segunda-feira, 5 de junho de 2017

FALA AÍ BRASIL... ADRIANA MAYRINCK



Havia o tempo, o caminho, o oceano.
Havia a luta, o desejo, o sonho.
Uma paixão. A poesia lusófona.
Um sentimento, a gratidão, peculiaridade em comum.
Um ano, 2010.
Toca a Escrever , nasce como  blogue e começa a dar o seu primeiro passo, na divulgação de autores e editoras, em janeiro, de um lado do oceano, Lisboa. E a cada passo,a biblioteca aumentava consideravelmente.
In-Finita começa a sua jornada com a produção executiva do ALT FEST! Fliporto, evento OFF da Festa Literária Pernambucana – FLIPORTO 2010, em novembro, do outro lado, em Recife. E foram muitos os passos, desde então.
Caminhos paralelos, criando pontes, com um objetivo em comum:
Divulgar e promover a língua e a cultura portuguesa, por entre os povos e comunidades lusófonas. Com passos lentos, porém firmes, seguiam.
Com o apoio de amigos, poetas, autores, editoras, artistas, fortaleciam seus ideais.
Uma luta nem sempre fácil, mas cheia de encantamentos, criando laços e parcerias.
Ela, Adriana Mayrinck, Brasil, In-Finita, poeta, agente literária e produtora cultural.
Ele, Emanuel Lomelino, Portugal, Toca a Escrever, poeta, moderador de eventos e
coordenador de coletâneas.
Como a poesia é a arte do encontro.
O inevitável.
O oceano e o tempo uniram o desejo e o caminho, na luta por um sonho.
E em junho de 2017, após sete anos, os dois idealistas fizeram a travessia, unindo objetivos, projetos e ideais.
Toca a Escrever  & In-Finita Bureau de Ideias, começaram o primeiro passo lado a lado, entrelaçados, com a criação da página no facebook e instagram, dando ainda mais visibilidade aos trabalhos, já iniciados.
E para complementar a única lacuna em aberto,
Julia Mayrinck, In-Finita, Brasil, designer, abraçou o projeto com generosidade, e preencheu o espaço que faltava, para aqueles acostumados com arte das palavra : a sensibilidade e a habilidade na arte gráfica.
Acreditamos e estamos trabalhando muito, com entusiasmo e dedicação, para fortalecer ainda mais a expansão da poesia lusófona, a partir desse novo caminhar.
Sejam bem vindos, sempre!
Emanuel Lomelino, Adriana Mayrinck e Julia Mayrinck
Toca a Escrever & In-Finita Bureau de Ideias


segunda-feira, 29 de maio de 2017

EU FALO DE... EVOLUÇÃO DO TOCA A ESCREVER


Quando, em 2008, comprei o primeiro computador e, consequentemente, aderi ao mundo da Internet, deparei-me com uma realidade diferente, onde a informação e o conhecimento estavam à distância de um teclado. Mas também reparei em algumas lacunas que, talvez de forma inconsciente, ficaram-me gravadas na mente.

Até que um dia, como tantos dias das nossas vidas, um mero gesto de amizade - uma autora ofereceu-me o seu livro recém editado - serviu de ignição e despoletou a vontade de preencher uma dessas lacunas detectadas.

A ideia inicial era ajudar na divulgação de poesia de autores que eu entretanto conhecera e intercalar com as poesias dos grandes nomes da lusofonia.

Da ideia à pratica foi um pequeno salto e, no dia 1 de Janeiro de 2010, nasceu o meu blogue de divulgação de poesia lusófona: TOCA A ESCREVER. E como não podia deixar de ser, o primeiro poema pertencia ao livro LER-TE que a amiga Helena Isabel me ofereceu meses antes.

Depois, dia após dia, poema após poema, o que começou como uma ideia sem ambições foi caminhando com passos curtos mas seguros (um poema por dia), tendo pontos altos e baixos, mas sempre com uma entrega e espírito de missão inabaláveis e o contributo de uma pessoa que, de forma altruísta e desinteressada, acabou por ser a génese de uma futura evolução no projecto. Falo de Maria José Lacerda, que contribuiu com inúmeros livros, da sua Editora UniVersus, para o espólio do TOCA A ESCREVER. Mais tarde, por iniciativa de Paula Oz, comecei a receber também alguns livros da Edições Oz, e passei a contar com duas patrocinadoras informais mas muito prestáveis, sem as quais ser-me-ia completamente impossível continuar o blogue.

O tempo foi passando até que, por circunstâncias da vida, e para não deixar morrer um projecto de amor e dedicação, decidi dar um passo em frente e, no primeiro trimestre de 2016, contactei mais editoras (sete ou oito) para ajudar na empreitada. Apenas Edições Vieira da Silva e Chiado Editora responderam afirmativamente e passaram a fazer parte do leque de patrocinadores, agora de forma oficial, do TOCA A ESCREVER.

Com os livros das editoras patrocinadoras e os que me foram sendo oferecidos por alguns autores amigos, vi-me na necessidade de alargar a divulgação e, no dia 1 de Janeiro de 2017, o TOCA A ESCREVER passou a publicar dois poemas por dia.

No último ano, o crescimento do blogue tem sido de tal ordem que vi-me obrigado a fazer pré-agendamento e neste momento já não há datas disponíveis até início de Agosto. Por isso comecei a ponderar a criação de uma página de facebook para o TOCA A ESCREVER, de modo a dar outra visibilidade e fluidez ao projecto. No entanto, mais uma vez devido a circunstâncias da vida e uma fase mais intensa ao nível de envolvimento pessoal em outros projectos, a falta de tempo impedia-me de dar esse passo de forma célere. Por isso optei por uma solução intermediária até que as condições voltassem a permitir dar o passo pensado; a cada partilha dos poemas, nos diversos grupos de Facebook (que me autorizam divulgar o projecto), fui colocando algumas informações sobre o blogue.

Quis o destino - ou o que quiserem chamar, de acordo com as vossas convicções - que estas minhas frases promocionais captassem a atenção de alguém que, reconhecendo a validade do projecto, demonstrou interesse em ajudar na sua divulgação e, verdade seja dita e justiça seja feita, tem contribuído bastante para uma maior visibilidade do blogue e um crescente interesse por parte de muitos autores em aderir e contribuir, com os seus livros, na expansão do TOCA A ESCREVER.

Posto isto e porque o crescimento atrás mencionado torna humanamente impossível para mim acompanhar, no ritmo certo, esta evolução súbita, achei por bem alargar o capital humano do projecto e, aproveitando o interesse e a disponibilidade demonstrada, aceitei a parceria da Adriana Mayrinck na elaboração e gestão da página de facebook do TOCA A ESCREVER, que já está a ser preparada e em breve iniciará actividade.

Apesar da ideia original ter sido minha, este projecto sempre foi de todos os autores divulgados. Uns com manifesto interesse, outros sem sequer saberem da sua existência, todos contribuíram para a transformação que o blogue sofreu ao longo de mais de sete anos.

Agora chegou a hora de um novo passo, que também se deseja evolutivo, e o envolvimento da Adriana Mayrinck, com tudo o que puder acrescentar, vai certamente ao encontro dos fundamentos que estiveram na génese deste projecto.

A vida não é feita de certezas nem de dados adquiridos, ela é feita de riscos e apostas no escuro. Quando o TOCA A ESCREVER nasceu, eu estava bem longe de imaginar que o seu percurso seria este e desconheço em absoluto qual vai ser o destino do projecto. No entanto, creio que existe muito caminho a percorrer e as possibilidades são imensas. A única garantia que tenho é que a ideia inicial, baseada no amor pela poesia lusófona e na utilidade em divulgar os autores lusófonos, mantém-se e jamais se alterará, independentemente daquilo que o futuro reservar para este projecto desprovido de ambições, desde a raiz.

MANU DIXIT




  

quinta-feira, 4 de maio de 2017

EU FALO DE... FEIRA DO LIVRO DE AUTOR DE VILA FRANCA DE XIRA


Na foto: Vítor Costeira e Emanuel Lomelino

Por sugestão do poeta Alexandre Carvalho, membro da Associação Alves Redol, aceitei participar, como autor, na Feira do Livro de Autor, realizada nos dias 28 e 29 de Abril, no Mercado Municipal de Vila Franca de Xira.

Em primeiro lugar, aceitei este convite, não por achar-me com os méritos suficientes, enquanto autor, para participar em eventos do género, tampouco o fiz com a esperança de retirar grandes proveitos, mas porque acredito que um dos deveres dos autores é auxiliar aqueles que, com poucos meios mas muito empenho, se entregam às hercúleas tarefas de proporcionar formas honestas e descomprometidas de dar visibilidade a uma das vertentes mais importantes em qualquer sociedade: a cultura.

Já perdi a conta às vezes que ouvi autores queixarem-se das poucas iniciativas que possibilitam uma maior difusão das suas obras, no entanto, basta estar atento às actividades de associações locais para se perceber que não são tão poucas quanto isso. E se mais não há, isso deve-se apenas ao desinteresse demonstrado por aqueles que simplesmente se queixam.

Nestes últimos dias tive muito tempo para pensar neste assunto e cheguei a uma triste mas indesmentível verdade: aqueles que apenas se lamuriam, só consideram boas iniciativas, para divulgação e difusão das suas obras, aqueles certames, de pompa e circunstância, como as Feiras do Livro de Lisboa e Porto ou eventos como o Correntes de Escrita da Póvoa de Varzim e negligenciam a importância das actividades locais, logo, menos mediáticas. E, aqui puxo dos galões da minha conhecida sinceridade, não podiam estar mais enganados na forma de pensar. Os grandes certames, os grandes eventos, as grandes feiras, são importantes apenas para aqueles autores que têm, atrás de si, grandes máquinas promocionais que lhes fazem o trabalho de sapa, que os de menor visibilidade não têm e dificilmente terão ao seu dispor.

Acho que, no fundo, esse pensamento enraizado na mente de muitos autores é, mais que falta de humildade, uma tremenda falta de senso por não terem os pés bem assentes no chão e andarem iludidos com as promessas que lhes fizeram e com os sonhos que, outros, souberam alimentar em seu proveito.

Sirvo-me da reflexão anteriormente exposta para ilustrar a reacção, quase premonitória, que tive quando, antes do início da Feira do Livro de Autor, estando em conversa com o outro autor presente (Vítor Costeira) e dois membros da Associação Alves Redol, nos foi informado que mais cinco ou seis autores tinham confirmado a sua presença no evento. Informação essa que, tal como “profetizei”, não se concretizou.

Escusado será dizer qual era o estado de espírito dos elementos da Associação quando confrontados com a dura realidade.

E assim, no primeiro dia, lá ficámos nós (eu e o Vítor Costeira) a transformar em realidade menos penosa, todo o esforço e dedicação daqueles que tomaram a iniciativa de criar este certame literário. No segundo dia tivemos a companhia da autora Maria Luz e, entre visitas de amigos e leitores dos três autores, fez-se a festa à moda dos “poucos mas bons”.

É evidente que as expectativas dos organizadores foram goradas, no entanto, ficaram a saber que todo o esforço e dedicação não caiu em saco roto porque três autores decidiram, e bem, prestigiá-los marcando presença e sendo os pioneiros daquilo que, quem sabe, no futuro, possa vir a ser um evento com maior adesão de autores e assim transformar-se num certame de referência na zona de Vila Franca de Xira. Assim o entendam outros autores para que estas associações não desmoralizem e continuem a ajudar na divulgação e promoção da cultura.

MANU DIXIT

segunda-feira, 24 de abril de 2017

EU FALO DE... CULPAS E DESCULPAS


Ser autor não se resume ao acto criativo. Existem responsabilidades às quais não se pode virar costas e que aumentam na exacta medida do crescimento do autor e do impacto da sua obra. Quanto mais se cria maiores são os cuidados a ter e um autor não deve, nem pode, furtar-se a assumir as responsabilidades que lhe cabem.

Esta deveria ser uma regra seguida por todos os autores/criadores, no entanto, a distância entre os deveres de um autor e o que se pratica na realidade do dia-a-dia é abismal. A generalidade deixa-se enlear pelos próprios limites e recusa-se a fazer mea culpa, por erros cometidos, preferindo sacudir as responsabilidades para ombros alheios.

Poderia dar inúmeros exemplos mas restringir-me-ei a apenas um, pela frequência com que testemunho este género de situações e comportamentos.

Ao longo do tempo tenho sido, de acordo com a minha consciência (certo ou errado, outros o dirão), uma voz crítica sobre o modo como muitos editores e/ou aspirantes a editores tratam o objecto livro; seja na concepção, elaboração, promoção ou divulgação. Para quem ama os livros, e os consome como quem respira, é triste ver algumas edições amputadas de esmero e brio.

No entanto, nem tudo se deve ao desleixo - para não dizer indiferença - dos editores ou aspirantes a... Muitas vezes os culpados das falhas, que os leitores observam, são os autores que, de forma inconsciente ou talvez não, sacodem a poeira dos ombros e apontam o dedo a quem é mais fácil apontar. E embora, junto de leigos e outros desatentos, os argumentos possam parecer não deixar dúvidas sobre o foco gerador das falhas, a verdade é que muitas vezes a responsabilidade do erro, quanto muito, deveria ser repartida entre editores e autores.

Como disse anteriormente, vou limitar-me a um simples exemplo de erro crasso presente nos livros que se editam e que, com muita pena minha e de quem gosta de ler, é cada vez mais frequente: erros de grafia e ortografia.

Quem é que, ao alertar um autor para a existência de um erro no seu livro, não recebeu como resposta algo do género: "Se a editora fizesse uma revisão isso não acontecia."

É evidente que à editora cabe a responsabilidade de limar as arestas daquilo que é produzido pelo autor, no entanto, para o erro lá estar alguém teve de o cometer, e esse só pode ser o autor. No entanto, e porque nesta questão existem outros factores a ter em consideração, hoje em dia muitas editoras, na hora de fazer o seu "orçamento", colocam duas opções ao dispor dos autores: um valor com revisão e outro sem revisão. Não é preciso ser um génio para compreender que, a generalidade dos autores, opta pela versão menos dispendiosa com a desculpa de ser um desperdício gastar mais para rever o que, à partida e pelas diversas revisões feitas por si, não tem erros. Depois, aquando do confronto com a realidade, é que se fala em colocar trancas no que já está arrombado.

Concordo que a editora deve fazer o trabalho que lhe compete mas, a partir do momento em que são colocadas duas possibilidades ao autor e aceitando este uma delas, o autor não pode isentar-se de responsabilidades. E argumentar que este tipo de erros prejudica a imagem da editora é uma falsa questão, porquanto não são meia dúzia de exemplares de um livro - quem diz meia dúzia diz duas dezenas - que vão manchar a imagem seja de quem for, tendo em conta que esta situação normalmente ocorre com autores que simplesmente editam para amigos e familiares e pouco mais e as editoras sabem reconhecer as particularidades de cada caso. No dia em que se voltar a editar para leitores em vez de o fazer para público próximo do autor, quem sabe, aí as coisas mudem e eu não ofereça tanta resistência a este último argumento. Mas isso são contas de outro rosário... voltemos ao essencial.

Peguemos no assunto por outro prisma. Ignoremos, por instantes, que as editoras se furtam a uma tarefa que lhes compete e centremo-nos naquilo que os autores mandam para as editoras. E aqui chegados eu sou obrigado a perguntar: Que culpa têm as editoras que um autor (infelizmente não é só um) não saiba distinguir "pudesse" de "pode-se"; "dissesse" de "disse-se"; "à" de "há"; ou que escreva "caiem"(não do verbo «caiar»), "traiem", "saiem", ou ainda, que não saiba colocar correctamente uma vírgula?

Como disse no início desta dissertação, os autores têm de assumir os seus erros e ter uma atitude de maior responsabilidade perante aqueles que os lêem, mesmo que sejam só familiares e amigos e pouco mais. Ser autor não é só criar. Ser autor é assumir a responsabilidade de ser parte integrante de uma vertente importante no desenvolvimento dos povos: a cultura.

Há que assumir as culpas e deixarem-se de desculpas!

MANU DIXIT

sábado, 22 de abril de 2017

EU FALO DE... VISITA AO GRUPO DE ACÇÃO COMUNITÁRIA

PODEM ACOMPANHAR E SABER MAIS SOBRE O TRABALHO DO G.A.C NESTE LINK


O percurso de um autor não se faz apenas de lançamentos e apresentações dos livros editados. O percurso de um autor não se deve limitar a presenças regulares em feiras do livro e tertúlias ou saraus. O percurso de um autor não deve estar direccionado apenas na conquista de novos leitores. O percurso de um autor deve, para além de tudo o que atrás referi, completar-se com momentos de partilha com aqueles que são colocados à margem da sociedade ou, mais grave ainda, ignorados socialmente.

O parágrafo anterior serve de ponto de partida para vos dar conta da belíssima tarde que desfrutei, no passado dia 4 de Abril, junto dos utentes do Grupo de Acção Comunitária (GAC), a convite da autora, e psicologa desta instituição, Marta Teixeira Pinto.

Inserida na actividade de escrita criativa, esta minha visita permitiu-me contactar mais de perto com uma realidade que, na maioria das vezes, parece estar longe dos nossos olhos, isto quando não nos limitamos a desviar o olhar e fingir que não vemos.

Precisamente devido a essa reacção, ou falta dela, alguns técnicos de doença mental acharam por bem criar esta instituição com o propósito de prestar um melhor serviço àqueles que mais necessidade têm de um apoio continuado para superar, não só a doença, mas, acima de tudo a indiferença de toda a sociedade.

De modo a serem criadas condições para o desenvolvimento cognitivo dos utentes, os profissionais do GAC desenvolveram uma série de actividades que lhes permitem alguns progressos visíveis, entre elas a escrita criativa, que pude constatar nesta visita e me foi explicado por Elisabete Sousa, uma das utentes que, tal como outros, de forma interessada e participativa, se revelou uma enorme anfitriã.

Depois de uma visita guiada pelas instalações foi-me entregue um livro, editado pela Federação Nacional de Entidades de Reabilitação de Doentes Mentais, cujos textos são da autoria de algumas das pessoas que, por razões bem distintas e em graus diferentes, sofrem de alguma patologia de foro mental, e deixam desta forma registadas algumas memórias e considerações sobre tudo o que está relacionado com a doença que os atingiu.

Numa sala muito bem composta por utentes e técnicos do GAC, sentados em círculo, deu-se início ao evento. Primeiro, um a um, todos os presentes apresentaram-se falando um pouco de si, do tempo que frequentam a instituição e das actividades em que participam. E foi importante para mim ver que todos eles (especialmente os utentes) falaram-me olhos nos olhos e sem qualquer complexo sobre a sua doença. E senti que o fizeram quase como uma demonstração inequívoca de que, apesar dos seus problemas de saúde, são iguais a todos os outros que, como eu, são considerados normais aos olhos da sociedade. E, de facto, a conversa decorreu entre iguais.

O interesse pela minha presença ficou expresso nas diversas perguntas, muitas delas bem mais pertinentes do que as que me colocam nas sessões de lançamento e apresentação dos meus livros. Tive de falar do meu percurso como autor, do meu processo criativo, das diversas actividades em que me tenho envolvido, das minhas expectativas e objectivos, de projectos futuros. Tive também de contar, alguns episódios engraçados, e outros nem tanto, relacionados com a escrita e comigo. Também foram lidos poemas meus; nem só por mim.

E quando eu pensava que a tarde já estava a correr muito bem fui presenteado, pelos utentes, com algumas leituras de trabalhos feitos no âmbito da actividade de escrita criativa, que mereceram muitos sorrisos e gargalhadas.

No final, para terminar em beleza, ou como se costuma dizer; a cereja no topo do bolo, foi servido um lanche (bolo e chá) feitos pelos utentes.

Em resumo, foi uma tarde muito bem passada, com conversa séria e muitos momentos divertidos e de boa disposição junto dos utentes e colaboradores do GAC.

Para terminar quero deixar expresso, de forma pública, o meu agradecimento à Marta Teixeira Pinto pela honra do convite que me fez e pela enriquecedora experiência que o mesmo me proporcionou.

Que todos os momentos de um autor fossem assim!

MANU DIXIT