sexta-feira, 12 de outubro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ANANDA LIMA


Agradecemos à autora ANANDA LIMA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sou uma pessoa que estar em construção e como escritora, também. A cada leitura, a cada escrita, percebemos o quanto temos a melhorar, a aperfeiçoar.
Para ser um bom escritor, é preciso ser um bom leitor. Ter parâmetros para a criação, mas também para ousar, transcender os estilos.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

Os dois. Me inspiro muito com tudo que ocorre à minha volta, com o que percebo e sinto do mundo.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Emoções. Podem ser as mais diversas possíveis. As pessoas podem se sentir provocadas, por se identificarem com o tema ou algum elemento do texto. A minha escrita tem muito a ver com o que sinto, com o penso de mundo.

4 - Por que escreve poesia?

Comecei a escrever poesia recentemente. A poesia tem uma leveza, uma sutileza que me encanta, me fascina. Sempre gostei.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Tenho três livros de literatura infantil publicados. As poesias que tenho escrito, costumo publicar nas minhas redes sociais.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Elas são o meio de aproximação do leitor com as obras. Nos possibilita maior visibilidade. Acho que quando bem utilizada, é uma ferramenta interessante.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Escritores independentes têm mais dificuldades para divulgação do trabalho. É importante participar de feiras e festas literárias.  As redes sociais pode ser um grande aliado.

8 - O que ambiciona como autora?

Ter mais inspiração para a escrita. Continuar escrevendo. Ser lida.  

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Livro físico. Sentir o livro é algo mágico, perceber a sua textura, sua cor, seu cheiro faz parte da sua constituição. Há uma magia nisso tudo que julgo essencial para adquirir um livro. É evidente que o que está escrito é o mais importante, mas segurar o livro nas mãos para ler, para mim, é imprescindível.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Você é feliz como escritora?
Sim. Escrevo sobre o que acredito. Tenho a oportunidade de eternizar através da escrita minhas emoções. Isso já me faz feliz como escritora.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... TOM KBÉLO


Agradecemos ao autor TOM KBÉLO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Um romântico, entusiasta da vida e da felicidade espontânea, buscando a alegria de viver no cotidiano, sendo ator das mudanças que quero para minha vida de maneira eficaz. Acredito que toda forma de arte é parte de nossa alma, o que transborda transforma-se nas mais diversas expressões artísticas. Busco levar e incentivar cultura por todos os meios, pois acredito que a vivência cultural torna as pessoas mais sensíveis e empáticas. A oportunidade artística deve ser levada a todos, de modo democrático, e minha luta de vida é essa.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

Tem 50% de cada um. Sem inspiração não consigo fazer nada. Por outro lado, a cada minuto,  o mundo traz diversas inspirações, e a transpiração deve fazer com que essa inspiração seja traduzida de maneira que minha linguagem seja bem compreendida e ganhe qualidade.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Um prisma diferente do mundo, em que as relações humanas possam crescer e ser salutares no campo do amor, da amizade, dos estudos, do trabalho e a relação com seu meio ambiente, urbano e selvagem, de forma a tratar o respeito como fundamento essencial para nosso desenvolvimento pleno.

4 - Por que escreve poesia?

É como respirar. Escrevo porque é natural fazer isso, quando menos espero os versos me transformam em canal para transmitir a poesia do mundo em poemas. Esse é meu modo de dialogar com minhas inquietações, sendo elas ruins, boas ou simplesmente reflexivas. Acredito que a poesia está em toda parte, nas mais diferentes expressões, e eu a traduzo na forma escrita e na minha dança, uma celebração da vida.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

No início, período de primeira escola, minhas leitoras eram as professoras; com o passar dos anos, meus leitores eram meus amigos de sala de aula. Chegando na adolescência, comecei a frequentar saraus, por influência de amigos que faziam o curso pré-vestibular comunitário. Ali foi um divisor de águas, participei de um grupo de estudos na extinta ACCS (Associação Casa de Cultura Sapopemba 2007-2008) com poemas de autores que iam de camões a Fernando Pessoa, Baudelaire a William Blake, Lorca, Lemisnky, Alvares de Azevedo, Augusto dos anjos. Nele apresentávamos também nossos próprios poemas e comecei a participar de saraus. Em 2016, criei uma página no Facebook para divulgar meus poemas e crônicas. Ainda apresento meu trabalho em saraus e estou escrevendo um livro de poemas.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

São ferramentas que ampliaram a divulgação e o acesso aos meus trabalhos na área de cultura e educação, já que trabalho com produção de eventos.  Possibilitaram contatos que seriam impensáveis, cursos e leituras que me enriqueceram não só como poeta, mas como ser humano. Acredito na importância e na conscientização do uso dessas importantes plataformas.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A participação de quem acredita no projeto, começando pelo próprio poeta. A internet, por exemplo, possibilita diversas formas divulgação, e tanto o autor como os demais envolvidos com cada obra podem utilizá-la para esse fim, com comprometimento. Isso potencializa todo trabalho desenvolvido e encurta etapas para o êxito.

8 - O que ambiciona como autor?

Viver a arte que habita em mim no momento, jogando ao exterior o que me transborda, de forma a me entender como pessoa e poeta posteriormente, interagindo com os mais diversos gêneros e obras literárias; ser um incentivo para várias pessoas com um histórico de vida longe do mundo das letras, trazendo cada vez mais autores e leitores, mostrando que se pode ouvir e ser ouvido por meio da palavra escrita.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Os dois têm espaço. Não acredito que haja substituição, creio que o e-book veio para somar em tempos em que a rotina se acelera. Penso ser importante disponibilizar o livro nos dois formatos, destacando a importância do livro físico, que é a obra sacramentada, um marco importante para o artista, e também a importância do e-book, que pode facilitar o acesso dos escritos a todos, independente de localidade ou classe social, transpondo barreiras antes nunca sonhadas.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

A pergunta que eu gostaria que me fizessem é: Como é possível expandir o número de leitores?
Como trabalho em núcleos com potenciais artísticos gigantescos, mas sem equipamentos culturais, diria: investimentos - governamentais e privados - em produção de arte, dando espaço para a população periférica, atraindo milhões de pessoas que tem muito a dizer e muito a apreciar; e para isso não é necessário apenas muito dinheiro, mas organização, atitude e dedicação.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... HOJE VOU FALAR DE TI


Hoje vou falar de ti.

Sim, de ti que te dizes de amigo/a.

E porque escrevo “dizes”? Eu explico.

Sou convidada para colectâneas/antologias, para convívios, para vários tipos de eventos, se a minha resposta for positiva, tenho de imediato retorno – obrigada/o amiga, vou gostar de te ver, até lá; o pior é quando a resposta é negativa, pois é, do outro lado não há qualquer retorno. Eu compreendo, não houve tempo para responderem, ou possivelmente, não viram a minha resposta, que até foi negativa, mas, como não viram, até estão à minha espera. Pois é…

Amigos destes é o que há mais, infelizmente.

Mas também há o inverso, sou eu quem convida e nem uma resposta obtenho, seja positiva ou negativa, penso que todas merecem retorno.

Enfim, já não se fazem amigos como antigamente.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

DEZ PERGUNTAS A... FORTUNATA FIALHO


Agradecemos à autora FORTUNATA FIALHO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Definir-me é difícil. Considero que sou uma pessoa comum, simples, apaixonada pela minha família e faminta por conhecimento. Adoro escrever e sou viciada na leitura, tenho sempre um livro como companheiro. Mal termino um já outro aguarda para ocupar o seu lugar. Confesso que muitos aguardam e o tempo não chega para ler tudo o que desejo.
Escrever é a minha forma de desabafar, descrever os meus sonhos, as minhas tristezas… as minhas fantasias. Resumindo escrevendo não tenho idade nem limites.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

Boa pergunta. Penso que é mais transpiração. Quando me inspiro as ideias fluem tão naturalmente como a transpiração num dia quente de verão.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

No fundo acho que pretendo transmitir-me a mim mesma. Mostrar a pessoa que se esconde por baixo da máscara que sou forçada a usar no dia-a-dia.
Na minha profissão tenho de mostrar o meu lado sério, compreensivo, seguro e integro. Sou professora e, além de ensinar matemática, educo os meus alunos através das minhas atitudes. A escrita permite-me obter equilíbrio emocional. Escrevo a tristeza, a alegria, a insegurança, o amor e também a raiva nos dias menos bons.

4 - Por que escreve poesia?

Não sei, vai surgindo e eu sinto-me feliz enquanto a escrevo. Uma vez um leitor de uma das minhas obras disse que a minha prosa também transmitia poesia. Talvez faça parte de mim, afinal existe tanta poesia em tudo o que nos rodeia.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Como qualquer escritor pouco conhecido uso as minhas redes sociais para dar a conhecer o meu trabalho, participo em projetos coletivos e vou arriscando em alguns concursos.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Como forma de divulgação ajudam um pouco, apesar de muitas vezes sentir que a grande maioria dos seguidores nem lê antes de dizer que gosta, ficando assim sem conhecer o trabalho que lhes mostramos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Publicar e participar em projetos que visem a exposição pública do seu trabalho. Se não se mostra como nos podem conhecer?

8 - O que ambiciona como autora?

Ter público que goste do meu trabalho e, se possível, publicar fisicamente de forma a alcançar diversas classes de leitores.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Pessoalmente acho que nada supera o cheirinho a papel e o conforto de sentir um livro nas nossas mãos. Alguém disse que um livro é um amigo e, eu acrescentaria, sempre presente e acessível. No entanto os livros digitais também têm um vasto leque de utilizadores e a incontestável vantagem de estar sempre à distância de um clique.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Seria capaz de viver sem livros?
Não me parece que fosse uma vida fácil, os livros sempre foram os meus companheiros desde tenra idade.
Ou:
É possível evoluir sem ler?
Não, o conhecimento que a leitura nos proporciona é algo valioso e imprescindível.

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... LILIAN FONTES


Agradecemos à autora LILIAN FONTES a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Minha eterna paixão é a literatura. Como dizia Antonio Cândido: “Eu estou convencido que a literatura melhora muito o ser humano”. Desde pequena busquei na leitura a compreensão do mundo e da condição humana. E foi na poesia, nos contos e no romance que o mundo se abriu para mim. Sou leitora de poesia desde 8 anos de idade, porque Manuel Bandeira frequentava a casa do meu avô, Amando Fontes.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

Mais transpiração.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Reflexão, sensibilidade, o exercício da contemplação.

4 - Por que escreve poesia?

Não sou escritora só de poesia, tenho livro de contos e romances. Mas na poesia sinto que meus sentimentos se mostram mais, pela busca de falar de maneira concisa. Acho que poesia desperta mais diretamente a emoção.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Divulgar nas redes sociais e amigos. Imprensa de hoje no Brasil está muito restrita.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Um meio eficaz na divulgação dos meus trabalhos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Seus trabalhos de escrita mais seus pensamentos a respeito do ofício da escrita.

8 - O que ambiciona como autora?

Poder atingir um público maior.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Os dois.  O físico, pelo contato com o objeto, o cheiro. E o e-book, pela facilidade de acesso, por poder carregar vários deles no meu dispositivo, facilidade no ato da leitura, fácil de ler na cama!

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Por que escreve? Para me tornar um ser humano melhor.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... MÉLCHIOR SEZEFREDO MACHADO


Agradecemos ao autor MÉLCHIOR SEZEFREDO MACHADO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Um ser humano em construção, que alimenta um poeta com os seus questionamentos universais.

2 - Quais as influências do Nordeste na sua escrita?

As influências do Nordeste sobre a minha obra são fundamentais e se alicerçam nas profundas vivências que tive nesta região. Sou um Nordestino por opção, apesar de ter nascido no estado de São Paulo.

3 - O que lhe motiva a escrever? E porquê a poesia?

Tentar mostrar-me a mim mesmo talvez seja a maior razão para eu escrever.  O formato de poesia, pela concisão que me possibilita, foi uma escolha inevitável.

4 - Que barreiras existem no seu percurso como autor?

As barreiras são muitas, mas sobretudo a dificuldade de veicular a minha obra em editoras de maior penetração nacional.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais foram um atalho muito significante entre a minha obra e o público a que se destina.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Ponto positivo, a instantaneidade. Ponto negativo,  a dificuldade de encontrar destinatário, ante as facilidades concedidas pela Mídia moderna para a veiculação de informações.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Uma lógica competente para a distribuição da obra.

8 - O que tem feito, enquanto autor, para o enriquecimento da literatura nordestina?

Escrevo e promovo encontro e Saraus, bem como participo daqueles que são promovidos por terceiros.

9 - Sugira um autor e um livro do Nordeste!

Poetas Encantadores, de Zé de Cazuza.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Por que você não desistiu ainda de escrever?  Resposta: Porque ainda não desisti de viver!

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domingo, 7 de outubro de 2018

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... MARIA ESTRELA DO MAR


Agradecemos à autora MARIA ESTRELA DO MAR a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Como já tive oportunidade de dizer em entrevista anterior, não separo a autora da pessoa. No meu dia-a-dia sou, maioritariamente, emotiva, para o bom e para o mau. O meu universo emocional está bem patente naquilo que escrevo. As minhas palavras têm recheio de afetos, sou muito intensa, por vezes turbulenta; vivo a amargura com a mesma intensidade que a doçura. Procuro, diariamente, conservar a minha liberdade sem perder, com isso, o sentido de justiça, mas serei injusta, em alguns momentos, por certo. Procuro todos os dias melhorar, ser melhor hoje do que fui ontem, e amanhã melhor do que fui hoje.

2 - O que escreve é inspiração ou transpiração?

O que escrevo é inspiração e transpiração. Tudo o que passo para o papel é fruto de vivências pessoais ou, com base em relatos de outros. Outra fonte de inspiração prende-se com o facto de ser naturalmente observadora, tenho olho clínico desde muito nova, sou uma esponja, absorvo imensa informação ao meu redor: a mulher de olhar perdido na mesa do lado, no café; o homem nervoso no comboio; o casal na mesa do restaurante que se evitam olhar e permanecem calados do início ao fim; o rapaz que dirige, todos os dias, o olhar para a rapariga que o ignora; a mãe descomprometida do seu papel que deixa o filho esganiçar e incomodar tudo e todos à sua volta…
É transpiração pois quando escrevo faço-o, muitas vezes, com o sangue dorido e a alma magoada; ou, com a alegria que me inebria e me faz ficar fascinada.

3 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Não sei... Escrevo porque me faz bem, por amor à escrita, às palavras. Desde muito cedo que me encantei com o mundo da escrita, foi algo entusiasmante. A leitura e a escrita são dois exercícios fantásticos que me permitem viajar sem sair do lugar; a escrita permite que eu me estenda, até onde quiser, através dela interpelo-me, desequilibro-me e reorganizo-me.

4 - Por que escreve poesia?

Comecei por participar em coletâneas de contos, portanto na prosa. Num passado mais recente dei por mim a conceber um poema, reli-o e pensei: “Fui eu que escrevi isto?!”. Com toda a sinceridade e sem qualquer arrogância, achei-o belo. Ousei participar numa antologia de poesia, “Poema Mulher”, da Edições Vieira da Silva. Foi o começo. Escrever poesia pode ser a via mais direta para trabalhar os afetos. O mundo dos afetos envolve uma grande complexidade e requer, caso estejamos predispostos a isso, algum tempo e dedicação para reconhecer as emoções, dar-lhe nomes, aceitar os sentimentos, compreendê-los, no fundo, tratá-los por tu. Penso que a poesia é muito generosa neste campo.

5 - O que costuma fazer para promover a sua escrita?

Não faço grande coisa! Participo em coletâneas (prosa e poesia); partilho essas participações na minha conta de Facebook, por vezes adiciono um poema ou outro. É um prazer pessoal, quer o ato de escrever, quer a vontade em participar em projetos como os que tenho abraçado. Não faço tanta questão de uma divulgação massiva dos meus trabalhos. Mesmo na minha conta de Facebook faço-o esporadicamente, e mesmo que o fizesse com frequência, não seria aí que dilataria as minhas produções escritas, pois tenho um número pequeno de pessoas adicionadas (por opção), lamentavelmente, uma grande parcela dessas nem sequer dá importância à escrita, muito menos à poesia. Tenho algumas pessoas adicionadas que também se movimentam neste meio mas só meia dúzia é que são, efetivamente, especiais, são pessoas humildes, grandiosas, por elas tenho muito carinho e sei que a estima que lhes tenho é recíproca.

6 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Não sou muito adepta das redes sociais. Acho que sou, ainda, desconfiada, apesar de hoje já ser corriqueiro usar essas ferramentas. Aderi ao Facebook há poucos anos; Instagram e Twitter nunca abri conta. Sou um tanto prudente no uso não deixando, no entanto, de reconhecer a importância que as redes sociais operam nos tempos atuais, (quase) tudo passa por lá. Não obstante, continua a fazer alguma confusão à minha cabeça a forma como as pessoas usam e abusam das redes e, nas redes. É preciso separar o trigo do joio. Vejo muito “lixo” publicado; muita informação falsa que circula levianamente; e, pior, criou-se um espaço imenso para a troca de ofensas, de má educação, o insulto por dá cá aquela palha. Não nego a sua importância na divulgação, é uma excelente ferramenta que temos ao dispor, rapidamente se chega a milhares ou milhões de pessoas.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Trabalhos escritos com qualidade; uma boa divulgação (redes sociais; editora séria, competente, honesta, que apoie e esclareça o autor e promova eventos de divulgação da obra). Penso que estes serão alguns dos principais fatores para a promoção de um autor.

8 - O que ambiciona como autora?

Até ao momento a participação em coletâneas de prosa ou poesia. Até hoje tem sido essa a forma de me apresentar e de me dar a conhecer aos outros. Se um dia vou ter outro tipo de ambições, não sei. Por enquanto não tenho projetos para editar um livro meu, não me faz sentido. Estou num processo de amadurecimento na escrita, quero crescer aos poucos, sem pressas. Apesar de já ter sido “picada”, para reunir material escrito para um livro meu, entendo que não é o momento. Tenho os pés bem assentes na terra.

9 - Livro físico ou e-book? Porquê?

Livro físico! Os livros são sagrados, são peças de arte! Ver umas fotografias, na internet, de quadros de Van Gogh e ver ao vivo as obras dele não é, certamente, uma experiência igual. Os livros devem ser sentidos e, para tal, é preciso tê-los fisicamente, para serem cheirados, tocados, folheados pelos nossos dedos. Para mim é essencial sentir a textura da capa e das folhas, alinhar o livro numa estante, o cheiro do papel! São tudo gestos e aspetos que o e-book não permite e que, na minha opinião, são essenciais na relação que estabelecemos com o livro. Mas, entre ler e-book e não ler, então que seja dessa forma, pelo menos leiam.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Não sei. Gosto das vossas!

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