sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Cangalha do Vento (excerto XI) - LUIZ EUDES


LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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Zé Prego foi conversar com Olegária, que já sabia da história. Acertaram tudo. Na hora marcada encontraram-se em frente ao restaurante Portal do Junco e seguiram viagem em busca do tesouro. Dona Olegária rezou e orou por quase uma hora enquanto Zé Prego cavava o chão seco do Barrocão do Junco embaixo das galhas do pé de caixão. Diziam que aquela árvore era assombrada. Zé Prego não estava com medo, pois sentia-se seguro graças às orações de Olegária. Sentia o cansaço tomar o seu corpo quando ouviu o barulho da enxadeta num pedaço de madeira. Uma alegria invadiu o seu corpo. Dona Olegária fortaleceu as orações, pois é nesta hora que todos os soldados do exército das profundezas surgem para proteger o tesouro. Olégária foi corajosa e Zé Prego sentia as mãos ferverem em brasa como se estivessem adentrando o próprio inferno ao tocar naquela arca. Com sacrifício, conseguiu arrancar o baú de dentro da terra ressecada quando os primeiros raios do sol invadiam o lugar. Com a luz solar as criaturas da noite foram-se e os parceiros puderam enxergar toda a fortuna contida no baú.

EM - CANGALHA DO VENTO - LUIZ EUDES - IN-FINITA

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