LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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O corredor a engoliu. E então, um som — baixo, quase imperceptível, mas que não era silêncio. Como uma respiração suspensa atrás da porta do quarto. Ou uma presença.
Seus olhos buscaram o interruptor. A luz não acendeu.
E foi ali, entre o escuro e o presságio, que Mariana sentiu: ele estava ali.
Ou o fantasma dele.
Ou a lembrança viva do que tentou esquecer.
Ela abriu a boca — e o grito que saiu não era apenas de medo, mas de tudo que foi reprimido: o amor que virou labirinto, a esperança desfeita em pesadelo, o sonho destroçado, a mulher que renascia do trauma.
Gritou.
E o eco do grito ficou preso nas paredes.
Como um trem que nunca deixa a estação.
EM - IDÍLIO EM FRAGMENTOS - ADRIANA MAYRINCK - IN-FINITA
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