segunda-feira, 14 de setembro de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... ANA PAULA COSTA


Agradecemos à autora ANA PAULA COSTA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Já pensei mais nisso! Neste momento não estou preocupada com definições. Penso que todos devemos e podemos ser plurais, como o universo. O que poderia dizer sobre mim de mais específico? Sou uma pessoa de gostos simples que gosta de tranquilidade. Sou mais uma alma neste universo a viver as suas experiências, tentando crescer e ajudando os outros também a crescer, espero.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

É tudo! Escrever é terapia, é paixão, é necessidade é passatempo é tudo.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambos. Não podemos ter a pretensão de que apenas um importa. É necessário muito trabalho quando se escreve; talvez não logo no momento da escrita em si mas depois na revisão e na intenção da mensagem que se pretende transmitir.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Prosa.
Se bem que de vez em quando preciso de escrever poesia, que é o que tenho feito ultimamente. Não sei bem porquê. Sou muito descritiva, imagética e talvez por isso me identifique mais com a prosa, há sempre mais qualquer coisa que quero dizer.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Tenho vindo a mudar ao longo do tempo. Comecei por transmitir desabafos, sentimentos com os quais muita gente se identificava. Depois comecei a transmitir reflexões, opiniões sobre o que me rodeia. Essencialmente pretendo que as pessoas pensem, reflictam, se identifiquem e tirem as suas próprias conclusões. Gosto muito de escrever para causar desassossego.

6 - Quais as suas referências literárias?

Tantas! Urbano Tavares Rodrigues. José Saramago, os eternos Eça de Queirós e Fernando Pessoa.  Não me esquecendo dos ingleses Shakespeare, Lord Byron e do irlandês Oscar Wilde. Recentemente José Luís Peixoto e a canadiana Margaret Atwood.  É impossível escrever sem ler.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

As redes sociais têm vindo a desempenhar um papel importante nesse sentido. No entanto, considero que os eventos presenciais são indispensáveis, as apresentações das obras, as tertúlias e os ciclos de conversa proporcionam sempre oportunidades não só de divulgação e novos contactos mas também de grande aprendizagem e partilha.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Quero continuar a escrever e que o público se continue a identificar com o que escrevo. Gosto de escrever para provocar reacções, desassossego e claro gostaria de alcançar um público cada vez maior.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Participo em trabalhos colectivos porque conheço sempre trabalhos novos, tenho oportunidade de divulgar e partilhar os meus trabalhos e a energia dessa troca é boa.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

A pergunta seria: Qual a sua opinião sobre o mercado editorial em Portugal?
Gostaria de falar sobre algo que considero injusto. Desde há uns tempos para cá percebi que há editoras que transformaram a publicação de livros apenas num negócio. Os autores fazem um investimento e depois são um pouco abandonados à sua própria sorte.
Levados pelo sonho de publicar pela primeira vez, muitos são os que arriscam. É uma experiência que já tive e felizmente aprendi alguma coisa. Escrevo porque gosto e selecciono os projectos em que participo, não pelo lucro que possa ter mas pela divulgação ou gosto pessoal que me possam proporcionar, como é o caso da Emporium Editora e agora mais recentemente da In Finita; é bom sentir que as pessoas importam.

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