quinta-feira, 14 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... MIRIAN ANGOTTI

Agradecemos à autora MIRIAN ANGOTTI pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sou uma pessoa simples, mas de personalidade forte e guerreira. Como autora, apesar de fazer poesias e crônicas desde criança, tinha receio de me expor e que as pessoas confundissem o real e a criação, o que poderia me trazer problemas na profissão.

2 - O que a inspira?

Tudo. Depende do momento: podem ser os astros, meio ambiente; a vida; o amor; sonhos; desejo de colocar mensagens de forma poética, sempre mostrando esperança e os outros lados do que se sabe.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não, escrevo o que me vem do fundo da alma, não me censuro porque há de se ter liberdade para a criação, permitindo à imaginação ter asas.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Muita. Através delas repensamos nossas ideias, descobrimos preconceitos incutidos pela família, pela religião ou outros grupos sociais e evoluímos sempre. Além de ser uma forma importante de divulgação de nossos trabalhos, junto com outros autores que teremos prazer em conhecer.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Muito grande, nelas dei os primeiros passos de divulgação das minhas poesias e crônicas, que são lidas e comentadas de diferentes formas por diferentes cabeças culturais, seguidores de diferentes credos e opções de vida, assim redescubro novos caminhos pessoais e de inspiração.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Só vejo pontos positivos: divulga a linguagem erudita, coloquial, regional, nacional e internacional. Permite a expressão de ideias, mostra as diferenças do ser humano e como respeitá-las. Faz sonhar e encontrar caminhos para os indecisos e muito mais.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Acho que lançamentos em lugares abertos à cultura, saraus, um declamador das poesias nestes eventos, se for o autor melhor ainda, não restringir eventos sempre nos mesmos locais, mas em outros Estados e Municípios, e melhor ainda em diversos países. Se necessário, traduzir as obras em diferentes idiomas.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Publicar meu primeiro livro de poesia, depois um romance que tenho de expandir as linhas gerais já traçadas.

9 - Sugira um autor e um livro!

Poderia sugerir muitos porque nossa literatura e de países lusófonos é imensa, mas vou citar o escritor que me inspirou à literatura aos doze anos, nosso querido José de Alencar e seu livro Iracema, que valoriza o romantismo, o nativismo e a virgem dos lábios de mel, deixando-me extasiada na ocasião e até hoje.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Gosto de Geopolítica e gostaria que me perguntassem se existe possibilidade de maior integração Mundial. Responderia que sim e que os primeiros passos deveriam ser voltados para a África, de descolonização tão recente, seus problemas sociais e econômicos sanados pelo comércio mundial justo; pressão mundial para que ditadores ficassem pouco tempo no poder, e neste tempo se voltassem para melhorias sociais, de infraestrutura, enfim melhorariam o IDH de seus países. Depois da África, o ponto de partida seriam países asiáticos, onde se buscaria meios de conquista pela paz e o término de guerras, tão sem sentido em pleno século XXI.

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AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... NÃO GOSTO DE...



Não gosto de gente abusadora e oportunista, especialmente, quando em causa estão os amigos.

Imiscuem-se atentos e disfarçados de simplistas e, os amigos ingénuos, ou talvez não, ensinam o que sabem, contam o que pensam para o amanhã, ajudam de forma a que o outro consiga, o que ele já conseguiu, sempre numa de amizade, enfim, confiam.

Pois é, mas, os tais abusadores e oportunistas, infiltrados, fingidores de amigos, aproveitam-se de tudo o que outro lhes havia confiado, na amizade. E, antes que o amanhã dos outros surja, amanhecem eles com esse amanhã, como se a ideia fosse deles. Também a isto se deveria chamar de plágio.

E fazem-no sem qualquer pudor, passando por cima de quem lhes deu a mão.

Não gosto de gente assim.

Não gosto!

Pronto, não gosto!

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

quarta-feira, 13 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... LUH OLIVEIRA

Agradecemos à autora LUH OLIVEIRA a disponibilidade em responder ao nosso questionário 

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sonhadora. Ainda acredito no ser humano.

2 - O que a inspira?

Tudo. Um filme, o nascer do sol, o pedinte, o gatinho, o passarinho... Os livros infantis são inspirados nos meus filhos.

3 - Existem tabus na sua escrita?

Nenhum.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Acredito que são uma forma excelente de divulgação do seu trabalho em conjunto com outros autores.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Foram fundamentais para que meus escritos fossem vistos. Por meio do antigo Orkut, participei de diversas comunidades de poesia, conheci muitos escritores, inclusive meu editor atualmente.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Como sou professora e leciono o dia inteiro, levando trabalho para casa, muitas vezes não tenho tempo para escrever como gostaria. O bom disso tudo é que tenho versos anotados em guardanapo, em papel higiênico, nas abas de livros, onde dá para rabiscar quando os versos querem sair de mim...

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Rede social sem dúvida é a melhor forma de divulgação.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Pretendo escrever mais para crianças. Histórias contadas por meio de versos. Isso virou meu hobby.

9 - Sugira um autor e um livro!

Tonho França. Blues à tarde.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?


Escritor ganha dinheiro? Escritor no Brasil não ganha dinheiro, só por meio de muita garra. Escrevo porque gosto e quero ver minha obra sendo lida. 

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DEZ PERGUNTAS A... NATÁLIA LOPES


Agradecemos à autora NATÁLIA LOPES a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Como autora, aos poucos estou encontrando meu espaço no mundo editorial. Sou leitora voraz e assídua de generos diversos, e encontro na escrita solução para problemas pessoais. O sorriso que me rendem quando leem o que escrevo, me motiva a ser uma pessoa melhor tanto na minha carreira literária, quanto na minha vida pessoal.

2 - O que a inspira?

Tudo o que vivo me é fonte de inspiração. A dedicação que meu marido, família e seletos amigos tem para comigo, as dores do passado, a chuva que cai, o silêncio da noite, as bençãos de Deus na minha vida. Enfim... Procuro enxergar em cada detalhe, a criação de um novo verso para compor poesias ou cenas para meu livro, seja para o que estou escrevendo ou para os que pretendo escrever.

3 - Existem tabus na sua escrita? Por quê?

Não, escrevo sobre qualquer gênero desde que o respeito esteja sempre atrelado a isso.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

As considero essenciais para a divulgação das obras do autor, ao público leitor. Iniciei a pouco tempo minha carreira literária em antologias com contos e poemas de minha autoria, e algumas delas serão publicadas em breve. Pretendo continuar a integrar coletâneas com meu trabalho, pois é um privilégio ser parte de obras que contam com a participação de diversos autores que trabalham em prol de um só objetivo.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Redes sociais são meu principal caminho até o público, por meio delas posso apresentar meus escritos, gerando nos leitores interesse em conhecer, adquirir e até mesmo divulgar minha obra. Deixo aqui o link para quem desejar conhecer minha página no Facebook, onde divulgo meu trabalho:
Além disso, as redes sociais tem me permitido conhecer autores incriveis, que estão se mostrando verdadeiros amigos.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

A escrita mesmo que seja um universo complicado devido ao reconhecimento vir a longo prazo e ainda não permitir a todos os autores que se viva apenas de literatura, nunca será negativa para mim. As dificulades impostas a carreira de escritora, tornam o sabor de um: “Adorei seu livro/texto/poema”; ou um “Realmente me identifiquei com sua personagem”, muito mais doce.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Divulgação com os devidos créditos, é de máxima importância para quem escreve. Seja a auto-divulgação, ou por meio de blogueiros, amigos autores ou leitores em geral. No entanto, a  melhor divulgação é aquela feita boca a boca, por quem leu a obra e sente o desejo de compartilhar com pessoas queridas.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Estou finalizando a escrita do meu primeiro livro solo, que está com lançamento previsto para o 2º semestre de 2018. Para 2019 pretendo escrever e publicar um segundo livro. Tenho participações em algumas antologias bastante importantes para mim e pretendo continuar participando das que surgirem ao longo da minha carreira, deixando um pouquinho de mim em cada uma.

9 - Sugira um autor e um livro!

Indico Raphael Miguel, excelente autor brasileiro conteporêneo, com “Ácido & Doce”, um romace com em enredo envolvente do qual prendeu minha atenção do início ao fim.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Gostaria que me perguntassem: Li seu livro e adorei, não vejo a hora de ler o próximo. Quando sairá?
Responderia: Obrigada pelo carinho, fico imensamente feliz que tenha gostado e mais feliz ainda por seu interesse em saber do próximo. Estou em processo de escrita, e assim que for publicado te avisarei para que adquira seu exemplar! Enquanto isso, indica a leitura para seus amigos, e depois me fala se eles também gostaram.

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terça-feira, 12 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... MARIANA VIRGÍNIA MORETTI CARVALHO


 Agradecemos à autora MARIANA VIRGÍNIA MORETTI CARVALHO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sou uma pessoa questionadora, observadora, meio inconformada com as coisas (risos). Sou também minha pior crítica, exijo muito de mim mesma e sou perfeccionista com as tarefas que desempenho. Por muito tempo pensei em publicar um livro, mas acabei adiando. Depois de quase dez anos me dedicando a um blog de contos, decidi finalmente publicá-los.

2 - O que a inspira?

Tudo me inspira. Gosto das pequenas coisas cotidianas, de dar voz àqueles que não têm espaço de fala, imaginar situações improváveis ou até eternizar encontros e diálogos que me marcaram. Sou uma entusiasta da Filosofia e da Astronomia, temas que estão presentes nos contos que escrevo. Sou apaixonada por futebol e escrevo periodicamente sobre a relação entre o contexto social e a prática esportiva. Percorro várias áreas e não há nada que seja supérfluo demais para não ser alvo de minha atenção, e motivo de minha inspiração para escrever.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Acredito que a escrita que tenho desenvolvido busca chegar a um ponto que todos os assuntos serão tratados abertamente, com simplicidade e sinceridade, independentemente da natureza que possuem.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Reunir uma gama de autores e autoras de visões distintas, e fornecer uma valiosa e múltipla experiência literária ao leitor.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Costumo ver as redes sociais como um instrumento para democratizar a produção cultural, tendo em vista a facilidade de atingir o público (o que também nos traz muita responsabilidade). Posso alcançar muitas pessoas (de diferentes culturas, ideologias, faixas etárias) em questão de minutos, e interagir com elas em tempo real, o que é fantástico.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

A escrita sempre me ajudou a expressar meus sentimentos, e acredito que com muitas pessoas seja assim também. Um ponto positivo, muito marcante para mim, é a possibilidade de dar vazão aos pensamentos e transformá-los em algo atemporal e partilhá-los com outras pessoas. Como ponto negativo, destaco o crescente uso de escritos de forma descontextualizada ou deturpada nas redes sociais, contribuindo para a disseminação de notícias falsas.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Reconhecer seu trabalho e abrir espaço para os autores novos, encorajando-os a buscarem seus objetivos.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Tenho uma vontade imensa de viajar o mundo. Conhecer vilarejos remotos, cidades imponentes, paisagens intocadas. E, sobretudo, conversar com pessoas muito diferentes de mim. Sinto que muitas histórias precisam ser contadas e elas parecem me chamar a cada instante.

9 - Sugira um autor e um livro!

Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez.

10- Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Gostaria que perguntassem o que é a vida para mim. Não porque eu saberia responder essa questão, mas porque ela me traz uma inquietação e uma melancolia necessária: sem essa premissa fundamental eu perderia muito da minha essência literária. É esse desassossego que me impulsiona a seguir adiante e buscar traduzir o mundo em palavras, convidando outras pessoas a me acompanharem nessa empreitada.

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FALA AÍ BRASIL... LUCIANA BESSA SILVA (I)



Quando vamos namorar?

 Só quem enfrentou o trânsito de uma capital é capaz de desenhar como é uma quarta-feira chuvosa às 18:00h.
É um calor insuportável, um barulho de buzinas ensurdecedor, uma demora interminável para chegar em casa. Na frente, dos lados, atrás...  são carros de todos os tamanhos, de todas as cores e uma sensação de impotência que consome cada pedaço do seu corpo, da sua alma. É gente passando, ambulantes vendendo tudo que você consegue imaginar, bicicletas circulando e motoqueiros tirando ‘um fino’ do seu retrovisor.
Como há sempre o lado bom da vida, pelo menos dizem os livros de autoajuda, no banco do passageiro, há alguém por quem nutro um profundo carinho e admiração, alguém por quem você comete a loucura de sair de onde você está, seu ambiente de trabalho, percorrer 30km e retornar sabe para onde? Acertou quem disse para o mesmo lugar que você estava, pois uma palestra seria proferida e o palestrante estava ali, ao meu lado.
No meio daquele turbilhão de sensações escuto: quando vamos namorar? Foi tão imediata minha resposta: nós estamos namorando. Namorar é simples: é estar junto, é compartilhar os problemas, é escutar o outro, é entender os seus sentimentos, é refletir sobre a vida, é ajudar a pessoa no cotidiano, era exatamente isso que eu estava fazendo: namorando.
Namorar é, para mim, no meio de tantos compromissos, aventurar-se pelo meio de uma cidade que não foi preparada para a chuva simplesmente para ter ao seu lado, mesmo por poucos minutos, alguém cujos olhos são de um verde intenso, que sua única vontade é perder-se ali dentro.
Precisei viajar. Uma semana ausente. Nos falamos todos os dias, lemos poesias, comentamos dos nossos planos, combinamos programas. Prestes a retornar eu escuto a mesma pergunta: quando vamos namorar?
Fui repetitiva, na verdade, acho que sou. Respondi: nós estamos namorando. Mas ele me explicou que estava me perguntando quando iríamos transar. Finalmente, aprendi o significado dessa expressão: namorar significa transar... É sempre bom aprender o significado de novas expressões!

Luciana Bessa Silva, brasileira, doutoranda em Letras pela mesma instituição (2018). É professora efetiva do Centro Universitário Leão Sampaio em Juazeiro do Norte-Ce. É integrante da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno ocupando a cadeira nº 1, cuja patrona é a escritora Francisca Júlia da Silva Munster. Integra, ainda, a Academia de Letras Municipais do Estado do Ceará-ALMECE ocupando a cadeira nº 66, representando o município de Tabuleiro do Norte. Faz parte do 5º volume do livro Mulheres do Brasil (2000), da 1ª Antologia da ALMECE (2000) e da Coletânea da ALMECE (2001).

segunda-feira, 11 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... IRANILDO MACHADO


Agradecemos ao autor IRANILDO MACHADO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Um eterno aprendiz de tudo que a vida ensina. Tenho sede de conhecimento, sou apaixonado pela poesia. Espero continuar sonhando e realizando, intensamente com meus escritos e levar inspiração e reflexão aos corações e mentes das pessoas.

2 - O que o inspira?

Muitas coisas me inspiram.
A natureza do mundo e do ser humano, os sentimentos (amor, dor, saudade, agruras, sonhos, frustrações, conquistas etc.)

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não. Minha poesia é livre! Não me atenho a regras e imposições.

4 - Que importância dá às antologias e coletâneas?

De grande valia, pois incentivam e divulgam éditos e inéditos autores. Importantíssimo!

5 - Que impacto têm as redes sócias em seu percurso?

Tenho uma página no Facebook, escrevo e posto minhas poesias lá e em alguns sites. Uma forma de divulgar meus escritos.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Positivos : tocar o coração das pessoas de forma que elas se identifiquem.
Negativos : não vejo pontos negativos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

O tema e o conteúdo apresentado em sua obra.

8 - Quais os projetos para o futuro?

Não penso em projetos futuros, deixo que o tempo e o destino encarreguem-se disso.

9 - Sugira um autor e um livro?

Carlos Drummond de Andrade, com o livro sentimento do mundo.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Quem lhe inspirou e incentivou a escrever?
Minha amada e querida avó, Irenita Uchoa (cordelista).

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EU FALO DE... VI SARAU IN-FINITA



No passado Sábado (9 de Junho) tivemos mais um sarau In-Finita na biblioteca do Palácio Baldaya. Para não variar, estiveram os heróis de sempre que, ao prestigiar-nos com a sua presença, também se prestigiam e enriquecem os eventos com belíssimos momentos de lusofonia.

Desta vez, e de forma excepcional, fizemos questão de ter, num Sarau, um convidado 
especial...

Com este evento decidimos comemorar a língua portuguesa e, por estar a divulgar ANÉDITURA (cantar Pessoa), achámos que faria todo o sentido pedir ao Paulo Sanches que nos elucidasse sobre o seu projecto para, deste modo, também darmos um colorido diferente.

Intercalando as suas versões musicadas de poemas pessoanos (heterónimos incluídos) com as leituras dos autores presentes, conseguiu-se criar uma atmosfera intimista, quase familiar, que transformou, durante hora e meia, todos os presentes em Pessoa.

Como balanço do VI Sarau, é justo dizer que os membros da In-Finita sentem-se tremendamente gratos pelo contributo dos presentes, pela forma como abraçaram esta iniciativa e por todo o apoio e carinho demonstrado. É por eles que continuamos convictos de estarmos a marcar a diferença e é por eles que ainda mantemos o mesmo grau de motivação que tínhamos no primeiro dia. São sempre poucos mas dos bons... daqueles que não se queixam da escassez de certames para divulgação e, sempre que a vida lhes permite, aparecem nos eventos In-Finita e ajudam a preencher cada hora e meia de inolvidáveis momentos de lusofonia, sem desculpas nem frases feitas.

Para esses deixo a informação... próximo evento será dia 23 de Junho, à hora do costume... e o tema será livre.

MANU DIXIT

domingo, 10 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ÉRICA AZEVEDO SANTOS

Agradecemos à autora ÉRICA AZEVEDO SANTOS a disponibilidade em responder ao nosso questionário


1 - Como se define enquanto autora e pessoa?


Sou uma pessoa que gosta de cultivar a gratidão. Sou uma autora que gosta de trabalhar com a linguagem.

2 - O que a inspira?

Não tenho um objeto específico de inspiração. Dependendo do momento qualquer coisa pode me inspirar: a chuva, o arco-íris, um cheiro, uma imagem, uma palavra, uma sensação...

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não. Qualquer assunto pode ser matéria prima para a poesia.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Considero importante participar de coletâneas pela possibilidade de conhecer outros autores, bem como pelo alcance que elas podem ter. A primeira coletânea que participei “Sangue Novo: 21 poetas baianos do século XXI”, em 2011, foi fundamental para que eu pudesse alcançar outros espaços na cena literária.  

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes socias têm sido uma ferramenta de auxílio para a divulgação do meus textos. Muitas pessoas estão conhecendo minha poesia através das redes.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

A escrita é algo que me move, completa. E isso é maravilhoso. Sinto-me realizada quando percebo que um poema escrito por mim tocou alguém. Mas nesse meio acontecem algumas intrigas. Esse é ponto que considero mais negativo.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Conseguir espaço como autor não é uma tarefa fácil. Talvez conhecer o seu público seja o ponto principal para se pensar numa estratégia de divulgação.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Continuar escrevendo, escrevendo e publicando (em coletâneas, revistas, livros, redes sociais).

9 - Sugira um autor e um livro!

A hora da estrela da Clarice Lispector. Foi um dos livros que me marcou, ainda na adolescência.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?


Não tenho uma pergunta específica. Eu responderia qualquer pergunta.

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