, até a mão sangrar, até um dia morrer!

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... CARLA FÉLIX


Agradecemos à autora CARLA FÉLIX a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Simplicidade, acho que domino a minha forma de ser e estar no mundo e na escrita. Tenho os sentimentos à flor da pele, emociono-me com frequência em silêncio e observo o mundo com os olhos do coração. Acabo por manobrar os sentimentos através das palavras e enquanto autora dispo a alma, em versos claros e outros codificados, encobrindo certos sentimentos.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

A minha escrita é uma dualidade. Por vezes inspiro-me no mar, na minha terra, nas vivências e nas memórias da minha infância, por outro lado transpiro e desintoxico sentimentos, revoltas e interpretações que faço do dia a dia. Vejo a escrita como um grito e/ou um filtro, sentindo uma maior liberdade após a libertação de pedaços de escrita.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Iniciei a escrita de uma forma inesperada. Tento em primeiro lugar utilizá-la como a minha terapia e em segundo lugar ajudar quem lê a retirar uma mensagem de esperança, força e determinação e por vezes levar a introspeção.

4 - Por que escreve poesia?

A poesia surgiu por acaso, há apenas cinco anos. Penso com frequência que não foi eu que escolhi escrever poesia, mas sim a poesia que me escolheu e neste jogo de escrever, ela acabou por vencer. É algo natural, que sai de dentro de mim sem que consiga controlar.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Após consolidar alguns poemas, iniciei a participação em trabalhos coletivos e comecei a partilhar nas redes sociais em grupos, o que possibilitou que os mesmos fossem lidos e comentados. Acho essencial o retorno do leitor.  Recentemente começamos a partilhar poesia em encontros na nossa Ilha, o que possibilita a troca de experiências. A realização de uma entrevista no Jornal da Praia – jornal da minha cidade e participação em vários programas de rádio também permitiram a divulgação do meu trabalho junto do público da Ilha.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais foram determinantes para o meu percurso. Viver numa Ilha limita-nos de participar em muitas iniciativas e ter acesso a encontros. Através nomeadamente do Facebook tive acesso a programas de Rádio, concursos, participações coletivas que abriram portas a novos conhecimentos e a realização de aprendizagens.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

O autor tem de ser preserverante, escolher o seu público, sabendo que nem todos/as vão ler o que escreve e gostar do seu género. Tem de ter uma rede de parcerias que apostam na divulgação do seu trabalho nas redes sociais, blogs e em eventos de partilha.

8 - O que ambiciona como autora?

Ambiciono evoluir, conseguir um público mais vasto e publicar o meu primeiro livro de poesia. Construir um caminho passo a passo sabendo que escrever é apenas um ato de liberdade e não de subsistência.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Livro físico, não consigo ler um e-book. Documentos extensivos imprimo para ler.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como lida com o facto de escrever no seu dia a dia?
Vejo a escrita como um mundo à parte, no qual mergulho para escrever e volto de novo à superfície. Não falo sobre o que escreve no trabalho, é como existisse uma linha que separa dois mundos, dando mais liberdade aos conteúdos da escrita.

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domingo, 16 de setembro de 2018

EU FALO DE... A NOSSA DIVULGAÇÃO



A criação dos blogues TOCA A ESCREVER e TOCA A FALAR DISSO deveu-se à falta de divulgação, dos autores e das suas obras, que detectei quando me envolvi no universo da escrita.

Tudo começou por mera carolice e alguma daquela irreverência, quase juvenil, de acreditar que se pode mudar o mundo, passo a passo.

Não foi uma tarefa fácil (e ainda não o é) mas a teimosia instalada no meu ADN sobrepôs-se a todas as contrariedades.

E se ao longo dos anos (já lá vão quase nove) poucos acreditaram no real valor e importância desta empreitada, agora existe outro entendimento e são os próprios autores, e algumas editoras, a quererem usar estes espaços para se divulgarem e às suas obras.

E a prova maior do que acabei de escrever no parágrafo anterior aconteceu ontem no XI Sarau da In-Finita, incluída na programação do 3º Festival de Poesia de Lisboa, realizado pela Helvetia Edições. Vários autores, sem que ninguém os interpelasse nesse sentido, fizeram questão de nos entregar os seus livros para serem divulgados por nós. E não estou a falar de dois ou três autores... mas sim de seis, tendo um deles entregue vários títulos. A saber:

ALAN DORNALES:
O que é a fé?

CARLA DE SÀ MORAIS:
Via-láctea

FELIPE CATTAPAN:
Densidades cíclicas

GABRIELA CAMPOS DE SOUZA:
Essências d’alma

MARKO DAVIS:
Miaj poemoj flugas (livro bilíngue português/esperanto)

MANOEL DIAS DA FONSECA NETO:
Baú dos avós
Benditas & Guerreiras
Lendas e encantos
Madalena e o sagrado feminino

Para além destes títulos, também nos foi entregue pela Helvetia Edições, para os mesmos fins, a antologia A VIDA EM POESIA 3.

É por estas e por outras que, desde 1 de Janeiro de 2010, ainda não houve um dia sem divulgação de autores lusófonos, e neste momento temos estado a divulgar cinco poemas diários, biografias, entrevistas, e textos de opinião.

E como tudo isto é pré-agendado por ordem de chegada, neste momento já só existem datas disponíveis de Novembro em diante. Se isto não prova a utilidade do que fazemos, não sei o que poderá provar.

MANU DIXIT