terça-feira, 3 de julho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ANA AMÉLIAS NUNES


Agradecemos à autora ANA AMÉLIAS NUNES a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Defino-me com alta sensibilidade para conectar-me com as belezas desta vida, seja como autora e pessoa.
2 - O que a inspira?
Minha inspiração está no cotidiano: sensações, mar, natureza, tudo que abrange a sensibilidade humana.
3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?
Creio que não haja tabus. Não consigo escrever nada diferente do que sou. Portanto, o que está escrito já é livre por si só!
4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?
As antologias e coletâneas são muito importantes para divulgar os autores, expandir as palavras e temáticas, mas, sobretudo, para nos conectar. Há partilha, há inspiração, há adesão e cultura em franca expansão e admiração.
5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?
As redes sociais são um grande achado. Uma aliada aos escritores. Tão bom conhecer quem ama escrever!
6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?
Só vejo pontos positivos:
*Expansão das múltiplas visões
*Liberdade em expressar-se
* Troca - Partilha!
*Amo a cultura, só traz benefícios para as pessoas - quando admirarmos a cultura dos outros, nossa vida se renovará e iremos além dos horizontes.
7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?
Acredito ser essencial para divulgação dos autores:
*Favorecer um canal para que os conheçamos;
*Criar possibilidades e oportunidades para que escrevam, e que o que tenham escrito seja lido;
*Apoio na divulgação;
* Facilidade para que possam empoderar-se, lançando seus livros.
8 - Quais os projectos para o futuro?
Meu maior projeto é poder editar e lançar meu livro. Quero “sair do armário”!
Em minhas gavetas, há muito material guardado, prontinho pra ser lido.
9 - Sugira um autor e um livro!
Gostei muito da Chimamanda Ngozi Adichie, foi minha filha que a apresentou para mim. Sugiro este livro: “Para criar crianças feministas: Um manifesto”, para toda e qualquer pessoa, independentemente de sua idade e identidade de gênero.
10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
Por que limitar as mulheres em uma Literatura Feminina?
Creio que somos infinitas.
E não caberíamos nessa palavra.
Sugiro que sejam apenas, e não somente: mulheres que escrevem Literatura. Sem limitações. Mulher, na sua essência, já é plural.
Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

DEZ PERGUNTAS A... CRISTINA PINHEIRO MOITA


Agradecemos à autora CRISTINA PINHEIRO MOITA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Amiga do meu amigo, bem-disposta, apaixonada pela vida e por todas as pessoas que gosto, gosto de ver os outros a sorrir e não gosto de injustiças. Gosto de humildade, bondade e simplicidade. Como autora não penso muito nisso deixo as definições para quem me lê, apenas escrevo por impulso, como me defino nesta frase «Sou
apenas num segundo, um impulso solto numa imensidão».

2 - O que a inspira?

O que mais me inspira para viver são os meus filhos, para escrever qualquer sentimento ou qualquer outra coisa me pode inspirar, não me peçam é para me inspirar, essa inspiração tem que vir espontânea, tal como eu sou!

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Tabus, não, nem pensar. Tabu se bem me recordo e em tom de brincadeira é um perfume que se usava muito quando eu era miúda, e que cheirava mal.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Sou a favor dos trabalhos feitos em grupo (embora possam existir bons e maus), acho que andamos todos cá  para aprender uns com os outros, e para evoluir também.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Se não fossem as redes sociais nunca tinha dado valor ao que escrevo, foram opiniões e convites para editar (que não me tentaram ir ao bolso) que me ensinaram e incentivaram a ver algumas coisas com outros olhos

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Há pontos positivos e negativos, como em todas as coisas, a meu ver qualquer artista ou escritor neste país dificilmente vai conseguir viver só da sua arte, há muito mais dinheiro para alimentar os corruptos, depois não chega para alimentar a arte, a educação, a floresta, e a saúde. Conclusão por onde há dinheiro até é muito fácil ser “artista” neste país (agora a seleção e a qualidade é que é suspeita). Os pontos positivos estão na liberdade a na criatividade que nos é permitida, que a criatividade nunca nos falte, e essa liberdade nunca nos seja roubada. Tenho feito grandes amigos neste universo.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Fazer parte do seu trabalho chegar às pessoas, para que se possa conhecer. Acredito que as coletâneas e as redes sociais são bons meios de divulgação, já que nos dão a conhecer muitos autores, e os seus modos de escrever, de uma maneira mais facilitada.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Não gosto de fazer projetos, gosto de viver um dia de cada vez,  com calma e alma. Já me fizeram propostas para publicar mais dois livros de poesia, um com poemas para crianças, e outro com poemas da minha terra, estou a pensar nelas.

9 - Sugira um autor e um livro!

Gosto de tantos que fica mesmo muito difícil citar só um, na poesia adoro Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Ari dos Santos, Manuel Alegre, Natália Correia, Florbela Espanca e tantos outros. Existem muitos poetas e até amigos menos conhecidos que também leio e gosto, mas vou apenas citar o grande poeta e amigo Victor Cintra, que infelizmente já partiu, deste modo não me arrisco a deixar algum para trás que não o mereça. O livro que recomendo neste momento ao mundo é o "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Gosta de cá andar? Sim. Muito.

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... POESIA! POESIA?



Poesia! Poesia? Ah, não, eu não gosto de poesia, se fosse um romance… Esta é uma frase recorrente que se ouve quando se está num stande de uma feira do livro.

Pedra Filosofal e Manuel Freire
Desfolhada e Simone de Oliveira
Tourada e Fernando Tordo
Grândola e Zeca Afonso

Tudo isto é poesia. “Pois, eu gosto de ouvir cantar”.

Há poucos dias assisti a quase três horas de “cantar Pessoa”. Poemas de Fernando Pessoa na voz e viola de Paulo Sanches. Plateia cheia e ninguém arredou pé. No final, o poeta trovador foi aplaudido de pé. Emoções ao rubro. Ouviu-se poesia. Fez-se poesia.

Já disse questionando, ao vivo e a cores, e, se na escola os professores ensinassem poesia, assim, cantando. De certeza que quando adultos a maioria, gostava e comprava livros de poesia. Os nossos poetas merecem.

E se na escola também ensinassem a ler poesia, a sentir o que leem, portanto, a sentir poesia, seria mais fácil para os alunos, adultos do futuro, gostarem de poesia.

Será que os professores sabem ensinar poesia?! Pois, se calhar a maioria não sabe.

E assim se continuará a ouvir:

- Poesia! Poesia? Ah não, eu não gosto de poesia, se fosse um romance….

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

DEZ PERGUNTAS A... GISELE SN


Agradecemos à autora GISELE SN a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sou bastante agitada e essa intrepidez, eu a carrego para minha vida e a transformo em força-motriz tanto para compor quanto para alcançar meus objetivos.

2 - O que a inspira?

Para mim, a música é um estímulo e tanto para escrever e equalizar com meu estado de ânimo do momento.

3 - Existem tabus na sua escrita? Por quê?

Nunca parei para pensar nisso, mas acredito que não. Na verdade, o resultado da minha escrita depende muito do que anda acontecendo comigo, com meu estado ou país.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

As antologias e coletâneas são fundamentais para trazer à luz autores/poetas e determinadas temáticas que lhes pareçam prementes durante o contexto e o processo de criação.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais são poderosos viralizadores de conteúdos, para o bem ou para o mal. Como prefiro ater-me aos aspectos positivos (risos), posso dizer que as redes sociais me permitem entrar em contato com as produções de autores e poetas contemporâneos do Brasil e do mundo.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Por vezes, a escrita desempenha um efeito catártico, mas também é angustiante, se pensamos que há sensações que queremos materializar textualmente e a inspiração não vem! Nesse caso, o jeito é deixar o texto “repousar”, até que uma ideia interessante surja.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

O essencial mesmo é ressaltar sua biografia e trajetória literária, pois dessa forma acredito que se possa despertar uma expectativa no leitor acerca de uma obra.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Dentre os planos que tracei para os próximos anos, pretendo terminar meu mestrado satisfatoriamente e ingressar no doutorado. Além disso, quero escrever um poemário. Só não decidi se será mono ou multitemático.

9 - Sugira um autor e um livro!

Puxa, que pena que não podem ser duas, pois também listaria Angélica Freitas com “Um útero é do tamanho de um punho”! Como só poderei ficar com uma, escolherei Ryane Leão e sua obra “Tudo nela brilha e queima”.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Eu gostaria que me perguntassem a quem eu poderia creditar minhas (poucas) conquistas profissionais e a resposta seria a minha família (Papai, Mamãe, minha irmã Cibele, minha sobrinha Donatella e meu marido Antonio), sobretudo aos meus pais. Ambos tiveram uma infância e juventude bastante adversas, mas tiveram força e inteligência para atingir o que desejavam. Ou seja: eles me legaram essa força e me proporcionaram conhecimento, de maneira a viabilizar meus planos de vida.

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DEZ PERGUNTAS A... ALBERTO CUDDEL



Agradecemos ao autor ALBERTO CUDDEL a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Como autor acho que gosto de ler o mundo e o sentir e passa-lo para o leitor. Gosto da indução de sentimentos. Como pessoa, sou apenas mais um humano que pisa este mundo na tentativa de deixar a sua marca.

2 - O que o inspira?

Quase respondido na anterior, o que me inspira é a vida e o mundo, o seu lado bom e a também o lado mau da sociedade e do mundo, acho que coloco muitas mensagens e reflexões no que escrevo.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não, a nível nenhum. Acho que existem sim ainda muitos tabus sociológicos, nomeadamente ao nível da defesa da vida sobre todas as coisa e ao nível do sexo.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Muita, não ao tanto ao nível da divulgação e massa, mas no conhecimento e partilha com outros autores, ante de ser um autor ou poeta, sou em primeiro lugar um leitor ávido de conhecimento, gosto de ler e sentir outras visões, outras inspirações e temáticas.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Muita, acho que sem redes sociais não escreveria como hoje, elas permitem-me ter outra visão do mundo, da forma como sou interpretado, sejam as redes seja o blog, interagir com os leitores permitem-me saber como é percepcionada a mensagem do poema!

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Podia falar da qualidade, da dificuldade em publicar em papel, mas isso para mim não me diz muito, nunca fui obcecado com ter o que escrevo em livro, acho que ao nível da qualidade há lugar a tudo, há sem duvida um enorme défice educacional de sentido critico isso sim, mesmo ao nível da interpretação da escrita.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

O próprio trabalho do autor, nunca o autor pode apenas escrever e ficar sentado há espera que seja lido, sem nada fazer.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Apenas escrever, e crescer a cada poema, como tenho dito muitas vezes, a vida é um caminho, e eu, já deixei a minha pegada.

9 - Sugira um autor e um livro!

“SEM ABRIGO, Escolha ou destino?” de Ana Coelho

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Ora ai esta uma pergunta interessante, “Porque escreve poesia e não outro género?” o porque desta pergunta pode parecer banal, mas no meu caso é uma pergunta que me fiz demasiadas vezes, talvez pela visão romancista do mundo, poder pintar com palavras, mas acho que no essencial é o poder dar margem ao leitor para se ler a ele próprio, segundo as suas vivências do mundo.

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domingo, 1 de julho de 2018

CRÓNICAS DA MIM... PENSAMENTOS DE CÃO


Pensamentos de cão

Com o passar dos anos tenho vindo a reparar que as pessoas normalmente quando repetem muitas vezes a mesma palavra em relação aos outros, estão a falar delas próprias, o ser humano tem coisas muito estranhas. Alguns gostam de presas fáceis para se sentirem com o ego lá em cima, assim que as almas mais inocentes lhe viram costas, é ver o lobo que existe dentro delas a mordiscá-las, muitas vezes não contam é com o cão que as observa. Alguns seres humanos criam estereótipos tão grandes de vaidade que chegam mesmo a enganar-se a eles e aos próprios familiares e amigos, como tanto se pode observar nos dias de hoje, em alguns programas de televisão, para escolha de cantores, nos treinos de futebol e em muitas outras actividades de desporto e arte, no trabalho e em tantas outras coisas nesta vida. Alguns destes jovens que aparecem nos locais para mostrar as suas aptidões são super teimosos e outros não têm familiares e amigos, certo? Já outros, como é que, tendo pais, tios ou qualquer outro tipo de pastor, podem ter alguém a atirá-los aos lobos, com amor (se alguém pode chamar isso de amor) e incentivos de mentira em troca de uma vaidade, onde acabam mesmo por ser presas de um público passageiro sedento de sangue e risos. Gostando eu tanto de rir como gosto, nunca me imaginei a atirar as pessoas de que gosto às feras para uma boa gargalhada e sugação, sem antes as tentar aconselhar a trabalhar muito para isso, ou até mesmo convencê-las a desistir, se a falta de jeito for muita. Nem todos nascem com certos dotes vincados e à vista, e mesmo os que nascem têm que os trabalhar e descobrir melhor durante o trabalho. Conclusão: como é bom ter alguém que olhe para e por nós sem se projetar para lucrar nos seus próprios sonhos com os seus interesses e vaidades. Talvez por isto o cão seja apelidado do melhor amigo do homem, sempre fiel e atento ao dono como ninguém, com um simples olhar nos reconhece a alma e nos tenta proteger, chega mesmo a tentar nos falar com o seu ladrar e não consegue, enquanto alguns humanos que têm tudo para nos ver de verdade e falar do mesmo modo apenas nos mordem.

DEZ PERGUNTAS A... ILZA CARLA REIS


Agradecemos à autora ILZA CARLA REIS a disponibilidade em responder ao nosso questionário 

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Diria que sou uma pessoa esperançosa, que crê no melhor das pessoas, ainda que, por vezes, meu olhar seja contagiado pelo cinza da paisagem que me cerca. Enquanto autora, não há como negar que o meu “eu pessoa” e o meu “eu autora” se convergem. Porém, considero minha escrita uma tela na qual pinto não somente o que veem meus olhos, mas, e talvez muito, o que meus olhos veem nos olhos dos outros, isto é, minha escrita traduz um pouco do aqui (eu) e do acolá (outras pessoas, outros lugares). 

2 - O que a inspira?

Minha escrita é um retrato do que meus olhos veem, meus ouvidos ouvem, meu coração sente. Assim, posso dizer que o que me cerca me inspira, sejam as dores ou as alegrias, mas, de modo especial, as coisas mais simples do cotidiano.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Essa é pergunta difícil de ser respondida, uma vez que o que pode ser tabu para mim pode não o ser para outrem. Mas, de modo geral, posso dizer que minha poesia não tem tabus, a não ser pelo fato de expressar-me, enquanto mulher, a partir de um lugar de dizer numa sociedade extremamente machista. Ainda assim, reconheço que minha “pena” é muito leve...

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

A meu ver, especialmente por estar distante dos grandes centros, onde se concentram as atividades literárias e culturais, grandes editoras etc., as antologias e coletâneas são importantes por possibilitarem que minha escrita dialogue com outras escritas e que minha poesia alcance outros olhares.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Elas são fundamentais, de fato! Antes, meus textos eram “engavetados”, como acredito que tenha ocorrido com muitas escritoras e escritores. Até um dia em que eu publiquei um poema numa rede social. Uma ex-professora, na época, e também escritora, leu, gostou e me convidou para integrar um grupo de escritoras baianas, à época recém-criado, a Confraria Poética Feminina. Daí em diante, não mais engavetei meus poemas. Além de estimular ainda mais minha escrita, afinal, seria hipocrisia dizer que escrevemos pra nós mesmos, as redes sociais permitiram-me compartilhar minha poesia com os “de perto” e os “de longe”, que nem sabiam que eu escrevia, incluindo minha família.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Essa pergunta é bastante abrangente e, por isso, a resposta pode tomar muitos rumos...
De modo geral, posso afirmar que há muitos pontos positivos, tais como o fato de, pela escrita, expurgarmos um tanto nossas dores, termos por ferramenta a palavra, como forma de alcançar o coração e a consciência das pessoas etc. Os pontos negativos poderiam ser de ordem diversa também, mas apontaria, nesse momento, especialmente a dificuldade que há, ainda em nosso país, de acesso ao universo literário às mulheres escritoras. Essa dificuldade tende a ser maior ainda se considerarmos o fato de que, além de ser mulher, sou nordestina, residindo distante dos grandes centros. Mais recentemente é que têm surgido projetos que buscam dar visibilidade às mulheres escritoras, que sempre escreveram – diga-se de passagem –, mas não tinham seus trabalhos divulgados na mesma proporção que a dos homens. E esse é um percurso ainda longo!     

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Sinceramente? Nunca parei pra pensar nisso. Acredito que mais importante que a divulgação de um autor seja a divulgação da literatura, da sua literatura, de modo a provocar nas pessoas o exercício da leitura como uma necessidade vital do ser humano!

8 - Quais os projectos para o futuro?

Nossa! Que pergunta complexa! Tenho tantos sonhos! O fato de estar envolvida no grupo Confraria Poética Feminina me faz estar envolvida em muitos projetos. Porém, sem dúvida, o mais significativo deles é o fato de estar preparando a publicação do meu primeiro livro solo de poesias – Poemeadura – pela editora Mondrongo. O filho está sendo gestado a bastante tempo, mas, agora, posso vê-lo já em trabalho de parto! Além disso, quero continuar escrevendo, escrevendo, aventurando-me por outras “terras”, inclusive!

9 - Sugira um autor e um livro!

Eis um pedido bastante difícil! São tantos que nos constroem enquanto escritores, enquanto pessoas... Mas, sem mais delongas, vou citar Clarice Lispector e seu livro Felicidade Clandestina!

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Sinceramente? Qualquer pergunta seria bem-vinda!

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DEZ PERGUNTAS A... FRASSINO MACHADO


Agradecemos ao autor FRASSINO MACHADO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Dupla questão que se condensa numa só: «apaixonado pela Arte»

2 - O que o inspira?

O ser humano projectado na Natureza, qualquer que ela seja.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não existem “tabus” de espécie alguma: apenas sensibilidade e liberdade.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Apenas, e só, serem janelas de divulgação.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

O mesmo impacto que as antologias ou colectâneas, com a diferença de serem mais imediatas. Bom instrumento da “visão do mundo que temos”.

6- Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Dependem sempre da sensibilidade identitária de cada escritor e da sua postura perante o seu tempo.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A criatividade e a originalidade.

8 – Quais os projectos, para o futuro?

Não há projectos de futuro estanques para qualquer autor que se preze como tal. O único critério que subsiste como autêntico é não ser mercenário…

9 - Sugira um autor e um livro!

Thomas Moro e a sua UTOPIA.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Vale a pena escrever? Sim, vale sempre a pena. Porque «escrever é fazer luz» e nenhuma luz o é verdadeiramente se permanecer debaixo do alqueire.

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