LIVRO GENTILMENTE CEDIDO POR IN-FINITA
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De volta ao apartamento, Mariana sentiu um vazio. Cada objeto parecia gritar o nome dele. Chorou tudo o que havia contido. Ela se permitiu dormir por algumas horas. Precisava recompor-se. Mas o silêncio parecia guardar algo por dizer.
O inverno parecia mais rigoroso. Bruxelas estava muda. As ruas pareciam congeladas no tempo, como uma cidade submersa em um globo de neve onde tudo havia parado — exceto a dor. O apartamento, um túmulo de memórias. O silêncio da casa era denso, quase sólido, como se pudesse ser cortado com as mãos. Isolara-se de tudo. Fugia de si mesma. Enlouquecia.
EM - IDÍLIO EM FRAGMENTOS - ADRIANA MAYRINCK - IN-FINITA
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