sexta-feira, 27 de julho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... LIA SENA


Agradecemos à autora LIA SENA a disponibilidade em responder ao nosso questionário
1 - Como se define enquanto autora e pessoa?
Definir-se é sempre um risco; acredito que o que melhor me define enquanto autora e pessoa é o senso de liberdade, empatia e desejo de um mundo mais igualitário e sensível!
Não tenho um modelo padrão de escrita; busco, dentro do meu estilo, escrever nos mais diversos formatos e sobre os mais variados temas, preferencialmente na linguagem poética que é o meu segmento; e a poesia, em especial, nos propicia essa liberdade de falar com todas as vozes.
2 - O que a inspira?
A minha motivação é a palavra; escrevo a partir da palavra. Não sinto necessidade de momentos especiais, emoções que me induzam a escrever, epifanias... Sou apaixonada pela palavra e a minha poesia não é autobiográfica, mas é lógico que tudo que escrevemos, acaba passando por nossos sentimentos, vivências, sensações, preocupações sociais, etc.
3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?
Não, nenhum tabu; escrever, pra mim, é exercício de liberdade! Só não escrevo sobre o que não gosto e não uso palavras que não aprecio, pois sou minha primeira leitora e crítica.
4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?
Fiz um caminho inverso ao que a maioria das/dos poetas costumam fazer; publiquei livros solo e só de algum tempo pra cá, participei de algumas antologias. Acho importante, estar ao lado de outras pessoas num empreendimento literário, atingir outros públicos e, no campo editorial restrito que temos, sem muitas oportunidades, em especial às mulheres, as antologias e coletâneas, têm um papel importante para poetas e contistas.
5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?
Muito importante! Devo muito às redes sociais; creio que sem elas, meu trabalho não teria um terço da repercussão que tem e eu não teria acesso a tantas escritoras e escritores maravilhosos que hoje leio diariamente. As redes sociais ajudam na divulgação e no encontro que acaba estimulando para que se produza cada vez mais e melhor.
6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?
Escrever é estabelecer um elo com o mundo; é maravilhoso! Considero negativas, as competições exacerbadas, disputas de ego, discriminação e atitudes de falta de caráter de algumas pessoas, além das dificuldades editoriais que enfrentamos. A publicação de um livro deveria ser mais barata e acessível, numa editora de qualidade! Além disso, a divulgação do livro, ainda é muito restrita por parte das editoras.
7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?
Contatos; qualidade do trabalho; interação nas redes sociais e participação em eventos literários.
8 - Quais os projectos para o futuro?
Escrever um romance (que está no comecinho ainda), continuar escrevendo poesia, sem grandes expectativas, deixando fluir naturalmente.
9 - Sugira um autor e um livro!
Difícil escolher um! Não tenho ídolos na literatura; sugiro que leiam muito, vários autores, vários gêneros diferentes, mas só se for por prazer. Há uma imposição pra que se leia e o verbo ler, não comporta o imperativo “leia”, as pessoas devem ler o que lhes agrada e no momento que sentem vontade.
10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
O que a escrita te proporciona de mais importante?
Empoderamento e afetos.
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quinta-feira, 26 de julho de 2018

ADRIANA FALA DE... PRODUÇÃO DE LIVROS IN-FINITA (II)



Meu avô, nascido em São Paulo, trabalhou uma vida inteira na José Olympio Editora, primo e afilhado de José Olympio, foi responsável pela primeira filial em Recife, saiu de São Paulo e fixou residência na terra do sol, levou a esposa e a filha cariocas. E foi em Recife que nasci, com pai pernambucano. Nasci no meio dos livros e da mistura dos três estados mais influentes na literatura Brasileira. Cresci, passando férias no Sebo (Alfarrábio) do meu bisavô, no Rio de Janeiro. Conheci esse universo de editoras, gráficas e livrarias bem de perto.

E por tal conhecimento, afirmo que a IN-FINITA tem uma outra trajetória em sua caminhada e ideal. Não somos e nunca seremos editora. Reafirmando as palavras sempre ditas pelo Emanuel Lomelino. Temos uma outra visão do mercado e de como queremos atender os autores e prestar nossos serviços para as editoras.

A empresa no Rio de Janeiro continua pagando seus impostos devidamente. Em Portugal, inscritos nas finanças, também contribuímos de forma legal, respeitando todas as exigências. Apenas para esclarecer e responder as palavras que me chegam ao vento, vindas sabe-se lá de onde, que sem conhecer os bastidores, disseminam e propagam inverdades. E nem era preciso escrever isso porque cada um sabe de suas contas e forma de estar, mas como prefiro cortar o mal pela raiz e retirar as ervas daninhas do meu jardim, prefiro esclarecer publicamente e de imediato aos que querem denegrir ou impedir que as primeiras sementes floresçam, pois estou focada e com muito trabalho plantando as minhas flores, e não sobra muito tempo para ver a grama do vizinho ou ficar justificando isso e aquilo. E aproveito ainda para informar que a estufa é resistente à chuva forte, inundações, tempestades, vendavais e incêndios.

Sempre repito após ler na internet uma frase de Alexsandra Zulpo que uso como lema de vida:

“Promova o que te encanta ao invés de atacar o que te desagrada.”

E é promovendo o que nos encanta que a IN-FINITA trabalha com honestidade, transparência e com imensa boa vontade. Apenas decidimos, na produção de livros individuais, colecções e antologias, ter uma margem de lucro mínima, para atender de uma maneira justa e acessível as necessidades de cada autor. E também educando, esclarecendo e informando, com a nossa assessoria literária, sobre regras, estruturas e formas mais adequadas de formatar um livro. Queremos contribuir com aqueles que chegam até nós e deixar a nossa marca e diferencial, dentro daquilo que acreditamos, enquanto autores e profissionais.

Aos autores que nos procuram para saber sobre livros, a nossa primeira e clássica pergunta é: “Qual a sua pretensão como autor?” Se quer ter livros em grandes plataformas, sugerimos várias editoras, parceiras ou não, dentro do perfil do trabalho de cada uma. Há um mercado explorado pelas editoras e livrarias, do qual não queremos fazer parte, e isso é ponto pacífico e fora de questão nos nossos objetivos.

Porque acreditamos que para autores, que ainda não atingiram um determinado patamar, livros vendem-se em eventos, para outros autores, familiares, amigos e leitores que se tornam interessados, justamente por participar de uma tertúlia que o leva a esse despertar.

Não somos concorrentes das editoras, pelo contrário, disponibilizamos sempre os nossos serviços, trabalhamos e formamos parcerias, para todas, sem exceção ou restrições, que nos contratam e acreditam em nosso trabalho.

Começámos com projetos que envolvem também eventos e mini-feiras, a partir daí a necessidade de produzir antologias, como mais uma das nossas ferramentas de divulgação, além de ser o nosso “Cartão de Visitas”, para que conheçam o nosso trabalho e o discurso, sempre frontal e verdadeiro, vindo de mim ou do Emanuel. E assim somos e continuaremos.

E quem quiser chegar, seja muito bem-vindo!

DRIKKA INQUIT

DEZ PERGUNTAS A... MANINHA CELESTINO


Agradecemos à autora MANINHA CELESTINO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Sou inquieta e auto-crítica. Não tenho um estilo definido

2 - O que a inspira?

Tudo. As pessoas, os animais, as coisas, os sonhos

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não. A liberdade que conquistamos ao escrever não nos permite tabus.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Total importância. Dividir os espaços com outros poetas nos faz crescer e aprender mais

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

É uma porta aberta para a divulgação do trabalho, mas prefiro as reuniões com pessoas de verdade

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Podemos ser muitas pessoas e ninguém ao mesmo tempo. A poesia é mágica. Nos faz viajar e transportar outras pessoas para mundos imaginários. O lado negativo é que ainda é muito caro publicar um livro ou gravar uma música no Brasil

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Colocar sua obra no lugar certo, no momento certo, para pessoas que possam compreender a magia da escrita

8 - Quais os projectos para o futuro?

Publicar meu livro de poesia e depois uma biografia

9 - Sugira um autor e um livro!

Patativa do Assaré- Livro: Ispinho e Fulô

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Diante de tantas dificuldades, vale a pena escrever?
Sim. Do contrário, não saberíamos enxergar a vida com os olhos da realidade e ao mesmo tempo, brincar de ser personagens de mundos diversos.

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

EU FALO DE... NOSSAS SOLUÇÕES PARA EDITORAS


Para não estar sempre a escrever do mesmo e ficar com o discurso coxo, hoje explicarei aquilo que a In-Finita tem para oferecer às editoras.

Sabemos que há muitos aspectos no universo editorial que precisam ser melhorados e temos as ferramentas para colmatar algumas carências. Os nossos serviços de revisão de textos, paginação, elaboração e coordenação de eventos, entre outros, estão a um contacto de distância de qualquer interessado.  

É do conhecimento público que neste momento temos parcerias com duas editoras portuguesas: Edições Vieira da Silva e Chiado Editora.

A ambas prestamos serviços de divulgação dos seus livros e autores (com resenhas e entrevistas) e, com os primeiros, também temos colaborado, com alguma regularidade, na elaboração de concursos literários e na coordenação de obras colectivas e colecções literárias.

Brevemente alargaremos a nossa parceria com a Chiado Editora com um novo projecto, ainda no segredo dos deuses.

Não temos contratos de exclusividade e estamos preparados para oferecer os mesmos serviços a outras chancelas, assim o queiram e nos procurem nesse sentido.

Como temos afirmado amiúde, estamos aqui para agregar, ajudar e ser o complemento do trabalho que outros realizam. Estamos aqui para somar e não para dividir. Estamos aqui para, com o nosso esforço, contribuir para o enriquecimento da lusofonia. 

Estamos aqui para ajudar a engrandecer a cultura, os livros, os autores e as editoras.

MANU DIXIT

DEZ PERGUNTAS A... CÍCERO RODRIGUES


Agradecemos ao autor CÍCERO RODRIGUES a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Sou péssimo pra me definir, pois faço parte daquelas pouquíssimas pessoas confusas, sabe? Aquelas mesmas pessoas que preferem ficar em cima do muro vendo a guerra dos dois lados, ficando sempre entre o amor e ódio.

2 - O que o inspira?

A natureza, com toda certeza é o que mais me inspira, a lua, as maravilhosas estrelas, o vento, a noite, árvores, pássaros, tudo relacionado a natureza. Também me inspira aquela velha música apaixonada que eu repito umas cinquenta vezes.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Sim, acredito que toda obra tem que ter um limite, eu evito ao máximo falar de fé, pois meu posicionamento pode não agradar a todos, e podem até me criticar, mas eu gosto de todos e quero agradar a todos, mesmo sabendo que isso será impossível eu sempre tento.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Extrema importância, pois é um momento em que obras de pensamentos diferentes se casam, se namoram num só livro.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Eu bem que queria poder criticar as redes sociais e dizer que não dependo delas, mas não posso, pois foi por meio de blog que comecei a compartilhar meus poemas. Inclusive, quem quiser dar uma olha é: portalmundodapoesia.blogspot.com

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Pontos positivos não faltam: você se expressar, tentar desabafar com a própria caneta, deixar das mais variadas formas algo registrado no mundo, algumas pessoas nos olharem com novos olhos, com novos pontos de vista. Os negativos, ah, pouquíssimo reconhecimento ou nenhum, pouco valor que o sistema dá a esse universo da escrita.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Ah, acho que a interação com o público é muito importante, e novos métodos de espalhar a obra. Não ficar só naquela velha rotina de divulgar tudo na internet, sabe?

8 - Quais os projectos para o futuro?

Vou entender a pergunta como “quais sonhos para o futuro”. Ah, como disse antes eu gosto muito da natureza, pretendo não alongar mais isso, me formar em biologia daqui uns anos, mas antes fazer uma graduação alternativa para alcançar meu sonho de origem, pois aqui na cidade não tem opções se tratando de educação, depois ser biólogo, ganhar pouco e ser feliz com o trabalho que admiro e me inspiro, a escrita sempre vai me acompanhar, sempre terei tempo para ela. Agora estou trabalhando em um livro que muito em breve será publicado, se chama “No Mundo da Poesia”, é uma homenagem ao meu blog. Não gosto muito de falar em futuro, pois meu bordão mais conhecido é “o tempo sempre insiste em me odiar.”

9 - Sugira um autor e um livro!

Olha, gosto de muitos, mas hoje eu vou de “Sentimento do Mundo” de Carlos Drummond de Andrade

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Eu gostaria que me perguntassem: “Por que você se contradiz tanto, e é tão indeciso assim?” Olharei irônico para a pessoa e responderia humildemente: “Eu sempre disse que se tratando de opiniões embaraçosas eu tenho várias personalidades, mesmo sabendo que isso seja meio nojento de se dizer, essa é a verdade. E as pessoas que vivem com certeza de tudo certamente em algum momento do tempo, irão se perder. E até quem desiste fácil eu considero forte, pois se o céu é infinito é porque somos limitados.

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terça-feira, 24 de julho de 2018

ADRIANA FALA DE... III TERTÚLIA IN-FINITA


Ainda sobre a manhã de sábado na III TERTÚLIA In-Finita/Palácio Baldaya com o lançamento da II antologia Conexões Atlânticas Brasil/Portugal, onde amanhecemos com a arte do encontro e das palavras.

E a palavra GRATIDÃO é a única que pode resumir e sintetizar tudo o que sentimos nesse dia. A In-Finita Lisboa (Adriana, Emanuel e Julia) não mede esforços para contribuir com o autor e fazer um trabalho justo e de qualidade, e essa mais nova produção veio de encontro a tudo o que acreditamos.

Com a sala cheia com a presença querida e selecionada daqueles que aceitaram o nosso convite para amanhecer com poesia, em uma apresentação não tão comum ao que estão habituados, falamos do projeto Conexões Atlânticas e esclarecemos sobre a forma de estar da In-Finita, como prestadora de serviços, e depois demos espaço aos autores mas a confraternização foi além disso. Havia poesia no olhar, no sorriso, nas trocas de palavras, no abraço, e é esse o seu significado maior e, com simplicidade, fizemos naquela manhã um momento único e especial, sentindo a energia, mesmo daqueles que estavam longe, e quanto a boa vontade pode unir distâncias.

Agradecemos da melhor forma que sabemos fazer, entregando livros e palavras com afeto. Esses livros distribuídos são patrocinados pelos co-autores participantes. E para eles, que compreenderam o projeto, mais uma vez, o nosso muito obrigado!

Brindamos não só à nossa satisfação em atender as expectativas de cada um, mas por saber que estamos no caminho certo, na promoção e divulgação do que realmente nos interessa: os autores e seus poemas.

Os brasileiros foram representados por um convidado especial, Manuel Jorge, enviado por nossa querida amiga, e participante do projeto, a autora brasileira Mirian Angotti, tendo lido um poema da mesma e que também nos acarinhou com a sua participação musical.

Pelos portugueses, fiz questão de representar, em agradecimento, lendo um poema de Ana Coelho, uma das maiores incentivadoras dessa antologia, convidando muitos autores, que citaram a sua indicação. E também homenagem particular, a todos, pois desde que cheguei em terras lusas, fui abraçada com muito carinho e fiz amigos muito especiais que sempre contribuem, apoiam, divulgam e participam dos nossos projetos. Esses amigos são o alicerce, a força e o incentivo para dar continuidade ao que pretendemos realizar.

O projeto CONEXÕES ATLÂNTICAS é mais uma ferramenta da divulgação. Começou tímido com a participação de 54 autores brasileiros na I Antologia, lançada em março e celebramos agora, em um único volume, mas dividido em três partes, a união de 35 autores brasileiros, e também 43 autoras brasileiras que fazem parte do Movimento Mulherio das Letras e 35 autores portugueses,
em 234 páginas nessa segunda produção.

São eles:

Brasil

AnaMaria Alves
Ana Paula Sobrinho
Antonio Belforte Lavacca
Anthony Juszczak Portes
Auzêh Freitas
Bárbara Abreu
Carmen Lúcia de Queiroz 
Carlos Alberto Cavalcanti
Carlos Rolo
Cícero Rodrigues
Cláudia Lundgren
Cosme Rogério Ferreira
Dhenova
Duval Brito
Edson Amaro de Souza
Frederico Spencer
Gabriel Oscar
Gesilda Medeiros
Ibson Souto
Iranildo Machado
Jaciel Bezerra
Jammy Said
José Galvão de Melo Neto
Josessandro Andrade
Lúcio Mustafá
Maninha Celestino
Marília Remes
Paulo de Carvalho
Petrucia Camelo
Rô Martins
Sidney França
Taciana Valença
Tchelo D’Barros
Thiago Guimarães
Vanize Claussen


Brasil - Mulherio das letras

Adriana Garcia
Aldirene Máximo
Ana Amélias Nunes
AnaCarol Cruz
Andrea Pelagagi
Angeli Rose 
Beatriz H. Ramos Amaral
Conceição Cruz
Cristiane Motta
Érica Azevedo Santos
Esther Alcântara
Gisele SN
Ilana Eleá
Ilza Carla Reis
Isabel Furini
Ivy Menon
Jullie Veiga
Lia Sena
Lindevania Martins
Luciana Bessa Silva
Luh Oliveira
Mardenia Maria
Maria de Fátima Soares
Mariana Virgínia Moretti
Mírian Angotti
Natália Lopes
Nayara Christina
Nic Cardeal
Patrícia Porto
R. A. Stuani
Regina Bustolin
Rita Queiroz
Rosa Maria Mano
Roseli Silva de Queiroz Lima
Sérgia A.
Tânia Maria Alves
Teca Mascarenhas
Thina Curtis
Valeska Brinkmann
Vilmara Bello
Wanda Monteiro


Portugal

Alberto Cuddel
Alvaro Giesta
Ana Coelho
Ânimo
Antero Jerónimo
Cecília Gomes
Clara Patachão
Cristina Pinheiro Moita
Florinda Dias
Fortunata Fialho
Frassino Machado
Gabriela Rangel
Georgina Caçador
Isabel Bastos Nunes
João Dordio
José António Pinto
Leandro Pereira de Freitas
Litas Ricardo
Manuel Machado
Manuel Rodrigues
Manuela Baptista
Maria Antonieta Oliveira
Maria Estrela do Mar
Maria José Fontoura
Mariete Lisboa Guerra
Mer Rose
Miguel Curado
PC SO
Rosamar
Rosário Pedroso
Rosete Cansado
Sara Timóteo
Suzana D’Eça
Vieirinha Vieira
Vítor Costeira

cujas biografias que podem ver neste link

As antologias são uma forma de mostrar o nosso trabalho, concretamente, mas o projeto vai além disso. Conexões Atlânticas Brasil/Portugal é continuado e pretendemos fazer pelo menos 3 antologias por ano, pois esses autores estarão sempre navegando por nossas páginas, sejam em biografias, entrevistas, poemas, partilhas de fotos dos eventos em que participamos. Seus poemas são lidos nos SARAUS In-Finita e onde podemos divulgar os levamos sempre conosco. A primeira antologia já chegou às mãos do presidente Marcelo e foi doada na FEIRA DE LISBOA de 2018. E as duas também estarão na Biblioteca Nacional, no Brasil e em Portugal, além da divulgação atravessar o oceano. Contamos com amigos e parceiros em Recife, Sertânia, Niterói, Porto Alegre e outros estados do Brasil que estão nos ajudando a fortalecer essa ponte de poesia e lusofonia.

O que nos importa verdadeiramente é criar essa conexão entre autores e autores, autores e leitores, entre Brasil e Portugal, e fazer da poesia o nosso ponto de partida e porto de chegada.

Até à próxima viagem…

Sintam-se abraçados,
Adriana Mayrinck

Acompanhe as nossas páginas e os nossos autores.




Faça parte desse projeto!

DEZ PERGUNTAS A... PATRÍCIA PORTO


Agradecemos à autora PATRÍCIA PORTO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Não separo minha autoria da minha pessoa. Mas cada vez mais me distancio da minha pessoa para viver a minha autoria, porque foi a única forma que encontrei de ser mais completa na minha escrita, porque a vida, esta - por tão incompleta e difícil - não é para dar conta mesmo. Então a minha pessoa vem ficando diminuta, como quando envelhecemos.
2 - O que a inspira?
Tudo e nada. Outros poetas me inspiram. Sou mais poeta que qualquer outra coisa. Então a própria estética da poesia me inspira, os sons me inspiram. Tenho um tímpano perfurado que me causou certa surdez. As pessoas não entendem quando mudo de posição para ouvi-las melhor, as pessoas não entendem nada que seja fora do próprio umbigo delas. Descobri que as pessoas ouvem pouco, porque ouvem mais. Quanto mais ouvem menos ouvem. É paradoxal. Por isso tudo me inspira. Assim como a natureza do nada também me inspira. Saber que somos ínfimos, pequenos num universo de milhões de outras coisas mais importantes que nós.
3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?
Nenhum tabu. Porque minha vida foi da barbárie, tive uma infância violenta e triste demais para poder mais tarde, hoje digo, pensar em tabus. Sou desprovida deste empecilho.
4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?
Gosto das múltiplas vozes culturais, da polifonia, do experimento mesmo entre o que afina e o que desafina. Uma antologia/coletânea sempre traz elementos provocativos, no sentido de causar um certo desconforto ao leitor das linearidades.  
5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?
As redes sociais têm seus aspectos negativos. Isto é inegável. Mas no meu percurso ela foi uma possibilidade “real” de conhecer pessoas importantes, pessoas que estão na minha vida e vieram para ficar, para ampliar parcerias, criar pontes. O bom uso das redes sociais nos une e cria oportunidades. 
6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?
Os meus pontos negativos também são positivos (risos). Não há uma dicotomia que separe o que é angústia e prazer no processo criativo. Há muito trabalho, trabalho árduo de açougueiro, de corte, de ouvir muitas vezes o mesmo verso, de cortar na carne, de deixar para depois aguando, de sofrer pela espera, de sentir alívio pelo término, mas ao mesmo tempo também sentir aquela imensa solidão da partida.
7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?
Entrevistas, hoje - vídeos de leituras de poemas, criatividade no uso da tecnologia, a mistura de várias linguagens, sobrepô-las, fazer bricolagens. É um universo mutante o midiático, cheio de possibilidades. Mas os encontros (os clubes de leitura, concertos de poesia, feiras) também são importantíssimos para divulgar a palavra escrita na fala. 
8 - Quais os projectos para o futuro?
Tenho dois livros prontos. Um de poemas, outro de prosa. Estão na parte de finalização. O de prosa será lançado ainda este ano e o meu quarto de poemas no início do próximo. É preciso deixar que um livro lançado tenha seu tempo, esgote suas potências de alcance. Por isso sigo trabalhando com o “Cabeça de Antígona” ainda neste semestre. Há círculos nele que podem ainda ser explorados.  
9 - Sugira um autor e um livro!
Vou sugerir (por homenagem) o Victor Heringer e seu belíssimo trabalho "O amor dos homens avulsos".
10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
Como é o seu processo criativo? (Que horas escreve? Com qual frequência?)
Eu escrevo o tempo todo quando posso ou me deixam. Cada vez mais eu fui deixando o “quando posso” para o “quando me deixam”. Escrevo nas brechas, por isso coleciono fragmentos, trechos inacabados, escritos demolidos. A dureza da vida, a falta de recursos financeiros, o aluguel, essas coisas vão trazendo as interrupções, os volumes. Por isso sou uma escritora de brechas. Mas nessas brechas sou uma obcecada compulsiva. (risos)
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