sexta-feira, 29 de março de 2013

EU FALO DE... CEREJA NO TOPO DO BOLO



Depois do gratificante dia de sábado, apesar do fiasco, e da fabulosa tarde de domingo, rodeado de muitos amigos da poesia, eis que cheguei a casa pronto para dar ao corpo o descanso e alivio que ele me pedia pelo desgaste de tantas horas de viagem durante os dois dias.

Mas antes do guerreiro repousar, impunha-se uma última visita às páginas da net para moderar comentários e responder a algumas mensagens.

 
E como todos os bolos têm mais encanto quando o topo vem enfeitado, faltava a cereja neste bolo chamado fim-de-semana. Essa, encontrei-a num artigo escrito, pelo poeta brasileiro Flávio Morgado, sobre o meu recém-editado POETAS QUE SOU e que passo a transcrever sem mais comentários.

Grata surpresa foi receber o novo livro do poeta português, lusófono, como ele prefere, Emanuel Lomelino. "Poetas que sou" é um livro de rara beleza e instigante reflexão acerca do milenar ofício de poeta. Pensemos no título: já em clara referência à multidão de vozes que o compõe, não deixando de ecoar a conhecida tradição heterónima portuguesa iniciada com Pessoa, mas indo além, chegando ao oportuno limite da homenagem e da metalínguagem. Trazendo para dentro de sua poética a presença de tantos outros que o pegam pela mão. Lomelino quer nos dizer: cada verso é um rastro de tantas outras vozes, remetido sempre ao infinito. Escrever só é possível com (e por) fantasmas.

Rio de Janeiro, 22 de Março de 2013

Flávio Morgado

 

MANU DIXIT

 

quarta-feira, 27 de março de 2013

EU FALO DE... FIASCO


Uma vez mais, senti a necessidade de escrever na sequência de um artigo anterior porque, por incrível que possa parecer para a generalidade das pessoas, ainda há quem, apesar de letrado, não consiga fazer interpretações correctas daquilo que escrevo.

No meu artigo anterior, sem ter entrado em detalhes, fiz questão de dizer que o evento de apresentação do meu livro, no Porto, tinha sido um fiasco no seu propósito. Pois bem, para aqueles que não sabem qual é o propósito de um evento do género, aqui fica um pequeno esclarecimento.

Quando um autor, editora, ou espaço, se propõe realizar uma sessão de apresentação, tem como finalidade dar a conhecer publicamente uma obra. Em circunstâncias normais, esse evento é pensado para um determinado público alvo, sendo que, na generalidade dos casos, esse mesmo público é conhecedor do trabalho do autor.

Considerando que eu, a editora e o Luis Beirão (responsável  do Olimpo) estivemos perto de um mês a fazer divulgação do evento, junto dos nossos contactos, ninguém se pode queixar de falta de informação e assim justificar a ausência.

Sim, o evento que nos propusemos realizar foi um fiasco! À hora marcada não havia mais ninguém para além de mim, do Luis e da Ana, ambos do Olimpo.

No artigo anterior eu referi que apesar do fiasco, a minha ida ao Porto tinha sido gratificante por ter conhecido duas pessoas fantásticas que, perante o cenário desolador, mesmo para eles, decidiram não perder a oportunidade de ter no seu espaço um autor de poesia e sugeriram-me que dissesse algumas palavras sobre o livro perante as pessoas que ali se deslocariam para um outro evento, este musical.

Foi para um público diferente que eu acabei por fazer a minha apresentação e, embora inicialmente, tenha sentido alguma resistência, o que é natural, aos poucos comecei a notar que estava a ganhar a atenção e o interesse dos presentes, e daí até à interacção total foi um passo. Não, não vendi um único exemplar. Mas nem só de livros vendidos vivem os autores. Aliás, são poucos aqueles que o conseguem fazer, ainda menos os que escrevem poesia. Mais importante foi o que ganhei.

Tenho a consciência que, para muitos outros autores, uma situação semelhante seria razão suficiente para desmotivar. Contudo, eu não sou "outros autores" e é preciso bem mais que um fiasco para me desmotivar. E a prova do que acabo de dizer é que já tenho agendado um evento em Braga, onde falarei de novo sobre o meu livro POETAS QUE SOU, seja para que público for, independente de vender ou não alguns exemplares.

Ao contrário do que já me disseram, ter considerado o evento um fiasco não é, de modo algum, uma ofensa para o Olimpo e seus responsáveis. A esses não aponto um dedo acusador. Não foi por eles que o evento fracassou. A culpa desse fracasso é essencialmente daqueles que tanto apregoam a falta de eventos literários e não aparecem. A culpa é daqueles autores que gritam ao mundo pela solidariedade dos restantes mas não retribuem. A culpa é daqueles que para se mostrarem socialmente activos fazem questão de dizer a meio mundo que vão a mil e um eventos e nos locais ninguém os vê.

Já disse várias vezes, e não me cansarei de repetir, a mim não me incomoda absolutamente nada a ausência, seja de quem for. Sou um positivista por natureza e apenas me pode afectar aquilo que eu deixar. Assim sendo, e para não me alongar mais neste tema, termino deixando um recado a todos os autores: façam-me o favor de não aparecer em Braga, a vossa falta não será sentida, mesmo que tenha de qualificar esse evento como um novo fiasco,no seu propósito.

MANU DIXIT 

  

segunda-feira, 25 de março de 2013

EU FALO DE... 48 HORAS DE UMA VIDA



Sempre acreditei que a felicidade acaba por ser mais que o produto final de uma equação composta por diversas variantes; bons e maus momentos, instantes de satisfação e descontentamento, períodos de harmonia e revolta, fogachos de bem estar e instabilidade, etc. Ser feliz é saber reconhecer cada um dos factores atrás mencionados e desfrutar ao máximo cada segundo da vida. A felicidade não é um sentimento pleno e permanente, bem pelo contrário, ela é-nos servida em fragmentos e devemos ser nós a juntá-los para no fim sabermos qual o grau de felicidade que nos cabe na vida.

É por ter em mim esta definição e a ela somar a minha capacidade de ver as todas as coisas pela positiva que considero este fim-de-semana que passou um dos melhores deste ano. Apesar de, em 48 horas, ter dormido umas doze e passado outras tantas em viagem (só não andei de avião), o resto do tempo, mesmo com altos e baixos emocionais, acabou por ser enriquecedor, motivante e, acima de tudo, um enorme fragmento de felicidade.

Sem entrar em demasiados detalhes, afirmo que a minha ida ao Porto para apresentar o livro POETAS QUE SOU, tendo sido um fiasco como propósito, foi muito gratificante pela qualidade humana das pessoas que conheci. Tenho de fazer um enorme agradecimento ao Olimpo por me ter aberto as suas portas, sem deixar de referir que tanto o Luís, como a Ana, são dois seres humanos fantásticos, não só pela disponibilidade demonstrada, mas também pela atenção, carinho e respeito que tiveram por mim, e acima de tudo, pelo amor à camisola que é evidente na forma de estar de cada um deles. Bem hajam.

Continuando a omissão de detalhes, resta-me falar de Domingo e do grande dia que me foi proporcionado por diversas pessoas numa junção de esforços e boa vontade, que me permitiram, para além de testemunhar mais um fantástico momento de cultura, sentir na pele todo o carinho que nutrem por mim, o respeito pelo autor e principalmente a consideração que têm pelo homem.

Já aqui referi, num artigo anterior, que tenho bem definidas as linhas que separam o autor da pessoa que lhe empresta o corpo, assim sendo e chegados a este ponto, devo dizer que, dissertações, relativas ao homem, à parte, o autor Emanuel Lomelino cresceu muito este fim-de-semana por mérito de outros autores.

Foi com enorme satisfação pessoal que ontem vi duas amigas da escrita serem agraciadas, com casa cheia, numa iniciativa que a todos engrandeceu, mas que sem o esforço, dedicação e empenho de ambas, nunca seria possível realizar e levar a bom porto. Parabéns MARIA EUGÉNIA PONTE e ANA COELHO pelo êxito do I Concurso de Poesia AlenCriativos.

Por outro lado, o autor Emanuel Lomelino também cresceu, por ter visto outras duas amigas receberem a honra de fazerem parte de um júri que, perante um elevado número de trabalhos postos a concurso, soube criar as condições necessárias para que a imparcialidade dos resultados fosse notória e não deixasse margem para qualquer dúvida. Parabéns MARIA JOSÉ LACERDA e SUSANA MAURÍCIO pela qualidade dos poemas que agraciaram.

Por último, o autor Emanuel Lomelino também cresceu, e muito, por ver mais três amigas da escrita, pelas quais nutro um grande carinho, serem distinguidas pela sua escrita. Parabéns NANDA ROCHA e MARIA DE FÁTIMA SOARES, pelas menções honrosas, e RITA FARIAS pelo 3º lugar.

Contas feitas, somados todos os momentos deste fim-de-semana, dando a importância que cada coisa merece e juntando o valor que algumas acções (detalhes que não mencionei) me merecem, só posso dizer... nas últimas 48 horas fui um homem feliz.

 

MANU DIXIT

quinta-feira, 21 de março de 2013

DEZ PERGUNTAS A ... GONÇALO MARTINS

Tendo em conta a proximidade do lançamento da maior antologia de poesia que se edita actualmente em Portugal, este vosso amigo achou interessante ouvir Gonçalo Martins, fundador e chefe de administração da Chiado Editora e grande responsável pela antologia Entre o sono e o sonho que este ano teve a sua quarta edição. Desde já o meu agradecimento ao Gonçalo Martins pela enorme disponibilidade demonstrada, apesar da sua agenda preenchidíssima.
 
1 - Enquanto editor, como vê o panorama literário nacional, tendo em consideração o rácio autor / número de leitores?
Apesar do péssimismo vigente em quase todas as àreas da vida económica e cultural portuguesa, é um facto que existem cada vez mais Autores e nunca se leu tanto como agora! Este fenómeno tem de ser visto à luz de uma prespectiva multi-plataforma, isto é: Livros, redes sociais, blogues, e-books, etc...
Enquanto editor, é fundamental perceber que os principais actores deste paradigma são os Autores e os Leitores, independentemente do rácio que cada um representa. No entanto, para vários dos actores secundários, entre os quais os editores, especialmente numa altura de rápidos avanços culturais e tecnológicos, existem enormes riscos mas também enormes oportunidades.

2 - Sabendo de antemão que qualidade é um conceito abstrato e demasiado lato, que características deve ter uma obra para preencher os requisitos exigidos pela vossa linha editorial?
Para ser publicada pela Chiado Editora uma obra tem de ter interesse para os leitores, ainda que seja apenas um nicho, e ser viável financeiramente. Estamos no mercado para fazer a diferença, publicando livros que as pessoas gostem, e tornando a vida dos leitores melhor.

3 – Em percentagem, a Chiado Editora publica mais autores que a procuram ou autores que aborda? Porquê?
95% das publicações da Chiado Editora são de Autores que, em primeira instância, nos apresentam originais. Isto acontecee porque nos são apresentados mensalmente cerca de 600 projectos editoriais, enquanto nós, enquanto editores, convidamos mensalmente uns 3 ou 4 Autores a publicar connosco.

4 - Quais as razões principais para que a generalidade dos autores tenha encargos tão elevados na edição das obras?
Apenas posso falar pela Chiado Editora. No nosso caso, e apesar das largas dezenas de obras que publicamos mensalmente, cada obra é uma obra, e as condições de publicação são discutidas caso a caso. O objectivo é sempre que, no final, Autor, Leitores e editora fiquem satisfeitos.

5 - Entre as editoras que mais publicam autores desconhecidos e primeiras obras, a Chiado Editora é aquela que, à primeira vista, tem uma estrutura maior. De que forma esse aspecto a beneficia em relação às outras?
A Chiado Editora não tem parado de crescer e a estrutura tem acompanhado essa tendência. A nossa estrutura actual, de cerca de 50 pessoas no total, entre editores, marketeers, logística, organizadores de eventos, designers, paginadores, revisores, etc... é aquela que consideramos adequada neste momento para fazermos um excelente trabalho com cada um dos livros que editamos, e mantermos o espírito aberto para a inovação constante.

6 - As editoras mais pequenas, ou dito de outra forma, as editoras que não têm atrás de si os grandes grupos editoriais, não teriam a ganhar se unissem esforços entre si? Essa interacção não as beneficiaria?
Sem dúvida! No início deste trajecto contactei com inúmeras editoras para realizarmos sinergias vantajosas para ambos em áreas como a impressão, distribuição, etc... Obtive poucas respostas e as que obtive foram negativas ou inconclusivas. Existe uma enorme vontade de defender o pouco que se tem, em lugar de pensar a edição de forma empresarial, com riscos e oportunidades.  

7 - Qual o conselho que dá aos seus colegas editores no sentido de um crescimento semelhante ao vosso?
Tenho 33 anos, ainda estou no início, não me vejo no direito de dar conselhos a ninguém.

8 - Nos 4 anos de existência, a Chiado Editora cresceu ao ponto de ter entrado em vários mercados internacionais. Quais as vantagens que daí advêm para os autores portugueses?
As vantagens são imensas. Desde logo, porque todos os livros publicados em Português, sejam de Autores portugueses ou brasileiros, que vendam 3.000 exemplares em Portugal e/ou no Brasil, independentemente do género ou do Autor, recebem um significativo investimento da Chiado Editora que os traduz para Espanhol e Inglês e os publica pelas respectivas chancelas da Chiado nesses países: Chiado Editorial (Espanha) e Chiado Publishing (Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos).

9 – Este ano teremos o volume IV da Antologia ENTRE O SONO E O SONHO. Isso significa que esta obra tem sido mesmo representativa do que melhor se escreve em português ou passou a ser uma imagem de marca da editora?
Ambas as permisas são verdadeiras! A antologia foi um projecto em que me envolvi pessoalmente. A obra é cada vez mais democrática, cada vez mais abrangente, têm sido publicados na mesma poetas fantásticos, alguns pela primeira vez. Por outro lado, é o próprio público e são os Autores que ano após ano soliticam um novo volume da obra.

10 – Quais os vossos objectivos para o futuro próximo e que podem os autores portugueses esperar da Chiado Editora?  
Somos a Editora que mais livros publica em Portugal, queremos crescer até ser a Editora que mais livros vende. Ainda suma, e sem falsa modéstia, queremos, em 5 anos, ser a maior editora em Portugal. Nos mercados internacionais querermos ser uma editora com uma palavra importante, creio que somos já a única editora do mundo a públicar em 15 países e 5 línguas diferentes. Os Autores podem esperar uma editora sólida, arrojada, e, terminando como comecei, que sabe que o Autor e o Leitor são as peças mais importantes do meio literário.

terça-feira, 19 de março de 2013

NA QUINTA DO TIO TOMÁSIO E OUTRAS HISTÓRIAS

 

Em Dezembro de 2011, a convite da minha amiga Manuela Fonseca, fiz duas apresentações do seu livro infanto-juvenil, NA QUINTA DO TIO TOMÁSIO E OUTRAS HISTÓRIAS. Se na primeira o meu discurso foi mais tradicional, na segunda fiz questão de fugir um pouco aos formalismos próprios destas ocasiões e escrevi este texto, inspirado pelo próprio conceito do livro, para grande surpresa geral, mas acima de tudo da autora.   

Era uma vez (assim começavam quase todas as histórias da minha infância) uma menina de laçarote no cabelo e olhos brilhantes como uma noite de lua cheia. Esta menina era igual a todas as meninas da sua idade com excepção de um pequenino pormenor, sonhava mais que as outras meninas e acreditava nos sonhos tornados realidade. E gostava tanto de sonhar que fazê-lo enquanto dormia não era suficiente, então, passou também a sonhar acordada. E sonhava tudo o que queria, quando lhe aprazia. Quando estava a auxiliar nas lides domésticas sonhava que era a Gata Borralheira, baixava a cabeça e colocava no rosto um ar muito sofrido como se estivesse a limpar o pó ou a lavar a loiça sob coacção. E quando se arranjava para sair à rua imaginava que a seus pés estava um príncipe a colocar-lhe um sapato de cristal.

Quando punha os pratos na mesa, sonhava que era a menina perdida no bosque e que tinha acabado de entrar numa casa onde tudo existia em três tamanhos diferentes.

A nossa menina não parava de sonhar. Umas vezes era a Alice no país das maravilhas, outras vezes era a Cinderela, de quando em quando brincava com o Pinóquio ou com o Mogli, falava com os animais e eles respondiam.

Ao mesmo tempo que sonhava, a menina de laçarote no cabelo e olhos brilhantes como uma noite de lua cheia, também crescia. Cresceu tanto que se transformou numa adolescente de fita no cabelo e olhos brilhantes como uma noite de lua cheia. Esta adolescente era igual a todas as adolescentes da sua idade com excepção de um pequeno pormenor, sonhava bem mais que as outras adolescentes e ainda acreditava nos sonhos tornados realidade. E gostava tanto de sonhar que continuou a fazê-lo de noite e de dia. Quando se deitava para dormir, sonhava que era a Bela Adormecida e que de manhã despertaria ao ser beijada por um belo príncipe. Na camioneta, a caminho da escola, sonhava que estava a cavalgar um unicórnio e na escola sonhava que estava rodeada de anões, duendes e trolls. Quando regressava a casa era a vez de vir no dorso de um dragão alado. Quando se apaixonou pela primeira vez imaginou que ao beijar o seu namorado este se iria transformar num belo príncipe que a levaria para terras do sul e ao vê-la entristecida pelas saudades das terras do norte plantaria amendoeiras que depois de floridas a alegrariam.

Ao mesmo tempo que sonhava, a adolescente de fita no cabelo e olhos brilhantes como uma noite de lua cheia, também crescia. Cresceu tanto que se transformou numa bela mulher de chapéu no cabelo e olhos brilhantes como uma noite de lua cheia. Esta mulher era igual a todas as mulheres da sua idade com excepção de um grande pormenor, sonhava muito mais que as outras mulheres e embora sabendo que nem todos os sonhos se tornam realidade nunca desistiu dos seus e concretizou alguns.

Hoje, já não sonha que brinca nos Alpes com o Pedro e a Heidi, tampouco sonha correrias ao lado da Pipi das meias altas, já não conversa com o Gato das botas nem com o Grilo Falante. Os seus sonhos mudaram tal como mudaram os adereços do seu cabelo. Só a vontade de sonhar e os seus olhos brilhantes como uma noite de lua cheia se mantêm inalteráveis. Hoje já não sonha brincadeiras com os personagens das fábulas que a acompanharam toda a vida porque o seu sonho, aquele que agora quer concretizar, é ser autora de novas fábulas, inventar personagens e dar a cada criança a possibilidade de ser feliz na construção dos seus próprios sonhos.

Aquela que foi menina de laçarote no cabelo, adolescente de fita no cabelo e agora é mulher de chapéu no cabelo, toda a vida teve olhos brilhantes como uma noite de lua cheia, nunca deixou de acreditar nos sonhos realizáveis e está aqui ao meu lado a cumprir o seu sonho.

 

Lisboa, 8 de Dezembro 2011

 

segunda-feira, 18 de março de 2013

AGENDA DA SEMANA


DIA 20

17h - Sessão de autógrafos com Madalena Matias, autora do livro O SENTIDO DA VIDA

        Livraria Sá da Costa - Lisboa

 

22.30h - Poesia no Olimpo

             Olimpo (bar café) - Porto

 

DIA 21

18.30h - Lançamento do livro UM INSTANTE ASSIM de Cristina Silveira de Carvalho, com ilustrações de Luis Silveira de Carvalho

             Hotel Real Palácio - Lisboa

 

DIA 23

15h - Apresentação do livro POETAS QUE SOU de Emanuel Lomelino

        Olimpo (bar café) - Porto

15h - Lançamento do livro O AMARGO E DOCE SABOR DA VIDA de Alice Ruivo

        Casa do Alentejo de Lisboa

16h - Apresentação do livro PORTAS MÁGICAS de Marta Teixeira Pinto

        Papelaria-Livraria Adrião - Mangualde

16h - Apresentação do livro A DESCOBERTA CRISTÃ DO TIBETE de Joseph C. Abdo

        Casa da Cultura do Município de Oleiros

16h - Apresentação do livro PSIKHÉ (conversas com a vida) de Manuel Morais

        Biblioteca Municipal S. Lázaro - Lisboa

 

DIA 24

15.30 - Entrega de prémios do 1º Concurso Literário AlenCriativos

           Museu João Mário - Alenquer

16h - Apresentação do livro A AMANTE DE LENINE de Luis Ferreira

        Hotel Real Palácio - Lisboa

18h - Apresentação do livro infantil O FATO E A GRAVATA de Carlos Nuno Granja

        Hotel Real Palácio - Lisboa

quinta-feira, 14 de março de 2013

1º CONCURSO DE POESIA ALENCRIATIVOS



Já são conhecidos os nomeados para o 1º Concurso de poesia AlenCriativos. Num universo de mais de 400 trabalhos enviados foram considerados 369 na categoria Poetas em geral e 20 na categoria Comunidade escolar.

O anúncio dos premiados ocorrerá no próximo dia 24 de Março, às 15.30h, juntando-se às comemorações do dia da poesia, e terá lugar no Museu João Mário, sito na Travessa São Benedito nº 7, em Alenquer.

Esta sessão contará com a actuação da Associação Musical de Cabanas de Torres e leitura de poemas por Vanda Rodrigues e pelo mestre Ruy de Carvalho

 

Lista de nomeados:

 

Categoria Poetas em geral

 

poema 102 - Faz de conta

Fátima Soares - Corroios

 

poema 111 - Sou

Rita Farias - Carregado

 

poema 113 - Audaz fantasia

Irene da Piedade Henrique Alves Prata - Lisboa

 

poema 122 - Foi assim que nasceu a poesia

Maria Montenegro - Porto

 

poema 124 - Audaz fantasia

Carlos Fernando dos Santos Marques - Barcarena

 

poema 169 - Ego

Fátima Vivas - Forte da Casa

 

poema 199 - Estendal

Andreia Nunes da Costa Canário - Portalegre

 

poema 229 - Esqueci que é pecado

Nanda Rocha - Torres Vedras

 

poema 283 - Mãos gretadas, sentimento puro

Elisabete Lucas - Mafra

 

poema 318 - Confesso

Marta Amaral - Cascais

 

Categoria Comunidade escolar

 

poema 002 - Eclipse a trote

Pedro Guilherme Flausino Mafra Vaz - Ponte de Sôr

 

poema 003 - Alheio

Beatriz Rodrigues Chagas - Lisboa

 

poema 005 - Fantasia

Joana Filipa da Cruz Silva - Alenquer

 

poema 008 - Audaz fantasia

Afonso Duarte Silva Pereira Antunes Raimundo - Lisboa

 

poema 010 - Poeta, despontador duma fantasiosa intempérie

Guilherme Monteiro - Coimbra

 

poema 011 - Audaz fantasia

Jessica dos Santos Barbosa - Lisboa

 

poema 012 - (sem título)

Telma Renata Cândida Pesqueira Ideia - Montijo

 

poema 014 - Audaz fantasia

Madalena Bento Rosado - Alenquer

 

poema 019 - Despreocupadamente

Ricardo José Santiago Rodrigues - Castro Verde

 

poema 020 - Retiro fantástico

Ricardo José Santiago Rodrigues - Castro Verde

 

Todos os nomeados devem confirmar a sua presença ou de um representante na sessão de entrega dos prémios até dia 17 de Março.

Os prémios não serão entregues aos autores ausentes salvo justificação atempada.

terça-feira, 12 de março de 2013

PRÉMIO DR. JOÃO ISABEL - PROSA


14ª EDIÇÃO DO CONCURSO LITERÁRIO - PRÉMIO DR. JOÃO ISABEL

A Câmara Municipal de Manteigas, realiza este ano a 14ª edição do Concurso Literário - Prémio Dr. João Isabel, em homenagem a este médico e escritor manteiguense.

O concurso é aberto a todos os autores e pretende ser uma forma de incentivo à criação literária.

Os interessados devem enviar textos em prosa (minímo 5 páginas, máximo 12 páginas) escritos em língua portuguesa, dactilografados a 2 espaços e em formato A4.

Cada participante pode concorrer com o máximo de 3 trabalhos, a serem enviados separadamente.

Cada participação deve ser feita com 3 exemplares do trabalho a concurso e assinados com pseudónimo. Os dados identificativos do autor concorrente devem ser enviados dentro de um envelope fechado e lacrado e com o pseudónimo escrito no exterior.

Os trabalhos devem ser enviados até dia 5 de abril de 2013 para:

Câmara Municipal de Manteigas - Concurso Literário - Prémio Dr. João Isabel

Rua 1º de Maio

6260 - 101 Manteigas

Os prémios serão entregues no dia 11 de Maio de 2013, no âmbito da 14ª feira do livro de Manteigas

1º Prémio - 400€ em livros + certificado

2º Prémio - 200€ em livros + certificado

3º Prémio - 100€ em livros + certificado

O primeiro classificado também verá o seu trabalho publicado na revista MANTEIGAS MUNICIPAL

Os interessados devem consultar a totalidade do regulamento em:

http://www.cm-manteigas.pt/agenda/cultura/Paginas/14-concurso-literrio.aspx

 

segunda-feira, 11 de março de 2013

AGENDA DA SEMANA


DIA 13

18h - Apresentação do livro VIDAS AO VENTO de Jorge Lima

        Casa das artes, Jardim dos Centenários - Arcos de Valdevez

22.30h - Poesia no Olimpo

             Olimpo (bar café) - Porto

DIA 16

15h - Lançamento da antologia ENTRE O SONO E O SONHO VOL. IV

        Casino Estoril

15h - Apresentação do livro NA LINHA DO HORIZONTE de Nanda Rocha

        Auditório da Câmara Municipal de Torres Vedras

16h - Apresentação do livro infantil CATAVENTO de Dulce Soares

        Fábrica das histórias - Casa Jaime Umbelino - Torres Vedras

17h - Apresentação do livro RESPIRAR DA ALMA de Telma Estevão

        Teatro Mascarenhas Gregório - Silves

17h - Lançamento do livro CANTOS DA ETERNIDADE de José Carlos Moutinho

        Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro - Lisboa

sábado, 9 de março de 2013

EU FALO DE... E-BOOKS



Desde épocas remotas, a humanidade sempre dedicou muito do seu tempo e engenho a tentar encontrar formas de transformar as suas criações em algo durável, para não dizer eterno.

Mesmo antes do aparecimento da escrita de signos e símbolos, já os primitivos, através das gravuras nas rochas, deixavam registados momentos do seu quotidiano.

Com o passar do tempo foi surgindo a necessidade de encontrar materiais mais fiáveis a nível de durabilidade e assim se passou pelas fases em que se escrevia em peles de animais, plantas, blocos de cera, papiro, para referir apenas alguns.

Servem os parágrafos anteriores – resumo muito sintetizado – para dizer que a escrita, tal como muitas outras coisas de cunho humano, sofre evolução, não só em estilo e conteúdo mas também em forma. E, fazendo parte dessa evolução, vivemos numa era de grande implementação tecnológica e temos ao dispor novas plataformas de arquivamento e divulgação.

De entre todas as ferramentas que a tecnologia tem colocado ao serviço daqueles que escrevem e/ou lêem, decidi vir aqui hoje falar de e-books.

Sei que não existe uma opinião concensual sobre a utilização dos livros electrónicos mas, argumentos sobre vantagens e desvantagens à parte, a realidade é que eles estão aí e podem ser, se é que já não são em muitos casos, um instrumento valioso no diz respeito a uma divulgação mais célere e, consequentemente, um acesso mais facilitado às obras.

Se enquanto leitor sinto, como muitos outros, que um livro em papel tem encantos que não podem ser transportados para um e-book, já como autor, reconheço que vivendo numa era como a nossa, esta forma de livro pode ser um meio importante para alargar o universo de leitores que, de outra forma, dificilmente os livros de papel proporcionam.

Sou daqueles que escrevem por paixão mas não sou hipócrita ao ponto de negar que, no momento em que transformo a minha escrita em livro, o objectivo é vender e não me oponho nem discuto a forma como a minha escrita é comercializada.

Como referi anteriormente, enquanto autor, não me choca ver os meus livros em formato electrónico mas não abdico de ter nas mãos livros em papel e desfrutar do prazer que só eles são capazes de transmitir.

MANU DIXIT