Desperto, desperta você! Carrego um fardo de perfeição. Eu sangro, você sangra, desliza pelas veias, a vida se esvai. Entorpecida, penso estar imune à dor. Mas ao me olhar no espelho vi você.
E num sopro, num assombro eu me rendo, não sou só EU. Resistir dói demais, sentir o teu sentir e vi, somos extensão uma da outra. Ao olhar desatenta, pensei ver uma estranha, mas com cuidado vi encontro.
O feminino é infinito, é um fio invisível, é um pavio que não pode ser apagado. Estou perdida, acendo e um pontilhar extraordinário de luz se faz. Recordei quem eu sou, quem nós somos. Agora eu ando segura, não estou mais SÓ.
Posso SER imperfeita, posso estar cansada, choro em prantos e em meio aos soluços irrompe uma gargalhada livre.
EM - MULHERES EM DIÁSPORA - PLATAFORMA GENI - IN-FINITA
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