terça-feira, 20 de março de 2018

DEZ PERGUNTAS A... TACIANA VALENÇA

Agradecemos à autora TACIANA VALENÇA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Uma pessoa prática, intensa, sincera e inquieta. Gosto de objetividade e não sou muito de entretantos. Persigo alguns objetivos na vida com mais paixão do que razão. Levo para minha poesia esta característica. Sou intensa e profunda, não me importando com julgamentos. Escrevo como quem explode e vivo de explosões diversas.

2 - O que a inspira?

Na oficina que fazia com Raimundo Carrero, esta era uma discussão. Ele dizia que não existia inspiração, o que existia e existe é uma explosão.  
Explosão de tudo o que se vivencia e se lê. Concordo, em parte. 
Acho que existe também o dom, a facilidade com que uns escrevem em detrimento de outros, que até falam bem, mas na hora de se expressarem na escrita tem dificuldades. 
Acho que os escritores de romance podem sim, trabalhar exaustivamente sua escrita, mas poeta, poeta nasce poeta e inspiração de poeta pode ser tudo, ou nada. 
Claro que o que vive, viveu e percebe tem influência, mas na hora que passar para o papel, aí sim, percebemos quem é ou não poeta. Minha inspiração vem de qualquer coisa, mas minha inquietação sobre a vida fala alto nos meus poemas.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não. Não tenho nenhuma espécie de tabu.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Já participei de várias, nem sei mais de quantas. Acho importante como exercício e divulgação.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Confesso que poderia ter mais impacto e que sou um pouco dinossaura em redes sociais. Mas tenho um Blog, que por não divulgar tanto não tem muita visitação, tenho uma página que se chama Pétalas no facebook e posto algumas coisas num site de escritores e na minha própria página. Acho que é sim, um instrumento poderoso de divulgação. Talvez eu não esteja dando a importância devida.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Escrevi uma vez sobre a responsabilidade do escritor. Acho que tudo é muito fácil hoje. Quando digo que qualquer pessoa pode escrever um livro, digo com uma grande preocupação com o que se lê hoje. 
Inclusive (e por que não), antologias, que parecem ter virado uma maneira de se ganhar dinheiro, não importando muito a qualidade de nada. Isso prejudica muito a boa literatura. 
Não estou falando aqui da Conexões, porque conheço a seriedade de quem faz, mas de muitas outras. 
O que acho é que qualquer pessoa que goste de escrever pode sim, escrever um livro, participar de antologias, mas, deve ter o respeito pelos leitores e ter senso crítico, além de investir na qualidade da sua escrita. Pontos positivos existem e sempre existirão, resta ao escritor estar disposto a, primeiro, ler os bons autores, segundo, fazer oficinas literárias e entender que tem grande responsabilidade a partir do momento que resolve fazer um livro, seja romance, poesia ou outros.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Qualidade da obra do autor, sem dúvidas.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Com apenas dois livros infantis publicados em 2010 (e não comercializados), este ano sai o meu primeiro livro de poesias. Os projetos, a princípio, são investir um pouco mais na minha escrita. Gosto muito de escrever histórias infantis, crônicas e contos, pretendo dedicar mais tempo a esses tipos de textos literários, mas não de qualquer forma, gosto de uma escrita limpa, objetiva, mas que tenha um quê de originalidade.

9 - Sugira um autor e um livro!

Gabriel Garcia Marquez – Cem anos de Solidão, acho incrível.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Porque a preferência pela poesia? (pois tenho mais de duas mil escritas)

A poesia para mim é uma explosão momentânea, uma necessidade, uma terapia. Ajuda a expurgar o que está em mim ou no Universo onde habito e isso é necessidade imediata, não pode esperar.


Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

segunda-feira, 19 de março de 2018

ADRIANA FALA DE... I TERTÚLIA IN-FINITA/PALÁCIO BALDAYA


Após uma semana de ventos e chuva forte, sábado, amanheceu com sol, contrariando todas as previsões do tempo. Foi nesse clima que aconteceu a I TERTÚLIA IN-FINITA/PALÁCIO BALDAYA, com o Tema MÚLTIPLAS VOZES e os autores convidados, MARIA ANTONIETA OLIVEIRA e VÍTOR COSTEIRA, iluminaram ainda mais, com talento, simpatia, poesia e uma boa conversa que cativou e envolveu a todos que ali estavam.

Maria Antonieta e Vítor aqueceram essa manhã fria de inverno, com assuntos pontuais, interagindo com o público e pontuando com maestria e excelência, o que para nós, representa uma Tertúlia. Só temos que agradecer a imediata disponibilidade e carinho com que responderam ao nosso convite, além de toda a divulgação.

Para  resumir, transcrevo o comentário do Carlos Arinto, também autor, que me chegou através da nossa página do facebook:

1. As redes sociais não merecem a importância que se lhes quer atribuir.
2. Não percebi o que é o erotismo.
3. Sou do tempo dos livros "proibidos". Talvez esteja na altura de regressarmos ao passado.
4. As diferenças entre "homem-mulher" não me impressionam, nem percebo o que é isso do dia.... Das pessoas. São todos os dias.
5. Que o Homem é naturalmente mau, sabia. Obrigado Vítor Costeira. Foi a religião e a Igreja que edificou assim o homem.(e a mulher) 
6. Acompanhei o Mário Viegas em muitos recitais em que ele declamava o folheto de instruções da máquina de lavar roupa. Nada de novo.
7. Parabéns a todos os participantes. Nota: excelente.

E nessa caminhada, com flores e alguns espinhos, pois se tratando de produção, alguns detalhes ficam àquem ao desejado, por mais que estejamos precavidos, recebendo o apoio e incentivo de todos, mais uma vez, só temos que agradecer a receptividade e presença dos autores e poetas e também dos amigos e leitores que prestigiaram I TERTÚLIA IN-FINITA/PALÁCIO BALDAYA, é o que nos alimenta e estimula a seguir em frente, na certeza do caminho certo.

Aos autores que deixam seus livros disponíveis para a nossa doação para a Biblioteca BALDAYA, o nosso muito obrigado. Um contributo para o nosso projeto desde o primeiro dia, que tem como missão, dar voz e divulgar autores, permitindo o acesso a todos que se interessam por literatura, principalmente poesia.

Seja nos saraus, tertúlias ou demais eventos, temos um cantinho disponível para uma mini-feira, onde as obras ficam expostas e disponíveis para quem quiser adquirir, diretamente com o autor.

Os eventos, sempre aos sábados, a cada quinze dias, de 11:00 às 12:30, acontecem no horário determinado e com rigor.  A IN-FINITA (Adriana  Mayrinck e Emanuel Lomelino) tem sempre o cuidado em manter essa  marca, que já acontecia, em demais eventos realizados individualmente por cada um de nós.

E vamos seguindo para o III SARAU IN-FINITA/PALÁCIO BALDAYA, no dia 24 de março, em celebração ao dia internacional da mulher e ao dia internacional da poesia. Todos convidados!

Lembrando que a inscrição para declamação ou leitura é feita por ordem de chegada e encerra pontualmente às 11:00, início do evento. Nossa divulgação é feita com duas semanas de antecedência, em nossas páginas e grupos nas redes sociais.

DRIKKA INQUIT

domingo, 18 de março de 2018

CRÓNICAS DA AVÓZITA... GRATIDÃO



Quando te convidam para um sarau ou uma tertúlia, tu vais, ou não, consoante a disponibilidade; a distância entre a tua casa e o local onde se irá efectuar; de quem parte o convite e, depois de todos estes itens bem analisados, tomas a tua decisão. Mas, quando te convidam para uma primeira tertúlia em que serás uma das duas principais intervenientes, e a outra, um poeta já bem conhecido na nossa praça, aí, aí tu nem sequer hesitas e de imediato aceitas.

Foi o que aconteceu.

E, numa manhã de sábado, em que a meteorologia previa chuva, o sol brilhou e as palavras soltaram-se como pombas brancas ao encontro da paz.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

sábado, 17 de março de 2018

DEZ PERGUNTAS A... FERNANDO MATOS

Agradecemos ao autor FERNANDO MATOS a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Houve um tempo que repetia várias vezes para mim mesmo: Por que escrevo? Então após ler sobre filósofo francês René Descartes cheguei a conclusão de que escrevo para coexistir na história sem a intenção de altas glórias apenas estar presente na vida de alguém como autor e pessoa contribuindo para o “Belo” na evolução humana.

2 - O que o inspira?

A Vida... Sou um artista/Poeta e nada mais me fascina que a vida, tão cheia de mistérios, dores e amores.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não, porém em alguns poemas existe um pouco de “proibido” e “sagrado” cabe a quem ler descobrir e fazer suas conclusões.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Aprendi com minha amiga de Genebra a escritora Jacqueline Aisenman (brasileira) que devemos compartilhar sonhos e é assim que vejo Antologias e Colectâneas, um sonho compartilhado com a humanidade.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Um feedback rápido e perigoso... Rápido porque a “curtida” vem instantaneamente e perigoso porque não sei se consegui chegar ao intimo da pessoa que leu meu trabalho e cair numa auto-afirmação e é por isso que estou sempre revisando meus textos apreendi isso com o meu Mestre Literário Raimundo Carrero. 

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Positivos: Deixar materializado seus pensamentos e ideias; Conhecimento; Evolução como pessoa e autor. Negativos: Pensar que somos “únicos”; Pensar que somos Intelectuais imbatíveis (tem muito infelizmente); a soberba literária.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Manter a sua essência, simples assim.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Cheguei aos meus 55 anos com muitas expectativas e isso me causou  dores enormes. Vivo o hoje na esperança de que cada dia traga-me novas surpresas. Ensinar ao meu filho a responsabilidade da leitura e de como ler o mundo sem se machucar.

9 - Sugira um autor e um livro!

Augusto Boal – Teatro do Oprimido

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Você é feliz? Resposta: Isso para mim é uma retórica... "Interrogação feita sem a necessidade de uma resposta: pergunta retórica."

Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

sexta-feira, 16 de março de 2018

DEZ PERGUNTAS A... PATRÍCIA PORTO


1 - Como se define enquanto autor e pessoa?
Não separo minha autoria da minha pessoa. Mas cada vez mais me distancio da minha pessoa para viver a minha autoria, porque foi a única forma que encontrei de ser mais completa na minha escrita, porque a vida, esta - por tão incompleta e difícil - não é para dar conta mesmo. Então a minha pessoa vem ficando diminuta, como quando envelhecemos.
2 - O que a inspira?
Tudo e nada. Outros poetas me inspiram. Sou mais poeta que qualquer outra coisa. Então a própria estética da poesia me inspira, os sons me inspiram. Tenho um tímpano perfurado que me causou certa surdez. As pessoas não entendem quando mudo de posição para ouvi-las melhor, as pessoas não entendem nada que seja fora do próprio umbigo delas. Descobri que as pessoas ouvem pouco, porque ouvem mais. Quanto mais ouvem menos ouvem. É paradoxal. Por isso tudo me inspira. Assim como a natureza do nada também me inspira. Saber que somos ínfimos, pequenos num universo de milhões de outras coisas mais importantes que nós.
3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?
Nenhum tabu. Porque minha vida foi da barbárie, tive uma infância violenta e triste demais para poder mais tarde, hoje digo, pensar em tabus. Sou desprovida deste empecilho.
4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?
Gosto das múltiplas vozes culturais, da polifonia, do experimento mesmo entre o que afina e o que desafina. Uma antologia/coletânea sempre traz elementos provocativos, no sentido de causar um certo desconforto ao leitor das linearidades.  
5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?
As redes sociais têm seus aspectos negativos. Isto é inegável. Mas no meu percurso ela foi uma possibilidade “real” de conhecer pessoas importantes, pessoas que estão na minha vida e vieram para ficar, para ampliar parcerias, criar pontes. O bom uso das redes sociais nos une e cria oportunidades. 
6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?
Os meus pontos negativos também são positivos (risos). Não há uma dicotomia que separe o que é angústia e prazer no processo criativo. Há muito trabalho, trabalho árduo de açougueiro, de corte, de ouvir muitas vezes o mesmo verso, de cortar na carne, de deixar para depois aguando, de sofrer pela espera, de sentir alívio pelo término, mas ao mesmo tempo também sentir aquela imensa solidão da partida.
7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?
Entrevistas, hoje - vídeos de leituras de poemas, criatividade no uso da tecnologia, a mistura de várias linguagens, sobrepô-las, fazer bricolagens. É um universo mutante o midiático, cheio de possibilidades. Mas os encontros (os clubes de leitura, concertos de poesia, feiras) também são importantíssimos para divulgar a palavra escrita na fala.  
8 - Quais os projectos para o futuro?
Tenho dois livros prontos. Um de poemas, outro de prosa. Estão na parte de finalização. O de prosa será lançado ainda este ano e o meu quarto de poemas no início do próximo. É preciso deixar que um livro lançado tenha seu tempo, esgote suas potências de alcance. Por isso sigo trabalhando com o “Cabeça de Antígona” ainda neste semestre. Há círculos nele que podem ainda ser explorados.  
9 - Sugira um autor e um livro!
Vou sugerir (por homenagem) o Victor Heringer e seu belíssimo trabalho "O amor dos homens avulsos".
10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
Como é o seu processo criativo? (Que horas escreve? Com qual frequência?)
Eu escrevo o tempo todo quando posso ou me deixam. Cada vez mais eu fui deixando o “quando posso” para o “quando me deixam”. Escrevo nas brechas, por isso coleciono fragmentos, trechos inacabados, escritos demolidos. A dureza da vida, a falta de recursos financeiros, o aluguel, essas coisas vão trazendo as interrupções, os volumes. Por isso sou uma escritora de brechas. Mas nessas brechas sou uma obcecada compulsiva. (risos)  

mini-Biografia: Patricia Porto

Graduada em Literaturas Brasileira e Portuguesa, Doutora em Políticas Públicas e Educação, professora e poeta, publicou a obra acadêmica "Narrativas Memorialísticas: Por uma Arte Docente na Escolarização da Literatura” e os livros de poesia "Sobre Pétalas e Preces" e "Diário de Viagem para Espantalhos e Andarilhos". Participou, ainda, de coletâneas no Brasil e no exterior, integra o coletivo Mulherio das Letras e é colaboradora do portal da ANF (Agência de Notícias das Favelas).

quinta-feira, 15 de março de 2018

FALA AÍ BRASIL... JOÃO AYRES (XXI)


Tragédia número 14

Evidentemente que a intenção de seu Armando explícita no capítulo anterior carrega em seu bojo o fracasso inevitável, pois não conseguir matar o tal Matias que por sua vez vai levando sua vida de forma tranquila e estóica constitui extrema frustração.

Matias estava tranquilo em sua casa quando recebeu um telefonema de Freitas dizendo que havia sido internado de novo e que precisava de ajuda para um tratamento adicional que seu plano de saúde não cobria.

Matias que tinha algumas economias e que disse que não poderia fazer nada neste caso em questão e que lamentava o fato e coisa e tal;

Freitas que diz que se conseguir viver mais um pouco vai mandar as fotos dele com Aparecida na cama para infernizá-lo.

Matias que argumenta que Armando não vai gostar de ver isso.

Freitas que diz que se estiver à beira da morte, fará questão de deixar estas fotos com o intuito maior de torturá-lo.

Freitas que diz que tem gravado todo desabafo da tal adúltera em relação a ele.

Freitas que diz no verbo dizer que quer negociar.

Matias que diz que vai pensar.

mini-Biografia:

Poeta, ensaísta, romancista, compositor, cantor de samba,jazz e blues.
Parceiro e biógrafo de Delcio Carvalho.

quarta-feira, 14 de março de 2018

DEZ PERGUNTAS A BÁRBARA ABREU


Agradecemos à autora Bárbara Abreu a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Sou uma pessoa com um certo “viés marxista”. Através dos meus textos busco fazer as pessoas refletirem sobre diversos temas, especialmente os que envolvem problemas sociais. Acredito que essa reflexão é essencial para formar sujeitos autônomos, críticos e solidários.

2 - O que o inspira?

Encontro inspiração nas realidades sociais.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Sim! Temas que envolvem censura por parte da sociedade... são um “prato cheio de ideias” para quem gosta de escrever.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

É um lindo encontro de poetas e escritores. Reunião de talentos em uma só obra.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

É um excelente veículo de divulgação para os trabalhos dos autores.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

É um universo bastante restrito e ainda pouco investido por parte do Estado e da sociedade em geral.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A internet e os diversos meios de comunicação são essenciais para a divulgação do trabalho dos autores.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Estarei lançando minha primeira obra, no mês de abril deste ano, pela editora Autografia. Um conto infantil intitulado: A baleia Lalá e o seu filhote do coração.
Continuarei fazendo meus contos e poesias e, espero encontrar pelos caminhos da vida, projetos lindos como o Conexões Atlânticas.

9 - Sugira um autor e um livro!

Augusto Cury, o Vendedor de Sonhos.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como surgem suas ideias?
R- Através dos meus sonhos literalmente... Sonho com as obras e escrevo ao acordar.


Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link