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sábado, 8 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... VANUZA SILVA


Agradecemos à autora VANUZA SILVA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autora e pessoa?

Como autora, digo que já nasci escrevendo, pois desde os 12 anos os textos mim veem, sou tomada por um desejo incontrolável de colocar no papel as ideias que mim chegam prontas, cheios de amor, de mensagens construtivas e educativas. Com o passar dos anos, minha trajetória de vida, levou-me a falar para as crianças, motivá-las através da literatura infantil, para que aprendam desde cedo o amor pela vida, respeito pela família e a apreciar toda beleza ao seu redor em sua vida cotidiana e através desse trabalho encontrei uma maneira de agradecer, tudo que conquistei e enquanto cidadão, contribuir com crescimento social e o cultural do nosso país.  
Na poesia, trago a simplicidade da matuta, vinda do Sertão do Brasil, mas, que trouxe em seu matulão o amor por sua gente, seus costumes, não usando vocabulário rebuscado, falo a língua do coração que universal e compreendida por qualquer pessoa, que se deixe levar em um mundo de sonhos, fantasia e realidade.    
Sou pessoa uma que busco trilhar minha jornada nesse plano, com muito amor ao próximo, calço a sandália da humildade sempre, para nunca esquecer que não sou melhor do que o meu semelhante, vendo um filme certo dia, encontrei uma poesia que mim defini:
“Só mim arrependo-me e sempre mim me arrependerei
Pelas coisas que não fiz,
Pelos caminhos que não trilhei;
E “pelas pessoas que não toquei”  

2 - Quais as influências do Nordeste na sua escrita?

A influência esta em todo o meu ser, só um sertaneja consegue ver e sentir o que nenhum estudioso pode sentir, o amor pela caatinga, a beleza da flor do mandacaru, o cheiro da catingueira de manhã, o canto dos pássaros de manhã, a festa da vegetação se vestindo de folhas quando chove e mais que tudo isso a força, a inteligência do povo da região se destacando em todas as searas com muito brilho, seja na música, nas artes, na educação, o Sertão do Nordeste é encantado para aqueles que não abrem o seu coração e deixa sua imaginação viajar diante tanta beleza inspiradora. 

3 - O que lhe motiva a escrever? E porquê a poesia?

Não só a intuição, mas, Sertânia e o Sertão o desejo de externar o meu sentimento levar o leitor através do meu olhar, do meu linguajar a observar o meu povo, sentir-se encorajado a lutar, seguir em frente na busca dos seus ideais, não desistir de suas conquistar, se espelhar no Nordestino que busca forças em suas orações com muita fé e deixa de ver beleza em sua terra.
A poesia extrai todo sentimento de um poeta, ao pegarmos o lápis para escrever nos despimos, sem pudor, sem medo de errar, de ser criticado, podemos declarar nosso amor, até aquele que não é correspondido, além do mais, fui criada ouvindo historias de assombração, botija, fui embalada com versos de cordel que fala entre outras coisas de “causos de amor”, adoro o som da rima.          

4 - Que barreiras existem no seu percurso como autor?

Dentre as barreiras que encontrei, foi por só escrever em versos, não mim inspiração escrever em prosa e quando enviava os meus textos “livros infantis” para as editoras analisar, respondiam que não publicavam livros de poesias e sim paradidáticos, então tive que bancar ilustrações dos livros para uma melhor visualização da minha proposta de trabalho, mas, para publicar o primeiro livro intitulado “As Formiguinhas” em 2007 e divulgar o meu trabalho, tive uma atitude ousada, comprei um stander na Bienal Internacional do Livro de Recife no mesmo ano, contratei um assessor de imprensa para divulgar o meu trabalho e contei com ajuda de patrocínio de empresas, dos amigos para poder dá vida ao meu sonho, esse livro já esta em sua 3ª edição, mas, o mundo das editoras é fechado para novos autores e as escolas são conveniadas com as mesmas, não temos oportunidades de incluir o nosso material nas relações dos livros paradidáticos das escolas, porque as editoras dão desconto na aquisição do material, dentro outras vantagens. Possuo temos variados na minha coleção infantil como temos diversos vale citar, se aqui couber, Mandacaruzinho o Rei do Sertão, Vovó Chiquinha, Caberá e a Botija, Reciclar é Transformar Livro em Artigo de Luxo, O Livro, O Gosto bom das Frutas.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais são de grande importância, para divulgação do trabalho, facilita a comercialização, seja no mercado nacional e internacional, tudo hoje é interligado, globalizado.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Os pontos positivos é ver nossas ideias gerando opiniões, influenciando a vida das pessoas de forma positiva, mim deixa feliz em ver o meu trabalho, tomar vida, sair da gaveta, não pelo prazer do dinheiro, mas, pela satisfação pessoal, de ser capaz de ajudar alguém que ler a ser feliz.
Os pontos negativos, sem dúvida é a dificuldade de publicar, de comercializar.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Primeiro que tudo um título chamativo para o seu livro, bem comercial, este por si só em grande escala é responsável por sua comercialização, o cliente leva motivado pela curiosidade de saber de que forma o autor discorreu sobre aquele tema.
Assim como, sem sombra de dúvida a qualidade do material cito, capa, textura do papel.
Divulgação do autor e sua obra em todos os meios de comunicação, lançamentos bem balados o marketing é tudo para o comercio de qualquer produto. 

8 - O que tem feito, enquanto autor, para o enriquecimento da literatura nordestina?

Divulgo não só o meu trabalho, mas, dos meus colegas onde tenho oportunidade de estar, e escrevo sobre nossa cultura, faço lançamentos nas escolas, principalmente da rede pública, onde se tem um público mais carente.

9 - Sugira um autor e um livro do Nordeste! Do online

Augusto dos Anjos e o livro “Eu e Outras Poesias”.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Qual maior legado que um pai deve deixar aos filhos?
A educação, pois o saber transforma o filho em uma pessoa esclarecida e esse esclarecimento o êxito em toda sua vida, pessoal e profissional.
Sou filha de pais analfabetos, só possuem a formação da faculdade da vida, porém, nunca deixaram de incentivar a minha frequência na escola.
Hoje, sou Pedagoga e Bacharel em Direito.


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terça-feira, 4 de setembro de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ROSELI QUEIROZ


Agradecemos à autora ROSELI QUEIROZ a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Quando escrevo... As letras unidas brilham e ressuscitam palavras de vida, e em forma de poesia contagia os leitores traduzindo a visão da escrita: que é transformar pra melhor a vida das pessoas. Como pessoa eu gosto de ler e de ouvir: o que me fortalece me faz crescer e tudo que é aprendizado, pois é o que temos de mais precioso: O saber.

2 - Quais as influências do Nordeste na sua escrita?

As diversidades de culturas, seus poetas, sua gente, sua história...

3 - O que lhe motiva a escrever? E porquê a poesia?

A necessidade de aprender e ensinar de forma simples através do canto triste ou alegre de uma sublime poesia. Poesia é uma carta recheada de Fé que faz bem a muitos corações.

4 - Que barreiras existem no seu percurso como autor?

Posso dizer que não são barreiras, mas sim desafios... O passo a passo, cada processo em publicações, contudo oferece: Experiências e Conhecimento.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Propagandas; Incentivo; veiculo veloz de informações e divulgações.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Esses pontos existem de formas distintas para cada escritor, porém, devemos tentar multiplicar os positivos e sempre que possível anular todos os pontos negativos.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Publicação, Eventos Literários e outros...

8 - O que tem feito, enquanto autor, para o enriquecimento da literatura nordestina?

Nas minhas estradas Literárias, através das doces poesias, quero sempre em tempo oportuno, levar todo o sucesso histórico do meu amado Nordeste, até o infinito... 

9 - Sugira um autor e um livro do Nordeste!

João Cabral de Melo Neto – “Pedra do sono”

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como você desenha e pinta o Mundo Literário?
Com muita paz, amor, alegrias... Sem esquecer-me de contemplar o voo e o colorido bem presente, nas asas de cada poesia.


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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

DEZ PERGUNTAS A... CARMEN LÚCIA DE QUEIROZ PIRES


Agradecemos à autora CARMEN LÚCIA DE QUEIROZ PIRES a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - COMO SE DEFINE ENQUANTO AUTORA E PESSOA?

Não existe em mim a dualidade autor e pessoa, o que sou é um resultado do que herdei dos meus pais nordestinos sertanejos, dos quarenta anos como psicóloga, desvendando almas; de uma vida de hábitos simples, de alma romântica e sensível.

2 - QUAIS AS INFLUÊNCIAS DO NORDESTE NA SUA ESCRITA?

Tem uma grande influência, pois nasci e me criei ouvindo meu pai cantar Luiz Gonzaga, canções que falam da saga do povo nordestino, suas dificuldades, dos homens fortes e das mulheres guerreiras.

3 - O QUE LHE MOTIVA A ESCREVER?

As pequenas ou grandes cenas do cotidiano que me tocam e que eu faço uma leitura a partir dos meus sentimentos. Tomei o hábito de deixar fluir a emoção e se ela vem acompanhada de uma inspiração me ponho escrever.

4 - QUE BARREIRAS EXISTEM NO SEU PERCURSO COMO AUTORA?

Não sinto barreiras no meu percurso como autora. Talvez a nível pessoal onde a         timidez e a dificuldade de me fazer entender verbalmente, dificultem um trabalho mais pró ativa.  

5 - QUE IMPACTO TÊM AS REDES SOCIAIS NO SEU PERCURSO?

As redes sociais foram para mim um termômetro que me impulsionaram na divulgação do que escrevo. Antes era uma produção restrita que por vezes tinham um destino descartado. À medida que fui dando a conhecer aos amigos das redes sociais pude constatar a aceitabilidade, daí passei a ter um olhar mais confiante no que escrevia.

6 - QUAIS OS PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS NO UNIVERSO DA ESCRITA?

De um modo geral não vejo negatividade. O autor pode conquistar ou não o leitor com a expressão do seu ser! Talvez o que não seja legal é quando se escreve sobre temas controversos e polêmicos que podem suscitar críticas infindáveis levando ao desgaste da obra e do autor.

7 - O QUE ACREDITA SER ESSENCIAL NA DIVULGAÇÃO DE UM AUTOR?

O conhecimento de sua obra pelos leitores, a pertinência do tema, a criatividade além da seriedade e fidelidade do autor na abordagem dos seus escritos.

8 - O QUE TEM FEITO ENQUANTO AUTORA, PARA O ENRIQUECIMENTO DA LITERATURA NORDESTINA?

Sou na verdade uma iniciante nesse quesito, embora tenha muita vontade de interagir com autores voltados para literatura nordestina, que tanto aprecio.

9 - SUGIRA UM AUTOR E UM LIVRO DO NORDESTE?

“GERIGONÇA DO NORDESTE: A FALA PROIBIDA DO POVO” de autoria do jornalista e professor Geraldo Queiroz que nos trás uma tradução de forma muito rica da linguagem utilizada por nós nordestinos em nosso cotidiano.

10 - QUAL A PERGUNTA QUE GOSTARIA QUE LHE FIZESSEM? E COMO RESPONDERIA? 

A pergunta seria: O que me fez buscar a escrita como expressão?
A resposta será sempre: A vantagem de me expressar melhor escrevendo do que falando pela dificuldade verbal de articular alguns fonemas, além de trazer dentro de mim essa necessidade imperiosa de expressar meus sentimentos através de versos.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

DEZ PERGUNTAS A... CARLOS ALBERTO CAVALCANTI


Agradecemos ao autor CARLOS ALBERTO CAVALCANTI a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Creio que parte de mim se mistura com o que escrevo. Talvez isso me defina como uma pessoa atraída pelas palavras e pelo que se pode fazer com elas (e elas com a gente).

2 - Quais as influências do Nordeste na sua escrita?

O Nordeste sempre se constitui numa fonte permanente de influência literária, seja em prosa ou verso. Considero que a leitura de autores que tematizam a nossa região em suas obras findam nos contagiando a também escrever sobre coisas que nos tocam tão profundamente.

3 - O que lhe motiva a escrever? E porquê a poesia?

A poesia assumiu a dianteira da minha escrita, certamente por ter lido inicialmente poesia. As motivações às vezes são intencionais e outras, nos invadem sem pedir licença.

4 - Que barreiras existem no seu percurso como autor?

Reconheço que a falta de cadernos literários nos principais jornais do Estado (Pernambuco) dificulta a divulgação de fatos literários interioranos. Geralmente os jornais cobrem apenas os grandes eventos.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Há maior apoio de divulgação, sobretudo com o apoio de nossos leitores e admiradores.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

A escrita tem mais pontos positivos, e os negativos talvez a questão 4 já respondeu.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

O apoio da mídia local para que as outras fontes de divulgação também percebam a presença do autor e de sua obra.

8 - O que tem feito, enquanto autor, para o enriquecimento da literatura nordestina?

Transformo a tribuna acadêmica do Centro de Ensino Superior de Arcoverde – Pernambuco, onde ensino, numa plataforma de divulgação dos meus textos e de tantos outros em prosa e verso que me chegam dos próprios autores.

9 - Sugira um autor e um livro do Nordeste!

Graciliano Ramos – VIDAS SECAS

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Por que ainda não publicou outro livro? Resposta: Tenho verbo... preciso de verba...

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domingo, 26 de agosto de 2018

DEZ PERGUNTAS A... LAILTON ARAÚJO


Agradecemos ao autor LAILTON ARAÚJO a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Digo sempre que sou um autor que "brinca de escrever". A vida é uma eterna brincadeira na visão dos criacionistas. No olhar mais sério dos evolucionistas, viver é deixar que o acaso se molde de acordo com as circunstâncias e o tempo. Sonho com a criação e vivo a evolução no dia a dia.

Sou um cidadão do mundo e amante da liberdade. Fico do lado dos socialistas que praticam a democracia, dividem o conhecimento e os bens materiais. Luto por um mundo mais justo, igualitário no que for mais possível, sem fronteiras e com as pontes substituindo os muros. Aplaudo as artes, a união dos povos e o sincretismo religioso. A cultura da paz deve ser praticada todos os dias. Viva e deixe o outro ser humano viver com cidadania. O planeta Terra, a fauna e flora agradecem a todos aqueles que compartilham as ideias ecológicas.

2 - Quais as influências do Nordeste na sua escrita?

Morei até os 16 anos em Sertânia - PE. Migrei para São Paulo - SP em 1976. Meus pais continuaram residindo no Sertão de Pernambuco. Após o falecimento de meu pai em 1999, minha mãe mudou-se para o Recife. Mantive sempre um laço afetivo e cultural com meus amigos, amigas e parentes no Nordeste do Brasil. Este universo nordestino de temas, cores, literatura e música estão presentes nas minhas composições em áudios (LPs, CDs e EPS - Álbuns Fonográficos) e "causos literários" na forma de contos, crônicas e críticas. As observações cotidianas de um menino sertanejo ainda continuam vivas em minha memória. Escrevo por intuição quando brinco... Aprendo sempre com outros grandes escritores! Serei sempre um eterno aprendiz...

3 - O que lhe motiva a escrever? E porquê a poesia?

Minha maior motivação para escrever, talvez seja a crítica de dentro e fora. Como é bom ouvir alguém dizer: gostei do seu texto. Ou ainda: que escrita estranha (detonando a obra-prima de forma educada)! Um bom aluno observa, escuta, analisa, absorve e aprende.

A poesia é um momento de "viagem espiritual ou amorosa". Falo para todos: não bebo,  não cheiro e não fumo... Não sou careta (apenas careca), respeito as opções de consumo e gosto da poesia como forma de expressão de um momento especial.

4 - Que barreiras existem no seu percurso como autor?

Em qualquer área da criação artística existem barreiras. Qualquer sacerdote nas artes deve encarar os desafios como missão de vida. Hoje um autor "X" morre de tédio e fome. Amanhã - passados alguns séculos - um ser humano em forma de robô descobrirá o escrito do tal "X", processará as informações e as divulgarão para outras galáxias. O "X" chorão de 2018, e que pensou em desistir da citada missão literária se tornará uma estrela. E o talento do atual autor? Depende do nível cultural, educacional, tecnológico e financeiro de quem lê, avalia, publica e critica. Quem gosta de ler e comprar um livro no Brasil? Os encontros literários deveriam ocorrer semanalmente em todas as escolas dos países e em vários idiomas... É um incentivo para quem escreve com talento ou sem este. O autor é a peça fundamental no processo da nova ou velha visão de mundo, nas várias sociedades. As pessoas aprendem a escrever lendo bastante e escrevendo até bobagens. E a sobrevivência sem "grana"? Dicas: 1. trabalhe em outras profissões para pagar suas contas e se alimentar; 2. escreva à noite para alimentar sua alma e autoestima.  

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais são coadjuvantes na formação de opinião. Podem destruir a reputação ou levar um autor ao sucesso. Algumas se tornaram currais, agrupando "tribos" que perseguem os "textões" e propagam "fake news" (falsas notícias). Divulgação do bem ou mal, sempre vende algo. O autor é um produto para o mercado de mar calmo ou revolto, culto ou inculto...  

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Positivo: a liberdade de pensar e escrever.

Negativo: escrever apenas para ganhar dinheiro e fama.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Ter cara de pau; qualidade artística; trabalho de divulgação nas diversas mídias; os pés no chão; humildade; visão política bem clara (de preferência voltada para o bem da humanidade); interação com os diversos públicos consumidores; integração multicultural e racial; união entre os diversos autores; um pouco de dinheiro para se investir em alguns exemplares de um livro autoral; participação em antologias de baixo custo com ampla distribuição.  

8 – O que tem feito, enquanto autor, para o enriquecimento da literatura nordestina?

Escrevo os "causos" diários e históricos de meu povo. Canto as letras autorais das músicas nos estilos: frevo, xote, baião, afoxé, maracatu, etc. A letra da canção "Nilo Brasileiro (Rio São Francisco) (Lailton Araújo / Wanderley Araújo) já é parte integrante em 03 páginas, de um livro de geografia do "EJA - Educação de Jovens e Adultos", governo do Estado de São Paulo, com tiragem de 600.000 exemplares. A gravação foi realizada pela "Banda Moxotó" - Álbum LP Junção das Águas - Ano de 1989, relançado na forma digital em várias plataformas mundiais, no ano de 2017. 

9 - Sugira um autor e um livro do Nordeste!

Tudo é possível quando sonhamos... Utopia?

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Você é feliz vivendo sem dinheiro e fama?

Sim... Tenho o necessário para sobreviver. Posso me locomover nas cidades, ruas e campo; não gosto de luxo e ostentação; as pessoas só conhecem o que escrevo, crio e canto; não cultivo o culto à personalidade ou "cara"; sou socialista, humanista, pacifista e ambientalista; trabalho com liberdade e prazer; sou artista por opção no sacerdócio nas artes... Até "brinco de escrever". Será que já posso dizer que sou escritor, sem ficar constrangido? (rsrs)

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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

DEZ PERGUNTAS A... ANDRÉ GALVÃO


Agradecemos ao autor ANDRÉ GALVÃO a disponibilidade me responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Como autor, sou um observador do mundo e admirador da literatura que há em tudo. Como pessoa, sou inquieto e inconformado. Isso me aflige, mas também me agrada.

2 - Quais as influências do Nordeste na sua escrita?

Nasci aqui, e tudo a minha volta me inspira, mas não só o que há de belo em nossa exuberante paisagem: as desigualdades, o abandono, os caos do cotidiano também são inspiração. Acho que essa mistura me inspira e influencia o que sinto, penso e escrevo.

3 - O que lhe motiva a escrever? E porquê a poesia?

Motiva-me a escrever a necessidade que sinto de expressar o que penso, de “colocar pra fora” pensamentos que às vezes não cabem em mim. Costumo dizer que, pra mim, escrever é um ato de libertação. É como consigo libertar meus fantasmas e angústias, além de refletir sobre o mundo e reverberar o que penso sobre o que nele acontece. Escolhi a poesia porque ela me encanta, e é, pra mim, o caminho mais rico em metáforas, e assim eu consigo melhor traduzir a minha visão sobre o que me cerca.

4 - Que barreiras existem no seu percurso como autor?

Acho que, além da dificuldade natural de um país que ainda não dá o valor que considero merecido à literatura, as maiores barreiras estão em mim mesmo. Na minha autocrítica (que também é muito importante), no meu receio em publicar textos que não julgo bons o suficiente e também a ocorrências de alguns períodos de “calmaria criativa”, quando não consigo produzir.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Não obstante a enxurrada de coisas negativas que elas trazem, não tenho dúvidas de que as redes sociais representam um importante meio de divulgação de novos e consagrados autores da literatura nacional e estrangeira. De uma certa forma, “democratizam” a divulgação de obras e autores. Dessa maneira, fica mais fácil divulgar o meu trabalho e conhecer o trabalho de outros autores, cujas obras são difíceis de encontrar nas livrarias.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Vejo como pontos positivos a satisfação de escrever e publicar, de interagir com outros escritores e com os leitores e de participar de eventos literários, onde sempre temos contato com novidades desse universo. O ponto negativo que vejo é o silêncio sobre o que produzimos. Quando publicamos, seja em livros ou antologias ou nos blogs, sites e redes sociais, criamos uma expectativa de leitura e consequentemente de análise, de comentários sobre o que foi escrito. E quando nada surge, dá uma sensação de vazio, como se ninguém tivesse lido. A crítica, mesmo quando negativa, é essencial...

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Essencial é falar sobre as obras do autor, de suas virtudes e potencialidades. Enfim, dar mais destaque ao conteúdo que ele produziu. Claro que apresentar a história do autor e suas referências é importante, porém acredito que a melhor forma de divulgar o seu trabalho é discutindo suas obras.

8 - O que tem feito, enquanto autor, para o enriquecimento da literatura nordestina?

Acredito que, ao apresentar o meu olhar sobre o mundo a partir deste lugar e das minhas referências, estou levando um pouco desse contexto nordestino para o que escrevo. Nem tudo o que escrevo faz referência ao Nordeste, mas nasce dele, do que vivo aqui, ele é meu ponto de partida para contemplar a realidade. E sempre que publico algo ou demonstro minhas referências literárias, levo um pouquinho da cultura nordestina junto comigo.

9 - Sugira um autor e um livro do Nordeste!

José Inácio Vieira de Melo - A Infância do Centauro.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

O que escrever representa na sua vida? Um encontro íntimo comigo mesmo, um mergulho nas emoções, medos e reflexões mais pessoais, de onde tiro fôlego e inspiração para construir os textos que tanto me ajudam a viver. Escrever é um ato de libertação!

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