sexta-feira, 28 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL - DIVANIZE CARBONIERI


Agradecemos à autora DIVANIZE CARBONIERI pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como você vê o papel da mulher na literatura atual?

Vejo que ainda há muito espaço para a mulher conquistar na literatura. Existem pesquisas acadêmicas, como aquelas empreendidas pelo grupo de estudos da Profa. Dra. Regina Dalcastagnè (UNB), por exemplo, que levantam dados referentes à literatura brasileira contemporânea, sobretudo aquela publicada pelas maiores editoras do Brasil. Ainda há um predomínio de autores homens, brancos, cisgêneros, heterossexuais, urbanos, de classe média. É como se apenas a perspectiva desse grupo social fosse autorizada a "virar literatura", como se só o que os membros desse grupo escrevem é que fosse literatura ou "alta literatura". Daí, quando você tem uma perspectiva diferente, não raro há dúvidas a respeito de seu caráter ou qualidade literária. Por exemplo, apenas recentemente os escritos de Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra, autodidata e pobre, têm sido reconhecidos como literatura e das boas. E isso não sem encontrar ainda fortes resistências de certos grupos dominantes. Existem muitas mulheres escrevendo no Brasil, pertencentes a diferentes grupos sociais, e produzindo uma literatura interessantíssima, de muita qualidade. O Mulherio das Letras é uma prova disso. Também o é o grande número de autoras sendo publicadas sobretudo por editoras independentes, que, apesar de toda a crise editorial, estão tendo um momento de florescimento no país. Assim, é uma situação que tende a mudar, que já está mudando, e as pessoas já estão pensando na literatura como algo plural, mais inclusivo de diversas experiências sociais e visões de mundo.

2 - Em que medida o universo feminino influencia na hora de escrever?

Tenho uma subjetividade que obviamente foi moldada pela minha experiência social de ser mulher. Sei que sou mulher, embora não saiba exatamente o que é uma mulher ou o que é ser uma mulher. Não sei definir e nem dizer em que somos diferentes dos homens, por exemplo, sem recorrer a estereótipos que são, na verdade, vazios de sentido e que podem ser questionados a qualquer momento. Mas nas minhas interações sociais, sei que o fato de ser mulher é determinante para que eu tenha experiências específicas e que seja tratada pelos outros de acordo com as ideias que eles fazem a respeito do que é uma mulher. Sou uma mulher cis, o que significa que me reconheço no gênero que me foi atribuído ao nascer, mas não me sinto confortável nessa posição, nesse gênero, justamente por causa dos estereótipos limitantes e das tentativas recorrentes de inferiorização. No meio de tudo isso, tem a escrita, que não tem como não ser marcada por essas experiências e por esse desconforto. Percebo que isso ecoa, de uma maneira ou de outra, nos textos que escrevo, às vezes de forma mais direta ou evidente, às vezes mais sutilmente. Mas está sempre lá.

3 - Em que corrente literária acha que a sua escrita se enquadra?

Não consigo me enquadrar em nenhuma corrente literária específica, até porque, na nossa experiência da contemporaneidade, somos perpassadas por inúmeros experimentos ou pressupostos anteriores. São camadas e camadas de discursos nas quais navegamos, na maioria das vezes sem ter muito discernimento a respeito disso. Mas não somos a origem das nossas palavras. Elas já existiam antes, já foram ditas por milhões de outras e outros antes de nós. A especificidade existe na medida em que cada uma de nós traz uma mistura diferente, uma combinação diferenciada de todas essas fontes, e daí pode surgir algo que tenha uma marca pessoal.

4 - Que importância dá aos movimentos de integração da mulher?

Acho os movimentos feministas muito importantes porque ainda estamos longe da igualdade entre os gêneros. Os feminismos buscam isso: a equidade entre os gêneros, principalmente no que se refere aos direitos civis. Não se trata do contrário do machismo - e isso a gente precisa sempre reiterar porque há muita concepção errônea. Não se trata de colocar a mulher em superioridade em relação ao homem, mas de buscar para ela os mesmos direitos, as mesmas oportunidades, para que não seja limitada em nada pelo simples fato de ser mulher. Precisamos pensar nos feminismos como algo plural mesmo, já que há diferenças de demandas em inúmeras coletividades de mulheres. Porém, o que eles têm em comum é a busca pela equidade entre as pessoas. É por isso que se diz que "o feminismo é um humanismo". No que se refere à literatura, os movimentos feministas, como é o caso do Mulherio das Letras, são fundamentais porque, como já disse acima, a discrepância entre o espaço atribuído às escritoras e àquele consignado aos escritores ainda é muito grande. Então, o Mulherio das Letras vem para chamar a atenção para esse fato, para a conscientização de que muitas outras perspectivas sociais precisam ser incluídas na literatura, para que a gente não corra o risco de ter uma "história única" sendo sempre representada ou endossada.

5 - O que acredita ser essencial para divulgar a literatura?

Precisa haver uma democratização nos meios de divulgação da literatura, assim como nos meios de divulgação de informação, de modo geral. A internet possibilitou a visibilidade de muita produção que antes ficava escondida, que não chegava aos grandes centros. Hoje é comum intercâmbios entre autoras e autores de diversos estados, países, continentes, de forma muito mais rápida e dinâmica do que era no passado. Existe uma maior horizontalização da produção literária, com muito mais gente publicando em mais locais por mais editoras. As revistas literárias, por exemplo, têm que se abrir para isso: tentar dar uma visão mais múltipla do que está ocorrendo na literatura e não ficar sempre enfocando a produção dos autores das grandes editoras dos grandes centros. É o que a gente tenta fazer, por exemplo, na Ruído Manifesto, uma revista literária em que sou uma das editoras. Os prêmios literários também são outro ponto. Embora pareça ainda haver um predomínio de livros publicados por grandes editoras nas premiações mais importantes do país, já tem havido um espaço crescente para autoras e autores de editoras independentes. Essencial é que isso se intensifique cada vez mais e que obviamente atinja um público mais e mais amplo.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

O universo da escrita é muito solitário. Escrever demanda que a gente se isole por alguns períodos, às vezes grandes. Nem sempre o investimento de tempo e esforço se traduz em quantidade ou, mais importante, qualidade dos escritos. Então, pode-se dedicar anos inteiros à elaboração de um romance, por exemplo, e depois não ficar satisfeita com o resultado. É preciso também amadurecer para lidar com as críticas, que certamente virão. Se não houver esse amadurecimento, pode existir um embotamento ou até autossabotagem da própria produção. A crítica deve estimular e não travar a criatividade. Mas para isso a autora ou autor tem que ter autoconhecimento suficiente para saber que apenas ela ou ele é capaz de dar a sua contribuição. Todos esses podem ser considerados pontos negativos do universo da escrita, embora possam ser positivados de acordo com as atitudes da autora ou autor. O ponto mais positivo da escrita, na minha opinião, é a capacidade de dar concretude a algo que só existia em nossa cabeça, de nos libertar, assim, do que estava lá exigindo uma vazão.

7 - O que pretende alcançar enquanto autora?

Quero ser lida por um número cada vez maior de pessoas, embora saiba bem o quanto isso é difícil e até aleatório. Uma autora ou autor pode ter muita qualidade e ainda assim não ser muito lida/o. Mas falando em termos ideais, o que eu desejo é suscitar inúmeras leituras e que se produza muitos discursos sobre os meus escritos. A obra que permanece no tempo é aquela sobre a qual se escreveu muito, sobre a qual muitas pessoas diferentes produziram discursos na sucessão do tempo. Acho que esse é o sonho mais elevado de toda escritora ou escritor.

8 - Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.

Se tudo der certo, no decorrer de 2019, lançarei mais um livro de poesia, um de contos e um infantil. Já estão praticamente prontos, enquanto cavo as oportunidades para publicá-los. Estou também participando de várias antologias, como as do Mulherio das Letras, tanto do Brasil como de Portugal. Um projeto a longo prazo é escrever um romance.

9 - Sugira uma autora e um livro (contemporâneos).

É até uma temeridade sugerir uma única autora e um único livro, diante da infinidade de boas escritoras e obras que estão circulando. Vou me ater a alguém que faz parte do meu círculo mais próximo e que talvez não tenha ainda recebido tanto reconhecimento quanto outras autoras contemporâneas mais celebradas. Trata-se de Flávia Helena, que é uma escritora paulista, residente em Atibaia. Seu livro de estreia é a coletânea de contos Sem açúcar (2016), publicada pela Editora Penalux. Nessas narrativas, a autora enfoca principalmente o universo dos afetos, em que mulheres e homens são quase sempre marcados pela solidão dos relacionamentos. As dores de amores são retratadas de acordo com uma verdadeira pedagogia do amor e da dor, em que existe uma avaliação, um exame desses sentimentos, não em busca de uma superação, mas como uma celebração da continuidade da vida, apesar de todos esses percalços e perdas. É uma leitura que eu recomendo.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Essa é uma pergunta muito difícil realmente. Talvez eu possa dizer que gostaria que me perguntassem em que posso contribuir como escritora para esse mundo em que estamos vivendo. Responder a isso também não é a coisa mais fácil de se fazer. Mas talvez eu possa arriscar dizer que sou uma pessoa em que uma série de experiências forjou uma atitude de interrogação constante de todos os preconceitos, discriminações, injustiças. Sou alguém que não se conforma, que não acha natural que uns sejam mais privilegiados que outros. Sendo assim, talvez seja dessa forma que eu possa contribuir como escritora, tentando trazer para os meus textos esse desconforto incessante com as coisas como elas estão postas. Pelo menos é o que eu espero.

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... ANA ACTO


Agradecemos à autora ANA ACTO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Enquanto pessoa... enquanto mulher, mãe, filha, companheira...
Sempre fui uma sentimental, romântica, sonhadora, de olhos postos no céu, mas sempre com pés bem assentes na terra.
Tenho os braços sempre abertos, e o coração nas mãos.

2 - Escrever é uma necessidade ou passatempo?

Talvez ambas, embora tenha começado por ser uma necessidade de extravasar todo este excesso de emoções e pensamentos, acaba por ocupar os meus tempos livres além de me dar imenso prazer, ainda mais, ao sentir o feedback de quem me lê, funciona como uma terapia.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?
Ambas, embora me assuma como uma indisciplinada em regras.
Amo ler, e tudo que escrevo me sai espontâneo, sinto que por vezes na preocupação de obedecermos a determinadas estruturas se perde essa tal espontaneidade e um pouco do que se quer transmitir, e gosto de escrita livre, apenas soltar o que levamos dentro e é nesse género que me identifico e concebo escrever.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Como referi anteriormente sou uma completa indisciplinada, e não me sinto incluída num género específico.
Embora por vezes escreva poesia regrada, a maioria da minha obra é talvez, visto assim, prosa poética, como referi, solta.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

O que todos pretendemos creio, chegar aos corações, fazer com que as minhas palavras ganhem vida própria. Que determinada sensação ou situação que escreva seja lida e sentida como vivenciada. Ser veículo e portadora de sentires e vivências.

6 - Quais as suas referências literárias?

Sinceramente embora leia e conheça os grandes da literatura, não os uso como referências, embora a minha escrita seja muito sentimental e por vezes melancólica e me identificar um pouco com a Florbela Espanca.
Mas desde que comecei a escrever, (e me perdoem pois poderá soar estranho), contrariamente ao que é suposto, comecei a ler menos, senti receio, infundado talvez, de me deixar influenciar por alguma escrita ou por alguém, e queria descobrir quem realmente sou ou posso ser, sem qualquer tipo de influência.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Muita da divulgação passa nos dias de hoje e sobretudo na actual situação por meios virtuais, redes sociais.
Julgo ser neste momento o melhor meio. Nos grupos certos, com clareza e objectividade, a mensagem é transmitida.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Quando comecei este percurso as ambições eram as mesmas que hoje tenho, nenhumas...
Apenas escrevia e gostava de partilhar com quem me lia essa vertente minha. O que daí adveio foi longe de ser sonhado, mas aos poucos foram surgindo convites para integrar obras colectivas, programas de rádio, saraus, e o que começou quase por brincadeira foi ganhando proporções, inclusive o nascimento do meu primeiro livro de poesia "NUA". Por isso um passo de cada vez, saboreando e contemplando o que o caminho me traz.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

A primeira obra colectiva que integrei, foi o livro de poesia do centenário da junta de freguesia de Foz do Arelho e surgiu como convite, a partir daí ganhei o gosto de me juntar como coautora em diversos projectos, acho maravilhosas estas obras em conjunto na divulgação de autores, sobretudo de novos, e um meio para os menos "conhecidos" de darem a conhecer o seu trabalho e de o imortalizarem.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Talvez, que gosta mais neste mundo das letras? E a resposta é fácil, todas as amizades que ganhei, desde outros poetas a seguidores, a pessoas da comunicação social... Expandi o meu mundo, ganhei amigos maravilhosos que me incitam, inspiram e motivam a crescer e só por isso, tudo faz sentido.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... ROSA LAPINHA


Agradecemos à autora ROSA LAPINHA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Considero-me uma pessoa, livre, independente, multifacetada, e que ama a vida acima de tudo.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Passatempo definitivamente não é. Quanto a uma necessidade não sei se será, sinto ser algo que quase não consigo controlar, vem de um impulso, de uma vontade. Isto é, dá-me um certo prazer e como tal só o faço, quando me apetece.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Sem dúvida eu gosto de sentir a essência das coisas e essa considero ser real espontânea. Porém, se o nosso suporte de escrita é também através das palavras, convém saber usá-las correctamente, para que no mínimo nos entendam

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Em todos desde que sirvam para explanar aquilo que no momento sinto. Tal e qual como, quando tenho sede pego um copo de água e bebo, e também quando tenho que me deitar assim que o sono vem. Então quando a vontade de escrever vem é pegar no papel ou bater nas teclas e vai saindo aquilo inopinadamente aparece.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Coisas que no momento me emocionam, me enriquecem em termos de conhecimento, e que sinto dever partilhar com os eventuais leitores. Pura e simplesmente detalhes da vida, comuns a todos nós, mas por nós vividos e sentidos de diferentes formas.

6 - Quais as suas referências literárias?

Um dos livros que mais me fascinou, e também o mais longo que li, foi o livro de Urântia. As teorias sobre o universo, seus mundos paralelos e a especulação sobre a origem do mesmo me encantam.
Quando criança suponho ter lido toda a literatura infantil. Recordo que me marcou imenso, quando tinha os meus seis anos de idade, um livro infantil de Odette de Saint-Maurice, era sobre ratos, de tal forma me emocionou que nunca na vida tive medo de ratos.
Outro escritor que me cativou bastante foi Honoré de Balzac, muito especialmente com o livro “La Peau de chagrin”.
Portugueses posso destacar “O Bobo” de Alexandre Herculano, e também o facto de me ter apaixonado pela obra de Camões, quando o estudei com doze anos de idade.
Bem, vou parar por aqui pois foram muitos os autores que li, tanto portugueses como estrangeiros, que me encantaram.
Ainda assim não posso deixar de referenciar a obra de Sebastião da Gama, talvez por me trazer à memória minhas origens.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Conhecer melhor o mundo que nos rodeia e a vida nele pulsando. Toda a obra literária tem um autor que com ela se identifica, independentemente de ser considerada boa ou má. Cabe a cada leitor levar a leitura da obra até ao fim ou fechar logo o livro assim que o abre. Precisamente porque todos somos diferentes e apreciamos coisas diversas.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Muito simplesmente que, quem me escolha como autora de um livro, fique satisfeita e interessada com aquilo que vou transmitindo.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Talvez pelo mesmo motivo que me faz saltar para o meio da multidão depois de ter estado vários dias a escrever ou a ler ou a fazer uma qualquer outra actividade solitária, e necessitar de ver gente estar no meio das pessoas, ser como elas. Eu amo a vida e todos os seres vivos, independentemente de serem bons ou maus.
Pois bem, para mim, é uma forma simples de poder comungar com os demais autores, algo que afinal temos em comum, o gosto pela escrita.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Sabes ou fazes ideia se existem extraterrestres?
E eu responderia: francamente não sei, nunca os vi, mas acredito que possam existir. Pois é um cliché dizer e muito bem, que o cego pelo simples facto de não ver, não pode afirmar que não existe o sol.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... MARCUS HEMERLY

Agradecemos ao autor MARCUS HEMERLY pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Alguém ciente das limitações bem como dos potenciais, que sempre tenta conciliá-los da melhor maneira possível. Sempre disposto a produzir e evoluir. 

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Atualmente, a escrita para mim é uma combinação de ambos os aspectos. Ela serve de alento e instigação, e cada novo projeto, são mais responsabilidades e compromissos que implicam uma rotina de escrita. Logo, é uma necessidade e um passatempo, para transbordar acima dos pesares da vida atribulada. 

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambos são importante, além da história, o autor transmite uma imagem, e o rigor e zelo na confecção dos textos reflete nas suas avaliações como escritor e visibilidade perante os leitores. 

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Eu tento me inserir no nicho dos contos policiais e de terror, mas sempre tive mais facilidade em produzir poesias, é um gênero no qual gravito com facilidade e conforto. A composição de um conto exige mais tempo e revisões, e um poema, quando fruto de uma momento de inspiração, assoma quase que por vontade própria.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Quando escrevo poesias, o que se busca na construção do texto é despertar a reflexão ou o sonhar acordado do leitor sensível, embalado por esse lado etéreo da arte escrita.

6 - Quais as suas referências literárias?

Sempre gostei muito da leitura dos clássicos, que além de fonte de elevação intelectual, são  “magia portátil” como se refere Stephen King, histórias que marcaram a história, por assim fizer, por suas peculiares. Aprecio muito Sir Arthur Conan Doyle, Agatha Christie, Oscar  Wilde, Shakespeare, Alexandre Dumas, Vitor Hugo, Júlio Verne, Edgar Allan Poe, Lovecraft e, mais contemporaneamente, Stephen King, Michael Connelly, Harlan Coben, John Grisham, Scott Turow, Dennis Lahane entre outros. 

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

O contato com boas editoras, que além de um serviço de revisão bem acabado, também invistam em atividade promocional com entrevistas com os autores, lives, sorteios e dinâmicas de interação com o leitor.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita? 

Conseguir me fixar junto às grandes editoras em bons projetos dentro do gênero policial e de terror, com autores consagrados. 

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Tenho um livro solo, e o trabalho que envolve uma obra individual demanda um processo mais longo, as antologias são boas para divulgação do nome do autor, o contato com parceiros seja pelas casas de publicação e outros autores, bem como nos permite circular em várias temáticas e gêneros.  Robustece a capacidade de versatilidade. 

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Você se sente completo?
R: Tento a cada dia atingir esse patamar, e a busca já me basta. 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... FLAVIANE BORGES GOMES

Agradecemos à autora FLAVIANE BORGES GOMES pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Discreta e sonhadora,com uma profunda busca de ser a cada dia uma alma melhor.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Necessidade de sobrepor o tempo,enquanto este por mim passa.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Ambos têm  sua importância e particularidade, mas é essencial sermos espontâneos quando nos expressamos na escrita.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Lírico e Moderno,pois nos dá o conforto de sermos livres tanto numa prosa, crônica, poemas ou textos abrangentes.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Libertação de sentimentos retraídos,ser o seu verdadeiro "eu" sem perder a essência.

6 - Quais as suas referências literárias?

Sou bastante eclética, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Clarice Lispector têm  um cantinho especial...Cada escritor, poeta, nos encanta de forma diferente. 

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Interação direta com o leitor,fazê-lo se sentir parte do nosso  sonho, afinal ele é umas das luzes que iluminam o caminho.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita? 

O íntimo  de cada leitor,poder sentir e fazer com que ele sinta a liberdade contida em cada palavra e assim também ser livre enquanto alma vivente.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Por ser de tamanha importância para o crescimento e enriquecimento cultural e nos torna maduros perante o crescer alheio.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como se sentiria se lhe fosse tirado o direito de escrever?
Como uma alma que não cumpriu seu propósito, que falhou com sua verdadeira identidade. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... FLORINDA DIAS

Agradecemos à autora FLORINDA DIAS pela disponibilidade em responder o nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Defino-me como uma pessoa calma e ponderada.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Uma necessidade, sem dúvida.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Na dualidade da boa escrita, para mim ambas; fazem sentido

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Confortavelmente, o meu género tem muito a ver com meu estado de espírito, escrevo muito em prosa poética, isto, porque quando começo a escrever, as palavras são a cura para a dor e para o amor… falo com as letras quase que; sem ser capaz de parar. (muitos dos meus escritos, são tão intensos que; não os consigo publicar) talvez um dia quiçá?

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Sem dúvida alguma, o que sinto de momento.

6 - Quais as suas referências literárias?

As minhas referências literárias passam por; ser coautora de várias Colectâneas, por ter duas letras musicadas, e ter editado um livro de poesia a solo com o título; ‘’Na Essência de uma Flor’’ Este, lançado ao mundo a 1 de Novembro de 2014 na Biblioteca da Câmara Municipal de Sintra (Casa Mantero)

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

A divulgação, claro… mas, acredito pouco! Pois sei que o autor é muito deixado como um barco à deriva, muita competição; e, salve-se quem puder.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Unicamente o meu bem-estar ao levitar por aí com os meus estados de alma.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Porque gosto, porque vou deixando algumas pegadas na areia, porque gosto do momento em que os trabalhos são apresentados e os autores das Obras temos o bel-prazer de sentir a magia do que é estarmos juntos naquele abraço literário, o que nos juntou e nos leva por aí tatuados por vários horizontes,  (estou no mundo da escrita, participo, mas; não no sentido da competição) cada um é cada um. E… Porque escrever para mim, é uma terapia.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Ah, não sei… não sei mesmo. Quanto à resposta, com certeza que seria bem a propósito dessa tal pergunta. Pois; sou muito transparente. Quem me conhece sabe.

domingo, 23 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... BIA MARIA

Agradecemos à autora BIA MARIA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa? 

Amiga, Fiel, Trabalhadora,
Persistente e tolerante

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Necessidade ….

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Espontaneidade …

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Narração poética 
Gosto de falar de tudo o que vejo e sinto

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Aquilo que penso e através da escrita chegar às pessoas

6 - Quais as suas referências literárias?

Muitas e abrange vários tendências.
Desde: 
Júlio Dinis, Eça de Queiroz, Marcel Pagnol, Arthur Rimbaud, Gustave flaubert, Paul Verlaine

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Dizer o que verdadeiramente se pensa, para que  a obra seja percebida, amada, divulgada por todos e para todos

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita? 

Publicar alguns trabalhos

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Porque gosto e é uma forma de comunicar e de me dar a conhecer 
E de eu conhecer os outros 

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Gosta de viver para a poesia ?

Sim.

sábado, 22 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... MARGARIDA PILOTO GARCIA

Agradecemos à autora MARGARIDA PILOTO GARCIA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Sou um pouco intimista e apreciadora de silêncios e por vezes a melhor maneira de me exprimir é através da dança. Aí as palavras cedem o lugar e esqueço  o meu lado mais introvertido. Aprecio a arte em geral e sou bastante eclética e abrangente naquilo que gosto.
Sempre vivi na cidade mas é na natureza que me encontro e completo. Talvez que o meu gosto por ela e pelos silêncios venha dos meus ancestrais alentejanos e da vila piscatória onde menina e adolescente fiz os meus verões. É neste cadinho de paisagens que vou ao encontro das palavras e das emoções. Depois estas exprimem-se na fotografia, na dança e naturalmente no que escrevo. 
Sempre fui desportista e enjeito aquela velha ideia de que desporto e cultura são por natureza oponíveis. 
Também a música  faz parte de mim e à mistura com os silêncios é por vezes fruto de inspiração.
No fundo sou e serei um segredo por desvendar.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever nunca será para mim um passatempo e é sem dúvida uma necessidade. Escrevo quase desde que aprendi a ler. Lembro-me das quintas-feiras no liceu, onde a aula de Português era a de redação. Após o tema ser dado, escrevia freneticamente dando largas à imaginação. Fazia-o com paixão, como ainda hoje o faço, embora mais ponderadamente. Sem a escrita morre um pouco de mim

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

O cuidado linguístico é imprescindível. Aliás isto remete-me para uma velha polémica entre inspiração e trabalho. Eu acredito na coexistência de ambos. Considero que podemos ser inspirados por muitas coisas. Falo por mim, é claro, a quem muitas vezes uma frase dita é ponto de partida para um poema. Mas sem trabalho a escrita perde dimensão e profundidade. Há que pesquisar, rever, alterar se necessário. Acho lastimável vermos tantas coisas escritas com erros da mais diversa  ordem.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Há uns anos diria que na prosa. Foi por aí que comecei e ganhei um prémio num jornal, tinha então 16 anos. A poesia surgiu quando frequentava a Faculdade de Direito mas na altura não lhe dei grande importância. Depois a vida levou-me um pouco para longe da escrita. Quando voltei, foi novamente pela prosa. Atualmente direi que a poesia ganha o confronto mas quem ler a minha prosa percebe que ela tem em si carga poética.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Essencialmente escrevo num universo feminino e intimista. Por isso a minha escrita tem forçosamente a ver com as mulheres e com as suas vivências, sentimentos e emoções. 

6 - Quais as suas referências literárias?

Não posso citar nomes porque não tenho um único que coloque acima de muitos outros. Sempre fui estudiosa e uma leitora ávida. Daí que percorri os autores da antiguidade, os romances de cavalaria, os renascentistas e todos os clássicos. Penso que é muito importante ter esta base para depois se abraçar os autores modernos e os contemporâneos. Isto tanto na prosa, como na poesia , nos autores estrangeiros e muito naturalmente nos portugueses.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Sem dúvida a sua disseminação pelas bibliotecas e pelas livrarias. Partilha nas redes sociais, imprescindíveis hoje em dia, em blogues, em tertúlias literárias. Também sempre que possível, a apresentação ao vivo, nas rádios e na televisão.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita? 

Não penso em termos de ambição literária. Possivelmente deveria tê-lo feito há muitos anos atrás mas neste momento talvez a mesma passe pela publicação de um livro. Tenho convites de editoras mas devo dizer que ainda não me decidi.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Tal como disse antes, estive muitos anos sem escrever e os trabalhos coletivos foram ao princípio o modo como me reencontrei. Neste momento continua a ser um modo de me desafiar e testar e por vezes quebrar o meu silêncio. Tento ser seletiva e privilegio aquelas que me asseguram qualidade e poucos autores.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

O que faria se voltasse a ter 18 anos? Eu diria que faria tudo diferente, mas para isso teria de ter a bagagem que obtive todos estes anos, do que concluo que a vida é uma eterna aprendizagem.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... PATRÍCIA CACAU

Agradecemos à autora PATRÍCIA CACAU pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Determinada, confiante e resiliente.
Seletiva nas relações pessoais.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo? 

Por necessidade terapêutica , e paixão.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico? 

A espontaneidade, precisamente no tocante a poesia.
"Escrever é psicografar a própria alma"

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê? 

Poesia e ensaios de escrita.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve? 

Transformação e resiliência, força, otimismo.

6 - Quais as suas referências literárias?

Leio de tudo um pouco, Bíblia, Mulheres e Autores Portugueses.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

As mídias sociais, Saraus e Livro impresso.
Precisamos abrir mais espaços nas rádios.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita? 

Quero publicar no máximo em projetos coletivos. e traduzir um Livro individual em alemão.
E todas as outras possibilidades que digitem pelo caminho.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos? 

Tenho como foco, para possibilitar a publicação de um número maior de poetas contemporâneos ainda desconhecidos.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Você pensa em parar de escrever?
Resposta - Não, Sou poeta e não tenho como deixar de respirar através da POESIA.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... INÁCIA GIRÃO

Agradecemos à autora INÁCIA GIRÃO pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Mulher de aquário, alegre e bem resolvida. Pensa positivamente, vai em busca dos seus sonhos e está sempre se reinventando.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Escrever é uma necessidade que tenho contar as muitas histórias sentidas e vividas e as outras que presenciei na minha vida. Escrever é um presente que recebi de Deus, do qual não posso abrir mão dele nunca.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

Acredito que a espontaneidade para expressar suas ideias do jeito que vierem é o primeiro passo para quem quer escrever. Depois é que vem a adequação da linguística.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Sinto-me mais confortável escrevendo conto, por se tratar do recorte, ou um relato breve e conciso  de uma determinada história.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

Busco transmitir narrativas engraçadas, que desperte o interesse do leitor.

6 - Quais as suas referências literárias?

Manuel Bandeira, José Saramago, Gabriel Garcia Marquez, Lígia Fagundes Teles, Marco Severo, dentre outros.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Criar estratégias de marketing junto à editora, promover lançamentos de livros e eventos de autógrafos da obra, participar de debates e mesas redondas, de forma a dar mais visibilidade ao autor.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita? 

Quero ler e escrever mais para ser reconhecida como escritora cearense.  Isso já me basta.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Considero mais prático e mais econômico, principalmente porque estou me lançando agora como escritora, embora já tenha um livro autobiográfico publicado.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Por quê escrevo?
Porque quero externar uma infinidade de ideias que fervilham em meus miolos. Escrevo para construir minha identidade e por que me sinto feliz em ver um texto pronto.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES ATLÂNTICAS A... ROSA ACASSIA LUIZARI

Agradecemos à autora ROSA ACASSIA LUIZARI pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto pessoa?

Uma mulher definida, feminina e singular. Desajustada pelas circunstâncias, porém saudável.

2 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Fico com a primeira opção. Escrever é transpor as fronteiras do submundo do pensamento.

3 - O que é mais importante na escrita, a espontaneidade ou o cuidado linguístico?

É imprescindível lembrar das características do gênero e da intencionalidade do autor ou autora, mas a consciência de que nem só de espontaneidade se faz uma boa escrita deve prevalecer.

4 - Em que género literário se sente mais confortável e porquê?

Em minha construção como leitora é o gênero narrativo e, dentro dele, a espécie narrativa denominada romance. A possibilidade de explorar todas as categorias da construção de uma narrativa, com análise sistemática dos livros, são desafiadoras para mim.

5 - O que pretende transmitir com o que escreve?

A minha visão de mundo. Gosto de construir mapas de escrita onde figuram o eu e o outro, os dilemas que envolvem o corpo e a alma, o amor e a ausência dele, além de relatar minhas próprias (des)construções temáticas enquanto poeta e prosadora.

6 - Quais as suas referências literárias?

O alienista , de Machado de Assis; O peso do pássaro morto , de Aline Bei; Segredos , de Domenico Starnone; Um teto todo seu , de Virginia Woolf; Poesia completa de Álvaro de Campos , de Fernando Pessoa.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de obras literárias?

Profissionais preparados para divulgá-las. Devem ter conhecimento na área editorial e do mercado de livros.

8 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Penso que ambição é uma palavra um pouco forte para o momento. Acredito que a disciplina e o estudo intenso podem contribuir para o alcance de minhas metas.

9 - Porque participa em trabalhos colectivos?

Os trabalhos coletivos podem ser compreendidos como um espaço de demarcação de nosso território no mundo da escrita por meio da união das vozes femininas e masculinas, individuais e coletivas, evitando posturas excludentes. Em coletâneas e antologias, vemos o lugar e o não-lugar de cada autor e autora sendo (re)pensados e (des)construídos.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

As mesmas que me foram feitas nesta entrevista, daqui há uns anos. Eu teria mapeado um autor retrato literário no contexto social em que vivo e configuro o meu agora. Certamente, parte significativa das respostas não serão as mesmas. Eu não serei a mesma.