quarta-feira, 4 de julho de 2018

DEZ PERGUNTAS A... LEANDRO PEREIRA DE FREITAS


Agradecemos ao autor LEANDRO PEREIRA DE FREITAS a disponibilidade em responder ao nosso questionário

1 - Como se define enquanto autor e pessoa?

A única definição que logro encontrar para me caracterizar enquanto pensador que por instinto escreve é o ser eu. Ser fiel e idêntico a mim mesmo, com ou sem caneta, com ou sem voz, é este o princípio que regula toda a minha existência consciente. Não poderei, jamais, em qualquer circunstância adotar uma postura se não a minha. Encaro a minha atividade cívica como sendo uma oposta ao sedentarismo intelectual que, infelizmente, demonstra uma elevada adesão por parte dos membros da nossa sociedade! Para além disso, reconheço vivamente o poder da juventude não só por me incluir nela, como também por ser uma força que quando libertada é indomável... Assim sendo, como o autor é inseparável da pessoa, sacrificarei a minha vida escrevendo, falando, sentindo e agindo de modo a iluminar os outros. Em suma, é desta forma que eu me sinto eu, é desta forma que me defino.

2 - O que o inspira?
        
Eu sinto-me inspirado por tudo aquilo que sou capaz de expirar. Enquanto padeça desta doença da Vida inspirar-me-ei em tudo aquilo que ela aporta. Com os sentidos transporto-me para a sensação - inspiro - e logo após de com a razão pensar, simplesmente, expiro. Deste modo, é na convivência com as pessoas, é no visualizar, no sentir, no pensar, no idealizar, por outras palavras é na vida e com a vida que permaneço vivo e inspirado.

3 - Existem tabus na sua escrita? Porquê?

Sim, um apenas. O tabu de nunca escrever, pois sem escrever a história e conhecimento diluem-se nos fluídos do tempo.

4 - Que importância dá às antologias e coletâneas?
        
As antologias e coletâneas ganham a sua importância em duas fases fundamentais. O antes e o depois, a construção e a propagação. Em primeiro lugar, todo o processo envolvido na construção de uma antologia ou de uma coletânea prevê um massivo envolvimento entre diferentes pessoas e intelectos, convívio que, a meu ver, é importantíssimo! É na convivência com os outros que as arestas do nosso ser ganham significado. Algumas são polidas e outras permanecem, assim crescemos. Em segundo lugar, uma obra desta natureza apresenta uma riqueza única e variada, dado que, quem a escreve não é um só, são vários e a história que conta não é a de uma vida, mas sim de infinitas. Deixamos na terra sulcos literários que impulsionam a humanidade. Que a nossa experiência sirva de experiência para quem aí vem...

5 - Que impacto têm as redes sociais no seu percurso?

As redes sociais são magníficas para partilhar ideias, pensamentos e pontos de vista, uma ferramenta de debate. No entanto, é pena que, na generalidade, quem as usa não a usa com esta finalidade. Eu tenho por costume partilhar um pouco do que escrevo com os meus íntimos através das redes sociais e considero-a fundamental para divulgar outros trabalhos de natureza cívica como eventos e participações políticas. Em suma, a importância das redes sociais, para mim, resume-se ao manter contacto, partilhar e informar.

6 - Quais os pontos positivos e negativos do universo da escrita?

Honestamente sou incapaz de encontrar qualquer ponto negativo no universo da escrita em si, a não ser, na relação para com. A escrita está presente em toda a nossa vida, poderia escrever uma lista infindável de onde ela aparece, no entanto, tal trabalho superaria a minha condição humana. Ela, aliada à fala, permite-nos comunicar, necessidade esta que nos é intrínseca e vital, assim sendo, o universo da escrita é inseparável do nosso próprio universo. Em relação aos pontos negativos que, eventualmente, poderia citar no âmbito da relação para com, sinto que não o posso fazer, dado que, a relação entre os Homens e a escrita, tanto no sentido de criação, como também na aquisição de conhecimento, ponto que poderia ser discutido na procura ou não do mesmo, dependem, fundamentalmente, do livre-arbítrio. Estaria a ser hipócrita se considerasse que a não procura está errada, pois condicionaria a conduta humana adentrando-me nos domínios do determinismo que, a meu ver, no âmbito da ação e deliberação não faz qualquer sentido. Deste modo, o ideal seria que todos utilizassem o universo da escrita como forma de aprendizagem autodidata sem imposição, mas para isso é necessária uma mudança de paradigma, levar as pessoas a pensar sobre e mediante a sua razão decidirem como querem proceder. Em suma, todos dispomos de armas semelhantes, mas a forma como as utilizamos podem ser bem diferentes… eis o que nos diferencia uns dos outros tornando-nos únicos!

7 - O que acredita ser essencial na divulgação de um autor?

A meu ver, para uma divulgação eficiente de um autor é fundamental apresenta-lo nas diversas redes sociais, dar-lhe espaço de expressão escrita e, o mais importante, dar-lhe voz na comunidade literária.

8 - Quais os projectos para o futuro?

Em primeiro lugar, nos domínios da escrita quero continuar a participar em antologias poéticas, visto que, sinto que cresço de uma forma progressiva. Para além disso, gostava imenso de lançar-me numa publicação, já tenho o material na gaveta, falta lança-lo ao mundo. Por questões económicas ainda não o fiz, no entanto, antes dos meus 18 anos, antes de caminhar para a universidade, pretendo publicar o livro com os poemas que escrevi no decurso da minha passagem pelo ensino secundário de modo a deixar-me em verso na terra que me viu crescer, é uma forma de agradecimento por me terem preparado para o futuro. Em segundo lugar, a nível de formação académica quero formar-me em Física Teórica trabalhando num centro de investigação e, para além disso, investir na minha formação pessoal no sentido humanístico. Quero ocupar uma posição no mundo da política e, utilizarei a poesia como arma! Estarei recetivo a participar em todas as iniciativas cívicas que me apareçam, quero desempenhar o meu papel como cidadão de uma forma exemplar dando luz à palavra e à ação!

9 - Sugira um autor e um livro!

Autor – Antero de Quental. Livro – Apologia de Sócrates

10 - Qual a pergunta que gostaria que lhe fizessem? E como responderia?
                   
Como lidas com a Morte?

Como quem lida com a Vida. Ambas existem. Não detivemos qualquer conhecimento da vida sem a viver, assim como, não iremos deter qualquer conhecimento da morte sem a sentir…

Acompanhem, curtam e divulguem este e outros autores através deste link



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