quarta-feira, 14 de março de 2018

DEZ PERGUNTAS A BÁRBARA ABREU


Agradecemos à autora Bárbara Abreu a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Sou uma pessoa com um certo “viés marxista”. Através dos meus textos busco fazer as pessoas refletirem sobre diversos temas, especialmente os que envolvem problemas sociais. Acredito que essa reflexão é essencial para formar sujeitos autônomos, críticos e solidários.

2 - O que o inspira?

Encontro inspiração nas realidades sociais.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Sim! Temas que envolvem censura por parte da sociedade... são um “prato cheio de ideias” para quem gosta de escrever.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

É um lindo encontro de poetas e escritores. Reunião de talentos em uma só obra.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

É um excelente veículo de divulgação para os trabalhos dos autores.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

É um universo bastante restrito e ainda pouco investido por parte do Estado e da sociedade em geral.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A internet e os diversos meios de comunicação são essenciais para a divulgação do trabalho dos autores.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Estarei lançando minha primeira obra, no mês de abril deste ano, pela editora Autografia. Um conto infantil intitulado: A baleia Lalá e o seu filhote do coração.
Continuarei fazendo meus contos e poesias e, espero encontrar pelos caminhos da vida, projetos lindos como o Conexões Atlânticas.

9 - Sugira um autor e um livro!

Augusto Cury, o Vendedor de Sonhos.

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

Como surgem suas ideias?
R- Através dos meus sonhos literalmente... Sonho com as obras e escrevo ao acordar.


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terça-feira, 13 de março de 2018

EU FALO DE... ANTOLOGIA TOCA A ESCREVER


Por norma, nos dias de hoje, quase todos os projectos começam alicerçados numa base, mais ou menos, sólida. Isto é, iniciam-se como sequência de algo que já existia ou, partindo da estaca zero, com o resguardo de capacidade financeira adequada, que dá a segurança necessária para que os passos sejam menos hesitantes.

Até aqui, em todos os projectos que abracei, pude dedicar-me apenas à execução do trabalho por estar a prestá-los com o suporte de quem os promovia. Como coordenador de antologias, concursos literários, colecções de livros e organizador de eventos para editoras, sempre contei com o apoio em áreas que não dominava, incidindo o meu foco somente na recolha e revisão de textos, elaboração do ficheiro pré-paginação, alinhamento programático e moderação de eventos.

Com os ensinamentos adquiridos, e tentado dar mais um passo no trabalho de divulgação que faço desde 2010, decidi tentar algo sem a segurança da rede, correndo riscos na esperança que o desfecho seja positivo.

Este novo desafio, sem apoio ou estrutura pré-existente, fere algumas das minhas convicções (como escrevi noutro texto que podem conferir neste link), no entanto acredito poder marcar a diferença com a criação da antologia TOCA A ESCREVER.

Mais do que criar uma antologia, este projecto permite-me ter material para continuar, talvez de forma mais incisiva e variada, o meu trabalho de divulgação de poesia lusófona. Tal como idealizei, os autores, que aceitaram participar nesta aventura, são tão díspares no modo de escrever que acabam por transformar esta obra numa boa recolha de géneros e estilos que se produzem actualmente em Portugal.

Por esse motivo, para além da pronta adesão, tenho que agradecer publicamente aos autores: Alberto Cuddel; Alexa Silva; Anabela Santos; António MR Martins; C. Gonçalves; Carla Félix; Carlos Arinto; Celso Cordeiro; Cristina Pinheiro Moita; Fátima Martins Leal (Tita); Isabel Bastos Nunes; João Dordio; Lúcia Lourenço Gonçalves; Manuel Machado; Manuel Rodrigues; Margarida Gomes; Maria Antonieta Oliveira; Maria José Fontoura; Natália Canais Nuno; Sara Timóteo; Vieirinha Vieira e Vítor Costeira. Sem os vossos preciosos contributos ser-me-ia impossível dizer que este projecto sem rede afinal deu certo.

No momento que escrevo este texto, o livro está em fase terminal de paginação e prestes a ser enviado para produção. Conto anunciar brevemente uma data para mostrar ao mundo a antologia TOCA A ESCREVER e fazermos a festa da poesia portuguesa.

MANU DIXIT

segunda-feira, 12 de março de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... EDITORAS... E... EDITORAS



Sempre houve editoras, grandes, de renome nacional, com custos elevadíssimos para a publicação de um livro, especialmente se o autor fosse um desconhecido, a qualidade do conteúdo era secundário.

Hoje, há editoras a cada esquina, quase todas de pequeno porte, a maioria até familiares. O critério, na maioria delas, continua a ser o mesmo de outrora, se tens um nome sonante, não pagas, se és um desconhecido sem nome na praça, pagas pelos dois, o que se torna insustentável para a maioria de quem deseja publicar. Quanto à avaliação do conteúdo é de somenos importância, o que interessa, é tão, somente, o lucro.

Por este motivo, é que acontece regularmente, abrir-se um livro e encontrarem-se erros de toda a espécie, falta de pontuação, ou pontuação inadequada, conjugação verbal incorrecta, até já encontrei troca de nomes dos intervenientes do texto. Inadmissível que isto aconteça.

Erros crassos, editados em nome da palavra portuguesa, em troca de uma conta bancária.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

domingo, 11 de março de 2018

DEZ PERGUNTAS A... JULLIE VEIGA


Agradecemos à autora JULLIE VEIGA a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

Nunca me vejo como autora. Nunca me vejo desta forma, embora escreva desde a infância.
Um dia, talvez, eu me acostume com a ideia de me enxergar assim e de assim ser chamada.
Sou aquela que ama a simplicidade da vida. As menores coisas, os menores gestos, essas são as coisas que mais me prendem e fascinam. O meu olhar estaciona aí, repousa, adormece, desperta.

2 - O que a inspira?

A vida, de modo geral, me inspira.
Simplicidades, infinitos, cores, flores, bichos, a natureza...
Também falo sobre dores, mas devo confessar que o amor, sobretudo o que vivo, é a minha fonte diária de criação.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Não existem tabus em mim.
A minha poesia viaja por todos os mundos.
A arte é livre e me sinto livre para escrever sobre qualquer coisa. E o faço.

4 - Que importância dá às antologias e colectâneas?

Eu não tinha noção do quão maravilhoso era participar de uma antologia ou coletânea.
É fantástico!
Eu via antologias e coletâneas como algo muito distante de mim, um terreno inacessível, em todos os sentidos, mas além de ajudar na divulgação pessoal vai abrindo caminhos e nos dando voz e espaço.
A minha primeira participação em um projeto antológico foi em julho de 2017. De lá para cá, já tive poemas publicados em mais de 20 obras, nacionais e internacionais, entre eles livros e revistas.

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

Embora tudo (publicações, repercussões, seguidores) ainda me assuste, posso dizer que as redes têm contribuido muito positivamente.
É uma fase ainda de adaptações, de compreender esse universo tão sem fronteiras e de respostas imediatas.
Partindo do ponto que eu era desconhecida e do grande número de autoras que já usavam das redes para divulgarem seus trabalhos, tive um bom retorno. Fui bem acolhida.
Estou escrevendo e divulgando nas redes há um ano e 3 meses, mais ou menos, e atingi um número jamais imaginado de seguidores e leitores.
É muito assustador ler/ouvir pessoas que dizem se identificar com a minha escrita.
Estar nas redes também me permitiu um contato mais próximo com outras/outros poetas. Alguns já conhecidos e publicados.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Nos dias atuais, a possibilidade de se divulgar o trabalho em redes sociais, é algo que reconheço como muito positivo, pois amplia o campo de alcance do trabalho divulgado.
O que ainda é negativo (muito negativo) é o pouco espaço que ainda é dado para as mulheres poetas/escritoras.
Isso está mudando, lentamente, mas está. E isso é feliz.

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

Toda forma de divulgação é importante, essencial e necessária. Seja ela feita pela própria autora, por agentes literários, por editoras.
Quanto mais meios forem usados na divulgação melhor.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Não penso muito no futuro.
Vou escrevendo e, quando me sinto pronta para publicar, eu publico. Seja em minhas redes pessoais, aceitando convites, participando dos projetos que surgem.

9 - Sugira um autor e um livro!

Sugiro a leitura de uma grande poeta que admiro muitíssimo:
Luciana Queiroz e o seu "Nua sob escamas", livro da editora Patuá (2016).

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?

É estranho falar sobre isso.
Sou muito tímida e não consigo pensar nessa possibilidade, (risos) mas, se me fizerem perguntas, eu as responderei com muito carinho.


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sábado, 10 de março de 2018

EU FALO DE... INDIVIDUALISMO E VAIDADE PESSOAL


Muitos apontam o individualismo como sendo a principal característica que podemos observar nas sociedades modernas. Isso deve-se, sem qualquer dúvida, entre outras razões, ao modo, excessivo e descontrolado, como se interiorizou, na prática, o espírito de concorrência.

Vivemos numa época em que o esforço colectivo só faz sentido em casos extremos e o quotidiano é uma selva, onde impera a lei do mais forte, só os mais capazes podem sobreviver e a regra mais comum é a do "salve-se quem puder". A este género de individualismo dão o nome de meritocracia.

Há alguns anos, alguém disse-me, a este propósito, que o individualismo é a forma mais incorrecta do uso do ego. Com o tempo, observei que esta tese não é descabida de todo. Contudo, nesta matéria, não quero perorar sobre as origens. Já escrevi tanto sobre o ego que, dizer mais uma palavra que seja, acaba por ser irrelevante. Prefiro discorrer sobre as consequências que, no meu ponto de vista, são bem mais nocivas e dignas de reflexão.

Por norma, o incentivo que se dá ao individualismo advém de alguns casos de sucesso que, apesar do mérito e sendo tão escassos e residuais, acabam por se transformar numa espécie de amostra credível do êxito que se pode alcançar enveredando por essa filosofia comportamental. Assim alimenta-se a ilusão daqueles que julgam reunir, também eles, as condições ideais para serem casos de sucesso. Consequência directa dessa percepção errada é a crescente onda de aderentes "à causa".

No entanto, o que mais sobressai, de todo este movimento individualista, é a incapacidade individual de perceber os erros e a forma exacerbada com que se reagem a determinadas situações. Muitas vezes, pequenos feitos, por mais inócuos que sejam, são transformados em sucessos estrondosos pelas falsas interpretações de quem quer, à força, fazer-se notar. E neste casos surge a mais evidente prova que a generalidade transporta em si apenas a valorização exagerada da sua própria fatuidade e não a tentativa de marcar a diferença pelo mérito.

No fundo, assiste-se ao incentivo do culto da vaidade pessoal, sem regras, modelos ou exemplos credíveis, mascarado pela moda do individualismo, tão defendido e em voga.

Quem estiver atento consegue, sem dificuldades, ver as diferenças e perceber que o famigerado mérito é apenas figura de prosápia.

MANU DIXIT