quinta-feira, 23 de maio de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... JANICE REIS MORAIS


Agradecemos à autora JANICE REIS MORAIS pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Começou como passatempo e hoje é uma necessidade da alma.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Poesia de todas as formas e temas.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

Pura inspiração.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Em cada poesia uma mensagem, mas no geral a ideia de que poesia pode manifestar, divulgar, expressar, divertir,  brincar... Não é uma coisa enfadonha que rima amor com dor.

5 - Qual o seu público alvo?

Todas as pessoas que amam ler, como eu.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Acho que sou bem eclética para ser incluída em alguma corrente literária específica.

7 - Quais as suas referências literárias?

Cecília Meireles, Vinícius de Moraes, Cora Coralina, Adélia Prado e Manoel de Barros.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Sou funcionária Pública, trabalho com autorização de exames  e deixo poemas motivadores no meu guichê de atendimento para os pacientes.  Publico algumas páginas na Antologia Lafaiete em Prosa e Verso,  que é publicado anualmente na minha cidade e algumas outras antologias que surgem.

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Não tenho uma ambição definida, as coisas vão acontecendo. As oportunidades vão aparecendo e eu vou aproveitando.  

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Como foi a primeira vez que publicou em um livro?
Como sócio fundadora da associação do meu bairro (atualmente Ponto de Cultura AMAR) escrevo poemas nos aniversários da associação e alguns eram divulgados pela AMAR na imprensa local. Em 2015, participei do curso de Mosaico em muro da associação e na inauguração do muro apresentei  o poema “Mosaicos”, que foi divulgado junto com as fotos da inauguração. Uma amiga que participava da Antologia Lafaiete em Prosa e Verso, comentou sobre meus poemas com a Cleonice Libânio, organizadora da antologia que me convidou para participar também e eu participei.


Acompanhem o projecto CONEXÕES ATLÂNTICAS neste link

quarta-feira, 22 de maio de 2019

DEZ PERGUNTAS MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL... ANA CAVA


Agradecemos à autora ANA CAVA a disponibilidade em responder ao nosso questionário
1 - Como você vê o papel da mulher na literatura atual?
Com satisfação sobre os avanços já alcançados, que se não são ideais, já são expressivos e importantes.
2 - Em que medida o universo feminino influencia na hora de escrever?
Muitas mulheres brilhantes e inspiradoras à frente de seu tempo sempre serão influência no universo. Pra mim uma Cecília Meireles influenciará homens e mulheres no ano 3500.
3 - Em que corrente literária acha que a sua escrita se enquadra?
Modernismo. Contemporâneo.
4 - Que importância dá aos movimentos de integração da mulher?
O que seria desta publicação se a mulher continuasse submissa, sem voz, sem escrita? Movimentos são bem-vindos e importantes para que haja evolução.
5 - O que acredita ser essencial para divulgar a literatura?
Integração. Movimento. Projetos como esse Mulherio das Letras, e outros tantos, que apresentem autores diversos, sejam homens ou mulheres e sua humanidade.
6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?
Me sentir inserida em um universo prazeroso para mim, já é muito positivo. Ouvir de alguém que a sua poesia a emocionou por exemplo te emociona igualmente.  Talvez negativamente seja a dificuldade da valorização da escrita, da leitura, principalmente no Brasil.
7 - O que pretende alcançar enquanto autora?
Quando eu era pequena achava lindo prêmios. Se ganhou prêmio então é porque seu trabalho foi reconhecido. Então eu queria ser uma autora premiada. Hoje vejo que você alcança as coisas a partir das suas escolhas e do que vêm espontaneamente.
8 - Cite um projeto a curto prazo e um a longo prazo.
A curto prazo será o lançamento do dia 10 de março que eu estou feliz em participar. A longo prazo talvez publicar enfim um livro solo, porque eu falo a tanto tempo, que se tornou um projeto de uma longevidade única.
9 - Sugira uma autora e um livro contemporâneos
São muitas autoras incríveis na atualidade. Mas sugiro a Mel Duarte. A Mel é uma poeta brasileira, paulista, que fala com muita propriedade sobre temas muito atuais, como feminismo, racismo. Alguém que busca minimizar os efeitos ainda tão nocivos do racismo, da homofobia, etc. Os livros dela são "Fragmentos Dispersos" e "Negra Nua Crua", que também são encontrados em audiolivros.
10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
Ana, você gostaria que a literatura fosse sua principal fonte de renda?
E eu responderia feliz: SIM! Eu amaria se todas as pessoas que amam poesias, textos, histórias, etc... vivessem de sua arte, de seu dom.
Para finalizar deixo meu agradecimento por mais essa participação.

BIOGRAFIA
Ana Paula Cava é uma poeta brasileira, nascida em Niterói-ERJ Participou das antologias "Poesia e Cia" livro editado pela UFF( Universidade Federal Fluminense); "Água Escondida" pela poeta Neide Barros Rego; e "Declarações d'Amor" pela Dowslley Editora.


DEZ PERGUNTAS CONEXOES A... ROSELI QUEIROZ


Agradecemos à autora ROSELI QUEIROZ pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

Gosto de escrever... Pra mim é uma infinita viagem...

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

Poesia, pois é uma produção literária de fácil execução, assimilação e ágil nos resultados. Também escrevo livros de contos, crônica, romances...

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

É mais inspiração, porém, exige esforço.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Que é possível abraçar-se com a Esperança, Resistência e Realizações...

5 - Qual o seu público alvo?

Escrevo para toda faixa etária.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Pré-Modernismo, embora, faço uso de outros movimentos literários que complementam toda escrita.

7 - Quais as suas referências literárias?

De bem com a vida – Deborah Norville, Esaú e Jacó – Machado de Assis... E outros.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Faço uso das redes sociais, programas de rádio, lançamentos, palestras, exposições...

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Apenas levar a essência real do sinônimo de amor, paz e alegria... São três companhias indispensáveis que oferecem saúde física e emocional.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

- O que mudou pra você após começar escrever?
O mundo da escrita é de transformações contínuas... Aperfeiçoa a própria escrita, ler-se mais, tem aprendizagem continuada, se expressa melhor, qualifica a visão de como enxergar o mundo real...

Acompanhem o projecto CONEXÕES ATLÂNTICAS neste link

terça-feira, 21 de maio de 2019

DEZ PERGUNTAS CONEXÕES A... DIOGO VIEIRA


Agradecemos ao autor DIOGO VIEIRA pela disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Escrever é uma necessidade ou um passatempo?

A escrita para mim é um passatempo, é uma forma de arte, é um forma de expressão, é um braço que se estende através da minha alma e me permite escrever através de versos aquilo que a minha parte mais racional não me permite exteriorizar. É falar de amor, é falar de relações, é falar daquilo que observo na natureza, na sociedade, em mim. É ter a coragem para expressar, por vezes, o que não é bonito, o que não é confortável mas que é preciso libertar sem puder.

2 - Em que género literário se sente mais confortável?

A poesia é o género literário que é-me bastante confortável. Eu consigo transmitir o que penso e sinto de uma forma muito rápida, concisa e fluida.

3 - O que escreve é inspiração ou trabalho?

O que eu escrevo é acima de tudo uma inspiração. É inspirador eu olhar para trás e ver através do crivo da poesia determinados acontecimentos muito bons e outros menos positivos por meio de versos de uma beleza e simplicidade ímpar.

4 - O que pretende transmitir com a sua escrita?

Eu pretendo sempre transmitir veracidade, profundidade, comprometimento, sentimento e expressão artística.

5 - Qual o seu público alvo?

A todos aos que se proponham a sentir algo que é profundo, intenso e verossímil.

6 - Em que corrente literária acha que a sua escrita pode ser incluída?

Os grandes clássicos: Eça de Queiroz, Florbela Espanca, Luís de Camões, Fernando Pessoa e José Saramago.

7 - Quais as suas referências literárias?

As minhas obras favoritas são: “O Memorial do Convento” do José Saramago, “Sonetos” de Florbela Espanca, “O Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa, “A Mensagem” de Fernando Pessoa e “Finalmente Há Luar!” de Luís Sttau Monteiro.

8 - O que costuma fazer para divulgar o que escreve?

Eu tenho um BLOG literário onde costumo publicar os meus poemas denominado: http://dgvieira25.simplesite.com/

9 - O que ambiciona alcançar no universo da escrita?

Continuar a escrever os meus poemas sem qualquer pretensão profissional. Gosto de escrever duma forma descomprometida, natural e orgânica.

10 - Que pergunta gostaria que lhe fizessem e como responderia?

Como se vê daqui a 10 anos? Completamente feliz e realizado pessoalmente e profissionalmente. É a pergunta que me ocorre de momento.

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METAMORFOSE (excerto) - VITÓRIA MARIA BARBOSA WIDMER

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Somente pressentiu o perigo de ser mulher quando começou a eclodir do seu tronco magrinho o prenúncio de seus seios: eram dois caroços. Primeiro o esquerdo, depois, o direito. Foi o primeiro sinal.
Não que sofresse por ser menina. Gostava de ser menina. Gostava de ser uma menina que sonhava em ser mulher. Já havia até ensaiado ser mãe quando aproximou os lábios inertes de sua boneca na manchinha que agora se tornara o centro dos caroços.
Sentia o conflito, sentia o desespero de saber desde sempre perdida a luta contra o tempo. Queria ter um abrigo para se esconder, para paralisar. Ser uma ostra ou coisa parecida.
Não queria crescer. Parecia-lhe monstruosa a metamorfose do seu corpo. O peso da vida está em ter um corpo. Até então, a sua imaginação fora o limite de tudo. E a sua imaginação não conhecia limites. Agora era diferente. O surgimento daqueles volumes, ainda muito pequenos, trouxe a nova realidade: o corpo é o limite.
Passou a observar um casulo que se instalara na varanda de sua casa. Todos os dias se sentava ao seu lado e meditava. Aquele estranho e silencioso pacotinho, será que doía? Ao menos havia uma espera. Ao menos havia uma mudança completa. Com ela não. Todos veriam que era ela; ela e seus novos seios. Não haveria como disfarçar.
Olhava o casulo. Passou a vestir sempre uma blusa por baixo de qualquer outra vestimenta. Nela doía. Eram tão feios e esquisitos. Olhava o casulo. Todos passaram a referir-se a ela através deles: ‘está ficando uma mocinha!’, ‘já dá para vestir sutiã’...Odiava isso. Odiava como nunca havia odiado nada antes. Teve vontade de espremer o casulo, destruí-lo, olhar o que havia ali dentro.
Olhava o casulo. Voaria. Era quase inacreditável, mas ele voaria! E ela? Como voar se ficava cada vez mais pesada? O corpo... O universo da vida e da morte. O corpo...
Feio. Tranquilizou-se quando definiu como sendo feio o casulo. Ela tinha poderes para isto. É sempre bom sentir-se superior.

EM - MULHERIO DAS LETRAS PORTUGAL (PROSA E CONTOS) - ANTOLOGIA - IN-FINITA