terça-feira, 5 de junho de 2018

ADRIANA FALA DE... UM DESEJO QUE VIROU MISSÃO



Determinada que chegasse às mãos do presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa, um exemplar da I Antologia Conexões Atlânticas, que faz parte de um projeto de divulgação dos autores brasileiros em Portugal, aguardava uma oportunidade de encontrá-lo. Na sexta-feira, abertura da 88ª Feira do Livro de Lisboa, estive a meio metro do presidente, rodeado por pessoas e na inesperada visita, o livro não estava comigo. Um pouco decepcionada com a minha falta de percepção, pensei que havia perdido talvez a única oportunidade. Domingo, entreguei o livro para doação na Feira do Livro, em um espaço que será destinado para a biblioteca e direcionado para instituições de amparo social, senti que havia contribuído de alguma forma, e retribuído, aos poetas participantes todas alegrias e apoio que tive no projeto. Fui trabalhar no stand da Vieira da Silva e como não podia percorrer a feira nas próximas horas, entreguei o livro a Julia, além de minha filha, é a designer da IN-FINITA, que fez a capa e a paginação do livro, e em tom esperançoso comentei que se encontrasse com o Presidente Marcelo, explicasse a ele o projeto e entregasse o livro. Ela achou que eu estava brincando, mas estava na verdade incumbindo-lhe uma missão. E horas depois, distraída em meus afazeres e conversas com os autores presentes, Emanuel Lomelino, Manuel Machado e Maria Antonieta Oliveira, chega Julia, radiante, com o telemóvel na mão, mostrando com satisfação uma selfie e que cumprira com excelência a tarefa. Após receber com imensa satisfação o recado dos dois beijinhos enviados por uma das personalidades que mais admiro atualmente, pelo ser humano e político que é, e saber que finalmente o meu desejo havia se realizado, perguntei pela foto do presidente com o livro. “Ah… ficou nos registros oficiais”… e agora? Como eu ia encontrar e provar aos autores que realmente o livro chegou àquelas mãos? Buscas e mais buscas e nada… até que na segunda feira à tarde, mais uma vez a obstinada Julia, entrega-me, não só a foto, mais os links das reportagens daquele momento. Enfim, missão cumprida.

Para quem atravessou um oceano por que acreditava em seu coração, realizar desejos transformados em obstinação, pode dar trabalho mas fazemos acontecer. Ainda mais com a assistente que é tão ou mais teimosa e determinada do que eu.

Minha gratidão a todos os envolvidos, e principalmente os meus agradecimentos pela receptividade e gentileza do presidente Marcelo.


Link de apresentação dos autores:

Acompanhe o projeto, participe!

DRIKKA INQUIT

segunda-feira, 4 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ANA PAULA SOBRINHO


Agradecemos à autora ANA PAULA SOBRINHO a disponibilidade me responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?
Poetisa corpográfica, coroada por versos solares ao versejar sobre elementos ligados à natureza e ao cosmo elevado. Como pessoa, penso-me matéria além-corpo, um misto de potência e leveza de alma.
2 - O que a inspira?
O Divino, os Corpos e os elementos da natureza.
3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?
Sim, determinados assuntos são sempre tabus, falar sobre sexo, sobre o corpo, sobre o desejo feminino, gravidez na adolescência, homossexualidade etc, ainda somos muito preconceituosos, mal preparados eu diria até mal educados.
4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?
Antologias e coletâneas são importantes para ampliar contatos e ao mesmo tempo estreitar as relações entre os escritores. Divulgar novos talentos e também talentos já consagrados.
5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?
Comecei a escrever poemas a convite de um amigo muito querido, Lecy  Pereira Souza que criou um grupo muito legal no watssap chamado Zappoesia, através desse grupo fiz amizades muito interessantes e posso compartilhar com amigos o que escrevo, além disso através do facebook espalho minhas poesias, recebo incentivos, elogios, críticas, conheço pessoas etc.
6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?
A escrita é muito importante para a humanidade, acompanha a sua evolução e ultrapassa o domínio dos códigos da linguagem. Como pontos positivos é libertadora e transformadora e nesse universo não há pontos negativos.
7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?
Propaganda nos meios sociais, divulgação em grupos que se interessam pelo trabalho do autor, lançamentos e noites de autógrafos em vários lugares.
8 - Quais os projectos para o futuro?
Tenho dois livros prontos, Beijos de marfim com 44 poemas e um mini-livro com 10 poemas feito de maneira artesanal Beijos de luminária, que pretendo lançar em breve.
9 - Sugira um autor e um livro!
Vera Macêdo, Metamorfoses de um príncipe.
10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
O que é a vida? Erro e tentativa.

Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

domingo, 3 de junho de 2018

ADRIANA FALA DE... III FESTIVAL DE POESIA DE LISBOA (IV)


Conexões Atlânticas. Esse foi o caminho que me fez conhecer Cosme Rogério Ferreira. Um amigo em comum, Edson Mendes, da União Brasileira de Escritores (UBE-Recife) foi a ponte. Depois de receber suas poesias e logo após o primeiro contato, sempre receptivo e gentil, marcou presença em nossas ferramentas de divulgação da IN-FINITA. E por outros caminhos, fiquei sabendo da sua confirmação ao participar do III FESTIVAL DE POESIA DE LISBOA, com a palestra “O POETA E A DEFESA DA DIVERSIDADE CULTURAL”.

Abaixo segue um pouco mais sobre Cosme Rogério Ferreira:

Nasceu em Magé (RJ), aos 31 de outubro de 1982, passou parte da infância em Francisco Morato (SP) e reside em Palmeira dos Índios (AL) desde os cinco anos de idade. Graduado em Filosofia e Mestre em Sociologia, foi secretário municipal de Cultura de Palmeira dos Índios e diretor da Casa Museu Graciliano Ramos. Artista premiado em múltiplas linguagens, atualmente é professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal de Alagoas - IFAL. Autor de três livros: "Habitus, campo e mercado editorial: a construção do prestígio da obra de Graciliano Ramos" (2015), "Radiações de fundo cósmico" (2016) e "Aqui nunca foi de branco" (2018), é co-autor de "Alagoas: a herança indígena" (2015), tendo também trabalhos publicados em diversas revistas, antologias e eventos científico-culturais. É sócio efetivo da seção pernambucana da União Brasileira de Escritores - UBE / Núcleo Garanhuns.


Dia 13 de setembro, às 10:30 horas, na sede da CPLP – Comunidade de Países da Língua Portuguesa, Com imenso prazer e alegria, receberemos esse  querido brasileiro, poeta, cantador, ator, filósofo, sociólogo e produtor cultural nesse festival da lusofonia

Lá estarei,aguardando a vossa presença.

Participação gratuita. Todos convidados!


Acompanhe o III FESTIVAL DE POESIA DE LISBOA no Facebook.

Até breve,
Adriana Mayrinck


sábado, 2 de junho de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... AMIZADE


Estar com amigos, aqueles amigos que basta um olhar e sentimos que do outro lado temos um ombro, um carinho, um mimo, é um privilégio, uma dádiva, uma bênção.

Nas manhãs de sábado, de duas em duas semanas, tenho sentido essa amizade nos olhares que me rodeiam.

E trocamos palavras em abraços. E abraços em poesia.

E, num ápice, o tempo passa.

Mas, na hora da despedida, todos sabemos que o ombro, o carinho, o mimo, permanecem no sorriso de um olhar.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

sexta-feira, 1 de junho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ALDIRENE MÁXIMO


Agradecemos à autora ALDIRENE MÁXIMO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Eu sou uma eterna aprendiz. Pois a cada texto escrito, eu aprendo algo novo e experimento emoções novas.

2 - O que a inspira?

Deus, Natureza, Amigos, Família e o Amor em sua essência.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não existem tabus. Porquê tenho sede de conhecimento e me sinto realizada quando aprendo algo novo. Dessa forma, pesquiso alguns temas para poder transmitir mais fielmente aos meus leitores, a emoção que estou sentindo.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Tenho participação em aproximadamente 30 antologias. 3 delas, em Portugal. Acredito que é uma excelente maneira de divulgar os textos dos autores e também de se fazer amizades. Conheci alguns amigos através das antologias e isso tem sido enriquecedor. Assim, um vai indicando o trabalho do outro e crescemos juntos. A literatura tem essa missão, de unir pessoas e também de nutrir a alma de belíssimos sentimentos.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Foi através do Facebook que eu conheci vocês e pude ter a oportunidade de viver essa “Conexão Atlântica”. O Facebook me mostrou esse universo que antes, para mim, era muito distante. Eu pensava que o melhor caminho era publicar os livros solos. Depois que publiquei meus dois livros, iniciei esse processo de participação das antologias. Confesso que tem sido uma experiência gratificante! Não sei se vou conseguir parar. Aceito participar da próxima antologia, caso queiram me convidar.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Os positivos, para mim, é o fato de lidar melhor com mihas emoções. Eu sou uma pessoa muito intensa e a literatura me ajuda a equilibrar isso. Quando vejo leitores e / ou ouvintes chorando por conta dos meus poemas, eu me sinto realizada. Alguns já me disseram que eu consegui traduzir os sentimentos deles. É como se a vida estivesse me entregando um presente por eu ter sido dedicada à missão dada. Os pontos negativos é que infelizmente, no Brasil, não se lê muita poesia. Mas, acredito que aos pouquinhos, conquistaremos espaço nos corações dos leitores. Sendo assim,  a responsabilidade aumenta quando se quer inserir um poema ou livro novo no mercado literário.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Editoras darem oportunidade para autores iniciantes, levando essa nova literatura para eventos literários, em escolas, bibliotecas e saraus. Afinal, o Sol brilha pra todos. Trabalhei em livraria por 5 anos e descobri autores iniciantes talentosíssimos. Muitos, que custearam a publicação do próprio livro. Muitos autores nascem com o dom da escrita. E acredito que o mercado editorial poderia apostar um pouco mais neles.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Escrevo desde os 12 anos. Tenho 2 livros publicados e 3 projetos prontos. Pretendo publicar todos. Nesse momento, tenho participado das antologias, tanto como escritora quanto como organizadora. Na medida do possível, participo de alguns eventos para divulgar meu trabalho. Tenho mais facilidade em escrever poesia. Iniciei um novo projeto há 1 semana. No futuro, se Deus me permitir, quero divulgar melhor os meus projetos em escolas, bibliotecas, universidades, saraus e também em outros países.

9 - Sugira um autor e um livro!

O fazedor de velhos do autor Rodrigo Lacerda. Esse livro me inspirou a não desistir do meu sonho de ser escritora.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Literatura é: “Minha essência, Minha Vida, Meu Ar, Meu Eu”.

Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link