terça-feira, 17 de abril de 2018

AS CRÓNICAS DA AVÓZITA... VOLTANDO ÀS EDITORAS

Entre poetas, escritores e leitores, foi abordada uma questão que, também eu, já questiono há muito.

A “rivalidade” entre editoras que puxam a si, autores desconhecidos, pois como já referi na outra crónica sobre editoras, os conhecidos são pagos para publicar, os outros, os desconhecidos, pagam e não é pouco, para terem nas mãos um livro, todo ele, escrito por si. Normalmente prometem mundos e fundos: que o livro vai para livrarias de vários países, que imensas livrarias de Portugal vão ter o nosso livro nos seus escaparates, que receberemos direitos de autor, enfim, prometem tudo e mais alguma coisa. Depois do contrato assinado e pago o excessivo valor acordado, ficamos com cem exemplares do nosso livro, nas mãos, raramente se vendem mais de cinquenta na apresentação do mesmo, os restantes, pois, os restantes ficam na prateleira a apanhar pó, como também foi referido naquela tarde de domingo.

O autor ingénuo, procura outra editora que até parece agir de forma diferente, promete menos mas vêm outras ilusões, no entanto, a situação vai ser igual ou pior ainda. E, o que faz o autor a seguir? Ou junta uns quantos, muitos euritos, e volta a pagar para poder folhear, manusear e cheirar um novo livro seu, e os restam irão ficar ao lado dos restantes na prateleira, ou faz como eu faço agora: só voltarei a publicar um livro meu, se me convidarem a fazê-lo, de borla, claro.

MARIA ANTONIETA OLIVEIRA

3 comentários:

  1. Pura verdade . Eu caí nessa ilusão . Quis publicar um livro, Consultei uma Editora , esta inteligentemente apresentou-me um contrato que me levou ao engano , A Obra teria possibilidades de ser traduzida para Inglês Francês e Espanhol . Eu teria de ficar com 150 exemplares . Lançada a Obra eles dizem que venderam nove exemplares. Felizmente os que tive de adquirir não ficaram na prateleira , porque as pessoas que me conheciam e até me acusavam por ter falta de interesse em publicar o que ia escrevendo eram em numero suficiente para que a obra se esgotasse . Continuo a escrever Mas a experiência é a melhor professora e eu gosto muito de aprender com ela

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    1. No meu caso, venderam uns 13 livros. Zanguei-me.

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  2. Eu também já disse que não editava mais. Depois veio um prémio e editei de graça. Agora estou atrás doutra oportunidade parecida. Mas se ela não surgir, irei pagar. Até já tenho o livro registado na IGAC. Aborrece-me que seja tão inglório, mas saber os meus livros na Biblioteca Nacional dá-me alento. Existem. Alguém os lerá.

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Toca a falar disso