quinta-feira, 19 de abril de 2018

DEZ PERGUNTAS A... LÍGIA SÁVIO


Agradecemos à autora LÍGIA SÁVIO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Uma andarilha da vida que busca ampliar sua consciência através das palavras e quem sabe, com isso, atingir seus companheiros de jornada. Junto com todos na mesma barca, o que surge pra mim, como ser humano, é isso: criar e partilhar, produzir e espalhar.

2 - O que a inspira?

Qualquer coisa. Uma cena de rua, uma história que alguém me contou, coisas que aconteceram comigo ou surgidas em sonho, dores, amores. Pra quem vive e respira palavras, tudo pode virar literatura.

3 - Existem tabus na sua escrita? 

Não.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

São importantes para divulgar o trabalho de escritores ou até já publicados e até pelo contato e conhecimento entre os autores. Minha primeira publicação foi numa antologia independente lançada aqui em Porto Alegre, Teia Contos e Poesias, organizada em várias reuniões de todos que pretendiam participar. Ali conheci pessoas com quem me relaciono até hoje , numa troca literária e de convivência rica.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

No facebook, várias vezes encontrei os primeiros leitores de poemas meus. O papel das redes sociais é importantíssimo. Ali se tem divulgação e recepção instantânea de nosso trabalho até do exterior, assim como se fica conhecendo outros autores e trocando impressões sobre nossos trabalhos. Grupos de estudos , de leituras e cursos podem ser feitos pelas redes sociais, o que significa um avanço enorme no alcance da literatura

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Universo da escrita... O ato de escrever traz dor e prazer ao mesmo tempo. É minha maneira de estar neste mundo louco e de tentar equilibrar-me dentro dele. Negativo no universo da escrita é que nossas obras passam por um sistema de circulação dentro de uma sociedade capitalista na qual tem mais voz, muitas vezes, autores conhecidos e que vendem mais. Aí entra o papel importante, positivo das editoras independentes , que vão se impondo e apostando em novos escritores Negativas são também as panelinhas literárias, a fogueira das vaidades.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor? 

Que as editoras façam boas distribuições do que é editado. E que o autor também se disponha a esta divulgação, participando de encontros, lançamentos, saraus, entrevistas, enfim, de todos os tipos de eventos literários que possam divulgar seu livro.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Continuar a andar, escrever, viver.

9 - Sugira um autor e um livro!

Dois , um estrangeiro e um nacional : “Ao Farol”, de Virginia Woolf e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

As que sempre me coloco. O que a gente faz neste mundo, por exemplo. Não haveria, não há respostas e sim suposições, outras perguntas e diálogos infinitos comigo mesma e com outros andarilhos curiosos.

Acompanhem, curtam e divulguem esta e outros autores através deste link

quarta-feira, 18 de abril de 2018

EU FALO DE... PARA SER CÉSAR



Cada um é responsável pelos seus actos e eu, pelo menos, bem ou mal, tenho assumido aquilo que digo e faço, independentemente das razões, ou falta delas, que me assistem.

E se mantenho essa postura em questões, sobre as quais não tenho a mínima obrigação de me explicar, mais facilmente o faço quando se impõem justificações.

Dentro destes meus parâmetros de conduta, e para que a coerência, que eu tanto defendo, seja visível e notória, não abro excepções, em hipótese alguma.

Tenho plena consciência que, muitas vezes, e aos olhos de muitos, o meu rigor é excessivo ou despropositado mas, como não actuo em função das opiniões de terceiros, não pretendo abdicar de códigos e regras, que acho fundamentais, na condução dos projectos em que me envolvo.

Tal como tive oportunidade de escrever, inúmeras vezes, noutros textos, há uma qualidade/defeito que tem-me acompanhado durante toda a vida: a racionalidade sempre se sobrepõe à emotividade. E se, em algumas situações, essa característica tem consequências menos positivas, em questões de trabalho acaba sempre por ser útil que assim seja.

Sou apologista do “Trabalho é trabalho; conhaque é conhaque”, e sirvo-me dessa ideia para pautar os meus comportamentos de forma a dar o exemplo.

Felizmente, quando confrontado com momentos que exigem resposta coerente e imediata, consigo fazê-lo. Sei que isso choca e, em alguns casos, chega a melindrar e ferir susceptibilidades, no entanto, não posso, não devo, e não quero ter dois pesos e duas medidas, no modo de agir, sob pena de actuar com dualidade e deixar de ser visto, sentido e entendido, dentro dos tais parâmetros comportamentais que tanto apregoo como essenciais.

Para ser César não basta parecê-lo ; tem-se de sê-lo!

MANU DIXIT

terça-feira, 17 de abril de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... VOLTANDO ÀS EDITORAS

Entre poetas, escritores e leitores, foi abordada uma questão que, também eu, já questiono há muito.

A “rivalidade” entre editoras que puxam a si, autores desconhecidos, pois como já referi na outra crónica sobre editoras, os conhecidos são pagos para publicar, os outros, os desconhecidos, pagam e não é pouco, para terem nas mãos um livro, todo ele, escrito por si. Normalmente prometem mundos e fundos: que o livro vai para livrarias de vários países, que imensas livrarias de Portugal vão ter o nosso livro nos seus escaparates, que receberemos direitos de autor, enfim, prometem tudo e mais alguma coisa. Depois do contrato assinado e pago o excessivo valor acordado, ficamos com cem exemplares do nosso livro, nas mãos, raramente se vendem mais de cinquenta na apresentação do mesmo, os restantes, pois, os restantes ficam na prateleira a apanhar pó, como também foi referido naquela tarde de domingo.

O autor ingénuo, procura outra editora que até parece agir de forma diferente, promete menos mas vêm outras ilusões, no entanto, a situação vai ser igual ou pior ainda. E, o que faz o autor a seguir? Ou junta uns quantos, muitos euritos, e volta a pagar para poder folhear, manusear e cheirar um novo livro seu, e os restam irão ficar ao lado dos restantes na prateleira, ou faz como eu faço agora: só voltarei a publicar um livro meu, se me convidarem a fazê-lo, de borla, claro.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

segunda-feira, 16 de abril de 2018

DEZ PERGUNTAS A... PETRUCIA CAMELO


Agradecemos à autora PETRUCIA CAMELO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Entidades diferenciadas, mas que se unem nas infinitas possibilidades da criatividade.

2 - O que a inspira?

O que toca as emoções.

3 - Existem tabus na sua escrita?

Não.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Um meio licito de divulgação dos trabalhos literários do autor.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Não as utilizo.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Pontos positivos: tocar o imaginário do leitor
Pontos negativos: não os conheço.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

O que ele defende como escritor

8 - Quais os projectos para o futuro? 

Não tenho.

9 - Sugira um autor e um livro! 

Lêdo Ivo
Livro: A morte do Brasil

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Deixo em aberto essa questão.

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domingo, 15 de abril de 2018

ADRIANA FALA DE... ESPAÇO PARA AUTORES E LEITORES



Nas minhas andanças entre poetas, saraus e movimentos poéticos, percebia sempre os grupos que se formavam e que com o tempo ficavam cada vez mais fechados em si mesmos. Por essência sempre fui de agregar, quanto mais mentes pensantes, quanto mais energias e trocas, mais o enriquecimento e sucesso de qualquer tipo de iniciativa. Em todos os eventos feitos pela IN-FINITA no Brasil, independente de ser poesia, literatura, música, urbanismo, filosofia, política, cinema, entre outros, fazia questão de misturar perfis, convidando pessoas de diversos espaços e provocar a integração de todos. A fórmula deu muito certo, eram aqueles sábados com quarenta a cinquenta pessoas, trocando ideias e afetos, e só deixou de acontecer, porque os ventos levaram-me por outros caminhos e não tive sucessores para dar continuidade ao projeto Circuito das Artes, em Teresópolis, cidade serrana do Rio de Janeiro. Passei algum tempo direcionando as minhas energias para outros segmentos da minha vida, e participava como ouvinte ou arriscando ler uma ou outra poesia, naqueles grupos fechados, que sempre me acolheram imensamente bem, mas que repetiam sempre as mesmas pessoas, e ouvia algumas a comentar, como se houvesse competição que o grupo fulano de tal, fez um evento e tinha tantas pessoas. Comecei a perceber que havia sim, competitividade entre eles e a presença desse ou daquele  era disputada e que as ausências também incomodavam, e muito. E inevitavelmente os grupos se formam, devido às presenças continuadas, que também acho benéfico, mas sem rótulos ou exigências. Acredito e sempre incentivei a liberdade de ir e vir, circular, por onde se deseja, independente de tribos, grupos ou movimentos. A poesia é arte e não pode ser restrita ou rotulada, assim como o autor, nas suas diversas formas de interagir e expressar. Não olho a grama verde do vizinho, até por que estou preocupada em regar a minha e isso ocupa-me imenso tempo, e continuo com o pensamento e atitudes de sempre: espalhar sementes, criar pontes, divulgar e agregar, e para isso, não há portas ou janelas semi-abertas. Estão todas escancaradas, (como sou, na vida pessoal e profissional, com um sorriso no rosto, alma exposta), e a certeza de que a união faz a força e a poesia é o fio condutor para enriquecer a cultura entre os tempos e unir as pessoas, pelo menos nas manhãs de sábado, onde acontecem os eventos no Palácio Baldaya. E é nesse pensamento agregador que os nossos eventos em Lisboa estão sempre de portas abertas para quem quiser chegar: autores e leitores. É uma provocação que fazemos: saia de trás das redes sociais e venha olhar nos olhos, e transbordar a sua poesia, interagindo e integrando-se. Ou apenas, participando. Convide amigos. Acreditamos no encontro, e não há nada mais aconchegante para a alma, do que estar em um ambiente que nos acolhe e traz alegrias. Temos esse espaço, esperando por qualquer pessoa, que queira apenas, ser.

Nota: Os eventos da IN-FINITA são gratuitos e acontecem a cada 15 dias, aos sábados, das 11:00 às 12:30 na Biblioteca do Palácio Baldaya, em diversas temáticas. E temos um espaço para o autor expor, vender e divulgar seus livros, na mini feira, durante os eventos.

DRIKKA INQUIT