sábado, 7 de julho de 2018

EU FALO DE... DIVULGADORES E DIVULGADOS



Quando, em 2010, comecei a fazer divulgação das poesias de outros autores estava longe de imaginar que, passados oito anos e meio, estaria envolvido num projecto bem mais abrangente. Não o imaginava pela simples razão de nunca ter ambicionado nada para além de fazer aquilo que sempre considerei ser uma lacuna existente no universo da escrita. Não o imaginava porque, a bem da verdade, a visibilidade desse trabalho era reduzida e o interesse dos autores, pelo que estava a fazer, também era nulo. Aliás, ainda hoje, são mais aqueles que divulguei do que aqueles que sabem que os andei a divulgar, e os que sabem só tiveram conhecimento desse facto depois de me conhecerem pessoalmente. Mas isso são contas de outro rosário.

Aquilo que quero ressalvar aqui é a minha satisfação por verificar que hoje, repito, passados oito anos e meio, existem outros a fazer o mesmo que eu. Fico contente, e simultaneamente aliviado, por já não estar sozinho deste lado da barricada.

Trago este tema à baila porque chega a ser engraçado ouvir alguns desabafos desses “novos” divulgadores, nomeadamente sobre a falta de reconhecimento por parte dos divulgados e as queixas e exigências constantes que esses fazem.

Acho engraçado porque, durante oito anos e meio, ouvi muitos comentários sobre a inutilidade do que estava a fazer e, aos poucos, comecei a escutar essas tais queixas, reclamações e exigências, como se, de um momento para o outro, me tivesse sido outorgada a responsabilidade de divulgar todos, a toda a hora, quando e como quisessem.

Acho engraçado porque, durante esse período de tempo, enquanto estava sozinho a divulgar e eram poucos os que acompanhavam esse trabalho, alguns autores menosprezaram o que estava a ser feito e hoje, que existem mais divulgadores, sentem-se no direito de exigir que essa divulgação seja feita segundo a sua vontade.

Toda a divulgação que tenho feito desde 2010 nunca foi feita em busca de reconhecimento ou agradecimentos. Da mesma forma também nunca a fiz, nem farei, de acordo com a vontade de terceiros. E o meu conselho aos meus companheiros de actividade é apenas um: façam apenas o que vos aprouver e não se deixem afectar pelo que os autores mal agradecidos vos dizem, nem esperem pelos agradecimentos. Não fossemos nós a divulgá-los apenas os familiares e amigos os conheceriam, e alguns nem isso.

MANU DIXIT

4 comentários:

  1. Boas tardes, Obrigado por ter escrito sobre este tema, só para dizer que fico sempre grato pelo que fez pela A Ilucastana, sempre o fiz e partilhei, um bem haja por haver pioneiros como o amigo Um abraço.

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    1. Faço apenas o que me compete, ponto.
      Abraço.

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