segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

PATRÍCIA PORTO FALA DE... COMEÇA EM MAR

Uma excelente dica de presente de Natal

Minha resenha para o romance de Vanessa Maranha - "Começa em Mar" 

Não costumo chamar de resenha o que se faz de forma tão intimista e confessional. Acredito que seria melhor chamar de leitura ou carta, uma carta que envio para a escritora de um certo além-mar, autora de um dedilhar poético que comunga exílios com memórias de sal, as que nos noticiam danossa própria formação identitária. Na minha leitura que começa antes do livro, o Mar, ou melhor, a Mar começou por um encontro entre Porto e Mar-anha. Porque o Porto se encontra é no Mar. E o primeiro contato com Vanessa Maranha se deu através do Mar, das águas e da ilha. Eu tinha feito um comentário no grupo do "Mulherio das Letras" - sobre a nossa líquida forma de existência e insistência em ser mulher, de como nós nos fazíamos de líquidos, liquefeitas das águas que marcavam nossos ciclos. No meu caso, vida de Porto, ilha do Maranhão. E foi nessa sincronia que fui apresentada à Alice, a protagonista do romance de Vanessa Maranha, “Começa em Mar”, da editora Penalux, lançado em 2017 e que antes mesmo do lançamento já tinha recebido Menção Honrosa no Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura (2016).

Com uma escrita fina e delicada no tecer de sua linguagem, Vanessa Maranha nos traz um romance de fundação feminina, que ousa descolar-se dos relatos, crônicas dos homens que nos contaram por séculos a fio, em suas viagens de mar.

Se a rotina do Mar é ir e vir, é no círculo repetitivo das marés, do alto e baixo, cheio e vazio que se inicia a história desse romance. “Começa em Mar” nos embala numa dança vernácula em que signos são marinhos, são do silêncio, da saudade e do tempo, essa tríade de quem sempre queima as naus. O trabalho com a linguagem que Vanessa Maranha imprime ao romance é de uma polifonia marítima sonora e imagética, marcando os passos da estrangeira, exilada, expatriada em busca e perda permanente de pertencimento. Ouso dizer que Alice, A Zuma, é parte também do que é todo feminino, assim como as mulheres que se desdobram dela em Matrioska (Marta, Hortência e Jordana), as outras personagens fadistas, filhas do silêncio e da solidão, do Mar no seu cruel, Deus de Abraão, o mar que nos ilha, nos ameaça e mata, o mar no masculino, pai da ordem na cabeceira da mesa, como os pais que conheci no nordeste brasileiro e o pai de Alice, o desertor. Às mulheres entoam cantos ao sepulcro vivo, a insatisfação de Concha, mãe de Alice, é a costela, o trabalho inacabado do senhor da criação. E ouso dizer que o melhor da literatura de memórias ficcionais é quando realmente encontramos com personagens com os quais nos identificamos e reconhecemos em histórias. Os pais de Alice são os pais da pátria colonizada, Portugal e Espanha, a península ibérica e as disputas de território em tratados e destratos, o velho mundo parindo um novo, a nova América, nascida já velha à espera de um Dom Sebastião.

“Mareava, ameaçador, uma iminência aos ilhéus que o respeitavam como a um deus temperamental e voluntarioso vezenquando rugindo ondulado, encaracolado, vez ou outra matando alguém, engolindo um chalé de caiçara ou uma casa de praia. A depender dos seus humores e Róvia conhecia bem a disposição justiceira das águas. Desse mar, não estaria a salvo quem ali teimasse, era motivo, rota, destino.” (p. 33)

Nesse ritmo de ondas imagéticas, Vanessa Maranha desfila um universo de personagens híbridos, outros tantos “forasteiros”, histórias cruzadas, desafiadas pela constância e inconstância do Mar com suas figuras míticas, o que nos revela as nuances de um realismo fantástico, cercado pela visão sobrenatural tão própria dos que vivem ilhados. Em minha ilha, desde criança, ouvi dos mais velhos que sumiríamos do mapa, engolidos por uma serpente de duas cabeças, alojada nos túneis subterrâneos, construídos pelos portugueses. Crescer com uma serpente de duas cabeças é um convite constante ao fantástico.

Dos abissais exílios dessa narrativa que vai se tornando híbrida no percurso, Alice chega a vida adulta e se casa com Rafael, o não-marido, aquele que se encaverna no lobo do homem. A contradição e junção entre solo e mar, o pertencido e o desconhecido, entre o real e o fantástico tomam conta da narrativa da autora, que traz para o Mar o feminino, como na língua francesa, La Mer, ela, a mar. A história de Alice é a história de quem busca pertencer, se encontrar em algum lugar, entender seu tempo, sua origem fragmentada em mágoas e silêncios, distâncias. Por isso ela se lança ao desconhecido do Mar e se banha nele de sua própria carne e língua, de seu conhecimento de si mesma, mulher do sem-lugar. Seu pertencimento é o entre, o que não existe. Não pertencer é assim pertencimento e despertar. São as sereias que cantam pra Ulisses. As que carregam os pescadores para o sonho. As que entoam o canto de morte e vida. São as musas do profundo naquilo que parece plácido e silencioso. Mas às mulheres comuns, transformadas da loucura libertária tão feminina, a metamorfose não é a da sereia, mas a do peixe, a das raízes ou da ave, do ir para dentro, do desaguar ou revoar em bandos, para encontrar-se nelas ou para conhecer delas outra dimensão liberta, nas dobraduras do tempo não linear.

“O tempo, devorador, é pródigo em esfumar os significados ou adulterá-los às conveniências. O tempo é despudorado. O tempo começa a dar pequenas notícias de passam. No corpo, no coração.” (p. 147)

O tempo que nos devora e que nos devolve ao mundo, que nos difusa a busca, nos enreda. O tempo do romance de Vanessa Maranha termina em mar para começar em mar em cheganças, arroubos, perdas, sonhos e amores.

Obrigada, Vanessa, por me mostrar o quanto eu também começo em Mar. “E a memória...” Em labirinto.

Com afeto,
Patricia Porto

* Podem adquirir este livro na Loja Virtual da Editora Penalux através deste link



domingo, 17 de dezembro de 2017

FALA ÁFRICA... MACVILDO PEDRO BONDE (XV)

Os diálogos de M. P. Bonde em A descrição das sombras

Minhas palavras são a metade de um diálogo obscuro
Cecília Meireles

Captada palavra a palavra, a poesia apresentada por M. P. Bonde no seu novo livro é muito acessível, afinal, sente-se que o poeta escreveu este A descrição das sombras de forma mais espontânea possível, respeitando a simplicidade que lhe caracteriza, em termos de imaginação e, sobretudo, da tradução desse exercício. Por isso, temos nesta proposta literária do autor, mais uma vez, uma escrita não apenas sedutora, mas igualmente inquietante por bem conseguir nos retirar do nosso ambiente de conforto. Assim, as vozes dos sujeitos de enunciação, agradáveis de ouvir em surdina, levam-nos a caminhar sem barreira em direcção a um encontro com o infinito, que nós sabemos que não vai acontecer, no entanto, entregamo-nos a essa odisseia como se partir na boleia da palavra constituísse um recomeço de alguma coisa diluída entre o complexo e o inexplicável.
De facto, com 41 poemas divididos em quatro partes, A descrição das sombras consegue fazer o que é obrigatório numa obra bem concebida: desligar-nos do que eventualmente julgamos ser bom no plano real para, em compensação, mergulharmos numa outra atmosfera bem desenvolvida do ponto de vista sensorial. Porque é isso o que acontece. Nesta obra de Bonde há muito resultado da percepção, quer dizer, da percepção conectada com a sensação. E tudo isto conflui numa série de diálogos, às vezes sem respostas – é o caso dos dois primeiros poemas “Amor futuro” e “Guilhotina” –, que tanto funcionam como tentativas de chamar um interlocutor distante à razão ou para lembrar que “não há atalhos para a dor” (“Sabor do álcool”).
Usando a cavaqueira com as entidades que lhe habitam, muitas vezes M. P. Bonde coloca-nos numa condição feita de subtileza, na qual somos convidados a mantermo-nos focados em determinados aspectos que, diariamente, vão deixando de merecer importância. Aí torna-se comum encontrar na apreciação que as entidades textuais fazem aos frutos, às flores, às plantas, à água ou ao corpo feminino – com poemas a insinuar um erotismo distante, por exemplo, “Desejo” e “Suspiro” – mil pretextos para dar vigor às palavras, o que acontece graças à capacidade do poeta, por via dos seus sujeitos, ouvir-se a si próprio. No poema “Mafurreira” temos um exemplo desta abertura ao universo interior: “Abro os meus ouvidos aos sons da alma, as pulsações do corpo tricotam a melodia ardente da flauta enquanto o sopro das folhas desterra a pauta do tripé” (p. 36).
Dando azo para os sujeitos exprimirem desejos sensuais, igualmente, Bonde valoriza a manifestação de outros de dimensão onírica. Por exemplo, no poema “Alma” – o que antecede a pior parte do livro (3ª parte), breve, efémera e pouco envolvente. Naquele poema, pode se escutar: “Queria ser uma onda, beijar a terra seca, vaguear pelas profundezas dos oceanos e expulsar as emoções que obstruem a razão” (p. 37).
Além de que escrever um livro a ser partilhado com os seus leitores, pode ser que M. P. Bonde, neste A descrição das sombras, lançado alguns meses depois do seu livro de estreia “Ensaios poéticos”, estivesse a iluminar as feições dos seus sujeitos mais desconhecidos, inclusive por si, assumindo o que nós consideramos diálogo como um motor de busca do que cada ser seu tem a dizer. Afinal, como poderia dizer Cecília Meireles, as palavras de M. P. Bonde, nesta obra, são a metade de um diálogo obscuro, que vão continuar, quem sabe?,  em cada livro ainda por publicar, com a ressonância do que o poeta capta, sente e pretende exprimir ao mundo.
Por José dos Remédios
Fonte neste link
Título: A descrição das sombras
Autor: M. P. Bonde´
Editora: Fundação Fernando Leite Couto
Visite a página do autor neste link


sábado, 16 de dezembro de 2017

FALA AÍ BRASIL... JOÃO AYRES (XIII)

Tragédia número 6

A palavra churrasco incendiando sua alma exposta no substantivo grelha, a sua alma transformada agora naquele tanto de carvão em brasa, a sua alma que sangrava como aquele tal ferimento que ele tinha no pé devido a um tanto de rachaduras na tal planta do referido pé mencionado anteriormente.

Ele agora visto como um fardo na vida daquela mulher, ele agora relativamente fora de forma, com nível de glicose relativamente alto no sangue, ele que desde de criança via o seu tio engolir o sangue daqueles suínos abatidos no quintal da casa de seus avós.

Ele como os tropeiros do passado a salgar aquelas carnes para que não apodrecessem no caminho.

Ele que que percebe que um homem estranho se aproxima daquela casa na qual o churrrasco está sendo realizado.

Ele que corre para a entrada e bloqueia o tal homem antes que todos possam vê-lo e ele que então indaga:

Sou o marido de fulana e acho que você enquanto pronome de tratamento está à procura dela.

O homem então responde: Ela havia me convidado para o churrasco e hesitei em aparecer, mas ela me deu o endereço e disse que se eu quisesse aparecer não haveria problema.

O tal homem que já era considerado marido apenas encostou o facão utilizado para cortar carne na barriga do intruso e disse no verbo dizer o seguinte:
- Vamos dar uma volta.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

FALA AÍ BRASIL... TACIANA VALENÇA (XII)

mulher o escambau!

Para variar eu estava com pressa (só ando apressadinha) e pelo visto a única vaga que tinha na frente daquele Shopping era esta (não queria entrar no estacionamento). Era pequena. Digamos, na conta! Mas eu ia tentar. Nessas horas eu queria um carrinho tipo KA, pois o meu é um OVNI Jurássico (é esse disparate mesmo aí). Estava lá eu, relembrando ao pé da letra minhas lições de como estacionar (faço isso quando a situação tá dificil). Quando olho um pouco mais à frente, do outro lado da rua, havia uns cinco taxistas me olhando (era um ponto para táxis). Tive certeza que estavam todos apostando que eu não colocaria aquele carro ali. Só de imaginar, fiquei irritada, pressentindo os comentários:

"-Só pode ser mulher".

"- Aposta quanto que ela desiste?"

Isso foi me deixando um pouco distraída. Lembrei de uma amiga baiana que quando um homem fazia barbeiragem, ela dizia exatamente o contrário:

"- Só podia ser homem!"

Olhei com um ar (imbecil) de superioridade e pensei: "agora é uma questão de honra!" Desistir eu não vou! Fiquei calma (sou uma mulher calma, tranquila e equilibrada, pensei...). Não posso passar de tres tentativas! Fingi que não estava ligando para eles e segui minhas lições à risca (rsrs), além de um sortudo golpe de vista (porque tava russo mesmo!). Enfim (e já bem devagarzinho para não encostar no carro de trás, já que isso ia ser uma desmoralização), consegui o feito! UFA! Beleza. Como diria um tio meu: 

"Daí então, gargalharei" (rsrs). 
E na maior moral (ainda retoquei meu batom, na paz), desci do carro e passei por eles. Mas deu uma vontade enorme de dizer:

-" Só podia ser mulher o escambau!"

Mini-Biografia:
Taciana Valença Administradora (Universidade Federal de Pernambuco), escritora, produtora cultural, editora da Revista Perto de Casa (Recife/PE/Brasil) e Diretora Social da União Brasileira de Escritores.
  

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FALA AÍ BRASIL... LÚCIO MUSTAFÁ (VI)

A relação entre RAZÃO E HUMANISMO e IRRACIONALISMO E ANTI-HUMANISMO é flagrante. Te querem retirar a lucidez para te escravizar (animalizar) mental e fisicamente.
SE LIGUE
A história da humanidade, dos Impérios Mesopotâmicos até os dias atuais pode ser resumida na dominação de minorias perversas e pervertidas, induzindo a maioria dos seres humanos a duas coisas:
1. aceitar coisas ilógicas (irracionais) como certas e;
2. se deixar manipular como animais de criação.
A primeira dessas coisas produziu o IRRACIONALISMO e a segunda delas produziu o ANTI-HUMANISMO. Ambas juntas produziram a EXPLORAÇÃO DO HOMEM PELO HOMEM e a INFELICIDADE TOTAL das vidas na face da terra.
RESUMINDO: Esse conjunto de perversidades prejudicou o PLANO ARTÍSTICO-FILOSÓFICO da construção de UM MUNDO BOM E FELIZ PARA TODOS TOTALMENTE e, com isso, abateu-se A POTÊNCIA HUMANA DE RACIOCÍNIO E DE AÇÃO.
As pessoas passaram a se deixar usar como objetos pelos donos (no tempo da escravidão) e pelos patrões (nos tempos atuais).
Tudo isso comporta um:
SISTEMA SOFISTICADO DE ENGANAÇÃO DOS SERES HUMANOS e, para se livrar de tal sistema iníquo só mesmo APRENDENDO A RECONHECER A ENGANAÇÃO EM TODAS AS SUAS SOFISTICADAS ARTIMANHAS.
Houve quem, no passar da história, se desse conta desse COMPLÔ AUTO-RENOVÁVEL EM ANDAMENTO durante os séculos e os milênios. Foram filósofos que deram aquele alerta, dentre os quais: Epicuro, Antístenes, Diógenes, Descartes, Marx, dentre outros. Eles deixaram rastros dessa denúncia nos textos deles mas logo os GERENTES DA DOMINAÇÃO e do ENGANO tomaram providência para criar enganos também na INTERPRETAÇÃO DOS TEXTOS DELES.
Hoje o Anti-humanismo e o Anti-racionalismo estão muito fortes, pois os MANIPULADORES PERVERSOS acima citados se unificaram em torno do CAPITALISMO e, em grande parte, também se apossaram das RELIGIÕES de modo que fica difícil para uma pessoa desavisada PERCEBER O CONJUNTO DESSA ARMAÇÃO. Como eles se apossaram dos sistemas de reter riqueza (DINHEIRO) aplicam muita grana na manutenção desses sistemas e bolam mil modos de despistar alguém que, por ventura LEVANTE A HIPÓTESE DE QUE A ENGANAÇÃO EXISTE E ESTÁ EM ANDAMENTO.
Mas, para ajudar a quem quer se libertar dessa MALDIÇÃO DOMINADORA eu traço aqui um resumo do problema como um todo, só usando as PALAVRAS-CHAVE.
as plavras-chave são:
RAZĀO/HUMANISMO contra IRRACIONALISMO/ANTI-HUMANISMO
A história disso é a seguinte:
Por mais de 1000 anos os anti-humanistas DISFARÇADOS DE BONDOSOS SACERDOTES dominaram a humanidade, usando a Bíblia, fazendo todo mundo ser ignorante e pobre. Esse período de domínio ficou conhecido como Idade Média, ficou como um tempo intermediário no qual a maioria da humanidade NÃO PODIA RECLAMAR PARA NÃO MORRER TORTURADA E NA FOGUEIRA.
Mas a partir dos 1400 algumas pessoas SE DERAM CONTA DA ENGANAÇÃO e começaram a protestar e EXIGIR DIREITOS. Esse movimento que nasceu a partir desses protestos recebeu o nome de HUMANISMO e OS DOMINADORES NÃO CONSEGUIRAM FREIÁ-LO pois ele serviu de alarme geral para a humanidade e muitos não quiseram mais FICAR DEBAIXO DOS PORRETES DAQUELES FALSOS SACERDOTES.
Aquela VONTADE DE LIBERDADE DE PENSAR E DE SER SI MESMO cresceu e desenbocou na ERA DA RAZÃO, também chamada de ILUMINISMO, pois foi um tempo em que se tentou LANÇAR LUZ SOBRE O AMBIENTE ONDE OS HUMANOS AGIAM e isso ESCLARECEU que O ENGANO ESTAVA EXISTINDO AINDA E PERSISTINDO EM NÃO DESAPARECER.
No meio tempo, nos anos 1600 apareceu o Descartes que APONTOU PARA O GRANDE POTENCIAL HUMANO QUE ESTAVA SENDO OPRIMIDO PELOS ENGANADORES desde a Mesopotâmia, com uma exageração na acima citada IDADE MÉDIA. Descartes resumiu tudo numa famosa frase: PENSO LOGO EXISTO.
Esse ACENTO SOBRE O PENSAMENTO gerou um alerta geral num CLIMA SOCIO-INTELECTUAL que já vinha dos 1400 com a DESOBEDIÊNCIA HUMANISTA e desembocou na percepção de muitos de que PENSAR POR CONTA PRÓPRIA E USANDO A RAZĀO tinham tudo a ver e que OS ENGANADORES estavam exatamente IMPEDINDO AS PESSOAS DE PENSAREM POR CONTA PRÓPRIA, estavam OPRIMINDO O USO LIVRE DA RAZÃO usando mil CONVERSAS FIADAS para justificar aquilo.
Em outras palavras Descartes criou com aquela frase O RACIONALISMO, isto é, a teoria segundo a qual SÓ QUEM EXISTE REALMENTE É QUEM PENSA LIVREMENTE, USANDO A LÓGICA E A RAZÃO.
Foi aquela frase de Descartes que desencadeou a ERA DA RAZÃO e fez os ENGANADORES entrarem em pânico e desespero. Aquela frase ficou tão famosa e foi tão importante que entrou para a história da filosofia com o nome de CÓGITO, pois ela tinha sido escrita inicialmente em latim e em latim ela se diz assim: CÓGITO ERGO SUM (ao pé da letra: Penso, logo existo).
Então, em pânico OS ENGANADORES REFORÇARAM MAIS E MAIS O ENGANO e até hoje vivem COMBATENDO O RACIONALISMO (O livre uso da razão humana) e induzindo as pessoas a não quererem se sentir humanas e se deixarem usar como se fossem animais irracionais ou coisas, isto é, induzindo as pessoas a gostarem do IRRACIONALISMO.
A enganação é grande e continua cada vez mais forte, mas você, a partir desse meu texto poderá, tranquilamente, CONSTRUIR UM SISTEMA DE SEGURANÇA PARA VOCÊ evitar cair nessa armadilha que agora PRATICAMENTE TODA A HUMANIDADE ESTÁ CAÍNDO, pois OS ENGANADORES estão investindo pesado para fazer vir à tona UMA NOVA ERA DE ENGANAÇÃO TOTAL.
Boa Sorte e leia sempre meus textos para se manter DESALIENADO.