sábado, 19 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... RODRIGOSBA

Agradecemos ao autor RODRIGOSBA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

É uma entrega ao mesmo tempo consciente e inconsciente, simples e complexa, meramente súbita, mergulhada em palavras que se organizam refletindo meus sentimentos, sensações, vivências, visões e desejos.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Uma necessidade agradável de me desconectar do mundo real.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambos devem caminhar juntos, mas a espontaneidade deve dar os primeiros passos, sendo o cuidado linguístico um companheiro fiel durante o andamento do texto.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Gênero lírico: através dos poemas expresso de maneira mais emotiva o que de mim entrego ao escrever e, nas canções, interajo de outra perspectiva com o que vivo no Heavy Metal, seus subgêneros e suas vertentes.

Gênero épico: com a escrita de minicontos exploro a estrutura narrativa de modo mais compacto e procuro provocar maiores possibilidades interpretativas aos leitores.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Essencialmente reflexões em diversas vias.

6 - Quais as suas referências literárias?

Substancialmente nenhuma, no caso de poemas e minicontos. Já para canções, muitos dos expoentes do Heavy Metal (e suas ramificações).

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Creio que a utilização das vastas opções de mídias em formatos ditos analógicos e nos meios digitais seja indispensável para que as obras alcancem leitores diversificados e os autores sejam revelados para lá da escrita, mas estas possibilidades tornam-se mais sólidas a partir das iniciativas editoriais.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Recentemente concretizei o retomar da escrita (em hiato há anos) e a minha primeira publicação. Almejo continuar escrevendo, evoluir com os meus textos e publicá-los.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Acredito que seja o meio mais dinâmico para divulgar a minha escrita a leitores plurais.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Simplesmente: “Por que...?”; “Como…?”. Uma das questões inerentes ao convívio social é o juízo de valor e as críticas infundadas que indivíduos fazem a outros. A resposta, então, dependeria de quem indagasse e da contextura do fato colocado.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... GILSA DA ROCHA MAGRI

Agradecemos à autora GILSA DA ROCHA MAGRI pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Minha visão de mundo, minha maneira de existir nele.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

De uma forma de me ocupar, fiz o meu jeito de me expressar e deixar um legado.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Em mim elas acontecem simultaneamente. Tem sim um trabalho de lapidar as palavras que brotam, para que fiquem mais inteligíveis e palatáveis, onde entra o cuidado linguístico.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Na poesia. O compromisso com a realidade abre um espaço que pode tocar o sonho.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Uma crítica construtiva da realidade, onde sua dureza ceda para o lúdico, sem perder o sentido.

6 - Quais as suas referências literárias?

Uma mistura eclética de muitos livros que li, mais os grandes mestres com quem tive o privilégio de conviver.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Hoje a internet, sem dúvida, é a ferramenta mais democrática e acessível para a divulgação, mas acredito muito na leitura presencial, na interação do autor com o  leitor. Tenho especial carinho pelos grupos ou clubes de leitura, onde pessoas se reúnem para o exercício da leitura em conjunto.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Já consegui publicar alguns poemas, espalhados pelo mundo afora, planejo juntá-los num livro solo.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Primeiro porque é uma forma acessível de publicar, e também pela possibilidade de conhecer muitas pessoas de diversos lugares e formação.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

P: Onde gostaria de ir que ainda não foi?

R: Portugal, para passear junto com meus versos que já lá chegaram há tempos.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... ANA TEIXEIRA

Agradecemos à autora ANA TEIXEIRA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Quando escrevo, procuro ser o mais autêntica possível com meus sentimentos e meu estilo, passeando pelo real e pelo fantástico. O humano me fascina.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Começou como passatempo e agora passou a ser uma necessidade, pois a escrita diária é um intercâmbio comigo mesma, com minhas experiências e minhas expectativas.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Acredito que ambas as coisas sejam de igual importância. A espontaneidade caracteriza o(a) autor(a) e atrai o(a) leitor(a). O cuidado linguístico é essencial em respeito à Língua e suas possibilidades construtivas.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Gosto de escrever poemas, contos e agora estou me dedicando a um romance. Considero-me amadora no sentido da experiência literária. Particularmente para mim, o gênero depende do momento, do sentimento.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Basicamente, escrevo o que sinto misturado às minhas memórias e com uma pitada de criatividade, de surrealismo que o processo criativo permite.

6 - Quais as suas referências literárias?

Gosto de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Lígia Fagundes Telles, Maria Valéria Rezende, José Luís Peixoto e tantos outros.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

Acredito que o acesso a(o) leitor(a) seja o principal objetivo de uma obra literária ou de qualquer manifestação artística. Hoje em dia, existem inúmeras possibilidades devido ao alcance via internet e também às bibliotecas públicas com a digitalização de seus acervos. Os eventos culturais também são importantes, como feiras literárias, encontros, saraus, debates, lives, blogs e entrevistas.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Escrevo muito para mim. Atualmente participei de três antologias, incluindo a da Conexões Atlânticas Brasil – Portugal. Pretendo publicar um livro meu até o próximo ano.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Porque ainda não tenho a expertise que julgo necessária para uma publicação individual. Acredito que os trabalhos coletivos trazem segurança a quem escreve e variedade a(o) leitor(a).

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Esta entrevista está bem completa, mas poderia ser acrescentado: como a pandemia influenciou os processos criativos ou literários, por exemplo.

Acredito que a pandemia nos tornou mais reflexivos a respeito de nós mesmos e do mundo em que vivemos e ainda, de como queremos nossa vida no futuro. Fez-nos pensar no individual como ser humano e no coletivo, como a cooperação e participação de todos com uma política mais inclusiva.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... ETIANI GARCIA

Agradecemos à autora ETIANI GARCIA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Quando escrevo entrego o meu eu interno.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Criar textos é fazer artes com as palavras, é refúgio, é armadura.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Do espontâneo a escrita flui, das regras da língua se faz parceria com o que quer ser apresentado.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

De acordo com a inspiração e o momento, não sei dizer o que prefiro.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Mensagens de esperança, reflexões existenciais, memória afetiva.

6 - Quais as suas referências literárias?

Autores que provocam questionamento, Fernando Pessoa, José Saramago, Guimarães Rosa. Autores novos que falam sobre povos e a terra, o livro Torto Arado me provocou muitos encontros.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

As redes sociais, jornais culturais, rede de apoio.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Atingir as pessoas de alguma forma, conectividade de perspectivas e universos literários. A minha ambição é através das palavras construir pontes.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Trabalhos colectivos fortalecem mutuamente, todos ganham.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como a escrita foi plantada em sua vida?

Quando encontrei cartões e cartas escritos pela minha mãe, quando eu ainda estava sendo gerada.

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... JAMMY SAID

Agradecemos à autora JAMMY SAID pela disponibilidade em responder ao nosso questionário


1 - Poesia, prosa ou conto, porquê?


Eu amo escrever poesias porque é um universo que encanta e viajamos em cada verso através da construção do Poema. Inspiração diversas de infinitas possibilidades.


2 - Quase um ano de pandemia, o que mudou na sua rotina, enquanto autora?


Eu me Reinventei desde o início da Pandemia em 2020.Momento de Lockdown em que a Poesia foi um dos caminhos para a Saúde Mental. Minhas Atividades Culturais começaram a acontecer em Lives praticamente diárias em 2020 e 2021 com o retorno praticamente dos trabalhos presenciais as atividades são somente aos domingos Live do Sarau Florescer Nit. Fiz lançamento de Coletâneas de Poemas. Participei de Muitas atividades Artísticas Culturais de outros organizadores online em todas Plataformas… Fui entrevistada em muitos Canais digitais. Eu amei porque tenho certeza que vai ficar esses canais que podemos estender amizades além de nossos Estados e Fronteiras através dos Canais Digitais.


3 - O que tem feito para manter-se produtiva e dar continuidade aos projectos em tempos tão restritos?


Eu Jammy Organizo Saraus Online, Palestras, Etc… e Participo de Diversas Atividades Artísticas Culturais Online enquanto Artista…

Eu Ministro Aulas de Dança Online e Presenciais com todos protocolos, Organizo Coletâneas de Poemas, Trabalho Online com atendimentos de Terapias e Tarôt, Trabalho online com Palestra. Também sou Ativista Sociocultural e durante toda Pandemia distribuo através do meu Projeto Florescer com a Rede do Bem Quentinhas, Roupas, Álcool gel, Máscaras etc… e fazemos campanhas para ajudar os necessitados em Situações de Rua e Pobreza. Trabalho em diversas Atividades.


4 - Pontos positivos e negativos na sua trajetória na escrita.


Positivo sempre foi um canal primordial em vários momentos de minha vida desde os 14 anos que escrevo… Não vejo ponto negativo na escrita. A Escrita é um meio de terapia, através da escrita pode nos expressar de Diversas formas os nossos sentimentos e nossos segredos.


5 - O que pensa sobre essa nova forma de estar, onde tantas pessoas começaram a utilizar LIVES e VÍDEOS para promover suas atividades?


Estou sentindo bem porque cada um tem seu estilo e sua personalidade. Cada pessoa encontrou uma forma de se reinventar e expressar suas Artes. Existem muitos artistas na terceira idade residem sós.

Não só artistas, porém pessoas de diversas idades… A Arte Cura… A Arte Salva! E esses Artistas encontram esse caminho de continuar… Também um canal que conseguimos reunir vários Artistas de Outros Estados e do Exterior em Nossas Atividades e nos fortalecemos juntos e unidos nesses momentos de Pandemia. Eu encontrei meu caminho e meu modo de fazer minha Arte enquanto aguardamos o presencial para retornarmos aos poucos a nos encontrar, Abraçar. É um canal de continuar as divulgações de nossos trabalhos Culturais cada um com sua forma e formato.


6 - Acredita que o virtual, veio ocupar um espaço permanente, sobrepondo-se aos encontros literários presenciais, pós pandemia?


Acredito que o Virtual já encontrou seu Espaço e vai continuar… Eu sou a favor e irei continuar. Um Canal aonde conheci muitos Artistas que frequentam minhas atividades, artistas que talvez no presencial não conseguiria está presente por causa da Distância. As Lives encurtaram as Distâncias e podemos acolher a todos. Mais nada substituí o presencial... Vamos retornar com força e intensidade no momento certo quando tudo isso passar, e vai passar…


7 - Se pudesse mudar um acontecimento em sua vida literária, qual seria?


Eu não mudaria nada…

Porque são minhas escolhas…

Todos acontecimentos estavam na minha trajetória, aqui nesse meu caminho e é com eles que procuro evoluir espiritualmente e aprender.


8 - Indique-nos um livro que lhe inspirou.


Incrível mas eu Amei Cavalo de Tróia de J.J.Benites. 

A Cabana


9 - Quem é Jammy Said no reflexo do espelho?


Eu sou uma pessoa que procuro evoluir nessa vida aprendendo sempre e acreditando que ninguém é melhor que ninguém. Nessa vida estamos de passagem e enquanto estiver aqui procurar viver da melhor forma possível.


10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?


O que você faria se pudesse voltar no tempo?

Eu mudaria alguns acontecimentos da minha vida.

Gostaria de reencontrar algumas pessoas do meu passado que sinto saudades. Gostaria de voltar aos meus 13 Anos e a partir daí começar a fazer ajustes.

Mais acredito que tudo que passamos já estava escrito e o passado não vai retornar para fazer esses ajustes no tempo. Então, eu sigo em frente mudando a mim mesma como pessoa para fazer de meu futuro melhor do que o passado foi. Mas o Passado serviu para ter orgulho de mim da pessoa que me tornei se não fosse ele ei não iria amadurecer, Crescer como pessoa, Aprender e ele filhos lindos que me orgulho muito.


Jammy Said reside em Niterói/Rio de Janeiro-Brasil
MultiAtivista Social e Cultural Atuante na Cidade de Niterói e redondezas.
Curadora e Coordenadora de Saraus.
Organiza, coordena e participa em diversos eventos de múltiplas atividades culturais e audiovisuais, desde a escrita, dança, televisão e dança. Tanto no Brasil como no exterior.
Tem um livro editado e criou vários espaços nas redes sociais onde divulga e publicita as atividades em que se envolve.

terça-feira, 15 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... ANTÓNIO MOTA

Agradecemos ao autor ANTÓNIO MOTA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Tudo. Escrevo com uma liberdade de pensamento absoluta, com uma entrega de mim mesmo total, com uma autenticidade e uma sinceridade que me sai quase fisicamente das entranhas.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Certamente que é uma necessidade. Não é uma necessidade que me imponho através de horários rígidos ou de rituais à espera da escrita. Antes sim, quando a escrita me surge numa ideia, num ritmo em que tropeço, numa frase que salta, num pensamento que cai não se sabe quando nem de onde, aí, sim, surge-me sem dar por ela uma necessidade de escavar a ideia e o sentimento até ao mais fundo e ao mais longe, numa concentração em que o tempo passa sem se ver e me dá até um prazer físico. Mergulho completamente no assunto, e nele fico, gravando-o, ora intempestivamente, ora em longos compassos de reflexão e de espera, ficcionando. Até se sente água na boca da escrita quando a escrita avança, e se está embrenhado nela.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Seguramente a espontaneidade. Mas, espontaneidade em mim é também sinónimo garantido de cuidado linguístico, não tanto no sentido da medição exacta da sintaxe, na ordem perfeitinha das palavras, expressões e frases, mas mais no sentido do cuidado linguístico que faça saltar dançando a ideia, a sua sedução e o seu enleio. Às vezes deito fora a gramática mais clássica no sentido de libertar a linguagem mais plena de estética e de sentido.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Seguramente na poesia escrita na forma de prosa, vulgarmente chamada prosa poética, mas que eu acho ser mais que isso. Aliás, depois de eu desenvolver um texto cinco tópicos (que numero sempre), facilmente transformo cada um deles num poema. E porquê? Porque a poesia escrita em prosa é dotada de mais completude significativa. Para daí fazer poemas, é só estender as palavras e cortar as linhas.

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

A dimensão do milagre da nossa existência. Não o milagre alegre por estarmos aqui condenados à nossa mortalidade, mas o absoluto milagre impossível de estarmos aqui, num encadeamento absurdamente absoluto que demonstra como o impossível é possível. Basta para tal, e mudando de azimute, haver eternidade. Portanto, existe essa coisa fascinante do tempo: existe? é um fluxo? Não existe? Há também, e por via disso também, a questão das nossas origens: A busca dolorosa até do entendimento impossível de tudo. Se a vida tem sentido. E que sentido temos que lhe dar, tenha ela sentido ou não. O que é o sentimento? O que é o pensamento? Porque não se impõe à nossa racionalidade a prática do bem?

6 - Quais as suas referências literárias?

Em todas as épocas e em todos os períodos há maravilhas. Ficando por aqui: Camões, inevitavelmente e sempre, Camilo, Jorge de Sena, Pessoa (mas só na Mensagem), Antero, Herculano. Shakespeare, Dante, Walt Whitman, os clássicos todos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

A sua marca pessoal. A sua autenticidade. A sua coragem de discorrer livre. A sua voz própria. Se a não tiver, não vale a pena.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Já participei em duas colectâneas da In-Finita; uma colectânea de Contos Originais da Colibri, com o conto Augusto Sabiel - o homem que bebia livros loucos e sabia, um conto que eu acho extraordinário, se o souberem ler, participação nos Livros 12, 13, 14 e 15, da Colectânea de Poesia Lusófona, da Colibri. Quero publicar um livro que reúna os meus contos inéditos, outro alguma da minha poesia, outro com crónicas poético filosóficas, outro com diálogos, e por que não romances?

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Porque nunca me importei por conhecer o meio editorial, nunca me informei, nunca pedi nem procurei favores, nunca quis editar acima de tudo, mas antes escrever. Porque só me dediquei à escrita mais a fundo e a sério a partir de 2007. Porque participar em trabalhos colectivos é mais fácil e mais acessível.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Por que achas que a escrita se te impõe? Por que só agora escreves suprindo uma necessidade? E isso da imposição e da necessidade é mesmo verdade? Explica isso. A resposta a estas questões está em parte dada na forma como respondi.

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... GILSA DA ROCHA MAGRI

Agradecemos à autora GILSA DA ROCHA MAGRI pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Poesia, prosa ou conto, porquê?

Para ler, todos.

Para escrever, transformo tudo em poesia. Meu pensamento é ritmado já na cadência de versos, quando vai para o papel vira sempre poema.

2 - Quase um ano de pandemia, o que mudou na sua rotina, enquanto autora?

Tive dificuldades em continuar escrevendo, pois minhas escritas nascem da convivência, dos passeios, das paisagens, dos encontros. Como fiquei confinada, senti falta de material para abastecer meus versos no início, e também, por me recusar a escrever sobre o medo e a angústia que se instaurou por todos os lados. Produzi bem menos.

3 - O que tem feito para manter-se produtiva e dar continuidade aos projectos em tempos tão restritos?

Passado o momento do impacto que me travou, comecei a me alimentar dos detalhes que me cercavam, das imagens da memória, de filmes, muita música e de livros. Aos poucos os versos foram voltando.

4 - Pontos positivos e negativos na sua trajetória na escrita.

Pontos positivos, os inúmeros encontros e trocas que me proporciona.

A abertura para um portal com fontes inesgotáveis de aprendizado.

Pontos negativos ainda não tenho.

5 - O que pensa sobre essa nova forma de estar, onde tantas pessoas começaram a utilizar LIVES e VÍDEOS para promover suas atividades?

Penso que é de grande valia, possibilita que eventos e produções artísticas em geral, continuem brotando de todos os lugares, acessível para um maior número de pessoas.

6 - Acredita que o virtual, veio ocupar um espaço permanente, sobrepondo-se aos encontros literários presenciais, pós pandemia?

Creio que um não tira a importância do outro, teremos público para ambos. Será bom tê-los como possibilidades de escolha.

7 - Se pudesse mudar um acontecimento em sua vida literária, qual seria?

Eu teria começado a publicar mais cedo, entrando nesse universo dos saraus e antologias que adoro.

8 - Indique-nos um livro que lhe inspirou

Minha infância foi povoada por poesias que memorizava para declamar nas festividades e comemorações escolares, dos poetas Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Camões e outros.

Em casa, nos momentos de lazer, Monteiro Lobato que me fascinou com Reinações de Narizinho, assim que aprendi a ler.

9 - Quem é Gilsa da Rocha Magri no reflexo do espelho?

Sou sempre a menina que começou a ler e descobriu um universo de possibilidades que a palavra pode criar. Em todas as dificuldades é com ela que gosto de estar.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

P: Você tem medo de morrer?

R: Não, tenho pena.

Gilsa da Rocha Magri, nascida em Votuporanga, reside em São José do Rio Preto-SP. Formada em Direito, foi servidora pública federal e professora. Participa de saraus, grupos de leitura e aprimoramento da escrita, como forma de conexão com o mundo literário. Possui publicações em Antologias no Brasil, Portugal e Itália. Coautora em livro lançado na Casa das Flores, em São José do Rio Preto, em 2018. Em 2020, foi premiada com Menção no XXXV Prêmio Mundial de Poesia Nosside da Itália.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS... PEDRO CALDEIRA SANTOS

Agradecemos ao autor PEDRO CALDEIRA SANTOS pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - O que entrega de si, enquanto pessoa, na hora de escrever?

Acima de tudo honestidade. Não antecipo o que escrevo, nem o faço de forma planeada. Daí que, a espontaneidade que caracteriza a minha forma de escrever, acaba por se traduzir em textos que traduzem formas de pensar e de sentir, ou acabam por assumir a forma de mensagem segundo a minha visão e/ou opinião sobre o mundo em que vivemos.

2 - Criar textos é uma necessidade ou um passatempo?

Não se trata de necessidade nem de passatempo. Escrevo por impulso e com o tempo, aprendi a levar a sério esta atividade. Não posso por isso classificar como passatempo. Mas também não o faço por necessidade. Digamos que é uma forma de estar, que complementa as outras vertentes da minha forma de estar na vida – pessoal, profissional, cívica...

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Tal como decorre das respostas anteriores, é a espontaneidade, sem qualquer dúvida.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Por enquanto é na poesia que me encontro. Mas gostava de escrever um romance ou um ensaio ou livro de opinião sobre o que penso da realidade politica, económica e social que vivemos

5 - Que mensagens existem naquilo que escreve?

Escrevo por impulso sobre assuntos diversos. Não escolho temas nem escrevo com o objetivo de deixar uma mensagem precisa ou a minha opinião sobre algo. ´Porém, é obvio que a maioria dos poemas acaba sempre por transmitir algo.

6 - Quais as suas referências literárias?

São várias. Todos acabamos por ser moldados pela leitura dos livros que escolhemos ler e que, por isso, acabam por se tornar referências. Não tenho nenhuma referência literária especifica, mas, de entre o muito que leio, na poesia gosto muito de ler Herberto Hélder, Luis Miguel Nava, Al Berto ou Maria Teresa Horta.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras e autores?

A divulgação, para mim, é sem dúvida a maior forma de apoiar quem gosta de dar a conhecer o que escreve. Talvez o mais importante seja a colocação dos livros no circuito comercial, dando visibilidade nas livrarias, às novas obras e novos autores. Deveria de existir nas livrarias um local próprio para divulgação de autores desconhecidos. Para mim, uma obra literária tem obrigatoriamente de “cheirar a papel”. Mas hoje, as editoras apostam apenas na comercialização de obras de autores conhecidos que possam dar garantia de venda. Só de quando em quando, surge a aposta em alguns (muito poucos) autores em cujas obras apostam por, de acordo com a respetiva politica editorial, puderem vir a ter algum êxito comercial.  Não é por acaso que os novos autores divulgados são normalmente já conhecidos do público em geral em outras atividades – políticos, jornalistas, comentadores, etc… Todos os outros acabam esquecidos, sem qualquer promoção ou divulgação. A maioria dos novos autores que arriscam editar, praticamente fazem-no por conta própria, mas não conseguem ou é grande a dificuldade em divulgar as suas obras ou fazem-no em meios muito restritos. Daí que todas as formas de apoio à promoção dessas obras sejam bem-vindas.

8 - O que concretizou e o que ainda quer alcançar no universo da escrita?

Para além de diversas participações em trabalhos coletivos, tenho publicados 3 livros de poemas. Nunca ganhei coragem para colocar um livro no circuito comercial, mas gostava de concretizar essa experiência.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

É uma forma de divulgar o que escrevo para lá do meu meio. Uma maneira de dar a conhecer a minha escrita a pessoas que não conheço, que também não me conhecem e que de outra forma nunca teriam contacto com o que me atrevo a escrever. Tenho conhecido outros autores que participam nestas obras, acabando por ser agradável revermos e conversarmos com algumas dessas pessoas no lançamento das obras.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Nenhuma em especial. Não teria problema em responder a qualquer pergunta que me pudessem vir a fazer, porque responderia sempre de uma forma séria e transparente.

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... SUZANA D'EÇA

Agradecemos à autora SUZANA D'EÇA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Poesia, prosa ou conto, porquê?

Na verdade, escrevo em todas as áreas citadas na pergunta e em crónicas. Já escrevi livros infantis, poesia, crónicas em blogues e também contos, tendo pelo menos já três publicados. Tenho já 32 livros coletivos…enfim a escrita simplesmente brota em mim. O meu avô materno era jornalista, cronologista, dramaturgo, poeta, costumo dizer que escrever está-me nas veias. Confesso, no entanto, que me falta o tempo e o espírito para me promover, pois penso sempre que escrevo por amor e penso na frase de Saint Exupéry “O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca”.  Fico sempre numa atitude de humildade, de não falar muito de mim, o que quem sabe não ajuda, porque afinal quem escreve é para quem lê e os leitores são o nosso maior alento.

Escrever é muito gratificante pois temos a noção de que saltamos para um mundo mágico, onde a criatividade tem asas. Nos livros infantis, é importante ressalvar que para além do entretenimento que está sempre ou deve estar presente, o objetivo que é o de incutir aos mais jovens valores importantes num mundo de inclusão, onde o que impera é a pessoa enquanto valor humano. Na verdade, importa o que forma o carácter das crianças, adultos de amanhã, e os valores interiores que lhes vão sendo incutidos. Importa também quer na criança quer no adulto a perseverança da sua humildade e seu respeito pelos outros.

Nos contos eu baseio-me na vivência criando narrativas e personagens fictícias a partir de pequenos factos reais e de algum ponto de pertença de pessoas que conheci ao longo da vida e coloco-me na pele dos personagens tentando agir e falar como elas através das palavras que escrevo. Mas faço-o com muito amor.  Em todas as fases da minha vida destaca-se, mais do que tudo, a importância da amizade e do amor. Na vida nada fará sentido se não valorizarmos estes dois sentimentos.

No que respeita à poesia, tenho de responder, com honestidade, que me brota. Estou a guiar, ou a noite sem dormir, ou a pensar e “brota-me” em torrentes, umas vezes doces outras mais amargas, tal como a própria vida. A vida nem sempre é feita de momentos felizes, mas temos sempre de agradecer o dom da vida e valorizar os momentos felizes que temos e é disso que é construída a felicidade.  Se repararmos bem, é construída mais de momentos felizes que nos advêm quando proporcionamos momentos felizes aos outros do que de momentos felizes que advém de uma conquista solitária.

Daí que escrever é um processo solitário, mas em comunhão com os outros, os que nos inspiram e os leitores para quem escrevemos e pretendemos que connosco tenham uma boa vivência na experiência de nos lerem. Digamos que se gera ali uma parceria e uma simbiose literária muito rica.

2 - Quase um ano de pandemia, o que mudou na sua rotina, enquanto autora?

Neste contexto atual da pandemia, do novo coronavírus, as pessoas estão muito ligadas ao mundo tecnológico dos jogos, aplicações das internet e filmes ou animações no caso das crianças. Mas estes mundos podem e devem conviver. É importante dar valor a uma cultura de família e para a família, e reaprendermos a estar juntos e fazer programas juntos. Eu acho que este confinamento nos trouxe, no meio de tanta infelicidade, alguns ensinamentos positivos: cuidar da terra e estar em família, fazer programas juntos. Mente sã em corpo são. Passeio higiénicos juntos, ver um filme juntos, ler juntos, ou assistir juntos à leitura de uma história. Mas também estar atento ao mundo do “online”, fazer vídeos de leitura da história, fazer leituras teatrais encenadas, trailers de animação e ler livros digitais. Claro que ajuda participar em eventos online, pesquisar para aprender mais sobre o mundo e os outros, mas também agora, com o desconfinamento, conviver e contar histórias através do manuseamento do próprio livro. Ler desde muito cedo, no final do dia num jardim, na praia depois do banho, antes de ir para a cama, são hábitos que deviam fazer parte da nossa rotina e só se consegue isso criando esses espaços de lazer, criando esses parêntesis no tempo. E para quem escreve, tentando que os leitores vivenciem a própria história através das emoções que se escreve nas mesmas quer sejam prosa ou poesia, é importante transmitir as sensações dos sentidos como o cheiro, o paladar e a visão.  Em todos estes capítulos a ilustração tem um papel chave, mas também as palavras que escrevemos, na forma como damos ênfase e amor e na forma como as colocamos tecnicamente na folha, da própria história que contamos.

A Palavra, em tempo de pandemia, substitui o toque.

3 - O que tem feito para manter-se produtiva e dar continuidade aos projetos em tempos tão restritos?

Ui. Tem sido um ano muito positivo, graças a Deus, com experiências maravilhosas as quais só tenho que agradecer.

Já, em 2021, colaborei em vários eventos nacionais e internacionais tais como o Festival Literário Internacional do Movimento Exploesia - Brasil, FLIPF - 2ª Edição - Festa Literária Internacional de Praia do Forte- Brasil; a 20 de março de 2021: Tardes De Anto - Casa Jasmim Associação; em abril “Exposição de poesia círculo artístico e cultural Artur Bual” no fecho da comemoração de 20 anos de Artur Bual, com poesia em kapaline, exposta na exposição do artista e dos artistas amigos do Círculo. Colaborei, presentemente, em vários livros coletivos a serem publicados ainda este ano (uns já recebi outros irei receber) tais como O Mulherio das Letras, Livro Aberto, Coletânea de Info Declamador “Brisas de Primavera”, livro coletivo “No calor da Poesia, a esperança” das Edições Vieira da Silva, coordenação de Alexandre Carvalho, com  ZL Books, no Brasil, na  antologia de poesia galaico-portuguesa e ainda Coautora na antologia do Centenário de Maria Judite de Carvalho e CADERNOS DE POESIA, VII. 2021; Colaborei também em várias páginas literárias e dei entrevistas escritas para blogues, revistas on-line e programas rádio, como, por exemplo, Lentes de Poesia. Mas sou discreta e falta sempre um passo que por vezes não está no meu trilho ou não o soube dar. Fui por outra estrada ou ruela ou atalho. Não me importo que falte, é bom ter passos para dar e ter o coração sempre à espera. Dá boa vibração para acolher o devir.

4 - Pontos positivos e negativos na sua trajetória na escrita.

Tudo o que recebi e dei é uma mais-valia.  No entanto, há espaço para novos autores.  Mas há lobbies e também pequenos grupos que se protegem uns aos outros, nem sempre os mais talentosos, e não se dá muitas oportunidades a quem está de fora e é difícil rasgar… Eu também não quero rasgar caminhos, quero rasgar horizontes e abrir janelas e respirar, quero caminhar em trilhos e conseguir ser caminho, caminhando.  Não tenho feitio para ficar a bajular, mas tenho para agradecer.

5 - O que pensa sobre essa nova forma de estar, onde tantas pessoas começaram a utilizar LIVES e VÍDEOS para promover suas atividades?

Eu acho que já respondi em cima. Alongo-me sempre muito ah, ah, ah.  Acho benéfico chegarmos mais longe e a mais pessoas e estarmos perto de quem está longe, não de coração pois que a quem queremos bem está sempre perto de nós, mas de alguma forma presencialmente mesmo não sendo uma presença física.  Mas de qualquer forma tudo tem de ter conta, peso e medida e, às tantas, é demais. Acedo às redes sociais e o número de notificações não tem conta e tudo o que quero, por vezes, é fugir e ir para a rua conviver com pessoas, viver a vida. Por vezes, em vez de agradável é um inferno, permita-me a expressão. Eu sou sempre muito sincera! Mas bem doseado acho importante e fundamental abraçar o futuro que vai muito por aí. 

6 - Acredita que o virtual veio ocupar um espaço permanente, sobrepondo-se aos encontros literários presenciais, pós pandemia?

Sim acredito que veio para ficar e sobrepor-se não sei se será ainda neste tempo. Mas em paralelo, sim. É curioso porque se consegue por vezes através dos lives estar a dialogar com músicos, atores e escritores de quem fomos fãs a vida toda. Gerou-se grande proximidade entre as pessoas e falo a nível nacional e mundial e isso é extraordinário. Atravessámos oceanos com a internet e não deve ser em vão que se usa a palavra “navegar”.

7 - Se pudesse mudar um acontecimento em sua vida literária, qual seria?

Na minha participação online, o ano passado, no Mulherio das Letras, estive com problemas técnicos. Não consegui juntar-me com vídeo. Não consegui resolver o problema e entrar e o tempo esgotou. Devia ter entrado só com som e aproveitar aquela experiência para além-fronteiras, que é sempre enriquecedora e a onde se aprende mais, conhecendo melhor outras autoras com quem dialogamos. Não podemos viver na nossa ilha, no nosso eu, fechados em nós mesmos.

8 - Indique-nos um livro que lhe inspirou

Esta é difícil pois não parava de escrever nomes. São tantos. Vamos lá, só a alguns: Eça de Queiroz, Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Rosa Lobato Faria (poesia), Mário de Sá Carneiro, António Tabucchi, Gabriel Garcia Marquez, Marcus Vinícius de Moraes, Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto - conhecido popularmente como Pablo Neruda, Rainer Maria Rilke, Pedro Paixão, Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa - Agustina Bessa Luís, José Tolentino de Mendonça, Teresa de Saldanha, Sophia de Mello Breyner Andresen, Yvette Centeno, Alice Vieira, Mario Vargas Llosa, Umberto Eco, Mia Couto, Marguerite Yourcenar, Orhan Pamuk, Lev Nikolayevich Tolstoi - Leon Tolstói, Fiódor Dostoiévsk, James Joyce, Thomas Mann, William Faulkner, Jung Chan, Somerset Maugham, Ernest Hemingway, Alain Absire, Carlos Ruiz Zafón. Gosto de vários novos autores. Ui, tenho que parar. Se não, não acabo e apagam tudo, eh, eh, eh - gosto de rir, faz-nos bem à alma.

9 - Quem é Suzana D’Eça no reflexo do espelho?

Acima de tudo, um ser humano, uma mulher, uma mãe, uma filha, uma pessoa solidária que escreve com delícia e que ama a vida. A vida é um dom.

Depois sou tudo o que já fui: Criança; Jovem; Estudante; Viajante; Professora de História; Diretora Comercial e Relações Públicas; Coordenadora de Relações Públicas e Gestão de Eventos em televisão; aluna de Escrita Criativa e de Storytelling; Consultora de Relações Públicas e Cultura e tudo aquilo que continuarei a ser: crente, positiva, empreendedora e sonhadora. Gosto de Acreditar!

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Respondo sempre igual, não por ser repetitiva, mas como um lema e uma mensagem de esperança: Qual a minha maior paixão? A Vida

Suzana D’Eça nasceu na cidade de Coimbra e vive em Lisboa, onde se licenciou em Ciências Históricas. Leitora obsessiva de literatura e poesia desde a sua adolescência, começa a escrever poemas e contos desde cedo. Completou cursos de escrita criativa e de storytelling. Já participou em mais de 30 antologias tendo já publicado, a solo, contos, poesia e dois livros infantis, pelos quais já recebeu vários prémios, em Portugal e no Brasil. A maior paixão: a vida.